Governo não deveria financiar todas as obras de infraestrutura no País, diz Ibre/FGV
O governo brasileiro deveria rever a política de financiamento público para obras de infraestrutura no País.
Na edição de novembro da Carta do Ibre/FGV, a entidade defende que os recursos do Tesouro Nacional não sejam aplicados liberalmente em obras rodoviárias e portuárias, sem que haja um estudo prévio.
“Grandes corredores de exportação deveriam ser financiados por receitas derivadas dessa própria atividade econômica, e não deveriam contar com recursos do Tesouro Nacional”, escreveu o instituto.
“É absolutamente certo que o Brasil deve melhorar a infraestrutura, mas, infelizmente, ao contrário do que muitos preconizam, isso pode não facilitar avida da indústria de transformação”, disse o Ibre. “Tudo vai depender do tipo de investimento que será feito.”
O instituto explica que a deficiência de transporte e logística tem um peso muito maior na cadeia das commodities que na de produtos manufaturados.
Portanto, com rodovias e portos mais eficientes, o Brasil ganhará ainda mais competitividade em produtos básicos.
“E uma das consequências desse processo será a continuação da valorização do câmbio, que tornará a situação competitiva dos manufaturados ainda mais problemática.”
O Ibre defende que os investimentos em infraestrutura sejam feitos de acordo com uma estratégia nacional, que “leve em conta o custo e o benefício dos diversos projetos, no lugar de simplesmente se colocar recursos nos empreendimentos à medida que estes vão surgindo”.
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