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18/11/2008 - 21:37

Pensando Moda Masculina

Hoje foi dia de discussão sobre o momento atual da moda masculina no Brasil no Pense Moda. Eu participei da mesa e queria aqui dividir minhas impressões com quem não pôde estar lá e abordar alguns pontos que, a meu ver, fizeram com que o debate ficasse aquém das minhas expectativas (e também das de outras pessoas que já vieram falar comigo).

Antes de tudo, queria dar um pitaco sobre os debates anteriores: a apresentação do fotógrafo Mariano Vivanco e a conversa sobre como conciliar liberdade de criação com a necessidade comercial de marcas e revistas. Bom, sobre o Mariano pouco a dizer além de enaltecer sua simpatia e recomendar um passeio pelo site do moço, bem legal, sobretudo na seção de vídeos, muito bem realizados e ótimo complemento para o trabalho de fotografia em si. É realmente um dos grandes nomes da nova geração. A discussão seguinte mexeu muito mais com as pessoas, pelo simples fato de ter pego no calo tão incômodo que é a questão da cópia e da falta de originalidade na moda publicada nas principais revistas do País. Praticamente todo mundo que ali estava (convidados e platéia) estava envolvido no assunto, seja como peça da engrenagem (stylists, fotógrafos, jornalistas, diretores de arte…), seja como consumidor do produto. Achei que se bateu muito na tecla da falta de tempo das revistas mensais em estudar melhor aquilo que vai se fotografar e no conflito que têm os fotógrafos em ter que se adaptar às necessidades comerciais das publicacões. Não acho que os prazos apertados sejam limitadores de boas idéias e nem que as revistas realmente podem (no sentido de podar, gongar, limitar) tanto assim o trabalho de stylists e fotógrafos. Na minha opinião, o problema é que, como disse bem o fotógrafo Bob Wolfenson, integrante da mesa, o brasileiro sofre de “ejaculação precoce”, ou seja, quer tudo pra já, não tem paciência em entender o nosso mercado editorial, cobra muito porque compara o tempo inteiro nosso trabalho com o de fora. As pessoas nem se preocupam em saber quais as condições que temos por aqui para realizar um trabalho de alto nível, que esbarra em pouca roupa de qualidade, verba mínima e um número limitado de veículos que topem apostar em informação de moda. Tem um ponto fundamental nesse debate todo: enquanto ficarmos procurando a tal identidade brasileira nas fotos, nas roupas, na atitude, etc…vamos ficar andando em círculos, procurando pêlo em ovo. Temos é que vender produto de qualidade, independente de RG, pois a tal identidade vai aparecer naturalmente, seja na atitude da modelo (somos naturalmente sexies, é fato, e isso por si só já é um sinal de “identidade”), seja na maneira com que montamos a matéria, ou nas locações, ou ainda na luz natural que temos em nosso país tropical. Façamos boa moda e relaxemos com as comparações, até porque eu não acho que exista mais essa coisa de cópia chupada em nossas revistas. E se existe no prêt-à-porter (e tudo bem, pois compra o original quem quer e quem pode, não é mesmo?), porque cobrar tanto das nossas publicações? Isso ainda está em formação, como nosso mercado de moda INTEIRO. Por fim, que tal o Brasil todo parar de praticar o mais novo esporte nacional, que é meter o pau na Vogue? Pelamordedeus, é a impressão, é o papel, são falhas de digitacão, é a cobrança de não apresentar o que sabe-se lá quem espera. Ah, chega, né? Soa como mágoa de caboclo, coisa de recalcado, pois eu aposto que se fossem todos convidados a colaborar não recusariam. Nas condições em que é feita, sorry, mas é a melhor revista de moda que temos. E nem venham falar de Mag e Key, pois são perfis completamente diferentes de publicacão. Enfim, falei demais para finalmente entrar no assunto de meninos, que é o que mais me interessa aqui.

Nosso debate sobre moda masculina foi…legal, mas poderia ter sido bem melhor. Achei que ficamos presos demais no business, na engrenagem da moda para homens no Brasil, sendo que a gente nem mesmo conseguiu educar direito o consumidor! E teve ainda o loooongo momento Osklen, quase constrangedor. Explico: lá pelas tantas, levantou-se a questão do sucesso que a grife carioca tem alcançado, no Brasil e no mundo, com sua silhueta desabada, novos shapes para o homem do século 21, o que é legal sim para a moda brasileira, mas que não é, de jeito nenhum, a imagem que deve ficar da moda que se faz para homem no Brasil. Enfim, enalteceu-se e criticou-se o Oskar exaustivamente na sala, perdendo tempo e energia ao invés de se falar de tantas outras coisas importantes nesse momento da moda masculina. Afinal, tem mais gente legal fazendo boa moda por aqui além da Osklen, convenhamos. É um case de sucesso? É, mas também de marketing. A saruel e as peças conceituais só vendem nas flagships. No RJ, por exemplo, dá-lhe bermuda estampada e camiseta nos calçadões da vida.

Passamos rápido demais sobre a questão do porque a moda masculina estar num momento tão interessante no mundo todo, assim como qual o nosso papel (os veículos e formadores de opinião) neste processo de mudanças. Achei bom levantar a questão da falta de mão-de-obra especializada, pois quem trabalha com alfaiataria (tão vital na moda para homens) pena para achar bons profissionais. Por isso a importância dos cursos que estão começando a reaparecer. Uma bobagem questionar também a moda regional, insistindo para que a moda do cantor de tecnobrega do Piauí também seja levada em consideração nessa transformação de costumes. Ora, se a gente ainda nem conseguiu apontar os caminhos para o homem da metrópole, usando referências globais, por que já cobrar integração de mercados ainda mais engessados em limitações culturais? De novo a ejaculação precoce. Calma, gente. Tá tudo começando. O boom da moda masculina no mundo tem menos de uma década, e demora pra pegar até mesmo nos grandes centros europeus, imagina aqui na terra do paletó até o joelho? O homem brasileiro, em geral, já entendeu que é legal se cuidar, prestar mais atenção no que veste; já passou da fase de não usar rosa, agora tá no estágio de experimentar novos shapes, fazer misturas inusitadas.

Tocamos no ponto do círculo vicioso da imprensa especializada (ínfima), com conceitos antigos e enraizados naquela velha história de que o leitor não entende, o anunciante vai fugir, etc. Se em algum momento isso não for subvertido, se ninguém der um passo adiante, vai demorar ainda mais. Daí a importância das mídias alternativas, dos fanzines, dos blogs nessa engrenagem. A nova geração de meninos está adorando brincar com moda (alguém aí já passeou pela noite de SP ultimamente? Deram uma olhada nas fotos de adolescentes em Paris?), tem que prestar atenção, pois eles são peça-chave nisso tudo. Teve também um momento de discussão gay-hétero sobre quem ousa mais na hora de levar a informação de moda. Também achei antigo esse tópico. Sim, lá nos anos 90 talvez gostar de moda no Brasil fosse coisa de viado, hoje em dia já evoluímos muito nesse sentido. Muito simplista pensar assim. Para fechar meus dois centavos sobre o assunto (que o post já tá ficando giga e ninguém tem tanta paciência assim), o tema da bermuda urbana: em geral, os integrantes da mesa torceram o nariz, dizendo que é só um nicho que arrisca, que isso nunca vai chegar à avenida Paulista, por exemplo, e que mesmo nas grandes capitais do mundo isso é balela. Uma falta de informação e um universo de pré-conceitos generalizado, nesse caso. Não pudemos nos estender sobre o assunto, porque logo passou-se a outro, mas queria aqui dizer (e o Hypercool divulga essa tendência há tempos) que a dupla bermuda-paletó (ou camisa, ou jaqueta) pegou lá fora sim. Já falei aqui que quando estive em NY, vi vários exemplos bacanas circulando por Manhattan. E vocês devem se lembrar que falei também que foi assunto no NYTimes, que tem agência de publicidade que já adotou e que até a ONU decidiu abrir as portas à novidade em prol da economia de energia com o ar-condicionado, contra o aquecimento global. Isso não sou eu que inventei, é fato. Ejaculação precoce, again. Há dez anos, usar rosa era coisa de bicha. Que tal esperar pra ver se daqui a dez anos os executivos não estarão de bermuda na Berrini? Ah, é coisa de gueto? Talvez, mas é assim que começa. E se nem lá fora usar e difundir moda é uma coisa de suma importância em certas ruas (nas banlieues de Paris pouca gente se preocupa com streetsyle, viu?), porque cobrar isso dos brasileiros, tão bebês no assunto ainda?

Enfim, valeu. Mas rende muuuuuito mais pano pra manga. Quem sabe no ano que vem.

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: ,

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19 comentários para “Pensando Moda Masculina”

  1. HIIIIIIIIIIIIIIIII GUY
    estou passando Aqui pra dizer q Adorei te conheçer hj
    e principalmente o Seu Pensamento

    Linka ai meu bloguxo oka?

    ]
    http://www.descobrindosp.blogspot.com

  2. João Gustavo disse:

    É impressão minha ou estamos num momento de questionamente ferrenho no país?

    Não sei como estão os bastidores, mas para mim, enquanto consumidor de moda, mas ainda não parte da indústria que produz, pareceu que o último SPFW e o Rio Summer tinha levantado a bola da moda no Brasil.

    Porém foi só este último evento chegar ao fim e pareceu-me ter início uma infinidade de protestos e questionamentos e indagações por parte dos profissionais da moda.

    Isso é ótimo. E, aliás, excelente post. Me tocou em particular o “bloco Osklen”. Muito bem dito. Os desfiles são em geral muito bons, assim como as peças conceituais são excelentes, mas é díficil ter acesso às mesmas, tanto por falta de oferta quanto por preços abusivos.

    Sinceramente, esperava um debate mais pra frentex. Já deveríamos estar usando nas ruas o que se vê nos editoriais e nos editoriais a construção de um imaginário para o que virá a seguir, mas, ao invés disso, ainda nem saímos do coisa de viado.

    Abraço e parabéns!

  3. André Puertas disse:

    Sylvain, achei esse seu último post magnífico. Não pude estar no Pense Moda mas imaginei que as discussões seriam superficiais e desencontradas mesmo. Estamos no Brasil, onde a moda, principalmente a masculina, ainda está engatinhando, e quem sabe um dia as pessoas abrirão suas mentes para coisas novas e legais. Espero que com pessoas que pensam como eu e você a moda masculina no Brasil avance e que nós, homens,possamos ousar na hora de se vestir sem sermos tachados de coisa alguma.
    Até mais.

  4. Paulandre disse:

    Podem meter o pau na Vogue, mas ainda é a revista que assino, apesar de que compro dexenas de outras. ó acho nque imitamos muito o jeito Norte-Americano (urgh) de fazer algumas coisas…preferível basear-se em Paris ou Itália. Pelo visto a discussão caiu no vazio algumas vezes né? Só discordo que o homem da metópole tenha que ter preferência. A moda regional costuma ter muitra força sim…pay attention! Bom post e viva as bermudas..adoro!

  5. denise dahdah disse:

    adorei o post. super a favor de parar de achar que o leitor é burro e não vai dar conta de nenhum tipo de mudança ou novidade. super a favor também das pessoas irem observar o que estão usando nas ruas. parece que ninguém mais sai de casa!!! a vida não é novela das 8, gente!

  6. Fernanda disse:

    também achei que o momento oskeln durou mais do que devia. mas adooooro que agora a gente tem essa gíria “case de sucesso” pra usar nas conversinhas de café. =)

  7. Fernanda disse:

    sylvain, acho simplista demais dizer que todo mundo “taca pedra” na vogue. no caso do post em que vc comentou, o vídeo quis mostrar que (do meu ponto de vista) o discurso da daniela além de atravancar a conversa toda – e isso é uma opinião pessoal, não é a verdade absoluta! – ainda entediou todo mundo em volta por conta da dissociação com a realidade. mas né, eu não trabalho na vogue, eu colaboraria sim se me chamasse (improvável), continuo lendo e considerando top revista de moda aqui no br. mas não acho a vogue injustiçada ou perseguida nem nada. acho uma revista difícil de admitir que pode ser melhor, só. e super respeito a sua opinião, de verdade e de coração.

  8. mario disse:

    paletó e gravata??
    sinto muito, é ABSOLUTAMENTE RIDÍCULO, não importa quantas justificativas para conservação de energia ou o diabo. Os caras querem é aparecer e a “moda” vai morrer num instante!!!

  9. Paulo Mamedes disse:

    Pois é, estou fazendo meu pré-projeto da Pós na FASM sobre Moda Masculina, já foi dificilimo definir que recorte iria ser feito, ainda mais dificil procurar referencial teorico e colocar no papel. Quero me tornar além de profissional atuante no mercado, um acadêmico no assunto.

    Temos muito ainda o que discutir e acho que isso é que causa miopia nos pesquisadores, queriamos falar de tudo e falamos superficialmente (o óbvio) sobre várias coisas, se tivessemos um tema mais focado talvez fosse mais legal… ou ainda se a Moda masculina ganhasse um dia inteiro de discussões no PM do ano que vem.

    Acredito que a frase do Jack jr. sobre não querer ouvir os Egos dos participantes não foi muito feliz, ora estávamos lá justamente para saber o que vocês pensavam…

    Abraços

  10. pepolino. acho que te contradizes um pouco no teu texto, se afirmas que o que se precisa é qualidade, independente de rg não podes dizer que a impressão, o papel, a direção de arte, os erros de ortografia (e não falhas de digitação) não depreciam a qualidade de qualquer revista. eu acho que a vogue tem é parar de achar que é cristo crucificado e aceitar críticas como todo mundo deveria de fato aceitar: de forma construtiva, para melhorar o trabalho e o produto final, afinal, quem paga (e caro – quase mais que a américa) quer um produto bom.

  11. se dizem que a revista tem erros de ortografia eles deveriam prestar mais atenção, se dizem que a impressão tá ruim, eles deveriam colocar alguém na gráfica (como a mag faz) para testar se a impressão vai ser fiel ao trabalho entregue, se dizem que a direção de arte é ruim, eles deveriam perguntar o porquê e aí ver se eles concordam ou não, afinal a decisão é deles. crítica tem que ser levada a sério – para aprender e melhorar – ou tem gente no mundo que acha que sabe de tudo? eu já aprendi que não sei de nada e cada dia tenho mais desespero e ânsia em aprender mais coisas que possam fazer de mim uma profissional melhor e uma pessoa melhor.

  12. justum disse:

    Lelis, olha só: Eu não acho que a Vogue é santa, não acho que tudo lá é perfeito, claro que tem problemas e defeitos a serem consertados. E acho sim que alguns deles são crônicos e irritantemente negligenciados, nisso concordamos. Agora, quanto à impressão, vamos discordar. Eu acho a impressão boa sim, a gráfica é uma das melhores do Brasil e TODA revista (não só a Vogue) tem alguém na gráfica pra acompanhar. Confesso que nesse ponto eu acho que rola uma perseguiçãozinha sim. A Mag! e a Key são outro tipo de publicação, com prazos e, portanto, cuidados maiores, mais fáceis de serem controlados e consertados. No campo das mensais, o que é o papel e a impressão da Elle? E a Marie Claire? Ali tá cheiooooooo de erros o tempo inteiro. E cópias. De revistas nacionais, inclusive. São títulos tão internacionais quanto a Vogue, não? Mas isso ninguém diz. Melhor meter o pau sempre na Vogue, comparar com as de fora, feitas em condições muito mais decentes e civilizadas que a versão brasileira. E, isso, Lelis, não é culpa da Dani, nem do Giovanni, nem da Maria. O buraco é mais embaixo e você sabe disso. Outra coisa: quando eu digo da qualidade e não obrigação de RG, me refiro ao lance da “identidade brasileira”. O que eu quis dizer é que a gente tem que se preocupar em escrever matérias e realizar editoriais sem ficar paranóico com isso. Basta fazer algo bom e criativo. Hoje em dia isso acabou. Não tem identidade francesa, italiana ou americana, por mais que olhos bem apurados como os nossos consigam reconhecer a assinatura de tal ou tal profissional no trabalho. Eu acho MUITO BOM que se tenha críticas construtivas, Lelis, e te garanto que a Vogue também. Acontece que o que tem acontecido é pura malhação, sem construtividade alguma, desculpa. Não tenho procuracão alguma pra defendê-los, ganho nada com isso, mas é minha opinião sincera. Eu acho a revista boa de conteúdo sim, acho bem feita, a arte melhorou muito. Continua tendo pontos negativos, claro, mas que tal se apegar ao que tem de bom, só de vez em quando? Ou, se pro mercado não tem nada de bom, tenham peito pra dizer “não, obrigado. Sua revista é uma merda e eu não quero colaborar” da próxima vez. Beijos!

  13. ai peeeeeepooooo, peeeeepooooo, pepo, pepo, peeeeeeeepo!

    vamos por partes:

    primeiro: quanto à impressão, a vogue pode ser impressa na burti, mas é impressa às pressas e sem testes. a mag é impressa no mesmo lugar, eu adoraria te mostrar a última mag e fazer uma comparação contigo. adoraria pegar a vogue america com o editorial do steven klein e colocar do lado do mesmo editorial comprado pela vogue brasil. uma pessoa da revista na gráfica testando o material que os fotógrafos mandam na hora para ver se vai imprimir com fidelidade é o mínimo de cuidado que uma revista deveria ter. eu sei que é um dinheirinho a mais pra se gastar, mas vale a pena!

    segundo: não existe comparação entre a vogue e a elle e marie claire – não tem mesmo como comparar . nem tem que tentar. eu acho que as pessoas só metem pau na vogue e não nas outras porque sem sombra de dúvida é a revista que elas mais consideram e é dela que elas mais esperam a perfeição. eu, particularmente, falo da vogue porque, além da mag e da key, é a única revista brasileira que eu vejo. não posso falar do que nnao vejo e não acompanho.

    terceiro: nunca ninguém falou que a vogue não tem um bom conteúdo, muito pelo contrário, sempre ouviste da minha boca e da do marcelo tb que o conteúdo da revista não é só bom, é muito bom. e que a primeira parte da revista é muito muito boa. sabe o que eu acho que acontece? é uma revista de moda, então, os editoriais de moda, a segunda parte da revista, são avaliados com um peso bem maior que o resto e aí a gente sabe que tem muita falha no processo. Profissionais são chamados 3, 4 dias antes da foto como se fosse a coisa mais natural do mundo, as pessoas não tem tempo de pensar, aí, depois de feito o editorial, muitas vezes as fotos são publicadas escuras demais, lavadas demais, publicam em baixa, publicam em raw. Isso é tão frustrante. Frustante porque se trabalha de graça, naquelas condições precárias (precárias comparadas aos 300 mil dólares que se gastam para fazer uma matéria de vogue america) que tu bem conheces… e eu acho que o mínimo que elas merecem é respeito. Merecem tempo para pensar, para se organizar, e merecem que a matéria saia fiel ao que foi idealizado e executado.

    quarto: e eu tenho peito de dizer sim “não, não gostei, não em 3 dias eu não posso, não, em cima da hora não consigo pensar”. e não consigo mesmo. por isso faço cada vez menos editoriais e cada vez mais tenho prazer fazendo desfiles. eu gosto de pensar. eu só sei fazer pensando. eu fico frustrada se não planejo.

    quinto: peeeeeeeeeeeeeeeeepoooooooooo, peeeeeeeeeepoooooo, peeeepoooooo, peeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeppppppppppooooooooo

    sexto: bati minha navezinha e ela saiu da garantia, tem desconto na oficina de concertos do pepo? caiu o carrinho lateral dela, sabe?! o do co-piloto…!

  14. ah! conserto é com s…. só vi depois que postei. ufa!

  15. não que não exista a orquestra sinfônica do pepo e esta orquestra faz muitos concertos. mas na oficina são consertos mesmo… imagina o violino do pepo? a flauta do pepo, o piano do pepo, o celo do pepo, tudo em formato de bananinha! hahahahahahha!

  16. quem critica tanto a vogue aposto que não analisa o que tem nas bancas rsrsrs perfeito ninguem é, mas ser o melhor é assim… a inveja mata rsrsrs
    tive uma revista no incio dos anos 80, reflexo, foi uma aventura de um grupo de produtores, redatores e novos fotógrafos na época, que de fato cumpria com o papel de acelerar uma nova visão de editorial, na sequencia veio uma mundo e nós?? gastamos tudo que podíamos em papel de qualidade, fotolitos `a laser , todos podiam escrever … músicos, jornalistas, cronistas mas só nós pagávamos a conta… quando a revista parou cada um seguiu seu caminho e ponto
    A vogue cumpre o papel dela com excelência, e isso é caríssimo!! temos que agradecer que a revista insista em envoluir na velocidade que é possível neste país. Aliás como tudo na moda, o custo é altíssimo… desenvolver uma revista ou uma identidade numa coleção é caro, é penoso… tem que amar muito e ter muito a dizer como vc no seu trabalho e neste post…. eu poderia ler muitooooooo mais se vc continuasse a descrever seu ponto de vista do evento ;) )
    parabéns!!

  17. justum disse:

    Lelis, quanto à navezinha, te dou depois o endereço da oficina, mas fica bem escondida, tem que ter senha pra deixarem entrar. Nesse caso, apresenta o seu cartão de milhagem Pepo’s e tudo bem. No caso da Vogue, estou totalmente de acordo com você quando você diz que te chamam 3 ou 4 dias antes e você recusa. Não dá mesmo pra pensar em tudo, produzir, escolher modelo, etc…e ainda querer que saia algo inacreditavelmente lindo e original. Esse é um dos problemas crônicos a que me referi e, de certa forma é um dos fatores – não justificativa – da limitação de criatividade. As condições são mesmo precárias, pros colaboradores e pra quem tá lá dentro, esse é outro problema crônico. Ainda assim, acho o resultado bem acima da média. Mas a pessoa pra acompanhar na gráfica existe, como para todas as revistas, da de bairro à Mag!. Vai ver tem que trocar a pessoa então…rs. Eu adoro a Mag!, talvez seja a revista mais bem acabada que temos, mas são outros prazos, outras prioridades, outro tipo de publicação. E não dá mesmo pra comparar Vogue América com a brasileira em termos de estrutura, condições e budget. Se for por esse caminho, fudeu mesmo. E eu acho que na gráfica em que ela é rodada nos EUA, deve ter preferência em cima de todo mundo, coisa que não acontece aqui. A gente tem que parar de comparar um pouquinho. Imagina se eu ficasse o tempo todo comparando a moda masculina daqui e de fora? Ia sentar e chorar…No seu caso, eu entendo os porquês da crítica, em outros, sinceramente, ainda acho que é pura malhação de Judas. Leva a navezinha lá e me conta se foi bem atendida, tá? Não esquece de pedir desconto porque vc é cliente preferencial. Bjo!

  18. Sator Endo disse:

    Bom, nem vou entrar no mérito da discussão “Vogue”, parece que tá todo mundo igual cachorro correndo átras do próprio rabo, sinceramente cada um no seu quadrado…rsrsrsrs…..
    Quanto a moda masculina, vamos lá, não fui ao evento, porém tenho algumas opiniões, que nem sei se estão corretas….
    A anos átras realmente a comunidade gay dava sua contribuição para a moda masculina, colocando nas ruas oque os heteros não tinham coragem de usar e lançavam as tendencias e até mesmo sendo a vanguarda fashion, porém acho que está havendo uma inversão de valores….os gays agora querem parecer heteros, se limitam a sua camisetinha basica branca e jeans e basta ver nas Pool Party da vida, se bobear alguns não sabem nem a utilidade de um desodorante….sorry não participo dessa filosofia, acho deprimente e mais ainda essa necessidade de aceitação e de esteriótipos….sou pela personalidade e não pela aparência, que depois de alguma conversa você descobre que é absolutamente vazia.
    Enquanto isso os heteros, vendo o mundo se renovar começou a se abrir a novas informações, às vezes engraçado já que um deles usando uma saruel da Osklen é chic, se fosse de outra marca já não sei, vamos falar a verdade….
    Tudo se movimenta muito mais pelo status que cada marca pode dar ao individuo que realmente a individualidade de cada um.
    Acho que tudo é valido, cada um tem de buscar sua identidade, o seu momento de vida, assim como ja tive meus momentos fashionistas hoje não me vejo num modelão…..
    Essas discussões seriam mais lucrativas se deixassemos de ser bairristas, se não quisessemos ver o mundo por uma lente distorcida e sim mais realista, as coisas como elas são.
    Quando vejo comentários sobre a moda joponesa,o street, sim as pessoas tem sua personalidade , porém, com conhecimento de causa, isso faz somente parte de um momento da vida, já que em determinado momento todos mudam por cobranças sociais, logicamente o estilo continua, porem uma “fruit” não é pra vida toda, até porque não é bem visto pela sociedade local.
    Logicamnete existem pessoas que tem esse estilo pela vida toda mas geralmente são as que trabalham em áreas que lhe permitem ou até mesmo são cobrados para ter este modo de se vestir.
    Como também o tempo todo você é cobrado para ter o padrão de beleza essencial, pele branca, muito magro sempre, daí tantos cremes clareadores no país e eu quando voltei de la que pesava meus 55 kg nos meus 1,77 de altura…..
    Sinceramente, vamos trabalhar gente, na verdade estamos começando só a escrever nossa hitória de moda, que pessoas deram declarações infelizes ou assumiram posturas chatas, ok, o importante é saber e assumjir sua postura pessoal, coisa dificil hem, conheço poucos que o fazem que o diga o Oliveros…rsrsrs….
    Chega, já deu, nossa não preciso postar mais nada até o final do ano…rsrsrsrs
    Sil valeu……bjo…..

  19. [...] revistas e pelo seu modo de fazer. Os blogs Moda sob Medida (da Renata Piza, jornalista da Elle), Hypercool (do Sylvain Justum, colaborador da Vogue, da Wish e de mais), Fora de Moda (do Ricardo Oliveros, [...]

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