Erotico-soft-pop

Conhece o Sébastien Tellier? Pois deveria, nem que fosse pra dar umas boas risadas. Sébastien é um cantor francês, muito figura, que se leva muito a sério (no fundo, quem conhece o humor francês, vai perceber que ele não se leva nem um pouco) no papel de novo Gainsbourg, mas a quem você não deve dar mais que deux Eurôs pelo show. Tá, tô exagerando, mas você vai entender.

Tellier, o figura

Chabal, o rugbiman

Petitjean, o modelo

Veloso, o stylist
Primeiro, o look: Barbudo e cabeludo, Sébastien parece ter sido separado no nascimento do jogador de rúgbi gaulês e xará Sébastien Chabal e do modelo Patrick Petitjean, também súdito de Sarkozy (seria uma moda entre os homens de lá?). Tem também o stylist Felipe Veloso que, até pouco tempo, era adepto do visual…enfim. Tellier nunca se separa de seus enormes óculos escuros e faz o estilo largadão retrô na hora de escolher os figurinos. Nada de estereótipo neste quesito.

Segundo, a música: o cara é polêmico. As opiniões se dividem sobre se a música que faz é genial ou se é uma farsa, uma tiração de sarro bem produzida (seu último álbum, Sexuality, é assinado por Guy-Manuel de Homem Christo, metade do Daft Punk). O fato é que as críticas são altamente favoráveis e tem gente endeusando e comparando a Robert Wyatt, Gainsbarre e Syd Barrett.
Tellier gosta de uma sacanagem. Suas músicas são meio monotemáticas, ou seja, só falam “daquilo” e o próprio já declarou que gostaria que fossem tocadas em filmes pornô. É super trilha de motel.

O álbum Sexuality (seu 3o.) já deixa isso bem claro na (linda) capa. E depois nas faixas todas, permeadas de explícitos e lascivos gemidos. Chega a ser um pouco entendiante, confesso. Mas, ok, tem lá seu valor. Outra: Em uma polêmica decisão, sua faixa “Divine” foi escolhida representante francesa no tradicional (e cafona) festival Eurovision, ocorrido em maio. Polêmica porque, apesar de ser parisiense da gema, Tellier canta basicamente em inglês, salpicando um italiano e um francês aqui e ali. E “Divine”, sob protestos dos mais ferrenhos defensores da língua de Sartre, foi executada em inglês, sim, senhor, com duas frases em francês debochadamente inseridas no meio. Não foi a primeira vez que a representante da França foi cantada em outra língua, mas isso sempre gera discussão por lá, ajnda mais se for em inglês.
Sébastien começou abrindo shows para o Air (tudo a ver mesmo), em 2001, e foi aí que conheceu Sofia Coppola (o Air fez a trilha de Virgens Suicidas, lembram?). Em 2003, a música Fantino, de seu primeiro álbum, L’Incroyable Vérité, entrou na trilha de Encontros e Desencontros. Ou seja, está a um passo de virar cult. Quer mais?

Descobri no site-referência (os que gostam de música eletrônica conhecem) Rraurl, que o figuraça fechou uma parceria com a American Apparel (ainda este ano na Oscar Freire!!) para o lançamento de uma linha inspirada em seu último álbum e em algumas de suas faixas. Tem camisetas ótimas e até uma sugestiva calcinha. De quebra, desde o último dia 22 e durante os próximos três meses, o álbum e seus primeiros singles serão vendidos nas lojas da grife, como estratégia de promoção de ambos os produtos. Pas-bête du tout (ao pé da letra: nem um pouco besta).
Tá esperando o que pra conhecer M.Tellier? Vou ajudar postando aqui alguns vídeos-chave, mas vai lá no Myspace dele que dá pra ouvir o novo álbum todo. Mesmo não amando, acho ele necessário para a cena musical atual, que se leva tão a sério. Mas, sem essa de comparar com Gainsbourg, né? Menos, beeeem menos.
O primeiro hit: La Ritournelle (gosto bem desta)
A polêmica apresentação do hit Divine, no Eurovision. Reparem nas backing vocals.
Fantino, de Encontros e Desencontros

Putzzz, adorei as músicas!
Confesso que não conhecia ele ainda, aliás, nunca tinha ouvido falar.
D++++
Mas tú é chic merrmo hein, Sylvain ? Vai de blogueiro à top-colunista em dois segundos…hahahhaha
+ Sucesso ainda e to sempre por aqui !!
Abç,
Stuart