Maior interessada no desenrolar das investigações que correm na CVM a respeito da compra da GVT pela companhia francesa Vivendi, a Telefônica vai preferir, pelo menos por enquanto, aguardar o desenrolar dos acontecimentos até decidir que medida poderá vir a tomar.
A Telefônica estuda a adoção de duas medidas judiciais. Ou anular o negócio ou entrar com um pedido de indenização.
Procurada, a Telefônica preferiu não se pronunciar sobre o caso.
Fontes próximas à empresa dizem que o clima na Telefônica é de perplexidade e de expectativa com as incertezas levantadas pela CVM a respeito da compra da GVT pela Vivendi.
A avaliação é de que a companhia francesa, ao não prestar todos os esclarecimentos pedidos pela CVM, simplesmente desrespeitou a autoridade reguladora.
No dia 13 de dezembro, quando a Vivendi anunciou que tinha 57,5% do capital com direito a voto da GVT anulando a disputa com a Telefônica, em leilão marcado para alguns dias depois, a companhia francesa disse que tinha uma parte expressiva de ações em opções. Até hoje, no entanto, essa parte em opções não foi comprovada.
Hoje, a Vivendi divulgou nota dizendo que já possuía 50,56% da GVT, e, portanto, não precisava mais apresentar as opções.
A CVM, no entanto, mantém as investigações.