iG
iBest BrTurbo

Publicidade

Publicidade
03/02/2010 - 16:40

Street style na temporada de Milão e Paris

Falei, alguns posts abaixo, que, muitas vezes, o que se vê nas ruas é melhor do que o que desfila nas passarelas. Eu adoro ver o estilo dos homens pelas ruas das capitais europeias, é sempre muito interessante. E revelador. Separei algumas imagens da galeria da GQ para ilustrar esse pensamento. Aí no meio estão editores da Dazed and Confused, da Vogue Hommes, o nosso Fabrizio Rollo, modelos e gente normal. Inspirem-se.

gqparis34

GQParis30

GQparis20

GQParis6

GQParis4

GQParis1

GQmilan30

GQmilan22

GQMilan19

GQMilan15

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , , , ,
29/01/2010 - 18:41

Tem coragem?

Além das pitadas de jogging, militarismo, da volta do skinny e do uso cada vez maior de peles entre os homens, as coleções desfiladas em Paris semana passada trouxeram outra “novidade”, esta mais polêmica que as anteriores: as saias. A palavra novidade está entre aspas ali por que não se trata, assim, de uma inovacão da era moderna, afinal os kilts escoceses e as vestimentas das cortes europeias de séculos passados já existiam antes de se pensar em moda para as massas. Mas a verdade é que o assunto – sempre tabu – andou rendendo mais nesta temporada por conta da freqüência com que as famigeradas apareceram nas passarelas francesas- que sempre ousam mais do que Milão, fato.

cdg1givenchy
Comme des Garçons e Givenchy

Givenchy, Comme des Garçons e Jean-Paul Gaultier – adepto do kilt bem antes de Marc Jacobs (que usa uma bermuda-saia, por sinal) – são exemplos de big names que apostaram na brincadeira. E a maneira unânime de sugerir o uso da saia é sobrepondo-a a calças e leggings, bem no mood street do século 21. Claro, também porque são coleções de inverno e não deve ser nada agradável andar por aí com um vento gelado soprando nos países baixos. Mas a pergunta que não quer calar é: é real? Vai pras ruas?

jpgjpg1
Jean-Paul Gaultier

Eu digo e acredito piamente que não. E não é assim que a brincadeira deve ser analisada. Claro que estarão nas araras alguns exemplares vistos na passarela, mas aposto um Häagen-Dasz de macadâmia como as vendas serão insignificantes no todo da coleção. Antes que os machões mais puristas se arrepiem com a ideia, vale dizer, de novo, que, muito antes das mulheres resolverem se divertir surrupiando peças clássicas do nosso guarda-roupa, os homens é que usavam peças hoje consideradas delas. Saias, sapatos de salto alto, vestes de veludo bordadas com pedrarias e bijoux cheios de brilho faziam parte do uniforme masculino elitista até o século 19. A revolucão industrial inglesa e, mais tarde, as duas grandes guerras, trataram de acabar com tamanha opulência. No pós-guerra, veio a sobriedade. Tons escuros, apagados, pessoas uniformizadas, não era hora de ostentar, né? Os anos 50 e 60 levaram isso também para o âmbito feminino. E o resto é história.

Nos anos 2010, ver saias na passarela significa apenas que a moda masculina é a nova moda feminina. No sentido que agora (quase) tudo é permitido, que não se tem mais vergonha de ousar, experimentar novas ideias, materiais, romper com (pré)conceitos enraizados durante décadas a fio no imaginário dos homens. Não só daqui, mas de lá também. Repare que nos looks onde entram saias, a parte de cima é sempre mais máscula, com pesadas jaquetas de couro, blazers caretões, e até gravata. Nos pés, coturnos dos mais viris. Portanto, tem que ver com bons olhos, levar na esportiva e se divertir com a coisa toda. Calma, não vamos todos sair de saia no próximo inverno. A menos que você queira. Tem coragem?

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , , ,
28/01/2010 - 16:33

Ideias frescas

RAF1RAF
Raf Simons

Raf Simons e Comme des Garçons são grifes para iniciados. As formas, a silhueta, as misturas e o sempre instigante jogo de proporções falam por si só. São daquelas propostas que alguém menos fashionista olha e diz: “mas aonde eu vou vestido assim?”. Mais do que imaginar se as roupas servem ou não para você, é interessante notar o avanço na construção da imagem de moda masculina, as alternativas, a fuga da mesmice do terno e gravata e do combo bermuda-pólo/camiseta/camisa em que estamos engessados, principalmente no Brasil. Fora que os looks são de uma riqueza sem tamanho. Repare que peças mais compridas saindo por baixo das jaquetas e paletós – a TNG fez por aqui- são recorrentes. Eu gosto. A Givenchy, por sua vez, secou ao extremo suas calças, fazendo do ultraskinny um dos fortes caminhos da estação. Muito preto e, pasme, muitas saias! Sobre isso vem logo mais um post especial. E o Tim Hamilton não inovoooooou, mas acertou a mão em looks urbanos e bem fortes.

tim1tim
Tim Hamilton

givenchy1cdg2
Givenchy e Comme des Garçons

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , , , ,
27/01/2010 - 16:34

Continuando…

…a minha seleção parisiense, chegou a vez da Dior Homme, de Kris Van Assche e da Hermès. Por que juntei esse pessoal no mesmo post? Porque são grifes das quais eu desconfiei durante algum tempo, que não me emocionavam ou que tinham meio que perdido o rumo. O caso mais notório foi o da Dior que, após a saída do incensado Hedi Slimane, vagou meio perdida sob a batuta de Kris Van Assche, sem saber exatamente o que propor depois do divisor de águas que foi a passagem de Slimane por ali. O belga retomou o prumo na estação passada, quando acertou a mão na Dior e em sua própria marca. E isso eu vi de perto. Desta vez, provou dominar muito bem a arte da alfaiataria, com cortes precisos e ideias novas, tudo certo para espantar o fantasma de seu antecessor. E a Hermès? Nunca me empolgou, sempre metida num invólucro careta e clássico demais pro meu gosto. Resolveu relaxar, se deu bem. Fiquem com as fotos e tirem suas próprias conclusões.

dior3dior1

dior2dior
Dior Homme

kris1kris
Kris Van Assche

hermes2hermes1

hermes
Hermès

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , ,
26/01/2010 - 19:39

A cada vez mais incrível Lanvin

Quando você acha que a dupla Lucas Ossendrijver e Alber Elbaz chegou no máximo do bom gosto, elegância e sofisticação, eles me aparecem com isto:

lanvinlanvin2

lanvin1lanvin3

Faça um favor aos seus olhos e veja todas as fotos aqui.

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , ,
26/01/2010 - 19:35

Minha seleção parisiense

Quando eu disse, no post anterior, que a briga entre os melhores desfiles da semana de Paris era boa, eu não estava mentindo. Escolhi Rick Owens e Yves St Laurent pelos motivos que expliquei por lá, mas eles bem que podiam se espremer no pódio para receber a Lanvin (absurda!), a Dior, o Kris Van Assche, Comme des Garçons, Ann Demeulemeester e até a antes insossa Hermès. O saldo da temporada francesa é mega positivo, com um nível geral bem alto, com surpresas, mudanças, informação de moda, enfim…tudo o que a gente quer ver quando assiste a um desfile. Guardadas todas as proporções, é isso que eu cobro quando critico essa ou aquela coleção. A ideia é avançar sempre, seja nos materiais, na silhueta, no acabamento ou simplesmente no casting, minuciosamente escolhido na maioria dos desfiles europeus. Ainda estamos engatinhando na maioria desses itens, mas não podemos usar isso como desculpa para engolir toda e qualquer derrapada que passeia sob os nossos olhos por aqui. Para aproveitar o bom momento da moda para homens também no Brasil, precisamos todos acordar. Imprensa, estilistas, consumidores. Querem evoluir? Comecem levando a coisa muito mais a sério e chega de gato por lebre, custo benefício surreal, mesmice na criação e mentalidade engessada. Brincar de fazer moda masculina não vai nos levar a lugar algum. “Ah, mas no Brasil não dá pra usar essas roupas”; “o homem brasileiro não tem cultura pra entender”…Que tal tentar, pra ver se realmente não dá certo? Sem megalomania, sem querer ser a Gap ou a Zara, simplesmente fazendo o seu, para o cliente que puder (ou quiser) entender e consumir. O Rick Owens não vende pra qualquer homem, tá certo, mas é fiel a um estilo, tem pesquisa de materiais e a roupa vale quanto pesa. O problema é que mesmo a moda de nicho precisa de um mínimo de qualidade, e isso a gente não está tendo aqui no Brasil. Se não começarmos a ser exigentes, as imagens que vocês verão abaixo sempre serão nada mais que utopia.

Aliás, acabei de decidir que vou fazer diferente, pra ficar mais leve. Vou subir vários postzinhos, separando os desfiles. Começa com a Ann Demeulemeester.

ann3ann2

ann1ann

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: ,
25/01/2010 - 20:59

Por que Owens e St Laurent estão à frente

Dois de meus desfiles preferidos – e vocês verão, no próximo post, que a concorrência foi pesada – na temporada recém encerrada de Paris foram Rick Owens e Yves St Laurent. Explico: os homens viraram mesmo a bola da vez planeta fashion afora. Como feliz conseqüência, temos acompanhado avanços enormes nas ideias, silhueta, imagem e atitude apresentadas nas passarelas daqui e das principais capitais da moda. Acompanhar tudo isso e ver aonde vai parar é o combustível que nos move, amantes da moda, a cada estação. E, neste cenário, Owens e Stefano Pilati, da YSL, tem sido players importantíssimos.

rick3rick2
Rick Owens

Quando assistimos a um desfile de moda masculina, seja no Fashion Rio, na SPFW, em Paris ou  Milão, esperamos ser surpreendidos, encontrar ali algum avanço, seja em materiais, formas, detalhes de acabamento etc. E, nisso, nossos dois amigos aí são feras. A cada estação é um tapa na cara. As coleções de inverno 2010/11 não me deixam mentir. Confiram as fotos e, no caso da YSL, vale ver o vídeo do desfile, no site da grife, pois dá pra reparar em detalhes primorosos nas costas dos looks. Comece vendo o teaser de bastidores já na home e vá na seção masculina, no pé esquerdo da página. Os plissados são de uma delicadeza sem tamanho. Dois gênios.

rick1rick
Rick Owens

YSL3YSL2
YSL

YSL1YSL
YSL

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , ,
23/01/2010 - 19:16

Paris is rocking!

Enquanto pensamos em evoluir na nossa moda masculina brasuca, está rolando em Paris a semana de moda mais importante de todas, do ponto de vista de criação e ideias. Algumas direções parecem se confirmar, como os coturnos nos pés e a pitada jogging nas calças. Separei algumas boas propostas que pintaram por lá e prometo fazer um post só para Rick Owens e Yves St Laurent que, mais uma vez, sacudiram as convenções de silhueta e proporções masculinas. Quem gosta de moda masculina e vê coisas assim não pode achar que está tudo bem com a nossa moda aqui – guardadas as proporções culturais e financeiras, claro.

V&R1V&R
Viktor & Rolf

LV1LV
Louis Vuitton

junya1junya
Junya Watanabe

dries1Dries
Dries van Noten

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , , ,
23/01/2010 - 18:38

Último (bom) dia masculino do SPFW e pra onde vai a moda deles no País

Acabou mais uma edição do SPFW, com saldo apenas regular para os homens – fez falta a V.Rom. O último dia, porém, reservou bons momentos para quem esperou a temporada inteira por um pouquinho de emoção no árido terreno da moda masculina brasileira – exceção feita ao fortíssimo desfile de Alexandre Herchcovitch. Vão me chamar de azedo, exigente, dizer que não gosto de nada, que nada está bom etc…A questão é que não dá para tapar o sol com a peneira e se contentar com o festival de modelagens erradas, tecidos do terceiro escalão e falta de idéias que teimam em desfilar pelas nossas passarelas. O melhor é que eu acho que o Brasil tem potencial pra fazer boa moda de menino, sim, mas está muito preso a convenções, acomodado, falta ousadia, falta quebrar o círculo vicioso que manda que não se muda porque-não-vende-porque-o-homem-brasileiro-não-entende-porque-não-vende-porque-o-homem-brasileiro-não-entende. Ou então ficamos satisfeitos com moda jovem “mucholoca”, de nicho, que nada acrescenta à cultura de moda do homem  brasileiro. Por isso fiquei feliz com o avanço na TNG. Por isso a nobreza de materiais e a ousadia de Alexandre encantam tanto. Pena o Ricardo Almeida não desfilar mais, pena gente jovem como a Stone Bonker, por exemplo, não estar num desses line-ups, pena o João Pimenta estar escondido no breu do Frei Caneca…

Do EstilistaDo Estilista-1

Enfim, feito o desabafo, convém dizer que fiquei bem feliz com a coleção de Marcelo Sommer para a sua Do Estilista, ontem, lá na Bienal. Menos pelo clima triste, triste do desfile e mais pela boa silhueta de seus meninos, pelo casting de amigos, pela simpatia das peças sóbrias e com jeitão de usadas – algumas eram recicladas, de coleções anteriores da grife -, que criam desejo ao mesmo tempo em que tem informação de moda – entendem o que eu digo? Marcelo investe numa moda mais real e menos circense e, ao meu ver, ganha muitos pontos na sua relevância para o mercado. Depois de uma estação longe dos desfiles, foi um belo comeback. Volte sempre, Má, mas mais feliz, promete?

ReservaReserva-1

Já teve seus 15 minutos de fama hoje? Andy Warhol profetizou e as proporções do que é ser celebridade nos anos 10 do século 21 tornaram-se industriais. E é sobre um cara com tamanha fixação em aparecer que chega a fabricar sua fama a narrativa da coleção de inverno 2010 da Reserva. O CQC Felipe Andreoli introduziu o tema, repetindo o discurso pré-desfile que a grife utilizou na temporada passada com Fernanda Young (é mesmo necessário?), mas foi quando a voz de Susan Boyle ecoou pela sala 3 da Bienal que começou de fato a brincadeira fashion dos meninos do Rio. A primeira coisa que salta aos olhos é a mudança na silhueta. Saem as calças de shape saruel que fizeram a fama – olha ela aí – da marca, para a entrada de skinny comportadas, resinadas e coloridas, combinadas com belos tricôs metalizados, efeito conseguido também com aplicação de resina especial. Detalhes espelhados como broches e botões fazem alusão ao narcisismo do caçador de sucesso instantâneo que, com seu respectivo código de barras aplicado na roupa, caminha como boneco – o make plastificado ajudou na caracterização –, com direito a clone no look de tricô com bermuda sequinha – um dos combos mais acertados do desfile. São excelentes os cardigãs fininhos, com textura de reciclados, em versão twin-set e, mais grossos, com gola xale de gala. A brincadeira de desconstruir o Black-tie, por sinal, foi a parte mais fraca da apresentação, pois a modelagem de certas partes de cima foi bastante prejudicada no emprego de materiais pouco convencionais como o jeans, por exemplo. São boas as botinhas docksides da Sebago e – que bom! – ainda pipoca uma e outra calça de gancho baixo mais contido. Foi impactante o final com a incrível parka refletiva, tricotada com a boa e velha fita cassete. Melhor notícia para quem gostou da mistura de esporte, streetwear e alfaiataria dos meninos da Reserva: aqui (quase) tudo é real, ou seja, vai pra loja.

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , , , , , ,
22/01/2010 - 10:24

Alexandre, o grande

Alexandre Herchcovitch (mascAlexandre Herchcovitch (masc-3

Depois do estrondoso impacto causado pelo desfile feminino de Alexandre Herchcovitch, restavam poucas esperanças aos meninos de receberem os mesmo confetes por conta da porção homem do inverno 2010 do estilista. Ledo engano. Alexandre foi buscar no filme O Sétimo Selo (1957), de Ingmar Bergman, elementos para montar A imagem de moda masculina da temporada. No longa de Bergman, um cavaleiro retorna das Cruzadas e encontra o país devastado pela peste negra, a Morte surge à sua frente querendo levá-lo, pois chegou sua hora. Objetivando ganhar tempo, convida-a para um jogo de xadrez que decidirá se ele parte com a Morte ou não. Nesse clima e ao som da angustiada One Hundred Years, do The Cure, marcha um exército de lúgubres skinheads – sim, os modelos tiveram TODOS que raspar a cabeça – sobre folhas outonais pretas e brancas, salpicadas de caverinhas. No rosto, não uma máscara de caveira, mas o primoroso make de Celso Kamura que a reproduz. Do tabuleiro, estampas de bispos e reis, além do quadriculado característico desdobrado em PB e vermelho nas pesadas lãs de leggings, casacos oversized e jaquetas. A impecável alfaiataria de Alexandre começa o desfile velada por peças esportivas em tule preto e sobreposta a leggings emborrachadas, antes de revelar-se nas excelentes calças de gancho baixo – tem até clochard!- e pregas combinadas com as já clássicas camisas xadrez. Do esporte, seguem os hoodies grandões que Alê tanto gosta, de sua porção alfaiate os paletós sequinhos, que no jogo da morte aparecem fetichistas, combinados com legging em tricô de fios de metal verde e marinho. Os casacos meio militares, meio rockers são um primor de acabamento e construção. Nos pés, Melissas Aranha em couro preto, usadas com meia arrastão, e tênis botinha. A imagem final com o exército de mortos-vivos em sentinela é histórica.

Alexandre Herchcovitch (masc-2Alexandre Herchcovitch (masc-1

Autor: justum - Categoria(s): moda Tags: , , ,
Voltar ao topo