2008 maio | Hypercool
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Arquivo de maio, 2008

30/05/2008 - 14:06

Casa de Criadores: Ser ou não ser (comercial)?

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Verão 08/09 da Der Metropol

Engraçado perceber que, num evento dito de vanguarda como a Casa de Criadores, o que salta aos olhos em termos de acertos na moda masculina sejam justamente as grifes que apostaram desavergonhadamente no comercial. ADD no primeiro dia e os Labs da Der Metropol, ontem, investiram em fórmulas simpáticas -pouco inovadoras, é bem verdade- e despretensiosas, que muitas vezes fazem mais sentido do que a experimentação pura e simples que não vai a lugar algum.

Nada é por acaso. Faisal Makhoul, apesar de estar num evento de jovens, tem anos de estrada e já entendeu que, com a roupa que faz, é muito mais honesto desfilar o comercial bonitinho que vai estar na loja -com styling certo e edição idem- do que pirar na batatinha apenas pra justificar a presença no caldeirão de modernidade do Frei Caneca. Os números das respectivas grifes não mentem.



Der Metropol

Mesma coisa para a Der Metropol, que ainda se permite exercícios mais rebuscados dentro de sua proposta de básico-com-informação que oferece aos meninos. Adorei os patchworks e o casting escolhido pela dupla Luciana Campos e Mario Francisco. Outra vez, não é à toa. Luciana trabalha na Maria Garcia e na Huis Clos, enquanto Mario passou pelo ateliê de Mareu Nitschke antes de virar professor no Senac.



Mais Der Metropol

Daí vocês vão me perguntar: mas esses nomes não estão no lugar errado, já que a Casa de Criadores é lugar para exercitar a criatividade, buscar conceito e dar espaço a quem não tem nada disso? Sim. Concordo. Mas também acho que a presença de nomes como a ADD e a Der Metropol (que, na próxima edição do evento com certeza não será mais Lab) é extremamente útil para os outros estiistas, que precisam entender que não basta arrumar o tecido mais vagabundo da paróquia e torcer, plissar e preguear o dito cujo. Moda é toda uma engrenagem, business, não é só imagem. Claro que a gente cobra diferente de quem está começando, não tem estrutura e nem grana, mas tem nomes que estão aí há séculos e que não saem do lugar. A junção de comercial com conceito é o cenário ideal, claro, mas difícil de ser atingido. E se estes novos nomes não assimilarem isto o quanto antes, serão inevitavelmente tragados pelo buraco negro do esquecimento fashion.

Ah! Contrariando a maioria, eu -de novo- não gostei do João Pimenta, sorry. Cai na mesma armadilha dos outros. Faz moda pra que homem mesmo? Pra metade da sala de desfiles do Frei Caneca? Se a ambição dele é esta, tudo certo. Mas, num país como o nosso, onde a luta para abrir a cabeça do homem com relação à moda é muito árdua, apostar no tipo de roupa em que Pimenta insiste em apostar só me deixa ver uma frágil chama no fim do túnel. Pra não dizer que sou azedo e que odiei tudo o que ele desfilou, pincei um look que achei bem bom (apesar de meio deslocado) no meio de seus jogadores de beisebol: Não sei se era homenagem a Yves Saint-Laurent, mas me lembrou muito a imagem clássica de homem chique do francês.

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29/05/2008 - 20:12

Mais um adeus masculino

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Outra grife européia vai abandonar as roupas para homem. Seguindo a trilha da Miu Miu, que anunciou recentemente que suspenderá a produção de sua linha masculina, lá se vai mais uma opção para os homens que gostam de se vestir bem. Pelos mesmos motivos -leia-se pouco retorno e fraco custo-benefício para a maison-, a Rykiel Homme deixará de ser produzida no final deste ano. A linha representa apenas 5% do lucro total do grupo Sonia Rykiel e não valia mais a pena investir e sustentar as lojas por tão pouco. A coleção de verão 2009 está pronta, será desflada em Julho normalmente. Quer dizer, quase, né, porque vai ser um climão de despedida brabo. Pena.

Autor: admin - Categoria(s): Sem categoria Tags:
29/05/2008 - 18:57

ADD it

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Eu não fui ontem no primeiro dia de desfiles da Casa de Criadores mas, dando uma passeada pelas imagens e comentários por aí, deu pra sacar que o centro das atenções para nós, do sexo masculino, foi a coleção beduína street da ADD (Attention Deaf Disorder), desenvolvida pelo Faisal Makhoul. Walérios Araújos à parte (absurdo como sempre, mas eu deixo pra outras mídias analisarem; nada pessoal e altamente compreensível, né?), tava na hora mesmo de um desfile de moda masculina ser atração da noite num evento de jovens talentos. Sim, porque, por mais que eu respeite e entenda a comoção que a última coleção do João Pimenta causou, juro que não me pegou tanto assim. Gosto bem mais do frescor vida real da ADD, com casting bom, além do styling leve e simpático da Renatinha Correa (fizemos Melissa juntos há poucos dias e posso atestar que ela é muito boa sim). Como não vi in loco, me contento em dividir com vocês as imagens que eu gosto mais. Pode apostar na grife para o verão. Tiro certo.

Muito legal.

Autor: admin - Categoria(s): Sem categoria Tags:
28/05/2008 - 21:51

Elegância transviada

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Olhem bem para a foto acima. Sim, trata-se de James Dean, vestido para a cena inicial de Vidas Amargas (East of Eden), primeiro dos três filmes de sua curta carreira. O ano era 1955 mas, com esse figurino, bem que o galã rebelde poderia estar em qualquer editorial realizado em 2008, não? Atentem para o tricô sequinho de gola V, deixando saltar o colarinho aberto da camisa e a calça de alfaiataria SEM PREGAS (ao contrário do convencional para a época) que -detalhe muito cool- tinha um duplo cinto removivel, feito do mesmo tecido. Ah, essa calça…

Assinado por Anna Hill Johnstone (que, anos mais tarde, ganharia o Oscar com O Poderoso Chefão), o figurino do filme não envelheceu e, por incrível que pareça, está mais atual do que nunca. Basicamente em tons lavados de bege, cinza e azul-claro, o look de Dean voltou a ser pauta por conta da reedição da bendita calça, pelas mãos do estilista americano Michael Bastian. Bastian usou algodão com toque aveludado e reproduziu os cintinhos removíveis também na versão 2008, disponível na Bergdorf Goodman, com certeza bem mais em conta do que a peça-mãe. A versão original foi arrematada por US$ 15,535 por um comprador desconhecido em leilão realizado em 2006 quando do fechamento da James Dean Gallery, em Indiana, estado natal do astro.

Se for analisar, o figurino dos filmes e da vida real mudava pouco para Dean. E era relativamente básico, isto é, eram looks que hoje poderiam ser montados na Gap, ou na Zara, ou na H&M…O pulo do gato era sua elegância natural, sem esforço, típica daquele homem que está bem num jeans com camiseta (outro uniforme (banal?) do moço e dos fifties) ou alinhado numa alfaiataria bem cortada. Tudo o que o homem de hoje precisa ser. Alguns já nascem com o dom, outros tem que lapidar, mas pra tudo tem um jeito, não é mesmo? Ou não.

A propósito: sabiam que James Dean escondia uma faceta de pintor até que interessante? Olha aí embaixo algumas de suas “obras”.



Ouh-là-là!

Autor: admin - Categoria(s): Sem categoria Tags:
27/05/2008 - 22:03

Tô aqui!

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Ufa! Maior correria de trabalho esses dias e quem sofre é este blog aqui, que fica meio abandonado. Mas cá estou -entre editoriais, catálogos e, sempre, o GNT Fashion-, meio esbaforido, para dividir com vocês a página de abertura da minha primeira matéria na Quem (tks, Denise!). O tema era o lance da elegância presente no eterno jogo entre masculino e feminino da moda. Fiquei bem feliz com o resultado. A Sheila Baum funcionou super com as roupas de menino e a fotografia do Cristiano é deslumbrante. Primeiro editorial PB da revista! Quer ver mais? Corre pra banca nesta quarta e confere.

Depois dessa já rolou outra matéria para a Quem, fotografada ontem, num estúdio de gravação musical lá no Campo Belo, em São Paulo. Por que estúdio de música? Porque os modelos masculinos eram integrantes de uma banda promissora, a Udora, e cheios de estilo natural. Não foi difícil deixá-los elegantes com os looks montados a base de muita mistura de estampas, cores e padronagens. No meio deles, a modelo Gracie Winck, roqueira-chic que deu o glamour que faltava à turma. Ansioso para ver impresso.

Pra fechar esse pit stop bloguístico, olha que legal essa idéia feita para quem cuida bem de seu carro e quer protegê-lo do sereno com muito estilo: Capas assinadas por grandes nomes da moda mundial que cobrem e dão graça a qualquer calhambeque. Muito bom!



Adam Kimmel, EUA



Bless, Alemanha



Ksubi, Australia



Maison Martin Margiela, França



Richard James, Londres



Visvim, Japão

Autor: admin - Categoria(s): Sem categoria Tags:
23/05/2008 - 15:13

Compre djá!

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A Colette arrumou uma nova maneira de vender seus produtos exclusivos, antes encontrados exclusivamente no e-shop da loja (ou, claro, na própria loja para quem pode estar in loco). Há dois meses, a boutique se lançou na TV por internet e bolou um programa de vendas baseado naquelas tosquices tipo shop tour ou shop tv que infestam a TV convencional. Cheia de humor, uma dupla de apresentadores (devidamente vestida com peças encontradas na Colette) enaltece alguns produtos escolhidos nas prateleiras da loja. Detalhe: são sempre itens que também estão no e-shop, ou seja, se sentir vontade de comprar depois de ver a Colette Shopping TV, basta correr para o site e detonar o cartão de crédito. Divertido.

O terceiro episódio da Colette Shopping TV

Autor: admin - Categoria(s): Sem categoria Tags:
22/05/2008 - 17:55

Fique de olho neste pessoal

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Mais dicas de marcas hypercool a serem descobertas. De Manhattan Downtown, apresento-lhes Telfar, estilista saído diretamente do underground para as páginas nobres de publicações como o NY Times, Timeout e Metropop. Tem um pé no clubbing dos anos 90, assegurado pela porção DJ que assume em certas festas fechadas, mas tem seu público. Eu acho meio datado, mas divertido.

E do outro lado do planeta, lá na terra do sol nascente, o nome a se prestar atenção é a D Line, de Tass Standard que, com propostas bem urbanas e foco numa camisaria muito bem feita, surge como promessa japonesa para o bom-gosto nosso de cada dia. Adorei.

Autor: admin - Categoria(s): Sem categoria Tags:
22/05/2008 - 17:23

Chloë para eles

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A gata-musa-atriz-estilista Chloë Sevigny decidiu mesmo olhar para os homens na hora de criar suas tão hypadas linhas de vestuário. Depois da sua parceria com a Uniqlo, que rendeu looks muito dos simpáticos, a vez agora é de fazer o mesmo nos domínios da Opening Ceremony, com quem Chloë conduziu uma bem-sucedida parceria há bem pouco tempo. “Eu sempre quis fazer algo pelos meninos e, além disso, muitas das minhas amigas prefere vestir-se com roupas masculinas”, declarou ao Style.com. “Acho que o que elas gostam mesmo nas roupas para homens é do caimento mais folgado, e não pretendo mudar isso”, enfatizou, ao explicar que as versões femininas das roupas não sofrerão mudanças na modelagem; elas apenas virão em tamanhos menores. Promete.

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21/05/2008 - 11:07

A elegância do Santoro

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Post mínimo, só pra elogiar a elegância de Rodrigo Santoro em Cannes, durante o festival anual de cinema. Camisa sequinha com cardigan aberto por cima, e o charme das mangas dobradas displicentemente em conjunto. Calça seca e relógio bom para arrematar. Até o cabelo está bom. Eu que sempre impliquei com ele neste quesito, sou obrigado a me render: os ares gringos estão fazendo muito bem a Rodrigo. Très chic!

Autor: admin - Categoria(s): Sem categoria Tags:
19/05/2008 - 23:19

Alguns momentos com Tom Ford

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Fazia alguns dias que a fashionlândia paulistana andava ouriçada por conta da presença do estilista-galã Tom Ford por estas bandas, vindo diretamente de seu luxury world para inaugurar sua primeira loja na América do Sul. E justamente na Daslu, versão nacional de seu bunker novaiorquino. Pois bem, coisa feita. A esta hora alguns ainda estão aproveitando seus momentos ao lado de Tom, em jantar private no Fasano, super condizente com seu universo de luxo para poucos e bons. Estive lá na loja para o coquetel de lançamento e também por conta da entrevista dada por ele ao GNT Fashion, e fiquei mais impressionado pelo efeito que o Sr. Ford causa nas pessoas do que pelo personagem e pela loja em si. Um verdadeiro frenesi generalizado deu seqüência a toda a ansiedade de dias atrás, com assessores ensandecidos (e beirando a grosseria), que se misturavam a pessoas impecavelmente montadas, como se estivessem na presença de algum membro da realeza britânica a quem deviam obrigatoriamente uma reverência protocolar.

A loja é linda sim, muito chic e masculina, em tons sóbrios de cinza e preto, reproduzindo o clima de seu endereço em NY (até 2010 serão 100 lojas, informa sua assessora!!!), mas um pouco clássica demais pro meu gosto.

Em entrevista a Lilian Pacce para o (meu, o seu, o nosso) GNT Fashion, Tom Ford se mostrou relaxado, simpático e deu respostas boas. A melhor foi aquela em que perguntado sobre o que fazia de um homem alguém elegante, ele assume uma falsa modéstia que, sim, demonstra no mínimo algum senso de humor: “A elegância de um homem nada tem a ver com a roupa que faço. Passa pelo gestual, pela maneira de falar e tratar as pessoas”. Ok, eu vou acreditar.

Que ele tem talento e carisma, é inegável. Ford vem construindo uma imagem sólida a base de muito marketing e, óbvio, produtos de alta qualidade (apesar de alguns deslizes over nos looks dos modelos que desfilavam engomados pela loja). Seu lugar no pódio do segmento luxo para eles está assegurado. Muito graças a uma fundamental participação de seu companheiro de longa data, Richard Buckley (ex-editor da Vogue Hommes) que, discreto, acompanhava meio de lado o zunzunzum na Daslu com a elegância de um guru. Buckley foi o responsável pela contratação de Ford pela Gucci, quando a grife italiana estava no limbo e, além de companheiro de vida, virou anjo da guarda do bonitão. Apelidado carinhosamente de Zagallo pela Giovanna, querida produtora do GNT Fashion, esse sim, tem todo meu respeito.

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