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Arquivo de novembro, 2008

25/11/2008 - 19:34

A irmã de Charlotte

O título engana. Faz tempo que Lou Doillon deixou de ser apenas a meia-irmã de Charlotte Gainbourg. Filha do cineasta Jacques Doillon e de Jane Birkin, Lou cresceu, ganhou um charme desconcertante e, mesmo sem ser linda, no sentido óbvio da palavra, virou ícone fashion nas melhores revistas do ramo e cult no cinema.
De espírito rebelde, chamou a atenção logo aos nove anos, com suas camisetas de bandas de rock – Greateful Dead era uma delas – e dreads nos cabelos. O início de carreira foi debaixo da asa da mãe, no filme Kung-Fu Master, de 87, dirigido por Agnes Varda, onde interpretavam…mãe e filha. Estourou em Trop (Peu) d’Amour, realizado por seu pai, onze anos depois.
Além das páginas da Vogue Paris, onde tem lugar cativo, Lou já foi rosto da Gap, da Givenchy e posou para o calendário Pirelli em 2007, mesmo ano em que fechou parceria criativa com a clássica grife de jeanswear Lee Cooper.
Neste ótimo vídeo logo abaixo tem uma entrevista com ela explicando um pouco sobre a história com a LC, de como funciona seu processo criativo e de referências, além de uma canjinha como cantora no final. Muito bom. Vale a pena ver.
Em seguida, tem o curta Pigalle, estrelado por Lou, que é uma ode à vida noturna da região red light de Paris (clica no título pra ver, porque está no Vimeo e eu ainda não consegui entender como posto aqui). Enjoy.

Pigalle.

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , , , , ,
25/11/2008 - 18:35

Piada, né?

Esqueci de comentar esse superlançamento da moda japonesa para os homens. Saiu outro dia no RGVogue e não dei muita bola. Hoje tropecei de novo nesse absurdo em outro site. Ok, sabemos que japonês nasce com um sangue fashionista exacerbado, topa tudo pela moda mesmo, adora inventar e tem um stylist anônimo de olho puxado em cada esquina. Mas, peralá! Sutiã masculino?? Tudo tem limites, né? A não ser que seja peça fetiche em ritual SM, por exemplo, aí é cada um na sua, porque, de outra forma, confesso que não captei a utilidade. Ah! Vai ver é pros marombados de academia. Te contar, viu…

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags:
25/11/2008 - 18:14

Mais eleição na GQ

Continuando a onda de eleições “do ano” que acomete as principais revistas do mundo nessa época, a GQ, que adora essas listas, elegeu o estilista Thom Browne como o principal nome de 2008 na moda masculina. Ah, serááá hein? Pra tirar suas conclusões, vai aqui e aqui, confere as coleções do menino este ano e me diz o que você acha. Tenho sérias dúvidas.

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: ,
24/11/2008 - 21:21

Mais Sexy?!

Cada uma. Enquanto homem interessado no assunto, eu não poderia deixar de comentar aqui a eleição de mulher mais sexy do planeta que o canal E! realizou semana passada. O pleito conseguiu eleger a modelo tcheca Karolina Kurkova como vencedora da categoria, na frente de Angelina Jolie, Gisele, Scarlett Johanson, Adriana Lima e Penelope Cruz.
Lembro a vocês o fuzuê que foi a passagem da fofa (rs…sorry, não resisti) por ocasião do desfile da Cia.Marítima, em Junho, quando as gordurinhas a mais, seu enorme umbigo e seu excesso de, digamos assim, kurkovinhas (by Maria Prata) no bumbum, foram mais assunto do que o desfle em si. A top repetiu a dose no recém-apresentado show de fim-de-ano da Victoria’s Secret e gerou mais falatório, dessa vez na imprensa internacional (é, se aqui nesse país abaixo do Equador, ela achou que ia passar despercebida e não passou, será que ela achou que ninguém ia notar lá? Hellloooo!). Estou indignado! Quem foi que votou? Marmelada!


Na seção masculina, segundo a revista People, o vencedor é o ator australiano Hugh Jackman, famoso pelo papel de Wolverine nos filmes de X-Men. Com esse resultado, posso não concordar 100%, mas não me surpreeendo. Hugh faz o tipo machão butcher viril, de corpo malhado, muitas vezes de barba por fazer, um estilo meio bad boy que faz sonhar a bancada feminina. Ok, vá lá. Ainda faz algum sentido. A lista é completada por Daniel “007″ Craig, Jon Hammon (um dos homens do ano da GQ, veja post abaixo), Zac Efron, Robert Buckley, Blair Underwood, Ed Westwick, Blake Shelton, Lang Lang (adoro o nome), Mark-Paul Gosselaar, Javier Bardem, Robert Pattinson, Joshua Jackson e David Beckham.


E se a minha candidata, Scarlett Johansson, aparece na lista da E!, eu seria voto vencido na competição da People, pois eu votaria em Jude Law, que nem aparece entre os dez finalistas. Mas gosto não se discute, não é mesmo?

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , , , , ,
20/11/2008 - 19:32

Homem do ano

E você, votaria em quem?

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , , , ,
19/11/2008 - 20:18

Bem Pensado


Nicola Formichetti: virado, mas fascinante top nome do terceiro dia de Pense Moda

Dia bom no final de evento hoje lá no Centro Britânico. O Pense Moda cumpriu bem seu papel de…pensar (e repensar) a moda com a palestra do top stylist Nicola Formichetti, o surpreendentemente bom debate com as agências (de moda, de publicidade, de celebridades…), seguido do igualmente interessante bate-papo a respeito do boom dos blogs. O estilista-hype inglês Henry Holland fechou o dia com um simpático bate-papo com a Cami Yahn, explicando um pouco como aconteceu sua ascensão meteórica no mundinho.

De manhã, um virado Nicola precisou da ajuda dos universitários (nem isso seus ótimos assistentes, Sam e Anna, são, de tão novinhos. Sam tem 19 anos e trabalha desde os 16 com o stylist) para tocar a palestra. O trio fez peregrinação clubber na noite anterior e estava nítidamente sob efeito do cansaço. Mas o trabalho de Nicola é tão legal e fascinante, que foi bacana mesmo assim. Falou sobre seus jobs como consultor (para Prada, McQueen, Topshop, Uniqlo…) e sua função de stylist da Dazed & Confused, além da direção da Vogue Homem Japão. Muitas imagens e uma declaração bem legal, de profissional moderno e consciente, que evidenciou seu pensamento sobre o mercado atual da moda: prefere selecionar seus parceiros de trabalho via Myspace e Facebook do que receber currículos que não dizem nada sobre os reais talentos do candidato. Achou legal? Dá um search no nome dele nessas comunidades e boa sorte!

Logo depois, a turma das agências cutucou a onça com vara curta ao questionar os vícios e falta de profissionalismo no funcionamento do mercado de atores (bem representado pelo Marcelo Sebá, sempre muito franco…), as intermediações maléficas na publicidade (boa a dupla de criação da F/Nazca) e no setor de fotografia. Com declarações conscientes e diretas, inflamaram o assunto e mantiveram a platéia bem ligada.

Depois do almoço, hora de entender mais um pouco como funciona a blogolândia, com presenças top no assunto. Oliveros, Laura, Maria, Fernanda e Victória. Gostei de ouvir a visão do que é e de como funciona o blog para cada um deles, que bate com a minha na maioria dos casos. Tópicos bem abordados: audiência, publiposts, linguagem e comprometimento com a informação. Questão levantada por Paulo Borges (brilhante na condução da conversa): o Twitter vai acabar com os blogs? Conclusão de todo mundo: não, não vai. Os blogs tendem a evoluir, mas o espaço para desenvolver pensamentos e opiniões nem se compara. São ferramentas complementares, no máximo. E você, o que acha? Paulo ainda revelou que no Prêmio Moda Brasil, insistiu para que se criasse um prêmio exclusivo para os blogs, o que não aconteceu, infelizmente. Quem sabe, de grão em grão, com ações como esta do Pense Moda, chegue a vez no próximo, não é mesmo? Tá mais do que na hora.

O Henry Holland passeou pelos detalhes de sua vida em Londres, do hype meteórico de seu nome depois do lançamento das famosas camisetas com frases engraçadinhas (copiadas nos quatro cantos do planeta), da aflição no encontro cara a cara com Anna Wintour, da longa e muito próxima amizade com Agyness Deyn, do programa de TV em que se meteu e da função de DJ que ele incorporou para ajudar a financiar a grife. Sempre fico admirado com a rapidez com que novos nomes viram darlings da imprensa de moda mundial, sobretudo no caso da House of Holland, que ainda acho um semi-truque. Falem a verdade, se fosse um estilista da Casa de Criadores a apresentar as coleções desfiladas pela marca, muita gente aqui ia torcer o nariz pras peças xadrezes com modelagem simplória da penúltima coleção, assim como as bobagens masculinas que ele faz. A acompanhar pra conferir.

Saldo mega positivo para o Pense Moda, que este ano aconteceu a duras penas (mais mérito ainda pra Cami, Babu e Marcelo) mas é essencial que continue, como encontro fresco da nova geração, com menos peso do business (comparado ao Fashion Marketing, por exemplo), mas com excelentes idéias e assuntos pertinentes a serem…pensados. Vida longa!

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , , , , , , , , , , , ,
18/11/2008 - 21:37

Pensando Moda Masculina

Hoje foi dia de discussão sobre o momento atual da moda masculina no Brasil no Pense Moda. Eu participei da mesa e queria aqui dividir minhas impressões com quem não pôde estar lá e abordar alguns pontos que, a meu ver, fizeram com que o debate ficasse aquém das minhas expectativas (e também das de outras pessoas que já vieram falar comigo).

Antes de tudo, queria dar um pitaco sobre os debates anteriores: a apresentação do fotógrafo Mariano Vivanco e a conversa sobre como conciliar liberdade de criação com a necessidade comercial de marcas e revistas. Bom, sobre o Mariano pouco a dizer além de enaltecer sua simpatia e recomendar um passeio pelo site do moço, bem legal, sobretudo na seção de vídeos, muito bem realizados e ótimo complemento para o trabalho de fotografia em si. É realmente um dos grandes nomes da nova geração. A discussão seguinte mexeu muito mais com as pessoas, pelo simples fato de ter pego no calo tão incômodo que é a questão da cópia e da falta de originalidade na moda publicada nas principais revistas do País. Praticamente todo mundo que ali estava (convidados e platéia) estava envolvido no assunto, seja como peça da engrenagem (stylists, fotógrafos, jornalistas, diretores de arte…), seja como consumidor do produto. Achei que se bateu muito na tecla da falta de tempo das revistas mensais em estudar melhor aquilo que vai se fotografar e no conflito que têm os fotógrafos em ter que se adaptar às necessidades comerciais das publicacões. Não acho que os prazos apertados sejam limitadores de boas idéias e nem que as revistas realmente podem (no sentido de podar, gongar, limitar) tanto assim o trabalho de stylists e fotógrafos. Na minha opinião, o problema é que, como disse bem o fotógrafo Bob Wolfenson, integrante da mesa, o brasileiro sofre de “ejaculação precoce”, ou seja, quer tudo pra já, não tem paciência em entender o nosso mercado editorial, cobra muito porque compara o tempo inteiro nosso trabalho com o de fora. As pessoas nem se preocupam em saber quais as condições que temos por aqui para realizar um trabalho de alto nível, que esbarra em pouca roupa de qualidade, verba mínima e um número limitado de veículos que topem apostar em informação de moda. Tem um ponto fundamental nesse debate todo: enquanto ficarmos procurando a tal identidade brasileira nas fotos, nas roupas, na atitude, etc…vamos ficar andando em círculos, procurando pêlo em ovo. Temos é que vender produto de qualidade, independente de RG, pois a tal identidade vai aparecer naturalmente, seja na atitude da modelo (somos naturalmente sexies, é fato, e isso por si só já é um sinal de “identidade”), seja na maneira com que montamos a matéria, ou nas locações, ou ainda na luz natural que temos em nosso país tropical. Façamos boa moda e relaxemos com as comparações, até porque eu não acho que exista mais essa coisa de cópia chupada em nossas revistas. E se existe no prêt-à-porter (e tudo bem, pois compra o original quem quer e quem pode, não é mesmo?), porque cobrar tanto das nossas publicações? Isso ainda está em formação, como nosso mercado de moda INTEIRO. Por fim, que tal o Brasil todo parar de praticar o mais novo esporte nacional, que é meter o pau na Vogue? Pelamordedeus, é a impressão, é o papel, são falhas de digitacão, é a cobrança de não apresentar o que sabe-se lá quem espera. Ah, chega, né? Soa como mágoa de caboclo, coisa de recalcado, pois eu aposto que se fossem todos convidados a colaborar não recusariam. Nas condições em que é feita, sorry, mas é a melhor revista de moda que temos. E nem venham falar de Mag e Key, pois são perfis completamente diferentes de publicacão. Enfim, falei demais para finalmente entrar no assunto de meninos, que é o que mais me interessa aqui.

Nosso debate sobre moda masculina foi…legal, mas poderia ter sido bem melhor. Achei que ficamos presos demais no business, na engrenagem da moda para homens no Brasil, sendo que a gente nem mesmo conseguiu educar direito o consumidor! E teve ainda o loooongo momento Osklen, quase constrangedor. Explico: lá pelas tantas, levantou-se a questão do sucesso que a grife carioca tem alcançado, no Brasil e no mundo, com sua silhueta desabada, novos shapes para o homem do século 21, o que é legal sim para a moda brasileira, mas que não é, de jeito nenhum, a imagem que deve ficar da moda que se faz para homem no Brasil. Enfim, enalteceu-se e criticou-se o Oskar exaustivamente na sala, perdendo tempo e energia ao invés de se falar de tantas outras coisas importantes nesse momento da moda masculina. Afinal, tem mais gente legal fazendo boa moda por aqui além da Osklen, convenhamos. É um case de sucesso? É, mas também de marketing. A saruel e as peças conceituais só vendem nas flagships. No RJ, por exemplo, dá-lhe bermuda estampada e camiseta nos calçadões da vida.

Passamos rápido demais sobre a questão do porque a moda masculina estar num momento tão interessante no mundo todo, assim como qual o nosso papel (os veículos e formadores de opinião) neste processo de mudanças. Achei bom levantar a questão da falta de mão-de-obra especializada, pois quem trabalha com alfaiataria (tão vital na moda para homens) pena para achar bons profissionais. Por isso a importância dos cursos que estão começando a reaparecer. Uma bobagem questionar também a moda regional, insistindo para que a moda do cantor de tecnobrega do Piauí também seja levada em consideração nessa transformação de costumes. Ora, se a gente ainda nem conseguiu apontar os caminhos para o homem da metrópole, usando referências globais, por que já cobrar integração de mercados ainda mais engessados em limitações culturais? De novo a ejaculação precoce. Calma, gente. Tá tudo começando. O boom da moda masculina no mundo tem menos de uma década, e demora pra pegar até mesmo nos grandes centros europeus, imagina aqui na terra do paletó até o joelho? O homem brasileiro, em geral, já entendeu que é legal se cuidar, prestar mais atenção no que veste; já passou da fase de não usar rosa, agora tá no estágio de experimentar novos shapes, fazer misturas inusitadas.

Tocamos no ponto do círculo vicioso da imprensa especializada (ínfima), com conceitos antigos e enraizados naquela velha história de que o leitor não entende, o anunciante vai fugir, etc. Se em algum momento isso não for subvertido, se ninguém der um passo adiante, vai demorar ainda mais. Daí a importância das mídias alternativas, dos fanzines, dos blogs nessa engrenagem. A nova geração de meninos está adorando brincar com moda (alguém aí já passeou pela noite de SP ultimamente? Deram uma olhada nas fotos de adolescentes em Paris?), tem que prestar atenção, pois eles são peça-chave nisso tudo. Teve também um momento de discussão gay-hétero sobre quem ousa mais na hora de levar a informação de moda. Também achei antigo esse tópico. Sim, lá nos anos 90 talvez gostar de moda no Brasil fosse coisa de viado, hoje em dia já evoluímos muito nesse sentido. Muito simplista pensar assim. Para fechar meus dois centavos sobre o assunto (que o post já tá ficando giga e ninguém tem tanta paciência assim), o tema da bermuda urbana: em geral, os integrantes da mesa torceram o nariz, dizendo que é só um nicho que arrisca, que isso nunca vai chegar à avenida Paulista, por exemplo, e que mesmo nas grandes capitais do mundo isso é balela. Uma falta de informação e um universo de pré-conceitos generalizado, nesse caso. Não pudemos nos estender sobre o assunto, porque logo passou-se a outro, mas queria aqui dizer (e o Hypercool divulga essa tendência há tempos) que a dupla bermuda-paletó (ou camisa, ou jaqueta) pegou lá fora sim. Já falei aqui que quando estive em NY, vi vários exemplos bacanas circulando por Manhattan. E vocês devem se lembrar que falei também que foi assunto no NYTimes, que tem agência de publicidade que já adotou e que até a ONU decidiu abrir as portas à novidade em prol da economia de energia com o ar-condicionado, contra o aquecimento global. Isso não sou eu que inventei, é fato. Ejaculação precoce, again. Há dez anos, usar rosa era coisa de bicha. Que tal esperar pra ver se daqui a dez anos os executivos não estarão de bermuda na Berrini? Ah, é coisa de gueto? Talvez, mas é assim que começa. E se nem lá fora usar e difundir moda é uma coisa de suma importância em certas ruas (nas banlieues de Paris pouca gente se preocupa com streetsyle, viu?), porque cobrar isso dos brasileiros, tão bebês no assunto ainda?

Enfim, valeu. Mas rende muuuuuito mais pano pra manga. Quem sabe no ano que vem.

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: ,
15/11/2008 - 18:18

Gêmeos Caten põem o dedo na ferida

 

Na coluna de Alcino Leite Neto e Vivian Whiteman publicada ontem na Folha, saiu uma entrevista dos irmãos Caten, da DSquared2, sobre o lançamento dos primeiros perfumes da grife, o He Wood, para homens (recebi e adorei!) e She Wood para as mulheres. Mas o que mais me chamou a atenção na entrevista foi o final dela, onde, perguntados sobre o que acham da imparcialidade e transparência da imprensa de moda global, os gêmeos não tiveram papas na língua e jogaram m…no ventilador. Quer saber por que? Leia os trechos abaixo.

FOLHA – O que pensam das revistas de moda atuais?
DEAN E DAN
 - Preferimos as francesas e inglesas. A maioria das americanas são tediosas, é chato ter que dizer isso. Mas não temos muito tempo de lê-las, elas estão ficando cada vez mais volumosas.

FOLHA – Vocês acham que os jornalistas de moda são independentes e escrevem com liberdade? 
DEAN E DAN
 - [Hesitam] Não. Eles não podem dizer de fato o que pensam, sabemos muito bem disso.

FOLHA – Por que não?
DEAN E DAN
 - Porque eles têm os anunciantes, que influenciam no que será publicado.

FOLHA – Não há nenhum jornalista de moda independente que vocês conheçam?
DEAN E DAN
 - Sim, alguns poucos. Depende de onde você está escrevendo…

FOLHA – Em sua opinião, como deveria ser a crítica de moda?
DEAN E DAN
 - O crítico tem que ter a mente aberta. Ele deve relatar o que viu, ouvir o designer e então criticar. Existe esta idéia de que você tem que ser podre com os outros na crítica -e de que, se não for, você não é um bom jornalista. É um conceito muito esquisito.

Quer saber? Como parte integrante da imprensa a que eles se referem, não vou aqui levantar bandeira e dizer que as palavras deles são um absurdo, porque não são. São coisas que varremos pra debaixo do tapete e eles tiveram peito pra levantar a poeira. Infelizmente, fazemos parte de um sistema sim, trabalhamos para veículos que têm interesses sim e, muitas vezes, a gente se adapta. Com liberdade, melhor, mas nem sempre é assim. Por isso os blogs são tão importantes, vieram para romper certas amarras e passar adiante os reais pensamentos de quem escreve. Com eles, acredito que, aos poucos, a mídia especializada vai perceber o grande valor que tem uma crítica bem fundamentada e construtiva, que nada mais é do que a essência básica do jornalismo de moda. 

Pra completar, tem na coluna dessa sexta-feira, uma entrevista com o Nizan Guanaes, sobre o Claro Rio Summer, que termina com uma resposta que completa bem o raciocínio:

FOLHA – O que mais o sr. prepara para a próxima edição?
GUANAES
 - Vamos botar mais moda, dar mais densidade, transformar o evento em uma mostra de nossa cultura. Tem uma frase maravilhosa do Juscelino Kubitschek: com erro não há compromisso. Eu quero ouvir sugestões para o evento, em vez de ficar esperneando por causa da imprensa, como se estivesse fazendo a Capela Sistina, que ninguém pode criticar. A imprensa não tem que fazer o papel adulatório. Quem faz isso é a publicidade. A imprensa tem que ser crítica.

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , , , , , ,
13/11/2008 - 20:23

Fresh

Que lindo esse editorial de meninos (literalmente!) publicado na Hercules Magazine. A matéria se chama Excellence In Action e as fotos são de Matthew Brookes. Os nomes dos modelos? Phillip Bierbaum, Stas Svetlichnyy, Gustaf McMahon, Kristian Akegren, Viggo e Anton. 

 

Autor: justum - Categoria(s): Sem categoria, moda Tags: ,
12/11/2008 - 19:28

JCDC Vs. Lego

Olha que legal essa parceria do estilista maluquinho Jean-Charles de Castelbajac com o fabricante de brinquedo Lego. Juntos, eles desenvolveram uma animação em vídeo que reproduz o desfile, com fila A e tudo, da coleção de primavera-verão do ano de 3001 do criador. O resultado é, no mínimo, muito divertido. A platéia é impagável, montada, aplaude a cada look ( cada um com espírito vintage e referências claras ao milênio que passou – o nosso – afinal o ano é 3001…), os modelos rebolam e fazem pose, e tem até uma Anna Wintour. Seremos todos bonecos da moda? Ui…

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , ,
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