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Arquivo de junho, 2008

14/06/2008 - 19:20

Acabou o Fashion Rio. E os homens se deram bem!

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Fim de papo. As apostas cariocas para o verão foram lançadas. Muitos incensos serão acesos pelas meninas – mergulhadas num setentismo sem fim – e muitas estampas e padronagens serão misturadas no que diz respeito aos homens. O último dia nos reservou boas novas, já que demos a volta por cima e emplacamos três (um recorde para padrões nacionais) desfiles de qualidade acima da média e ainda terminamos a semana com o acessório de luxo da temporada: as meninas. Rá!

Explico: A força da coleção masculina da Redley – que fechou o evento com disputadíssimo desfile ontem à noite – é tão grande, que as garotas se tiveram que se juntar às boas mochilas em lona PET (ecologicamente correta) como coadjuvantes da história toda. Calcada no esporte e em seus elementos, a linha tem highlights como os cardigans fininhos de zíper e bolso canguru, as bermudas sequinhas e confortáveis e as jaquetas coloridas que são puro desejo consumista.

Adoro a cartela de cores, sóbria, onde mesmo tons como o verde bandeira e o azul vêm lavados antes de acender mais para o final da apresentação.Muito chics os looks total khakis. Tudo muito certinho, impecavelmente bem-acabado, com ares de roupa gringa. Talvez por causa da mão germânica do diretor de criação da grife, o Jüergen Oeltjenbruns. Enfim, coisa de gente grande. Mesmo.

No extremo oposto da engrenagem – e talvez, por isso mesmo, mais gostoso até de se ver – está James Cesari, paulista, que foi parar no Rio Moda Hype e mostra que tem potencial para voar mais alto. Focado no streetwear, seu desfile mostrou boas idéias e um nível de acabamento surpreendente para quem está engatinhando.

Gosto muito dos camuflados em patchwork e de alguns macaquinhos. Resta saber se alguém encara na vida real. As bermudas de cavalo baixo são bem boas e as regatas funcionam melhor nas ruas se sobrepostas a t-shirts lisas. Pode ficar divertido. Evite usá-las como no desfile por aí, mesmo que você tenha o corpo do David Beckham, ok?

Onde estava este menino, que precisou ir até o Rio para ganhar atenção? Alô Casa de Criadores! Aliás, uma voltinha pelo evento carioca de novos talentos com certeza traria muitas inspirações ao seu equivalente paulista. Tudo funciona. As grifes têm – em sua grande maioria – verdadeiro potencial, cada uma com seu stylist – competente – e com desfiles curtos e objetivos. Outro nome super talentoso que se apresentou por lá e que passou despercebido por aqui é o da japinha Fernanda Yamamoto,. Olho nesse pessoal.

E no meio destes opostos está Ivan Aguilar. O capixaba dá um salto de qualidade nos materiais e, calcado em sua técnica apurada de alfaiate, acerta a silhueta e proporção de seus meninos. Ivan vai se firmando como excelente opção para aqueles homens já saídos da adolescência, mas que não vivem enfiados em escritórios, limitados, em todos os sentidos, a uma moda bem burocrática.

Sua coleção é fresca e cool, com cartela de cores deliciosa – ótimos os tons sorbet misturados aos xadrezes; très chics os brancos com azuis do final – e um perfume street bem diluído ao longo do desfile, em meio a uma alfaiataria muito da correta. Estampas e bordados desenvolvidos por comunidades carentes de Vitória e grafiteiros de rua dão colorido artsy a camisetonas e cintos, combinados com bermudas sequinhas – a clientela de Ivan agradece o fim dos shortinhos. Objeto de desejo imediato: as camisas com patchwork de estampas de flores tipo Liberty, elegantes e comerciais na medida certa. Ah! Não liguem pros looks total verde pistache ou amarelo gema. Eles foram montados assim para o desfile, para passar a mensagem da cartela de cores. Claro que você não precisa sair por aí parecendo uma arara, tem que desmembrar mesmo, mas acho que, a essa altura, a maioria de vocês já sabe que é assim que funciona a edição de um desfile, né?

That’s all from Rio. Acho que na medida do possível, os homens se deram bem. Está dada a partida para o fuzuê da SPFW. E se a semana passada foi corrida, tremo só de pensar o que será da próxima. Por isso, dêem um desconto se faltar algum post por aqui até o dia 23, tá?

Autor: admin - Categoria(s): Sem categoria Tags:
13/06/2008 - 11:48

Luta livre, xamanismo e (re)mix de estampas

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Finzinho de Fashion Rio e a moda masculina dá sinais de vida graças aos desfiles, ontem, da novata R.Groove (dentro do Rio Moda Hype), da Chiaro e da Sandpiper. Em geral, são propostas desencanadas, de uma moda real e fácil de usar, bem coisa de homem mesmo. Tem, claro, uns arroubos de ousadia, aqui e ali, mas a boa notícia é que tem roupa bacana pra ser usada no próximo verão.

A R. Groove, como toda marca jovem, se permite brincar e inventar mais – às vezes passa do ponto -, sem muita preocupação comercial, mas mesmo assim não perde o foco street com boas peças inspiradas na Lucha Libre mexicana. O telecatch cucaracho é um esporte muito popular e um meio de ascensão social para jovens da periferia mexicana, um pouco como o nosso futebol. Todas as cores dos uniformes usados em combate (fake ou não) estiveram presentes na passarela de Rique Gonçalves, camuflando boas idéias como o colete e a jaqueta perfecto. Tem potencial, mas precisa se livrar da coisa da fantasia – que é típico dos mais novos – e entender que está num evento cuja maior fonte de renda é justamente o evento ao lado, que se chama Fashion…Business.

A dupla Gustavo Machado e Marianna Malafaia diz que se inspirou no universo xamânico para criar uma coleção atemporal para a Chiaro, no primeiro desfile exclusivamente masculino deste Fashion Rio. Na verdade, tudo não passa de pretexto para uma bem sacada linha de roupas, calcada em uma silhueta confortável conseguida com tecidos orgânicos que, se não

reinventa a roda no quesito moda para meninos, tem o mérito de fazer as peças que eles gostam de usar, injetando um quezinho mais fashion entre uma calça utilitária e outra.

Ousadia esta que pode ser a combinação de confortáveis túnicas em linho e algodão com um singelo short pink; ou ainda uma estampa floral coloridona decorando uma calça de modelagem mais afunilada. E que tal outra calça feita de um patchwork de estampas que mais lembram tecido de decoração? Homens, podem acreditar: funciona. O toque macho-antenado fica por conta dos Nike Dunks nos pés, um arremate street que combina bem com os espertos hoodies que já vão virando marca registrada da grife.

A Sandpiper pôs de novo o Paulo Zulu na passarela (já deu, né?) mas não conseguiu estragar a simpática imagem que criou para seus garotos. Mais uma a apostar no mix de estampas e padronagens aqui no Fashion Rio, a grife inventou para si mesma uma inspiração sixties, que nada mais era do que um motivo para misturar bolas e estampas geométricas de tudo quanto é forma, sem perder o jeitão de menino do Rio ixxpéérrto que é sua maior assinatura.

Um climão navy – tendência – cheio de boas bermudas, camisas e ótimos lenços para o pescoço. Tudo (des)combinando na mais perfeita (des)harmonia. Mas, cuidado: é uma proposta relativamente jovem – a opção shortinho não funcionou muito bem no Zulu, por exemplo – por isso requer um certo cuidado na hora de montar o look. Hoje tem mais moda masculina: Ivan Aguilar deve fechar o evento em grande estilo. Té depois.



O mix it up ficou esquisito no Zulu

Autor: admin - Categoria(s): Sem categoria Tags:
11/06/2008 - 13:04

Moda masculina no RJ? Cadê?

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Ok, ok. Eu sei, já estamos no quinto dia de Fashion Rio e eu sumi, larguei vocês na mão, sem meus tão prometidos posts from Rio. Minha desculpa é clichê, mas verdadeira: correria insana, internet que falha e, principalmente, falta de moda masculina! Do meu post anterior pra cá, só uma, uminha grife pôs meninos na passarela: a TNG. E nem teve muita mulher de biquíni: só a Salinas, por enquanto, distraiu nossa atenção com algo além de moda para meninos. Claro que eu tô exagerando. Ando de olho nas coleções femininas também, por conta do profissional e também do pessoal (como diria o Faustão), afinal, repito, homem que gosta de moda, no fundo, se interessa por tudo.

Voltando à TNG, fiquei surpreso com o que vi. Sem romper barreiras com uma moda sensacional, a grife de jeanswear não fez feio ao apostar num simpático verão totalmente navy (antigo, mas funciona), inspirado pelas décadas de 20 e 50 (segundo Tito Bessa, o dono) mas com uma pitada de 80 (by Regina Guerreiro, consultora da marca).

Gosto das listras de todo tipo – combinadas com branco ficam chics -, mas me incomoda MUITO o shape quadrado dos paletós (até quando, meudeusdocéu?). Não é possível que alguém ache elegante usar um paletó que parece estar sempre um número acima do seu. E esse é o maior problema do homem brasileiro, inclusive segundo Alexandre Herchcovitch (que entrevistei para uma matéria recentemente). Portanto, que tal as grifes começarem a dar opções mais alinhadas a seus clientes?



Paletó do Bob Esponja e papo inacreditável na calça: vai aonde assim?

Em suma, houve uma clara evolução com relação ao inverno, com a ajuda de uma mão mais controlada no styling – bons os chapéus, gravatas fininhas e suspensórios -, mas ainda falta chão para que se possa considerar isso tudo sinônimo de boa moda masculina. Fora que para estragar toda e qualquer boa impressão, o desfile termina com uma desagradável guerra de travesseiros, que cuspiram penas para tudo quanto é lado, deixando platéia e sala de desfiles com cara de galinheiro. Idéia de jerico.

Hoje deve ter menino desfilando no desfile da Cantão, e até o fim da semana tem a Chiaro, Ivan Aguilar e a Redley, que devem elevar um pouco o nível geral dos homens. Volto assim que der (tomara que eu consiga mais tarde) para contar, tá?



Maria Rita em momento backstage

Ah! E ontem fomos (eu, Maria Prataporter, Jeff “RGVogue” Ares, Carol “Womanandwomanandwoman” Nogueira e amiga) ver o show da Maria Rita, no Vivo Rio, para a gravação do DVD Samba Meu, dirigido pelo Hugo Prata, primo da Maria (a Prata, não a Rita, dã). Com figurino by Fause Haten, a moça animou bem e a gente se divertiu pencas. Perfeito pra desligar um pouco do fashionismo. Até mais tarde.

Autor: admin - Categoria(s): Sem categoria Tags:
09/06/2008 - 02:17

Fashion Rio, dia 2: Início morno para os homens

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Segundo dia de Fashion Rio e necas de moda masculina para ser comentado por este blogger que vos escreve. Quer dizer, quase. Teve o lisergismo setentista da Totem que, se não trouxe grandes arroubos de criatividade, pelo menos fez uma graça com algumas peças até que simpáticas.

Calma, antes de analisarmos (?) os poucos looks para meninos do evento até agora, vale dizer que o dia hoje começou com um exótico tour pela linda Baía de Guanabara – ô cidade abençoada, viu… -, a bordo do Pink Fleet, barco do empresário carioca Eike Batista – que, dizem, seria o novo “dono” do evento. Muito samba, gente animada, mirrados canapés e um certo balanço do mar depois, atracamos de volta na Marina da Glória para, enfim, começarmos o dia fashionista.

Espichei o olho nos desfiles femininos também, afinal, tem cobertura minha no site da chefa Lilian Pacce (ainda em soft opening, só dá pra entrar com senha por enquanto mas, quando começar o SPFW, semana que vem, você confere tudo de uma vez). Não vou me estender sobre eles aqui (vai no Prataporter, bem mais completo, sob o olhar de quem mais entende), mas achei divertida a brincadeira cucaracha da Thais Losso com o mexicanismo de Bete (ou Betty?), a feia, cheia de misturas e sobreposições, e o bem-vindo frescor da Sta. Ephigênia. Sem seu fiel escudeiro Marco Maia, falecido no ano passado, o estilista Luciano Canale segurou a mão pesada de outras estações e acertou em cheio nas cores dos românticos looks de inspiração francesa. Bom, mas como o assunto por aqui é mesmo o universo masculino, vamos ao que a Totem pôde nos oferecer para o próximo verão.

Em meio a uma viagem meio bicho-grilo, com direito a manjadíssima trilha by Caetano Veloso (Alegria, Alegria é das músicas mais chatas da humanidade), até que algumas boas peças salvaram um início meio bobo, comercial, como era de se esperar, bem insosso. Gosto da saruel amarela e do look meio andrógino que se seguiu, assim como a boa túnica com efeito ombré colorida, combinada com shortinho tipo jogging de estampa clássica da grife.

Um pontapé meio devagar para os meninos, mas tá tudo só começando. Vamos torcer. Depois ainda teve o Walter Rodrigues. Ponto para as meninas. Volto amanhã, talvez com algo mais relevante para todos nós.

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06/06/2008 - 14:01

Rio we go!

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A temporada nem bem começou e eu já estou sem tempo, na maior correria, acertando os últimos detalhes de figurino para o GNT Fashion (Lilian e Mariana) e organizando a vida, que vai virar do avesso nas próximas semanas. Peço desculpas pelo semi-abandono do blog nestes últimos dias, portanto. Ele será devidamente alimentado a partir deste fim-de-semana com o que de mais relevante acontecer no Fashion Rio (e, depois, no SPFW) masculinamente falando. Vai ter cobertura minha no Estadão e no site da chefa, que ganha lançamento oficial no primeiro dia de Bienal. Espero vocês lá, hein?!

Adorei a repercussão dos posts que abordaram a polêmica nudez na campanha de Tom Ford. Alguns comentários concordando comigo, outros discordando, tudo na maior democracia. É assim mesmo. Mas ontem fiquei feliz ao encontrar o mestre Paulo Martinez (num jantar que, pra mim foi um fiasco, mas não vamos entrar no mérito da questão) e ouvir dele a mesma opinião que a minha em relação ao tema. Ufa! Se ele também não gostou, é sinal que tinha caroço no angu mesmo.

Fui ontem na multimarcas masculina Babel (conhece? Fica na Pça. Benedito Calixto, em Pinheiros. tem que ir!) para ver de perto as roupas tão celebradas da Redley, que lançou sua linha Premium exclusivamente na loja. Vale a pena. É roupa boa, com informação, mas muito comercial ao mesmo tempo. Me apaixonei por uma jaqueta dupla-face, mas não tinha meu número, droga!

E olha só esses relógios da marca Tokyoflash. Diretamente do pulso da turma de Matrix. Sci-fi total!

Autor: admin - Categoria(s): Sem categoria Tags:
03/06/2008 - 19:15

Pornô e poesia

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Olha só, gente: ainda com relação à campanha pornô (chic?) do Tom Ford, queria só dar mais um pitaco, depois de ter lido seus tão valiosos comentários, que respeito todos: Eu não gostei das fotos, e explico o porquê. Não se trata de falso moralismo não, quem me conhece sabe que eu gosto bem da coisa e sou super a favor da malícia em determinado tipo de fotografia. E minhas raízes européias devem ter ajudado a não ter nenhum tabu em relação ao tema. Mas, graças a algum deus ou à vida, meu olho busca sempre a sutileza no lugar da apelação, a elegância em detrimento da vulgaridade, em qualquer terreno: do Carnaval ao cinema, da pintura à foto de moda (amo a Playboy francesa e abomino a brasileira, por exemplo). E eu acho a campanha do Sr, Ford um monumento ao mau-gosto, onde a nudez deixa de ser algo belo e poético para virar algo gratuito e sem sentido. E, hello, não é um editorial, trata-se de publicidade! O mundo acredita tanto no personagem que Ford criou para si mesmo (será um sinal de seu talento enrustido para o cinema, área em que planeja seu próximo ataque?), o de texano sexy, classudo e polêmico, que ele, espertamente, resolveu levar isso às últimas conseqüências da falta de gosto. Reparem que seus anúncios vêm numa crescente de vulgaridade sem limites, sinal, pra mim, de que marketing e imagem na carreira de Tom Ford são mesmo tudo. Suas roupas de qualidade e corte impecável, ficam em segundo plano. Qual será o próximo passo? Um pornô hardcore explícito? Tudo isso pra vender roupa? Sou mais pegar um DVD da Planet Sex e assistir ao verdadeiro. Enfim, too much ado about nothing. Cada um com sua visão, mas alguém aí fala do Sr. Ford por causa das roupas dele, que é o que realmente interessa?

Pra mudar o tom do post e continuar dividindo com vocês minhas descobertas hypercool em matéria de moda masculina, fiquem com as fotos (lindas!) da campanha de estréia da grife Conference of Birds, que tira seu nome de um poema escrito na Pérsia no século 15. A poesia narra o encontro de um grupo de pássaros em busca de uma luz divina. O estilista Andrew Holden assina a grife e mixa bem um certo corte de alfaiate inglês com um perfume de daywear americano. Bem legal. E muito mais chic do que o pornoFord.

Via Hintmag (fonte inesgotável de boas novidades). As fotos são do Ryan Michael Kelly e o modelo é o Shaun Haugh. Enjoy.

Autor: admin - Categoria(s): Sem categoria Tags:
02/06/2008 - 20:13

Uncensored: Nova Campanha de Tom Ford

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Foram reveladas as fotos da nova campanha do ídolo dos poderosos Tom Ford, aquela com o modelo brasileiro Alex Schultz peladão.

Agora eu pergunto: Precisa?

Autor: admin - Categoria(s): Sem categoria Tags:
02/06/2008 - 19:32

YSL e a vida em preto e branco

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Parece que o João Pimenta (que todo mundo amou e eu não consigo engolir) teve razão em inserir um look nada a ver no meio de seus jogadores de beisebol, em seu desfile de verão na Casa de Criadores. Eu interpretei – veja post abaixo – como uma homenagem ao homem elegante de Yves Saint-Laurent e foi o look que mais gostei na coleção. E não é que amanhecemos a segunda-feira com a triste notícia de que o inventor da Saharienne e do smoking feminino se apagou, aos 71 anos, depois de infinitos serviços prestados à moda mundial? Ele já andava meio doente e tinha se aposentado em 2002, deixando uma lacuna impreenchível no terreno da elegância e dando início a um sem-número de homenagens (veladas ou explícitas) em coleções mundo afora.

Fico mal quando nomes geniais, sejam eles de que área for, se vão. O mundo fica mais triste e mais banal; preto e branco como a foto aí de cima. É uma perda como a de Ayrton Senna para o automobilismo, a de Elvis Presley ou Frank Sinatra para a música (aliás, o mundo musical não deve tardar a perder mais um talento: alguém viu a Amy Winehouse no Fantástico ontem? Afff…) ou o mito do teatro Paulo Autran, por exemplo.

Repose en paix, M. Saint-Laurent. Et encore merci.

Pra manter o clima noir et blanc da foto de YSL (e da segunda-feira melancólica), olha que lindo esse editorial que saiu no Hintmag, fotografado pelo alemão Anja Frers. Quando eu digo que moda masculina não precisa ser catálogo de roupa para escritório…

Autor: admin - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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