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Arquivo de abril, 2008

15/04/2008 - 18:14

Must know: Hyden Yoo

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Outono-inverno 2009 de Hyden Yoo

Adoro descobrir novos nomes e talentos a serem observados na cada vez mais interessante moda masculina. Fuçando por aí, vira e mexe me deparo com uma porção deles, o que me deixa satisfeito em ver que a moda para meninos fervilha, mas há sempre que se fazer uma peneira em tudo que aparece. Uns sobrevivem ao crivo, outros viram bobagem.

Minha sugestão atual é o novaiorquino Hyden Yoo (o olho puxado e o sobrenome entregam a origem coreana), de 29 anos, que faz uma moda muito madura e com shape surpreendentemente acertado. A gente sabe que não é tão simples quanto parece fazer uma boa alfaiataria, com acabamento e proporções decentes, de olho em um público amplo cada vez mais interessado no assunto. Tem muita gente fazendo há anos e ainda longe de acertar. Acho super válido abrir o leque (viu, Maria e Alcino?), desde que se tenha algo de consistente a apresentar e não se caia no óbvio (se bem que essa é uma outra discussão). E Yoo tem esse algo a mais.

Yoo não faz apenas alfaiataria. Em uma bem variada linha de roupas, suas camisas são as vedetes. Cortadas sempre rentes ao corpo e mais curtas, algumas têm um charme a mais, como os botões das mangas que propositalmente não fecham, justamente para obter aquele ar cool de quem deixa o punho aberto com as mangas compridas. Tem ainda jaquetas muito bacanas e ótimos trenchs em cores vivas para se destacar da multidão de engravatados nos grandes centros urbanos. O estilista define seu estilo como “Wall Street encontra o Brooklyn”. Vale a visita no site do moço . Então, tá. Vamos ficar de olho nesse americano made in Coréia, que eu acho que ele tem um belo futuro pela frente.

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14/04/2008 - 23:11

Quem dá mais?

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Gisele, por Irving Penn: US$ 193 mil

A casa de leilões inglesa Christie’s realizou recentemente um leilão pra lá de sexy com fotos históricas de top models em poses picantes com pouca ou nenhuma roupa. As fotos faziam parte da coleção do alemão Gert Elfering e atingiram valores bem acima do esperado. A campeã foi a foto de Gisele Bündchen, feita pelo grande Irving Penn, em 1999, e arrematada por US$ 193 mil, seguida pela de Brigitte Bardot, clicada em 1959 por Richard Avedon. Separei algumas que eu gosto bastante em meio ao grande número de registros históricos postos à venda em Londres no último dia 11. Tem mais uma brasileira no meio: Luiza Brunet vale US$ 17,5 mil sob as lentes de Bruce Weber, em foto de 1986. Nada mau para quem está há tanto tempo longe das passarelas internacionais. A primeira-dama da França, Carla Bruni, conseguiu US$ 91 mil. E pra você, quanto vale o show?

Brigitte Bardot, por Richard Avedon: US$ 181 mil

Carla Bruni, por Michel Comte: US$ 91 mil

Kate Moss, por Irving Penn: US$ 97 mil

Christy Turlington, por Peter Lindbergh: US$ 39,4 mil

Twiggy, por Richard Avedon: US$ 34,6 mil

Luiza Brunet, por Bruce Weber: US$ 17,5 mil

Autor: admin - Categoria(s): Sem categoria Tags:
11/04/2008 - 23:50

Um pedaço de pano

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Dai Fujiwara: Gênio sensível

Fui hoje de manhã ao MAM assistir a palestra do diretor criativo de Issey Miyake, Dai Fujiwara, e saí encantado com as possibilidades que uma mente sensível e super apurada pode oferecer ao mundo da moda. A primeira imagem ao chegar no parque do Ibirapuera foi meio assustadora. Trezentos mil estudantes de moda se amontoavam na porta do auditório em filas intermináveis, alvoroçados e espalhando informações no famoso sistema de telefone sem-fio. “Acabaram as senhas! O cara vai falar em japonês! Não tem fones de tradução suficientes pra todo mundo!” Esperei a minha chefinha (Lilian Pacce, como diz o about me aí do lado) chegar e entramos. Depois de conversar um pouco com Dai e seu assessor (um querido), sentamos e começamos a viagem ao centro do A-Poc (adoro a sonoridade desse nome!), com direito à vídeos incríveis, roupas e referências mostradas in-loco.

O conceitual sistema concebido por Dai e Miyake diz respeito à manufatura das roupas, propondo que o processo seja mais enxuto, sem sobras de tecido e desperdício de energia. Com uma fala tranqüila e pausada (sim, ele falou em japonês e, não, não havia fones pra todo mundo. Eu consegui o meu, ufa!), Dai começou mostrando um incrível vídeo institucional de Issey Miyake, cheio de cores e movimento, que terminava com uma foto do criador em si, como que numa homenagem. Lindo. Foram muitos vídeos, inclusive um gravado na Amazônia (o mesmo que ele mostrou outro dia pra Maria e pro Jeff), chamado de Color Hunting, que registrava uma pesquisa surreal de cartela de cores. Munidos de mil amostras de tecido, de mil cores diferentes, Dai e sua equipe os comparam minuciosamente com as tonalidades encontradas nas árvores, nos rios, nas folhas, a fim de obter uma cartela única, totalmente livre das tendências impostas pelos bureaux de estilo. Impressionante e brilhante.

Voltando ao A-Poc, Dai explicou que o nome nada mais é do que uma abreviação de A Piece of Cloth – pedaço de roupa, de pano – e uma brincadeira com a sonoridade de époque (época, em francês), querendo dizer que é um retrato da nossa, mas de olho na próxima. Pela cartilha do A-Poc, o cliente pode escolher, a partir de um pedaço grande de tecido, confeccionar uma camiseta, por exemplo, com as mangas curtas, compridas, com a gola alta ou careca, tanto faz. Customização na veia. Melhor: é ecologicamente correto. O jeans -outro exemplo-, vem em rolos, desenvolvido e trabalhado sem poluir o planeta. O desbotado das pernas é estampado, ao contrário do processo da maioria das grifes, que chega no resultado final à base de muita lavagem química e desperdício de água. Aí você chega lá e corta sua calça no shape que quiser, e ainda faz sua boa ação ambiental. Questão essa que preocupa muito Dai Fujiwara, por isso ele desenvolve roupas com referências ao vento, à chuva e aos aspiradores de pó, que na sua visão romântica de japonês, servem também para absorver a beleza de cidades como Paris (eu posso com tanta sensibilidade?). O mecanismo do aspirador ele levou lá, e explicou como cada curva e detalhe foi reproduzido em um vestido da última coleção, que ele mostrou ao vivo num manequim. Momento priceless total.

Ao final, rolou um debate entre Dai, a curadora da exposição “Quando vidas se tornam forma: diálogo com o futuro – Brasil-Japão” (tem que ver!! É incrível!), Yuko Hasegawa e nosso nissei-estilista Jun Nakao. Regado a muito café, o bate-papo girou em torno das possibilidades de se criar uma nova realidade para a moda, fugindo do aprisionamento do processo criativo atual, com todos seus vícios e exigências de um sistema canibal. Sobre São Paulo, Dai disse que ficou chocado com os nossos sacos de lixo pretos (Jun fez uma instalação lindíssima na mostra, criando um vestido de noiva todo feito com sacos de lixo). Disse que no Japão eles são transparentes, para que cada indivíduo assuma sua responsabilidade sobre o que joga no lixo. Mais poético impossível, destilou frases de efeito lindas, ora comparando roupas a flores, ora nos fazendo pensar sobre as reais matérias que precisamos para viver.

Por falar em flores, Dai disse que acordou às seis da manhã de hoje, foi ao Ceasa fazer pesquisa e voltou maravilhado. Trouxe de lá uma mini-vassoura de piaçava que, simpaticamente, deu de presente ao Jun. Pra terminar o post em poesia, uma frase de Yuko antes de encerrar o debate:” A roupa não é matéria e sim a atitude de quem a veste. O segredo está no invisível.” Pensamento japa total.

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10/04/2008 - 15:40

Lenny, de Gucci

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Frida Giannini, estilista da Gucci, preparou 20 looks para a turnê Love Revolution, do roqueiro norte-americano (e quase brasileiro) Lenny Kravitz. O show inaugural acontece em Vigo, na Espanha, no dia 29 de Maio e Lenny deve aparecer com modelagens justas e ares folk, bem de acordo com a última coleção da grife. Casamento perfeito, já que a marca italiana sempre teve um pézinho no rock’n'roll mesmo e Lenny adora um fashionismo.



Inverno folk 2008-2009 da Gucci

A Gucci, por sinal, atendeu a um abaixo-assinado do Peta e se comprometeu a não mais fabricar roupas com peles de foca, ao mesmo tempo em que continua no topo do ranking de marca de luxo mais desejada. Eu não tenho nada contra as peles na moda não, não vou ser hipócrita, até porque os bichinhos são criados pra isso, mas não é o caso das focas, assassinadas cruelmente a pauladas. Quem já viu as cenas sabe do que eu tô falando. Nesse caso, apóio totalmente. Ai, assunto complexo, posso ter mexido num vespeiro, mas tirando a Stella McCartney, a maior parte dos fashionistas que se preza adora uma boa pele. E nessa coleção da Gucci, até os meninos aderiram e se encheram de glamour.

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10/04/2008 - 14:59

Tênis da hora

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O mais novo objeto de desejo dentro da sneakermania é o tênis de cano alto da coleção de verão da Lanvin, que chega agora às lojas européias. De couro, camurça e com a indefectível biqueira em metal cobreado, os tênis são fashion no último grau. Tem também sem a biqueira, pros mais contidos. Preços? De 665 a 730 dólares. O estilista-prodígio e fashionista-mor Pedro Lourenço já tem o seu.

Sai a Dior Homme e entra a Lanvin como novo hot ticket entre os meninos. Também, com o que Kris Van Assche anda aprontando no lugar de Hedi Slimane e com o frescor das coleções de Lucas Ossendrijver na Lanvin, surpresa nenhuma.

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10/04/2008 - 14:39

Ralph Lauren nas olimpíadas

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É oficial. O mais tradicional estilista norte-americano e rei do western-chic (olha o look dele na foto), Ralph Lauren, vai vestir os atletas olímpicos de seu país nas cerimônias de abertura e de encerramento dos jogos de Pequim. São 1500 esportistas no total e, a julgar pelo perfil conservador dos americanos, Lauren deve apostar no estilo preppy para a ocasião, coisa que ele também faz muito bem.

Nenhum modelo oficial ainda foi revelado, mas o croquis e a inspiração assumida do estilista no filme Carruagens de Fogo dão forte pista do que vem por aí. Espere muitos pulls e coletes com gola em V e paletós em tons de marinho. Aliás, branco, vermelho e azul são as cores da bandeira americana (super preppy-navy), conseqüentemente devem prevalecer nos uniformes. O resultado deve fazer sucesso.

Por aqui, nosso atletas vão de Olympikus que, depois de ter feito parceria com Alexandre Herchcovitch para o Pan de Santo Domingo, em 2003, e para as Olimpíadas de Atenas (2004), acertou com o coletivo carioca OEstúdio a confecção dos uniformes de competição e passeio. Uma prévia pôde ser vista durante o Pan do Rio, no ano passado, quando estreou o novo acordo.

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10/04/2008 - 12:50

Fashion Marketing termina bem

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Por conta do dia de gravações com o GNT Fashion, só peguei as duas últimas palestras do dia ontem no Fashion Marketing. Os comentários sobre o Maurizio Borletti e o Gustavo Lins foram positivos. Ouvi a Glorinha dizer que teve gente que se emocionou e chegou a chorar com o Gustavo. Ele é mesmo incrível, e um doce de pessoa. Gustavo é estilista, vive em Paris há 21 anos e é o único brasileiro membro da Chambre Syndicale de la Haute -Couture, desfilando suas criações na semana de alta-costura francesa. Pude conversar melhor com ele na festa da Zegna, à noite (bem média por sinal….) e, com sotaque franco-mineiro e tudo, explicou com riqueza de detalhes seu processo de trabalho e a vida na França. O trabalho dele é de um verdadeiro artista, que estuda muito e não faz nada de graça. Tudo em sua obra tem um porquê muito bem trabalhado. Amo o que ele faz com porcelana (sim, além dos tecidos, as roupas ganham forma em moldes de porcelana feitos na Alemanha). Quem passou na festa também foi a headhunter Floriane de Saint-Pierre, conhecida de Gustavo (ganhou vários elogios dele) e autora da melhor palestra do FM.

Chique que só (e maaaaagra), Floriane estava de Prada na palestra e, mais relaxada, de jeans escuros e camisa preta na festa. Ela não tem formação em moda (viram como tudo é possível, gente?), é formada na HEC, melhor escola de comércio da França, e tem um trabalho superinteressante. Ela explicou tim-tim por tim-tim como faz para prospectar os melhores talentos e direcioná-los para as maiores empresas de moda do mundo. Seu método é bem cartesiano, com tabela no Excel e tudo (a formação comercial grita) para avaliar cada traço dos possíveis candidatos. Tinha meio mundo querendo mandar o currículo no lugar de perguntas…hehe. Ela explicou ainda a trajetória de sucesso de uma grife, sempre passando pelo marketing, num caminho que transforma uma empresa em marca de sucesso. Por meio de muitos gráficos e esquemas no powerpoint, Floriane detalhou os diferentes tipos de empresas de moda existentes no mercado: aquelas onde o marketing vem antes da criação (leia-se fast fashion), as que se valem de muito marketing pessoal de seu diretor criativo (Lagerfeld, Armani…) e as que se associam a essa figuras para obter sucesso (Elbaz na Lanvin, Lagerfeld na H&M, Stella McCartney na Adidas). Enfim, bem legal. Fiquei surpreso com os números do trabalho dela: 80 prospecções por ano (que ela garante que são feitas apenas em escolas…aham), 500 reuniões por ano, 100 viagens e 40.000 (!) perfis cadastrados. Lógico que na mão esquerda não tinha aliança. Que homem segura uma vida workaholic dessas? Rs.

Autor: admin - Categoria(s): Sem categoria Tags:
08/04/2008 - 22:28

Fashion Marketing?

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Gente, passei o dia lá onde o judas perdeu as botas, na Villa Noah, emendando uma palestra na outra durante o primeiro dia de Fashion Marketing, e que eu tenho a comentar a respeito é….bem, tem muito pra dizer não….achei bem fraquinho, pra ser muito sincero. Caí da cama pra ver o Sr. Zegna e, tendo feito uma pesquisa a respeito da grife para a matéria da próxima Homem Vogue, fiquei meio frustrado. Isso porque ele não disse nada além do que eu já sabia, muito simpático, tal, mas nada que uma boa busca não me fizesse descobrir. O maior ensinamento que pudemos pinçar de sua palestra foi o de REALMENTE ouvir seu cliente (e não fingir que ouve, como muita marca faz por aí). Os da Zegna são em sua grande maioria codificados, ou seja, a grife conhece quem entra e sai de sua loja. Sabe, por exemplo que 50% voltam e 66% a promovem fazendo boca-a-boca, a melhor das propagandas, sempre. Perguntado sobre se pensam em enveredar pelo universo feminino, foi enfático: ” Não nessa geração da família. Talvez na próxima”. Enfim, palestra agradável, mas morna.

Em seguida, Nelson Alvarenga e os Inbrands (Alessandro Horta e Gabriel Felzenszwalb, o Harvardiano) se não foram super empolgantes, pelo menos traçaram um panorama do que parece ser uma parceria sólida, ao contrário de outras (né, I’M?). Ainda deram a entender que já tem uma outra marca acertada mas que ainda é segredo (nem tanto…). Destaque para a mediação de Jackson Araújo que, sem papas na língua, encerrou a série de perguntas com uma de sua autoria: “Vocês tem interesse no Alexandre Herchcovitch, já que entrou água lá do outro lado?” Resposta titubeante e embasbacada do trio: “É….sim, não, enfim….admiramos muito o trabalho do Alexandre…”. A seguir cenas do próximo capítulo.

Sobre a palestra de Tufi Duek, não tenho muito a comentar, sob pena de parecer azedo demais em relação a sua egotrip sem fim. Deixo no lugar de maiores impressões as palavras animadas e sinceras da Fê Resende (Oficina) no táxi da volta: “uma coisa ele tem: carisma! Gente, o Tufi é o Silvio Santos da moda! Ele fala tão bem e cativa tanto que poderia comandar um programa de auditório, uma coisa assim Caldeirão do Tufi. Me senti até mais inteligente ao sair palestra dele”. Para bom entendedor…

Louise Wilson, diretora da Central St. Martins (a top escola de moda de Londres), fez valer a canseira. Cheia do humor mais british da paróquia, descreveu a filosofia da escola de maneira gostosa e intercalando tudo com aquelas frases que a gente adora guardar como ensinamento: “It’ s ok to be wrong”, ou ” Fracasse, fracasse de novo e você irá fracassar cada vez melhor”, ou ainda “Os estilistas italianos estão semi-mortos, não há renovação nem nova geração sendo trabalhada”. Enumerou os lemas que costuma seguir na St. Martins: Disturb, Provoke, Amuse, Baffle, Engage, Amaze. Deixou escapar que Christopher Kane vai assinar colaboração com a Versus e se orgulhou muito em dizer que 56% dos ex-alunos da escola são nomes bem sucedidos hoje. Enfim, não abriu a cabeça de ninguém, mas acendeu uma luzinha no marasmo do dia. Fora que quase bateu boca com a mediadora na hora das perguntas, num azedume engraçado (eu que sou azedo, me identifiquei….hehe).

Posto isso, a melhor notícia do dia pra mim, não veio de nenhuma das palestras. Veio da fofa Costanza Pascolato que, num dos intervalos, me cutucou as costas, me chamando pra dizer que tinha visto o blog novo, que tinha gostado e me deu os parabéns!! Muito feliz! Disse ainda que fuça em todos e que dá pra conhecer as pessoas e sua essência pela maneira com que cada um escreve. Tá bom pra você?

(Fotos: Charles Naseh)

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06/04/2008 - 21:24

Zegna is in the house!

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Estreando a nova fase do Hypercool, aproveito que estamos em semana de Fashion Marketing para falar da Ermenegildo Zegna, clássico do luxo masculino que estréia loja nos Jardins e cujo CEO dá palestra nesta terça-feira abrindo o evento de Glorinha Kalil.

Acabei de entregar uma matéria para a Homem Vogue sobre a grife e, pesquisando a respeito, fiquei impressionado com os números e com o fato dessa superpotência masculina continuar sendo uma empresa estritamente familiar, em plena era de conglomerados. A quarta geração da família pós-vovô Ermenegildo administra hoje um verdadeiro império. São mais de dois milhões de metros de tecido por ano; 600 mil ternos, paletós e sobretudos, e dois milhões de itens de sportswear. Tudo isso tocado por seis mil funcionários e gerando um faturamento que bate na casa dos 800 milhões de Euros ao ano.

Parte da longevidade do sucesso da Zegna em tempos efêmeros se deve ao frescor comercial da Z Zegna, linha jovem com pegada street que desfila em Nova York. Mais do que estratégia de mercado, ter uma marca como a Z Zegna no grupo, mostra que apesar de toda a tradição, existe uma vontade de perpetuar a liderança do luxo masculino vestindo as novas gerações. Mesmo não sendo superfã do estilo às vezes caretão demais das linhas mais clássicas do grupo, não há como ser homem, gostar de moda e não admirar a empresa de nonno Ermenegildo, que desde 1910 optou por dar mais requinte ao nosso guarda-roupa.

Amanhã eu confiro a palestra de Gildo Zegna e conto aqui minhas impressões. Pra fechar esse post, algumas fotos da coleção de inverno 2008-2009 da Z Zegna, desenhada por Alessandro Sartori e com forte inspiração Maoísta (será porque a Zegna tem grandes planos para o mercado chinês?).

Autor: admin - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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