
Lula e FHC, em 2002 (Foto: Agência Estado)
O hotsite que a CDN Comunicação Corporativa preparou em comemoração aos 80 anos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso traz o depoimento do jornalista Ruy Mesquita, diretor do jornal O Estado de São Paulo, que cita o “arqui-inimigo” de FHC, Luiz Inácio Lula da Silva. Ele diz que “uma das poucas promessas que Lula cumpriu, de todas quantas fez, foi a de preservar a essência da obra de Fernando Henrique”.
Já a empresária Kati de Almeida Braga destacou que FHC “nos devolveu a moeda e nos legou a legislação de estabilidade fiscal, conquistas que por sai já bastariam para reservar-lhe um lugar fundamental na nossa história”.
Leia o depoimento de Ruy Mesquita:
“O mais consagrador dos testemunhos sobre o que significou para o Brasil a passagem de Fernando Henrique Cardoso pela presidência da Republica foi o que o seu “arqui-inimigo” Luís Ignácio Lula da Silva foi obrigado a dar por escrito na “Carta aos Brasileiros” sem a qual, com a fina sensibilidade que o caracteriza, percebeu que jamais seria eleito.
Uma das poucas promessas que Lula cumpriu, de todas quantas fez, foi a de preservar a essência da obra de Fernando Henrique, que lhe garantiu a colheita de tudo de bom quanto aconteceu a este país ao longo de seu governo.
Neste momento, às vésperas de começar a colher a “herança maldita” acumulada por Lula no segundo mandato à medida em que ia se afastando do que recebeu do antecessor, o Brasil está outra vez prestes a confirmar, infelizmente pelo caminho mais duro, como sempre, que não há obra política ou social que dure senão as que têm nas suas fundações a solidez que só uma educação de qualidade pode conferir.”
Leia o depoimento de Kati de Almeida Braga:
“É sempre com orgulho, o orgulho de ser sua amiga, que constato a importância do Presidente Fernando Henrique na vida brasileira.
Não só por seu governo que, entre tantas coisas, nos devolveu a moeda e nos legou a legislação de estabilidade fiscal, conquistas que por si já bastariam para reservar-lhe um lugar fundamental na nossa história.
Mas também por outras lutas que elevariam a posição do Brasil a novo patamar entre as nações do ocidente: a valorização da educação, a luta pela igualdade – aqui quero lembrar a parceria com Ruth através do fecundo trabalho da Comunidade Solidária -, a separação rigorosa entre o público e o privado, a visão moderna da construção de valores.
E ainda : a coragem com que enfrentou e enfrenta preconceitos com seu programa de privatizações que deu a todos os brasileiros acesso a esse instrumento essencial de trabalho, o telefone; o Proer que nos permitiu passar com segurança pela crise que mexeu com o mundo em 2008; e , agora, a discussão tão relevante sobre como devemos enfrentar o problema das drogas.
Por tudo isso e muito mais – afinal esse texto tem que ser curto … – comemoremos com alegria os 80 anos de Fernando Henrique. E que sua inteligência e sensibilidade continuem a clarear nossos caminhos por muitos e muitos anos. Vida longa a FHC, cercado por Paulo, Luciana, Bia, netos, amores e tantos amigos que o adoram!”
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