Selo de Controle Fiscal para vinhos reduz importações em 12% no primeiro trimestre
A implantação do Selo de Controle Fiscal para vinhos nacionais e importados pela Receita Federal trouxe o volume de importações brasileiras para patamares em linha com a média histórica.
No período, a queda das importações foi de 12% na comparação com o mesmo período do ano passado, 9,9 milhões de litros ante 11,2 milhões.
Para o Instituto Brasileiro do Vinho, o recuo das importações coincide com o início da obrigatoriedade do selo fiscal. Segundo a entidade, o Brasil viu um crescimento de 30% nas importações no ano passado, conseqüência da antecipação das compras para evitar o selo fiscal.
“Isso provocou uma corrida das importadoras para fazerem estoques de vinhos importados, daí o aumento fora da normalidade”, afirmou, no início deste ano, o presidente do Conselho Deliberativo do Ibravin, Júlio Fante.
Agora, com a obrigatoriedade valendo desde janeiro, os números tendem a refletir melhor essa antecipação. “Os números oficiais confirmam esta nossa leitura do que realmente ocorreu no ano passado”, disse.
Conforme os dados do Ibravin, os dois principais países exportadores de vinhos para o Brasil – Chile e Argentina – sofreram queda nos volumes enviados ao País. A importação de vinhos chilenos caiu 26,7% no primeiro trimestre do ano e de argentinos recuou 22,9%.
Portugal, que é o 4º país que mais vende vinhos ao Brasil, também sofreu queda de 4% de janeiro a março. Só a Itália, terceiro no ranking de maiores exportadores de vinhos aos brasileiros, aumentou suas vendas, 16,%, nos primeiros três meses do ano.
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