
Aécio discursa em almoço com empresários em São Paulo (Fotos: Greg Salibian)
Em almoço hoje com empresários, Aécio Neves (PSDB), governador de Minas Gerais, afirmou que o crescimento dos gastos públicos será o principal desafio a ser enfrentado pelo próximo presidente da República. Numa crítica direta ao governo Lula, Aécio disse que a expansão dos gastos realizada na atual gestão não só não resultou em uma maior eficiência da máquina pública como vai deixar uma situação vulnerável para a nova administração.
“Os gastos do governo vão ser incompatíveis se houver uma redução da atividade econômica”. A declaração de Aécio Neves aconteceu durante evento do LIDE, de João Doria Jr., que reuniu mais de 300 empresários em São Paulo.
Sobre as eleições de 2010, o governador mineiro disse que aguarda uma definição de seu partido sobre quem vai encabeçar a chapa tucana à presidência até o fim deste ano. Caso não seja definido o candidato do PSDB, disse que vai disputar uma vaga no senado pelo Estado.
O governador mineiro tem sido enfático ao afirmar que não está nos seus planos ser vice de José Serra numa eventual chapa para a disputa à Presidência.
Para Aécio, as eleições de 2010 não vão ser “plebiscitárias”. Ou seja, no seu entendimento o debate não será restrito à aprovação ou desaprovação do governo Lula, mesmo que ele dê todo o apoio à chefe da Casa Civil Dilma Rousseff (PT).
“No futuro, a análise da política e economia do País não vai desassociar os 18 anos sem ruptura que tivemos”, disse Aécio Neves, ao citar os avanços vistos no País desde que o ex-presidente Itamar Franco criou o Plano Real.
A platéia que assistiu ao discurso de Aécio Neves estava formada por mais de 300 empresários. Entre eles o ex-ministro Luiz Fernando Furlan, Cledorvino Belini, da Fiat, José Carlos Pinheiro Neto, da GM, Alencar Burti, da Associação Comercial de São Paulo e Pedro Eberhardt, da Arteb.
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