2008 julho | Hypercool
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Arquivo de julho, 2008

31/07/2008 - 17:58

Dicas e curiosidades by GQ France, parte 1

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Prometi, há uns três posts atrás, que ia escrever aqui algumas dicas e curiosidades de estilo que saíram na última edição da GQ francesa. Pois bem, antes tarde do que nunca. São 14 tópicos, na verdade. Não concordo 100% com alguns, que fique bem claro. O fato de eu postar aqui não significa que acho que tudo o que está escrito ali é regra. Mas, no geral, tudo faz sentido, e tem alguns pontos muito bons. Dividi em 2 posts para não ficar maçante e para fazer render o assunto, ok? Vamos a eles:

1. A Pólo: Ela tem suas vantagens: define os bíceps e o peitoral (de quem os tem, claro) e não precisa obrigatoriamente ser passada a ferro. Mas tem umas regrinhas: não deve ser usada por dentro da calça, para não perder o ar cool e fazer você ficar parecido com um mauricinho babaca (hum…há controvérsias…). Também não se deve usar camiseta por baixo de uma pólo (aham) e deve-se abotoar um dos botões quando forem dois, dois quando forem três ou todos para parecer mais moderninho. Pode-se ousar à vontade nas cores da pólo, mas ela nunca pode ser oversized, melhor mais ajustada.

2. Em um jantar formal, em que momento é permitido tirar o paletó?:

a – Depois da sobremesa

b – Após o prato principal

c – Depois do discurso

d – Nunca

*Resposta no final do post

3. Você sabe tirar suas medidas?: Peito: Medir (com uma fita métrica, dã) toda a circunferência por sob as axilas;

Ombros: Nas costas, meça da ponta de um ombro ao outro;

Mangas: Com o braço estendido ao longo do corpo, meça da ponta do ombro ao começo do polegar (ali no primeiro ossinho)

Pescoço: meça a circunferência, na base do pescoço, colocando um dedo entre a fita e a pele

4. Com que frequência deve-se lavar os cabelos?: Duas a três vezes por semana, não mais. Todos os dias, de jeito nenhum. Eles ficam muito secos, menos suaves e bonitos. Escolha o tipo de shampoo mais adequado ao seu tipo de cabelo e evite lavar com os sabonetes líquidos, que detonam o couro cabeludo

5. O que significa o clássico logo da Brooks Brothers? (tem uma ovelha pendurada por uma fita): O logo foi adotado em 1850 pelo Brooks filho. É um símbolo dos mercadores europeus de lã e também dos Cavaleiros da Tosa de Ouro, incarnando o lado elitista e qualitativo da grife americana. (Ah, tá.)

6. Sapato branco pode?: Sim, pois dá um ar classudo de Great Gatsby, mas fuja do look total white. Ah, e tênis branco tá mais que liberado.

7. Como usar uma écharpe?: Como se fosse com smoking: fina, caída displicentemente sobre a nuca. Dá um ar cool ao terno de verão ou até mesmo a uma simples camisa. GQ aprova (e eu também).

Continua logo, logo em um post pertinho de você.

(Resposta do item 2: letra d – Nunca!)

Autor: admin - Categoria(s): Sem categoria Tags:
30/07/2008 - 16:07

Clube do Ricardo

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Ricardo Almeida adora reunir amigos, clientes e televisivos para lançar suas coleções. Foi assim enquanto participou do SPFW, está sendo assim desde que deixou o evento. Ontem, o auê foi no recém-(re)inaugurado Pandoro, point da elite paulistana desde 1953 (fechou em 2006 e reabriu este ano, repaginado por João Armentano), regado a muito caju-amigo, drink histórico da casa. Na “passarela”, dez modelos e doze convidados desfilaram impecáveis ternos da linha mais formal da coleção de verão 2009. Na “platéia”, de Sandy e Junior a Hebe Camargo, passando por Rico Mansur e mauricinhos equivalentes. Normal.

Em entrevista coletiva a um punhado de jornalistas mais interessados na moda do que no agito, Ricardo revelou que optou pela locação por um desejo de resgatar valores e boas maneiras de uma forma geral, olhando para o passado para reavaliar o presente. Reflexo desse pensamento foram os ternos completos (com direito a colete e lenço no bolso) em xadrezes variantes do príncipe de Gales vestidos pelos meninos, que também tinham os cabelos gomalinados bem à moda antiga, enquanto nas caixas de som ecoava uma bossa nova revisitada. A silhueta masculina relaxou no hemisfério norte e Ricardo seguiu a maré, sem perder o shape esguio ao qual é fiel e que, realmente, é o mais elegante quando se trata de alfaiataria.

Paletós de dois botões reinam na coleção, basicamente trabalhada em tons de cinza, pontuados por cores mais fortes nas gravatas. Tem ainda um certo mix de padronagens, com os xadrezes dos ternos, mixados com as listras e poás das camisas, além das estampas das gravatas. Enfim, tudo muito chique, bem cortado e clássico, com a assinatura do anfitrião da noite, que ainda revelou algumas curiosidades sobre sua visão de moda para homens no século 21.

Ricardo acredita no bespoke como futuro de consumo. Entenda por aí que a tendência entre os homens é a de querer algo cada vez mais personalizado e exclusivo, nem que para isso tenha que pagar mais caro. Isso tem a ver com o perfil masculino de compra que, apesar de mais interessado e bem informado, não consome tanto a moda em si, mas qualidade e estilo. Em suma, o cliente de Ricardo Almeida quer roupa boa e que dure. E isso ele tem. Nesse momento da entrevista, rolou ainda um momento saia-justa na resposta a Alcino, que perguntou se Zegna e Tom Ford seriam os maiores concorrentes e se os valores dos ternos seriam justos. Achei as respostas de Ricardo plausíveis, explicando que compra-se os materiais nobres da alfaiataria de todos, mas compra-se também a assinatura, que agrega valor ao produto final, que chega a custar R$ 14.000 no caso do Sr.Ford. Natural, tudo o que a gente já sabe. Valer tudo isso não vale mas, that’s fashion, honey.

Gostei também da explicação sobre o porquê de ignorar o jaquetão já que nas passarelas gringas eles dominaram: simplesmente porque é um tipo de abotoamento difícil, que só fica bem fechado e que, por causa do clima tropical, era pouco prático para o brasileiro, ao contrário de terras européias.

Três cajus e alguns acepipes depois, bati em retirada, contrariando a lei-seca. Foi por uma boa causa.

Autor: admin - Categoria(s): Sem categoria Tags:
28/07/2008 - 22:04

Erotico-soft-pop

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Conhece o Sébastien Tellier? Pois deveria, nem que fosse pra dar umas boas risadas. Sébastien é um cantor francês, muito figura, que se leva muito a sério (no fundo, quem conhece o humor francês, vai perceber que ele não se leva nem um pouco) no papel de novo Gainsbourg, mas a quem você não deve dar mais que deux Eurôs pelo show. Tá, tô exagerando, mas você vai entender.



Tellier, o figura



Chabal, o rugbiman



Petitjean, o modelo



Veloso, o stylist

Primeiro, o look: Barbudo e cabeludo, Sébastien parece ter sido separado no nascimento do jogador de rúgbi gaulês e xará Sébastien Chabal e do modelo Patrick Petitjean, também súdito de Sarkozy (seria uma moda entre os homens de lá?). Tem também o stylist Felipe Veloso que, até pouco tempo, era adepto do visual…enfim. Tellier nunca se separa de seus enormes óculos escuros e faz o estilo largadão retrô na hora de escolher os figurinos. Nada de estereótipo neste quesito.

Segundo, a música: o cara é polêmico. As opiniões se dividem sobre se a música que faz é genial ou se é uma farsa, uma tiração de sarro bem produzida (seu último álbum, Sexuality, é assinado por Guy-Manuel de Homem Christo, metade do Daft Punk). O fato é que as críticas são altamente favoráveis e tem gente endeusando e comparando a Robert Wyatt, Gainsbarre e Syd Barrett.

Tellier gosta de uma sacanagem. Suas músicas são meio monotemáticas, ou seja, só falam “daquilo” e o próprio já declarou que gostaria que fossem tocadas em filmes pornô. É super trilha de motel.

O álbum Sexuality (seu 3o.) já deixa isso bem claro na (linda) capa. E depois nas faixas todas, permeadas de explícitos e lascivos gemidos. Chega a ser um pouco entendiante, confesso. Mas, ok, tem lá seu valor. Outra: Em uma polêmica decisão, sua faixa “Divine” foi escolhida representante francesa no tradicional (e cafona) festival Eurovision, ocorrido em maio. Polêmica porque, apesar de ser parisiense da gema, Tellier canta basicamente em inglês, salpicando um italiano e um francês aqui e ali. E “Divine”, sob protestos dos mais ferrenhos defensores da língua de Sartre, foi executada em inglês, sim, senhor, com duas frases em francês debochadamente inseridas no meio. Não foi a primeira vez que a representante da França foi cantada em outra língua, mas isso sempre gera discussão por lá, ajnda mais se for em inglês.

Sébastien começou abrindo shows para o Air (tudo a ver mesmo), em 2001, e foi aí que conheceu Sofia Coppola (o Air fez a trilha de Virgens Suicidas, lembram?). Em 2003, a música Fantino, de seu primeiro álbum, L’Incroyable Vérité, entrou na trilha de Encontros e Desencontros. Ou seja, está a um passo de virar cult. Quer mais?

Descobri no site-referência (os que gostam de música eletrônica conhecem) Rraurl, que o figuraça fechou uma parceria com a American Apparel (ainda este ano na Oscar Freire!!) para o lançamento de uma linha inspirada em seu último álbum e em algumas de suas faixas. Tem camisetas ótimas e até uma sugestiva calcinha. De quebra, desde o último dia 22 e durante os próximos três meses, o álbum e seus primeiros singles serão vendidos nas lojas da grife, como estratégia de promoção de ambos os produtos. Pas-bête du tout (ao pé da letra: nem um pouco besta).

Tá esperando o que pra conhecer M.Tellier? Vou ajudar postando aqui alguns vídeos-chave, mas vai lá no Myspace dele que dá pra ouvir o novo álbum todo. Mesmo não amando, acho ele necessário para a cena musical atual, que se leva tão a sério. Mas, sem essa de comparar com Gainsbourg, né? Menos, beeeem menos.



O primeiro hit: La Ritournelle (gosto bem desta)



A polêmica apresentação do hit Divine, no Eurovision. Reparem nas backing vocals.



Fantino, de Encontros e Desencontros

Autor: admin - Categoria(s): Sem categoria Tags:
28/07/2008 - 16:25

Quizz

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Um doce pro primeiro que adivinhar de quem são essas fotos, tiradas em 2004, durante um show da banda Phoenix, em Tóquio.

Post rapidinho, enquanto são feitos alguns ajustes na ferramenta do blog para melhorar nossa vida. Volto logo ao normal, prometo.

Autor: admin - Categoria(s): Sem categoria Tags:
24/07/2008 - 23:16

I love NY

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Acabei de receber meu exemplar de Julho (atrasado, claro. Obrigado, Correios…) da GQ francesa e, de novo, adorei o editorial de moda. Focada no preppy, a matéria – muito simpática, mais uma vez -, mostra 6 propostas fresquinhas de looks com aroma clássico, mas super atuais, trendy na medida certa, mostrando que gravatas, listras e xadrezes podem ser muito cool e nada caretas se usados de maneira esperta. A revista batizou as propostas com nomes de bairros de Nova York, onde foram feitos os cliques, cada uma com características típicas das redondezas. Entre os três meninos acertadamente escolhidos para a matéria, tem o nosso Evandro Soldati representando a Terra Brasilis, enquanto as fotos são assinadas pelo sueco Magnus Unnar, que vai se especializando em masculino, sempre com pegada jovem e despretensiosa. Gosto cada vez mais da linha adotada pela revista para seus editoriais, onde elegância e informação de moda se encontram em propostas nada bestas, que a maioria dos homens (que tenham o mínimo interesse por moda e uma cabeça semi-aberta) pode digerir tranqüilamente. Aposto que a maioria das revistas daqui acharia as cores e alguns shapes o cúmulo da ousadia, reprovando a matéria logo de cara…

No próximo post, vou reproduzir aqui 14 dicas e curiosidades de estilo tiradas de outra ótima matéria da edição número 5 de GQ France. Vale a pena.

SOHO: Preppy moderno, jovem e chic. Paletó xadrez (Marc), clássico, usado sobre camisa azul (Marc) e gravata de tricô marinho (Valentino). Jeans branco (Marc Jacobs), tênis e bolsa de couro (Marc)

UPPER MANHATTAN: O blazer tradicional (Tommy Hilfiger), de botões dourados, ganhou frescor com o corte seco e mangas levemente mais curtas. Gravata listrada e camisa branca, símbolos máximos do preppismo se desmontam graças à calça rosa pastel (tudo TH). E tudo combina com o sorriso do Evandro. Pura simpatia.

EAST VILLAGE: Um quezinho de college, mixado com a mais pura elegância britânica. Um pot-pourri que é a cara do bairro, um tanto excêntrico, mas essencialmente cool. Blazer, camisa, gravata e jeans, Polo Ralph lauren. Sapatos Paul Smith.

GREENWICH VILLAGE: Jaqueta jeans com toque vintage (Zadig & Voltaire), usada despretensiosamente com pólo (CP Company), sobre uma clássica gravata vermelha (Brooks Brothers) e com jeans seco, de barra virada (Dolce & Gabbana). Detalhe para o mocassim bicolor.

MIDTOWN: Olha o charme da cartela de cores desse look, todo em tons pastel. Tradicional, mas com toques certeiros, como o tênis baixinho de lona e a barra da calça virada. Blazer, camisa, gravata e calça, Hackett. Tênis, Le Coq Sportif

CHELSEA: Um perfume artsy, de acordo com um dos bairros mais legais de NY. reparem que a escolha do modelo é fundamental aqui. Se fosse um menino com cara de machão, mais velho (como muitas revistas adoram por aqui…) seria de uma caretice atroz. Mas o garotão aí, mais a simpatia da mistura de cores e padronagens, é só sucesso. Camisa e cardigã, Polo Ralph Lauren. Gravata, cinto e calça, Daniel Crémieux. Sapatos, Paul Smith.

Delícia de matéria.

Autor: admin - Categoria(s): Sem categoria Tags:
21/07/2008 - 20:24

A mina da vez

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Enquanto isso, o mundo fala de Lily Cole. A nova darling britânica parece que fisgou o Jude Law, virou sex-symbol e it-girl master. E quer saber? A Playboy francesa já fechou com ela para a capa de Novembro. Chato não? Ou você prefere a Natália do BBB? Por enquanto fique com a fofa na Arena.

Autor: admin - Categoria(s): Sem categoria Tags:
21/07/2008 - 18:52

S2a

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Não se tem falado de outra coisa nos últimos dias. É Surface to Air pra lá, Surface to Air pra cá, pelos mais diversos motivos. No sábado, teve motivo forte: o lançamento da linha-objeto-de-desejo-master do Justice, na loja da Lorena (as jaquetas são preciosas, mas já acabaram quase todas, corre!), junto com uma mini-coleção recém-chegada de Paris, que também já está com a grade bem desfalcada. À noite, festa das mais animadas no “clube secreto de Pinheiros” (melhor point de SP, disparado) para comemorar o aniversário de Karina Motta (cara-metade do manager da Surface Brasil, Sébastien Orth) e o da fotógrafa-dj Carol Nogueira (olha as fotos, do Alisson Louback, aqui). Uma das melhores festas do ano, fácil.

Para botar a cerejinha no sundae da grife e prolongar o talk of the town, eis que me deparo hoje com a muito simpática campanha de inverno 2008 que, de tão cool, me fez partilhar com vocês também a porção feminina. Fresh.

Ah! E dia 26 tem lançamento do livro do querido e talentoso Marcelo Gomes, fotógrafo-amigo e marido de Lelê Toniazzo. Se você gosta de belas imagens, sem rótulos e zero pretensão, marca na agenda. Onde? Nem vou responder.

Autor: admin - Categoria(s): Sem categoria Tags:
16/07/2008 - 22:24

Vogue Hommes Japão estréia com Slimane

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Deu no WWD: Hedi Slimane esteve esta semana no Japão fotografando a capa da primeira edição da Vogue Hommes Japão, prevista para sair no dia 10 de setembro. Mas o envolvimento dele com a publicação não pára por aí. Além de mais 20 páginas de editorial no interior da revista, Slimane tem status de Deus para o editor da Vogue Japão Kazuhiro Saito, que não mede palavras para explicar a importância do fotógrafo/estilista para o mundo da moda masculina. “Houve uma grande mudança na moda masculina desde que Hedi Slimane assumiu a Dior Homme, em 2000. Havia a moda antes de Hedi Slimane e a moda pós-Hedi Slimane”, diz Saito. “Aquela estética skinny de seus meninos funciona muito para os homens japoneses”.

Terminadas as fotos, Slimane deu uma de dj na festa organizada pela Dazed & Confused, no Tokyo Super Deluxe, clube modernex de lá. Dazed & Confused?? É, o editor de moda da revista inglesa, Nicola Formichetti, vai formar dupla com o hypado diretor de arte Markus Kiersztan, que já assinou trabalhos para Yohji, Nike e Uniqlo, para dirigir a moda da Vogue Hommes. Inicialmente prevista para sair duas vezes por ano, o plano é que a periodicidade aumente com o tempo.

O pulo do gato da nova dupla é o de ter uma revista de moda para homens feita por homens, ao contrário da versão italiana (dirigida por Franca Sozzani) e a francesa (por Carine Roitfeld). Vem coisa boa por aí. Faço gosto.

(Tô falando muito do Slimane? É, eu gosto dele. E ele rende assunto bom, convenhamos, né?)

Autor: admin - Categoria(s): Sem categoria Tags:
15/07/2008 - 16:03

Iódice masculina é exemplo a ser seguido

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O verão masculino da Iódice é uma grata surpresa no árido deserto que é a moda para homens no Brasil. Sem perder a noção comercial e sem desviar o foco da realidade do consumidor (que ainda prefere o arroz com feijão na hora de se vestir), Alexandre Iódice parece ter entendido como fazer para mostrar que, sim, dá para ser mais elegante sem abdicar de suas preferências. Gosta de bermuda e tricô? Estão lá o clássico modelo cargo e o pull básico, de tricô levinho e mangas longas, em cores neutras que não afugentam nem o mais careta dos homens. Ah, mas bermuda cargo? Qual a novidade? Acontece que a bermuda tem corte de alfaiataria, mais seco, com padronagem pied de poule, sem perder o ar confortável. Tricô de mangas longas no verão? Primeiro que Alexandre pensa como eu, mangas longas são sempre mas elegantes (lembram do que eu digo a respeito das camisas?). Segundo, que o tricô é muito fininho, leva 30% de linho em sua composição. Perfeito. Tem até écharpe de linho que, se não esquenta horrores (afinal, é verão), dá um charme louco à produção. Os tênis? Todos flats, de cores neutras como cáquis e brancos, de cano alto ou baixo. As camisas são lindas, feitas em tricoline encorpada, com shape mais ajustado e gola menorzinha, herança do Sr. Slimane (aliás, logo subo um post excelente – mais um! – sobre ele…). Elas ganham listras, flores tipo Liberty ou o eterno quadriculado tipo vichy. Tem também pólos muito simpáticas, listradas a la rugby ou estonadas para ficarem com falso ar vintage, que podem ser combinadas de forma muito cool com as bermudas em vichy marinho, bem charmosas, ou com as calças secas, afuniladas na medida certa. Mesmo o couro continua no verão, furadinho, no hoodie off-white. Paira na coleção um certo ar náutico, com um quê de tenista também, salpicado de golfe, quaaaase uma Lacoste new generation, sabe?

O que me deixou mais feliz foi bater um papo com Alexandre (não, a Galisteu não estava lá) e perceber sua mentalidade a respeito da moda que faz, no mercado para o qual ela é feita. Alexandre sabe, claro, das limitações que a cultura do brasileiro médio impõe, sempre reticente a qualquer mudança no seu guarda-roupa de bermudão, jeans reto, paletó quadrado e camisa folgada. As alterações que ele propõe são sutis, mas já fazem uma baita diferença. “Não estou pedindo para o homem abandonar seus conceitos e suas preferências. As peças clássicas estão aqui, mas trabalhadas de outra forma. O universo é o mesmo mas, se o brasileiro olhar mais para a direita, vai ver que aquela fórmula na qual ele sempre acreditou pode funcionar muito melhor com alguns pequenos ajustes”, explica. E termina com a frase que deveria servir de mantra para estilistas, veículos de comunicação, stylists e afins: “Se nós, que temos acesso à informação não levarmos as mudanças e novidades até o consumidor, ele nunca vai entender, ficando preso na mesmice para todo o sempre”. Aos poucos, com jeitinho e sabedoria, a gente chega lá.

Autor: admin - Categoria(s): Sem categoria Tags:
11/07/2008 - 20:58

Perfume artístico

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A Prada pode não ter feito um desfile inesquecível para mostrar sua coleção masculina de verão 2009, mas mandou muito bem na campanha do perfume Infusion d’ Homme, lançada no after-show do dia 22 de junho. Num belo incentivo ao exercício da arte, dona Miuccia deu carta branca a um time de criativos do mundo inteiro para que mandassem roteiros de um curta-metragem onde a essência do homem Prada estivesse retratada. Depois de rigorosa seleção, 9 foram escolhidos e puderam filmar a idéia toda, cada um a sua maneira, com os recursos que bem entendessem. O resultado é delicioso.

Os nove vídeos são excelentes, viajam em todas as direções, fazem rir, emocionam e, o melhor de tudo, são fruto da mais pura imaginação dos donos da idéia. Conversei com o Guga Ketzer, sócio da agência de publicidade Loducca e único brasileiro escolhido para a final – sim! Tem brasileiro na parada! – e ele contou que o briefing da Miuccia era uma viagem nonsense, que era mesmo pra cada um interpretar do seu jeito. E deu no que deu. Gostosas pirações em nome de uma fragrância. Muito legal. Meus vídeos preferidos são o do Guga, claro, o da Coréia e o da França. Mas tem vários bons. Vai no site e escolhe o seu.

No youtube só tem o francês e o argentino, que posto aqui. Vale ver todos.



To Myself – França



Work in Progress – Argentina

Autor: admin - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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