Calote dos EUA deixaria Brasil em situação delicada, diz André Perfeito
Caso o Congresso norte-americano não aprove a elevação do teto da dívida dos Estados Unidos e o governo de Barack Obama confirme um calote, o Brasil ficaria em situação delicada, segundo André Perfeito, economista-chefe da Gradual Corretora.
“Das nossas reservas, cerca de US$ 207 bilhões estão em títulos da dívida norte-americana e a tendência é aumentar ainda mais essas posições, uma vez que, fatalmente, o BC terá de acumular reservas em patamares ainda maiores para evitar a apreciação do real”, diz.
Perfeito completa que o Brasil “não é o maior problema” no impasse.
Para ele, o foco se volta para a China, que deu um recado para que os norte-americanos não anunciem um calote nos credores internacionais.
“Não pagar os chineses, e a nós mesmos, é um certo delírio”, afirma o economista.
Perfeito diz que, por definição, é impossível dar calote na própria moeda, já que, no limite, basta imprimir mais.
“A opção de os EUA não elevarem o teto é simplesmente impensável de tão delirante”, completa.
Notas relacionadas:
- Perdas em Dubai podem superar os US$ 60 bilhões, diz UBS
- SLW encerrou 2009 com alta de 20% nas operações via Tesouro Direto
- Tesouro tem cinco opções de papéis para a próxima emissão, sendo três em reais e duas em dólar