iG
iBest BrTurbo

Publicidade

Publicidade
10/12/2008 - 15:41

O homem da Casa, dia 2

No geral, foi um segundo dia de Casa de Criadores fraco. Para a moda masculina nossa de cada dia, então…Vou, no entanto, citar o trabalho das Gêmeas que, na minha opinião, deram uma andada para trás nessa coleção, além do bom exercício de formas e modelagem que realizou a Der Metropol.

Isadora e Carol olharam para o Lago dos Cisnes, de Tchaïkovsky, e para o filme Perdas e Danos, mistura que, a princípio, tinha bem a ver com a fase delas, um pouco mais soft, mas sempre hard. Há algumas temporadas, as irmãs incorporaram looks masculinos nas coleções, com alguns bons momentos mas, desta vez, foram poucos. Meu destaque vai para as peças em lã espinha de peixe, como o blazerzinho desestruturado, e para a boa jaqueta de alma street usada com bermudinha seca. Não gostei das peças metalizadas, empobrecidas pelo lamê fluido. O melhor do desfile ( excetuando boas peças femininas, mas que não são o foco aqui ) foram as bailarinas do início, cheias de graça ao som da eterna valsa russa.

A Der Metropol, se não impressiona pelo tema ( grunge, again. Mesmo que seja pelo viés das letras da música e do sofrimento, não é novidade. E precisa mais do que algumas estampas de coração sangrando para dar vida a essa inspiracão. ), tem o mérito de se empenhar na busca de formas e modelagens novas na moda para meninos. Ótimas calças de moletom, folgadas e de shape saruel que, ora vinham esportivas e utilitárias, ora com referências à clássica alfaiataria. Urbano e confortável. Dá vontade de ter a calça cinza cheia de zíperes do começo do desfile que, no geral, respirou sempre mais ares esporte-street-jogging do que resquícios emo de Alice in Chains.

As referências das Gêmeas eram bem interessantes, mesmo com resultado apenas regular, mas rock, grunge ou go-go boys ( Marcelu Ferraz, insistente no erro ) são temas muito desgastados para quem se propõe a experimentações como o fazem, em geral, os participantes da Casa de Criadores. Somando-se a isto a falta de grana, acabamento nem sempre preciso, styling e edição medianos, as chances de dar errado são enormes. Povo criativo, que tal queimar mais a cuca da próxima vez?

Ah! As fotos são do querido Paulo Reis.

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , ,

4 comentários para “O homem da Casa, dia 2”

  1. Leo B. disse:

    Eu ainda não tive tempo para ver os desfiles com calma, mas todo mundo esta comentando da marcha ré das gemeas msm!

    qnt a Der Metropol… o pouco que vi… já rolaram algumas paixoes! rs

  2. denise dahdah disse:

    Tb amei a saruel da Der Metropol!

  3. Paulo Ferreira disse:

    Bem pouco profissional seu comentário sobre o 2º dia de desfiles. Qual o problema em revisitar temas como rock ou grunge? E o desfile do Marcelu Ferraz era de gogo boys só porque alguns modelos eram fortes e não esqualidos? Acho que você não entendeu que as referências de esporte eram o tema da coleção. Preconceito puro. Aliás, característica desprezível para quem lida com criação. Tudo é médio para você. Se todos lá já estivessem prontos estariam no SPFW. Mas criticar é muito fácil. Mas até para criticar você precisa ser profissional.

  4. justum disse:

    Oi Paulo,

    respeito sua opinião e acho que todas devem ser respeitadas. Sempre. Quanto aos comentários, eu acho sim que rock e grunge são temas desgastados e difíceis de serem explorados com algum frescor hoje em dia. Na coleção da Phergom, que tratava de rock, todos os clichês que o André dizia querer evitar estavam lá: cores escuras, calças justas, tênis All Star. No caso da Der Metropol – que eu acho que fez um bom desfile, no geral -, não vi, excetuando as estampas de coração sangrando e a trilha sonora, nenhuma referência ao grunge. Ou seja, o estilista também não conseguiu extrair algo além do óbvio da inspiração dele, tanto que as peças principais eram as calças, todas explicitamente esportivas. Quanto ao Marcelu, que aposta na estética homens- bombados-que- não- vestem-bem- as- roupas-e-mal-conseguem-andar há tempos, é questão de gosto. Não vejo elegância naquela imagem, desculpe. Se você vê, maravilha. E o sportswear apresentado não me surpreendeu em nada. O que eu espero de um evento que se diz laboratório de novos talentos é que esses novos talentos tragam algo de diferente do que vemos por aí, algo novo, que nos faça sair da mesmice. E fica difícil fazê-lo quando se explora temas banais como rock e grunge e, pior, quando se fica no óbvio do sportswear-moletom-com-capuz. Não é preconceito não, Paulo, pelo contrário. Eu só espero ser mais supreendido num evento de novos estiistas do que numa semana de desfiles de algum shopping qualquer. E até agora, nada, além do João Pimenta, aguçou isto em mim. Vai ver eu sou muito exigente. Mas acho que os novos talentos deveriam ser muito mais se almejam um dia alçar vôos mais altos do que a passarela do shopping Frei Caneca. De qualquer forma, obrigado por deixar sua opinião. Um abraço.

Deixe um comentário:

Antes de escrever seu comentário, lembre-se: o iG não publica comentários ofensivos, obscenos, que vão contra a lei, que não tenham o remetente identificado ou que não tenham relação com o conteúdo comentado. Dê sua opinião com responsabilidade!

Os campos com * são de preenchimento obrigatório






Voltar ao topo