Medidas | Guilherme Barros

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sábado, 3 de dezembro de 2011 Governo | 07:03

Governo deve se cercar para evitar revalorização do real, diz Iedi

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As recentes medidas para estimular a economia, anunciadas pelo governo, mostram, na avaliação do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), que o governo está preocupado com os efeitos do agravamento da crise global.

Segundo o Iedi, a apreensão do governo é com relação aos possíveis impactos da turbulência externa no crescimento econômico brasileiro em 2012.

Na avaliação do instituto, as medidas anunciadas são importantes para estimular a economia.

Entretanto, o Iedi alerta que o governo “deve se cercar de cuidados para não permitir uma nova revalorização do real”.

Com o fim da tributação sobre investimentos estrangeiros no mercado acionário, uma onda de dólares pode entrar no Brasil, jogando a moeda ainda mais para baixo.

“Em um ambiente de extrema agressividade por mercados externos que caracteriza o mundo atual, os possíveis efeitos das medidas que vem sendo anunciadas podem se dissipar”, diz o Iedi.

O Instituto alerta que, caso o dólar perca força frente ao real, as medidas acabarão beneficiando o crescimento e o emprego em economias de outros países.

“O tema merece também que todos os mecanismos disponíveis de defesa comercial sejam mobilizados”, completa.

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Autor: Klinger Portella Tags: , , ,

quinta-feira, 7 de abril de 2011 Finanças, Governo | 17:25

Mantega e Tombini vão dar entrevista hoje em São Paulo

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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, irá conceder entrevista hoje, às 18h30, em São Paulo, junto com o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.
 
Os dois acabaram de desembarcar em São Paulo e estão indo em direção ao escritório do Banco do Brasil, onde será concedida a entrevista.
 
O tema ainda não se sabe, mas especula-se que sejam novas medidas cambiais.

(Atualizada às 18h22: Apesar de Mantega e Tombini terem viajados juntos, o presidente do BC não deve participar da entrevista coletiva).

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Autor: Guilherme Barros Tags: , , ,

quinta-feira, 31 de março de 2011 Finanças, Governo | 19:49

Governo prioriza combate à inflação e não deve adotar mais medidas para frear a queda do dólar

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As recentes quedas do dólar em relação ao real, ainda que tenha ficado abaixo do piso de R$ 1,65, que era tido como limite de baixa pela equipe econômica do governo, não devem fazer que o governo tome novas medidas para conter a desvalorização da divisa norte-americana.

O motivo é óbvio. Há uma preocupação muito maior do que o câmbio, que é a alta da inflação. Essa é a prioridade do governo. 

Essa preocupação ficou clara ontem no relatório da inflação divulgado pelo Banco Central e está presente em todas as conversas com a equipe econômica.

A queda do dólar desses últimos dias pode ser considerada inclusive altamente conveniente nesse atual momento, uma conveniência digamos inconfessável para o governo, já que jamais alguém da equipe econômica vai admitir oficialmente que a desvalorização do dólar pode ser um importante aliado no combate à inflação.

Até porque, venhamos e convenhamos, o governo também pode argumentar que já adotou medidas com o objetivo de frear a queda do dólar, como a do aumento do IOF para empréstimos externos. Ou seja, de fato, o governo adotou medidas na área do câmbio.

Outras medidas mais fortes podem gerar um custo fiscal muito elevado. Para se dar um exemplo, o governo já gasta mais do que investe para manter o atual nível de reservas cambiais. Ou ainda ter um desgaste político grande, como a de uma quarentena, por exemplo.

A tendência, portanto, é de o governo meio fingir que não está vendo nada no câmbio para que o Banco Central conte com esse efeito adicional no combate à inflação.

Uma ajuda, aliás, que vem a calhar, já que o Banco Central já manifestou várias vezes que não pretende levar o país a uma recessão desnecessária nesse momento para baixar a inflação – ou seja, não irá fazer nenhum aumento absurdo de juros.

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