Os dados da produção industrial por estados, divulgado ontem pelo IBGE, mostraram que o recuo do setor verificado em junho poderia ter sido menor se não fossem fatores como a Copa do Mundo e paradas de determinados segmentos que contavam com estoques elevados.
Rogerio Cesar de Souza, economista do IEDI, acredita que a queda de 0,6% da produção industrial paulista reforça esta percepção. “Com uma base industrial mais diversificada, São Paulo recuou 0,6%, enquanto a produção no País caiu 1%”, disse.
Assim, para o economista, confirma-se a previsão de crescimento para o segundo semestre, mas a taxas menores do que as registradas nos três primeiros meses do ano.
“Se não fossem as reduções de jornadas por conta da Copa, a queda em São Paulo teria sido ainda menor”, acrescentou Souza.
No primeiro semestre, a expansão da produção industrial foi de 16,7%. A estimativa do IEDI para o ano é de um avanço de 10%, o que mostra um ritmo menor de crescimento nos próximos meses.
Na comparação de junho com maio, as maiores quedas aconteceram em Goiás (–9,2%) e Bahia (–6,0%), seguidos pela região Nordeste (–3,5%), Minas Gerais (–3,3%), Pernambuco (–2,3%), Santa Catarina (–2,1%) e Paraná (–1,7%).
Além de São Paulo, Pará (0,3%) e Rio de Janeiro (0%) ficaram com desempenhos melhores do que a média nacional. Já o Espírito Santo (+4,9%), Amazonas (+2,4%), Rio Grande do Sul (+1,5%) e Ceará (+0,7%) apresentaram desempenhos positivos no mês.