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Arquivo de novembro, 2008

12/11/2008 - 17:57

Marc é do Renzo!

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Renzo Rosso está mesmo disposto a rivalizar com os maiores diretores de conglomerados de luxo do planeta. À frente de seu grupo Only the Brave, ele já detém o direito comercial da Diesel, DSquared2, Maison Martin Margiela, Viktor & Rolf e Vivienne Westwood. A bomba da quarta-feira dá conta de que a mais nova aquisição é a linha masculina de Marc Jacobs, tirada das mãos da poderosa LVMH. O contrato assinado é de cinco anos e começa a valer já na coleção de primavera-verão 2010. A porção feminina não está incluída na transação.
Opinião das partes: “Sempre admirei o trabalho de MJ, sua independência criativa e a sua capacidade para criar novas tendências”, diz Rosso. Será que continua assim? Já Robert Duffy, presidente da Marc Jacobs Internacional, é curto e grosso: ” Se é bom para Margiela, também é bom para nós”. Então tá.

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , , , , , , , ,
12/11/2008 - 16:34

Siga os conselhos para se dar bem no verão

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Saiu uma materinha bacana no site Erika Palomino sobre como enfrentar o calorão de verão e ainda assim manter a elegância. Tem dicas minhas lá. Clica pra ver.

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , ,
10/11/2008 - 17:27

Bons de bola

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Jogadores do Chelsea, de Armani

E olha que legais essas duas matérias que saíram no caderno de esportes da Folha de São Paulo, ontem, domingão. Abordam a nova estética dos jogadores de futebol, cada vez mais bem vestidos por grandes grifes. Até nosso desajeitado Dunga vai aposentar os looks duvidosos que usa durante as partidas, já que a Hugo Boss fechou contrato para vestir a Seleção. O texto principal é do Paulo Cobos e o menor é da Vivian Whiteman, abordando o fetiche que despertam os boleiros. Vale a leitura.

ESPORTE FINO
Hugo Boss vai vestir seleção brasileira, que entra na lista de times que vestem trajes sociais de gigantes do mundo da moda

PAULO COBOS
DA REPORTAGEM LOCAL

A partir do ano que vem, Dunga poderá trocar as roupas de gosto duvidoso desenhadas por sua filha por ternos da Hugo Boss, que vai vestir a seleção brasileira em suas viagens e também colocar modelitos à disposição do treinador.
Se optar pelo figurino, engrossará o time de esportistas modelos de grifes famosas.
Seja na Europa, nos EUA e agora com a seleção brasileira, gigantes das passarelas correm atrás de clubes, atletas e técnicos para servirem de garotos-propagandas de seus produtos, que, nesse caso, não são chuteiras, camisetas ou agasalhos.
Pesos pesados do mundo fashion, como Armani, Dolce & Gabbana e Ralph Lauren, e gigantes dos ternos, casos da Hugo Boss, Paul Smith e Joseph Abboud, acertaram nos últimos meses longos contratos para vestir atletas, fora de campo, e também os técnicos -estes últimos, por poderem usar seus produtos durante os jogos, viraram alvos preferenciais.
Na última segunda-feira, 26 dos 30 treinadores da NBA, a liga americana de basquete, assinaram um contrato de três anos com a Joseph Abboud, marca dos EUA de roupas masculinas, que já tinha um acerto com os técnicos da NFL, a liga de futebol americano.
Cada treinador teve suas medidas apanhadas pela empresa, que vai colocar US$ 500 mil em seus produtos à disposição dos técnicos, cujas silhuetas que fogem do padrão de modelos são tidas como um atrativo.
“Para nós, é uma forma fantástica de mostrar nossos ternos para os homens americanos com todo tipo de corpo”, diz Marty Staff, o presidente da empresa americana.
Entretanto é na Europa que estão as mais ousadas parcerias entre o esporte e a moda.

Capa do Batman
Na Inglaterra, a Armani vai vestir o Chelsea até 2010. Até Luiz Felipe Scolari, famoso por seus agasalhos, já posou como modelo com o terno desenhado pela empresa italiana -mas o treinador ainda resiste a usar o traje durante as partidas.
Uma linha completa foi feita para o clube, que também pode ser comprada nas lojas Armani na Inglaterra -os ternos chegam a custar mais de R$ 3.000.
“O tema dos super-heróis é muito forte na minha mente no momento. Espero que meus ternos tenham um efeito similar ao da capa do Batman para os jogadores do Chelsea”, filosofa Giorgio Armani, o dono da grife, sobre a parceria.
No milionário futebol inglês, logo surgiu um contra-ataque à Armani. Em maio passado, o Manchester United assinou por três anos com a Paul Smith, grife de seu país que também aposta alto na moda masculina.
O fundador da marca, que dá seu nome a ela, relata o motivo principal do acerto.
“O Manchester United tem uma base grande de torcedores por todo o mundo. Sei que meus clientes no Japão, na Coréia, em Hong Kong e em todo sudeste asiático ficarão interessados na parceria”, diz Paul Smith, prevendo que a força do clube impulsione suas vendas.
Na Itália, a Dolce & Gabbana levou para o Milan e a seleção daquele país a mesma ousadia que fez da marca uma das preferidas do mundo pop -Madonna é uma das clientes.
No início deste ano, a grife estendeu seu contrato com o Milan até 2010. Segue fazendo um calendário com fotos ousadas de jogadores do clube (no deste ano Alexandre Pato aparece com a cueca à mostra).
A Hugo Boss, que, além de fornecer ternos, vai pagar cerca de US$ 200 mil por ano para a CBF pelo direito de vestir a seleção brasileira, tem hoje contratos com o Bayern de Munique e o Real Madrid.
Na Olimpíada de Pequim, em agosto passado, a delegação americana usou roupas da Ralph Lauren nas cerimônias de abertura e encerramento.

BOLEIROS DE TERNO ( OU SEM ) SÃO FETICHE DA MODA
VIVIAN WHITEMAN
DA REPORTAGEM LOCAL

Os ternos são um clássico do guarda-roupa masculino. Atualmente, além de uma certa elegância sóbria, são símbolos de poder, especialmente os assinados por grandes estilistas. E, se o recheio de uma dessas preciosidades da moda for um astro do futebol, nasce um novo hit de vendas e de mídia, como Kaká com a Empório Armani.
As mulheres (e uma penca de garotões, embora muitos futebolistas não gostem de tocar nesse assunto) suspiram. Os homens investem no look poderoso, para atrair olhares e impor moral. É um tiro certo.
Armani também fez os ternos oficiais dos garotões do Chelsea. Os modelos investem no marinho clássico, mas seguem tendências de moda, como as pernas bem ajustadas e o fechamento com apenas dois botões, mais moderno.
O Manchester United, prestigiando os criadores ingleses, escolheu Paul Smith, um dos maiores nomes do mundo na alfaiataria. Corte seco e preciso, calças também ajustadas, um primor. Cristiano Ronaldo, por exemplo, arrasou na foto de divulgação, um verdadeiro top.
A Hugo Boss, que tem longa tradição de bons ternos, foi escolhida para botar Dunga e sua equipe na linha e também deve mandar bem. Só vai ser mais difícil acertar o corte de pernas justas em atletas mais baixinhos, de coxas grossas. Enfim, nada que não tenha conserto.
Porém quem entende melhor o status -altamente sexual- do terno na sociologia da moda atual é a Dolce & Gabbana, que veste a seleção italiana.
Um astro do futebol de terno é um modelo de sucesso profissional e de elegância dentro do mundo masculino, claro. Nas campanhas de underwear da Dolce & Gabbana com a seleção italiana, no entanto, revela-se um outro lado da história.
O boleiro de terno é um fetiche que resume o objeto do desejo de dez entre dez marias-chuteira, das discretas às mais ousadas: jogar longe o blazer de grife e a calça elegante, ambos caríssimos, para encontrar um corpão malhado de super-herói do esporte. Desde que, é claro, ele seja detentor de superpoderes (em bom português, um cartão de crédito sem limites).

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , , , ,
10/11/2008 - 16:07

Pense Moda você

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Ó: então já sabe, né? De 17 a 19 de novembro tem o Pense Moda e euzinho aqui vou participar da mesa de discussões sobre moda masculina, junto com o Thiago Ferraz, o Cacá Ribeiro, o Renato de Cara e os estilistas Ivan Aguilar, Li Camargo e Vitor Santos ( time bom! ). O nosso debate é dia 18, às 14 hrs e o Jackson Araújo é quem vai mediar. Trocando idéias com o Thiago e com o Jackson para direcionar um pouco as pautas da conversa, começamos um brainstorm que eu achei por bem estender a vocês, leitores, que se interessam pelo assunto e que acrescentam tanto com a participação nos comments ou colaborando da forma que seja para a evolução do Hypercool.

Queria abrir espaço, portanto, para sugestões sobre assuntos e temas que vocês achem interessante serem abordados na palestra e que, prometo, serão levados em consideração na hora de fecharmos as pautas. Fiquem livres para comentar e dar seus pitacos, pois.

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , , , , , , ,
07/11/2008 - 11:43

Blogs in Black

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E já que o mundo agora é black, vou abrir espaço aqui pra divulgar uma ação muito legal que a Rexona está fazendo com alguns nomes bacanas da blogosfera. Funciona assim: Sob o eterno tema do preto na moda, alguns blogs foram escolhidos para ganhar lay-out novo ( que faz parte da idéia, afinal o lançamento é o desodorante Rexona Black ) e promover um concurso cultural que põe a cabeça pra funcionar em torno da ligação das pessoas com a cor ( ou ausência de? ). São quatro blogs participantes: o Garotas Estúpidas, o Moda Sem Frescura – da Biti – o SP00 e o Blog da Cami Yahn. Cada um deles tem a missão, durante um período pré-determinado, de publicar um artigo sobre o preto na moda nossa de cada dia e lançar uma frase a ser completada ( ou pergunta a ser respondida ) pelos leitores. Melhor: a melhor resposta ganha prêmios incri! O concurso do Garotas Estúpidas já rolou e teve uma fofa lá que levou um Macbook preto pra casa! Atualmente tá no ar o artigo da Biti ( até domingo! Ipod Touch de prêmio! ), depois vem o do SP00 ( de 10/11 a 16/11, câmera Canon ) e por fim o da Cami ( de 17/11 a 23/11, cafeteira luxo da Nespresso ). O mais legal que fica dessa história? É uma prova concretíssima e bem-vinda de que os blogs viraram veículos importantes para o jornalismo e igualmente no mundo da publicidade. Comunicação de nicho com resultados de gente grande. Clica nos links. Vale a pena. 

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , , ,
06/11/2008 - 19:07

Campanhas de verão 2009

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Adoro me surpreender com campanhas frescas e bem-feitas, principalmente quando elas vêm de quem você menos espera. Olha essa da April 77 e logo em seguida a da Véronique Branquinho. Lindas. As duas.

 

Muito chique essa da Véronique.

 

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , ,
05/11/2008 - 14:43

E fez-se história…

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Nunca pensei que fosse sentir orgulho do povo norte-americano. Confesso que temi por uma reviravolta até o último minuto e já preparava os maldizeres e xingamentos no caso de uma vitória de McCain nas megaeleições de ontem ( vai saber…eles elegeram duas vezes o Bush…). Mas não. Todo tipo de cidadão dos EUA fez questão de votar, enfrentou filas vergonhosas, provocadas pelo sistema mais arcaico de votação que existe, chuva, cansaço…tudo em nome da história. Me emocionei muito com a vitória de Barack Obama. O significado é imenso, pra moda, pra economia, pro planeta inteiro. Nessas horas baixa a poliana e eu tenho muita vontade de acreditar que nem tudo está perdido, que políticos podem ser caras legais, honestos e bem-intencionados. Por isso, faço aqui um aparte na moda masculina que me guia para reproduzir o discurso da vitória de Obama. É longo, mas é de ficar com lágrimas nos olhos. Parabéns EUA!

“Olá, Chicago! Se alguém aí ainda dúvida de que os Estados Unidos são um lugar onde tudo é possível, que ainda se pergunta se o sonho de nossos fundadores continua vivo em nossos tempos, que ainda questiona a força de nossa democracia, esta noite é sua resposta.

É a resposta dada pelas filas que se estenderam ao redor de escolas e igrejas em um número como esta nação jamais viu, pelas pessoas que esperaram três ou quatro horas, muitas delas pela primeira vez em suas vidas, porque achavam que desta vez tinha que ser diferente e que suas vozes poderiam fazer esta diferença.

É a resposta pronunciada por jovens e idosos, ricos e pobres, democratas e republicanos, negros, brancos, hispânicos, indígenas, homossexuais, heterossexuais, incapacitados ou não-incapacitados.

Americanos que transmitiram ao mundo a mensagem de que nunca fomos simplesmente um conjunto de indivíduos ou um conjunto de Estados vermelhos e Estados azuis.

Somos, e sempre seremos, os EUA da América. É a resposta que conduziu aqueles que durante tanto tempo foram aconselhados por tantos a serem céticos, temerosos e duvidosos sobre o que podemos conseguir para colocar as mãos no arco da História e torcê-lo mais uma vez em direção à esperança de um dia melhor.

Demorou um tempo para chegar, mas esta noite, pelo que fizemos nesta data, nestas eleições, neste momento decisivo, a mudança chegou aos EUA. Esta noite, recebi um telefonema extraordinariamente cortês do senador McCain.

O senador McCain lutou longa e duramente nesta campanha. E lutou ainda mais longa e duramente pelo país que ama. Agüentou sacrifícios pelos EUA que sequer podemos imaginar. Todos nos beneficiamos do serviço prestado por este líder valente e abnegado.

Parabenizo a ele e à governadora Palin por tudo o que conseguiram e desejo colaborar com eles para renovar a promessa desta nação durante os próximos meses.

Quero agradecer a meu parceiro nesta viagem, um homem que fez campanha com o coração e que foi o porta-voz de homens e mulheres com os quais cresceu nas ruas de Scranton e com os quais viajava de trem de volta para sua casa em Delaware, o vice-presidente eleito dos EUA, Joe Biden.

E não estaria aqui esta noite sem o apoio incansável de minha melhor amiga durante os últimos 16 anos, a rocha de nossa família, o amor da minha vida, a próxima primeira-dama da nação, Michelle Obama.

Sasha e Malia amo vocês duas mais do que podem imaginar. E vocês ganharam o novo cachorrinho que está indo conosco para a Casa Branca.

Apesar de não estar mais conosco, sei que minha avó está nos vendo, junto com a família que fez de mim o que sou. Sinto falta deles esta noite. Sei que minha dívida com eles é incalculável.

A minha irmã Maya, minha irmã Auma, meus outros irmãos e irmãs, muitíssimo obrigado por todo o apoio que me deram. Sou grato a todos vocês. E a meu diretor de campanha, David Plouffe, o herói não reconhecido desta campanha, que construiu a melhor campanha política, creio eu, da história dos EUA da América.

A meu estrategista chefe, David Axelrod, que foi um parceiro meu a cada passo do caminho. À melhor equipe de campanha formada na história da política.

Vocês tornaram isto realidade e estou eternamente grato pelo que sacrificaram para conseguir. Mas, sobretudo, não esquecerei a quem realmente pertence esta vitória. Ela pertence a vocês. Ela pertence a vocês.

Nunca pareci o candidato com mais chances. Não começamos com muito dinheiro nem com muitos apoios. Nossa campanha não foi idealizada nos corredores de Washington. Começou nos quintais de Des Moines e nas salas de Concord e nas varandas de Charleston.

Foi construída pelos trabalhadores e trabalhadoras que recorreram às parcas economias que tinham para doar US$ 5, ou US$ 10 ou US$ 20 à causa.

Ganhou força dos jovens que negaram o mito da apatia de sua geração, que deixaram para trás suas casas e seus familiares por empregos que os trouxeram pouco dinheiro e menos sono.

Ganhou força das pessoas não tão jovens que enfrentaram o frio gelado e o ardente calor para bater nas portas de desconhecidos, e dos milhões de americanos que se ofereceram como voluntários e organizaram e demonstraram que, mais de dois séculos depois, um governo do povo, pelo povo e para o povo não desapareceu da Terra.

Esta é a vitória de vocês. Além disso, sei que não fizeram isto só para vencerem as eleições. Sei que não fizeram por mim.

Fizeram porque entenderam a magnitude da tarefa que há pela frente. Enquanto comemoramos esta noite, sabemos que os desafios que nos trará o dia de amanhã são os maiores de nossas vidas – duas guerras, um planeta em perigo, a pior crise financeira em um século.

Enquanto estamos aqui esta noite, sabemos que há americanos valentes que acordam nos desertos do Iraque e nas montanhas do Afeganistão para dar a vida por nós.

Há mães e pais que passarão noites em claro depois que as crianças dormirem e se perguntarão como pagarão a hipoteca ou as faturas médicas ou como economizarão o suficiente para a educação universitária de seus filhos.

Há novas fontes de energia para serem aproveitadas, novos postos de trabalho para serem criados, novas escolas para serem construídas e ameaças para serem enfrentadas, alianças para serem reparadas.

O caminho pela frente será longo. A subida será íngreme. Pode ser que não consigamos em um ano nem em um mandato. No entanto, EUA, nunca estive tão esperançoso como estou esta noite de que chegaremos.

Prometo a vocês que nós, como povo, conseguiremos. Haverá percalços e passos em falso. Muitos não estarão de acordo com cada decisão ou política minha quando assumir a presidência. E sabemos que o Governo não pode resolver todos os problemas.

Mas, sempre serei sincero com vocês sobre os desafios que nos afrontam. Ouvirei a vocês, principalmente quando discordarmos. E, sobretudo, pedirei a vocês que participem do trabalho de reconstruir esta nação, da única forma como foi feita nos EUA durante 221 anos, bloco por bloco, tijolo por tijolo, mão calejada sobre mão calejada.

O que começou há 21 meses em pleno inverno não pode acabar nesta noite de outono.

Esta vitória em si não é a mudança que buscamos. É só a oportunidade para que façamos esta mudança. E isto não pode acontecer se voltarmos a como era antes. Não pode acontecer sem vocês, sem um novo espírito de sacrifício.

Portanto façamos um pedido a um novo espírito do patriotismo, de responsabilidade, em que cada um se ajuda e trabalha mais e se preocupa não só com si próprio, mas um com o outro.

Lembremos que, se esta crise financeira nos ensinou algo, é que não pode haver uma Wall Street (setor financeiro) próspera enquanto a Main Street (comércio ambulante) sofre.

Neste país, avançamos ou fracassamos como uma só nação, como um só povo. Resistamos à tentação de recair no partidarismo, na mesquinharia e na imaturidade que intoxicaram nossa vida política há tanto tempo.

Lembremos que foi um homem deste estado que levou pela primeira vez a bandeira do Partido Republicano à Casa Branca, um partido fundado sobre os valores da auto-suficiência e da liberdade do indivíduo e da união nacional.

Estes são valores que todos compartilhamos. E enquanto o Partido Democrata conquistou uma grande vitória esta noite, fazemos com certa humildade e a determinação para curar as divisões que impediram nosso progresso.

Como disse Lincoln a uma nação muito mais dividida que a nossa, não somos inimigos, mas amigos. Embora as paixões os tenham colocado sob tensão, não devem romper nossos laços de afeto.

E àqueles americanos cujo apoio eu ainda devo conquistar, pode ser que eu não tenha conquistado seu voto hoje, mas ouço suas vozes. Preciso de sua ajuda e também serei seu presidente.

E a todos aqueles que nos vêem esta noite além de nossas fronteiras, em Parlamentos e palácios, a aqueles que se reúnem ao redor dos rádios nos cantos esquecidos do mundo, nossas histórias são diferentes, mas nosso destino é comum e começa um novo amanhecer de liderança americana.

A aqueles que pretendem destruir o mundo: vamos vencê-los. A aqueles que buscam a paz e a segurança: apoiamo-nos.

E a aqueles que se perguntam se o farol dos EUA ainda ilumina tão fortemente: esta noite demonstramos mais uma vez que a força autêntica de nossa nação vem não do poderio de nossas armas nem da magnitude de nossa riqueza, mas do poder duradouro de nossos ideais: democracia, liberdade, oportunidade e firme esperança.

Lá está a verdadeira genialidade dos EUA: que o país pode mudar. Nossa união pode ser aperfeiçoada. O que já conseguimos nos dá esperança sobre o que podemos e temos que conseguir amanhã.

Estas eleições contaram com muitos inícios e muitas histórias que serão contadas durante séculos. Mas uma que tenho em mente esta noite é a de uma mulher que votou em Atlanta.

Ela se parece muito com outros que fizeram fila para fazer com que sua voz seja ouvida nestas eleições, exceto por uma coisa: Ann Nixon Cooper tem 106 anos.

Nasceu apenas uma geração depois da escravidão, em uma era em que não havia automóveis nas estradas nem aviões nos céus, quando alguém como ela não podia votar por dois motivos – por ser mulher e pela cor de sua pele.

Esta noite penso em tudo o que ela viu durante seu século nos EUA – a desolação e a esperança, a luta e o progresso, às vezes em que nos disseram que não podíamos e as pessoas que se esforçaram para continuar em frente com esta crença americana: Podemos.

Em uma época em que as vozes das mulheres foram silenciadas e suas esperanças descartadas, ela sobreviveu para vê-las serem erguidas, expressarem-se e estenderem a mão para votar. Podemos.

Quando havia desespero e uma depressão ao longo do país, ela viu como uma nação conquistou o próprio medo com uma nova proposta, novos empregos e um novo sentido de propósitos comuns. Podemos.

Quando as bombas caíram sobre nosso porto e a tirania ameaçou ao mundo, ela estava ali para testemunhar como uma geração respondeu com grandeza e a democracia foi salva. Podemos.

Ela estava lá pelos ônibus de Montgomery, pelas mangueiras de irrigação em Birmingham, por uma ponte em Selma e por um pregador de Atlanta que disse a um povo: “Superaremos”. Podemos.

O homem chegou à lua, um muro caiu em Berlim e um mundo se interligou através de nossa ciência e imaginação. E este ano, nestas eleições, ela tocou uma tela com o dedo e votou, porque após 106 anos nos EUA, durante os melhores e piores tempos, ela sabe como os EUA podem mudar.     Podemos.

EUA avançamos muito. Vimos muito. Mas há muito mais por fazer.

Portanto, esta noite vamos nos perguntar se nossos filhos viverão para ver o próximo século, se minhas filhas terão tanta sorte para viver tanto tempo quanto Ann Nixon Cooper, que mudança virá? Que progresso faremos?

Esta é nossa oportunidade de responder a esta chamada. Este é o nosso momento. Esta é nossa vez.

Para dar emprego a nosso povo e abrir as portas da oportunidade para nossas crianças, para restaurar a prosperidade e fomentar a causa da paz, para recuperar o sonho americano e reafirmar esta verdade fundamental, que, de muitos, somos um, que enquanto respirarmos, temos esperança.

E quando nos encontrarmos com o ceticismo e as dúvidas, e com aqueles que nos dizem que não podemos, responderemos com esta crença eterna que resume o espírito de um povo: Podemos.

Obrigado. Que Deus os abençoe. E que Deus abençoe os EUA da América”.

Autor: justum - Categoria(s): Sem categoria Tags: ,
04/11/2008 - 19:11

Onda Black

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Mandela na Vogue Itália de Julho, Michelle Obama colaboradora da L’Uomo e Forest Whitaker, mentor da edição de Novembro

Enquanto Obama parece mesmo que vai ser eleito ( será, hein? ), a black fever que tomou conta do mundo fashion não pára de render. E de novo pelas mãos de Franca Sozzani, que já havia causado com sua Black Issue da Vogue Itália em Julho. A edição questionava a diversidade no mundo da moda e, segundo Sozzani, teve 98% de aprovação.

A vez agora é dos homens. A edição de novembro da L’Uomo Vogue será dedicada à Africa. A idéia teria partido do ator Forest Whitaker ( de O Último Rei da Escócia ) e do escritor francês Bernard-Henri Lévy, editor convidado da publicação. Franca avisa, porém, que este número da L’Uomo não será uma declaração de amor à estética africana e que os editoriais não terão obrigatoriamente um pé no étnico ( acho bom, sem caricaturas, please ). Além de Forest Whitaker e BHL, a edição de novembro tem entre seus colaboradores nomões como os do produtor musical Quincy Jones, John Legend, Matt Damon e…Michelle Obama! Melhor: metade da receita com publicidade será revertida para organizações humanitárias que tenham ligações com a Terra Mãe.

Acho ótimo que alguém se mexa para questionar o lugar dos negros na moda mas, repito, que não seja apenas um golpe de marketing e que se assuma de vez que black is beautiful, sim!

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , , , , , ,
04/11/2008 - 09:32

Go Obama!

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Autor: justum - Categoria(s): Sem categoria Tags:
01/11/2008 - 21:08

A alfaiataria vive!

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Alfaiataria não precisa ser sinônimo de moda careta e banal. Enquanto se discute os rumos do guarda-roupa masculino para o século 21 e a busca pelo substituto do costume como uniforme de trabalho, ela resiste. Novas formas, novos materiais, novas maneiras de encarar o formalismo. Neste editorial, publicado no Le Figaro e feito com peças fortes das novas coleções dá pra pensar em como montar um look ao mesmo tempo clássico e moderno, enquanto se repensa se vale mesmo a pena decretar a morte da alfaiataria. Pra quê, se é tão elegante de se ver? Atenção: este não é um editorial do Hypercool, hein? ( bem que eu gostaria de poder contar com estas grifes todas pra fazer os nossos por aqui… )


Dir:Terno Dunhill, camisa e gravata-borboleta, Bottega Veneta. Bolsa, Louis Vuitton. Esq.: Costume John Richmond. Camisa e gravata, Fendi


Dir: Blazer Paul & Joe, tricô Hermès e camisa Quinze Serge Blanco. Calça Paul Smith e óculos John Varvatos. Botas Bally. Esq.: Blazer Cerrutti 1881, camisa Paul Smith e tricô Gucci. Calça Paul & Joe e bolsa Fendi.


Paletó de smoking Giorgio Armani, camiseta Acne e écharpe Lanvin


Esq.: terno Gucci e camisa Dunhill. Dir.: Blazer Bottega Veneta, camisa e gravata Hermès. Calça Tommy Hilfiger, meias Gallo e sapatos Paul & Joe


Esq.: Casaco Ralph Lauren e calça Pepe Jeans. Pólo e gravata, Lacoste. Dir.: Costume Yves St.Laurent e camisa New Man. Chapéu Antony Peto, gravata Bottega Veneta e sapatos Gucci


Blazer, camisa e calça Dior Homme. Gravata e meias Louis Vuitton

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags:
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