As empresas brasileiras ainda não descobriram as vantagens oferecidas pela Lei do Bem, que garante isenções de tributos a companhias que investem em inovação.
Segundo a consultoria internacional F.Iniciativas, apenas 3% das empresas brasileiras que investem em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) conseguem se beneficiar das isenções oferecidas pela legislação.
“Os benefícios fiscais estão abertos a todas as empresas, não somente às grandes”, diz Judicaël Renouard, diretor da F.Iniciativas no Brasil.
Segundo Frédéric Bouté, presidente mundial da consultoria, cada euro investido em inovação representa um crescimento de 2 a 4 euros no Produto Interno Bruto (PIB).
“Isso na França, que atravessa um período de crise. No Brasil, os números podem ser ainda maiores”, afirma.
A F.Iniciativas iniciou as operações no Brasil em janeiro e conta com 20 clientes – a maioria grandes empresas – no País.
A consultoria conta com 230 engenheiros em países como França, Portugal, Espanha e Canadá, oferecendo assistência técnica e fiscal para as companhias inovadoras.
Os executivos não escondem o otimismo com relação ao Brasil.
“Tem muito a se fazer em inovação no Brasil”, diz Bouté. “O País poderá ser um dos grandes pólos inovadores do mundo”, completa.
A consultoria conta, atualmente, com 12 funcionários no Brasil e deve fechar o ano com, pelo menos, mais oito contratações.
“Acreditamos, em uma perspectiva bem conservadora, que chegaremos a mais de 100 funcionários em dois anos”, diz Renouard.
A F.Iniciativas projeta dobrar de faturamento a cada ano no Brasil e , além da sede em São Paulo, deve abrir escritórios no Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba.