Com crise, Itaú reduz projeção de crescimento do Brasil para 3,7% em 2012
“O mundo está em crise e o nosso cenário mudou”.
Com essas palavras, o economista-chefe do Itaú Unibanco, Ilan Goldfajn, divulgou um comunicado para os clientes do banco sobre as novas projeções da instituição para a economia.
“Ainda não embutimos no cenário básico uma crise prolongada de proporções maiores, mas acreditamos numa desaceleração maior da economia global em função das dificuldades na Europa e nos EUA”, disse.
Para a economia brasileira, a projeção de crescimento em 2011 foi mantida em 3,6%, mas teve leve queda de 3,8% para 3,7% em 2012.
“Esse crescimento reflete uma atividade global mais fraca no próximo ano, compensada em parte por uma política fiscal mais expansionista.”
O banco manteve a estimativa para o IPCA em 6,5% para 2011 e 5,3% no ano que vem, com juros em 12,75% ou 12,50%.
Para os Estados Unidos, as revisões foram mais bruscas.
O PIB local teve estimativa de crescimento reduzida de 2,6% para 1,8% neste ano, enquanto, para 2012, os números baixaram de 2,6% para 2,2%.
O crescimento da zona do euro também caiu, com projeção de 1,7% para 2011 (contra 1,8% da estimativa anterior) e 0,6% no ano que vem, contra 1,2% dos dados anteriores.
A China veio na contra-mão e teve a projeção elevada de 9% para 9,1% neste ano.
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