
Bruno Campos (Foto: Greg Salibian/iG)
A cada dia, pelo menos dois currículos, vindos de qualquer lugar do mundo, chegam ao escritório de arquitetura BCMF, localizado em Belo Horizonte. O escritório foi responsável pela maior parte dos projetos conceituais da candidatura do Rio de Janeiro para sediar as Olimpíadas de 2016 e, depois que a cidade foi escolhida, passou a ser procurado por arquitetos estrangeiros interessados em trabalhar no escritório.
“São candidatos dos mais diversos lugares. Europa, Mongólia, Rússia, Eslovênia…”, diz Bruno Campos, sócio do BCMF. O escritório é especializado em arquitetura esportiva e já tinha sido responsável pela construção do Centro Esportivo de Deodoro, no Rio, onde foram realizadas competições dos Jogos Panamericanos de 2007.
O que vem surpreendendo nos currículos é a qualidade dos profissionais. “São arquitetos formados nas melhores escolas do mundo, ou mesmo pessoas experientes em busca de conhecimentos diferentes”, explica. Campos acrescenta que chegou a receber currículos de profissionais que, por causa da crise, estão com dificuldades para conseguir emprego, especialmente nos Estados Unidos. “Já recebemos até propostas de pessoas que querem trabalhar de graça”, diz.
O que o arquiteto não sabe ainda é como vai aproveitar estes profissionais, já que o escritório ainda não tem participação confirmada nas obras das Olimpíadas. “Vamos participar das licitações e concursos e temos uma grande expectativa de participarmos, mas nada é definido ainda”, afirma Campos.
Ele espera poder contratar alguns arquitetos para projetos que o escritório está fechando para os próximos meses. “São profissionais muito qualificados que estão dispostos a trabalhar por um salário que nós podemos pagar”, diz.