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20/01/2009 - 23:56

Sommer em dois tempos

Esse post é todo do Marcelo Sommer. Resolvi juntar o que ele apresentou para os meninos tanto no desfile de sua marca Do Estilista, quanto no da Cavalera, que aconteceu hoje. Bem, na Cavalera, méritos para o Igor de Barros, autor da V.Rom, que passa a integrar o time da grife e a assinar a porção masculina.  O resultado é bom, mostra evolução, mas ainda não conquista. O grande mérito da Cavalera nesta estação é ter se recuperado do fraco desempenho verde na temporada passada (apesar do desfile ter concorrido a melhor do ano…), focando no comercial e assumindo sua veia street, de produto que vai pra loja. Não amo tudo não, mas reconheço a evolução. Crítica do lilianpacce.com:

“A festa de Parintins e seu duelo entre os bois Caprichoso e Garantido serviu de inspiração para um inverno tingido de azul e vermelho, assumidamente comercial e fiel às raízes street da Cavalera. Um folclore tipicamente regional diluído em propostas usáveis, com perfume punk rock e com a assinatura de Marcelo Sommer. Entenda por aí que xadrezes, quadriculados, detalhes kitsch e pitadas de bom humor aparecem tanto no lado vermelho (Garantido), quanto do lado azul (Caprichoso), no desfile dividido em dois blocos, com a torcida adversária assistindo, na penumbra, ao enredo da outra. Muita lã nas jaquetas, de desenho Perfecto, jeans brutos quase sem lavagem – as calças são skinnies ou carrot- tanto para meninas, quanto para eles. O jovem Igor de Barros, da V.Rom, por sinal é quem passa a assinar o masculino, que teve no rebuscado desenho dos casacos seu ponto alto. Elementos da fauna local e alegorias do espetáculo como onças e penas pipocam em estampas, forros e até nos sapatos bico fino, enquanto rendas maliciosamente sexies garantem o tom rock´n´roll do carnaval mais acirrado do Brasil. O quesito de avaliação aqui é o de evolução, e a Cavalera levou nota alta.”


Por outro lado, gostei muito mais da coleção solo de Marcelo, na Do Estilista. Criou desejo, assumiu o gosto (e a necessidade) pelo comercial, sem perder a fantasia que lhe é tão cara. Tradição holandesa revisitada com toda a identidade street de Marcelo Sommer. Funcionou. Depois de inúmeras viagens a Amsterdam, finalmente Marcelo faz virar roupa uma admiração por símbolos tradicionais dos Países Baixos, como os azulejos, os souvenires das lojas para turistas e desenhos de personagens lúdicos. Tudo a ver com o universo da Do Estilista, portanto. E, como a cor dominante de todas essas referências é o azul, a coleção passeia por todas as tonalidades, do Klein ao céu, tingindo xadrezes, estampas de girassóis e do incontornável Van Gogh. Shapes folgados para eles, com calças de gancho baixo e camisas ajustadas, esquentadas por belos tricôs de ponto largo e blazers em patchwork. As meninas ganham formas inusitadas, em um bom repertório de vestidos, como o chemise de Luciana Curtis, cortado em forma circular, mas com caimento de caftã. Nos pés, tênis Nike coloridos, confirmando que tudo está pronto para as ruas. As bicicletas originais viraram ergométricas na cenografia bem humorada da grife e, depois de uma coleção fantasiosa na temporada passada, é gostoso ver Marcelo olhar para seu universo sem perder o passo na esteira comercial.

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , , , ,

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1 comentário para “Sommer em dois tempos”

  1. Marcio Aurelio Lima disse:

    Marcelo Sommer arrasou…Do Estilista resgatou sua essencia sem perder o foco no strreet wear comercial…clap,clap,clap…

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