União Europeia deve apoiar Brasil na luta contra a guerra cambial, diz Mercadante
O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercante, disse que recebeu acenos de líderes da União Europeia de que o bloco apoiará o Brasil no pleito de discutir a guerra cambial praticada por Estados Unidos e China.
Mercadante participou da viagem da presidenta Dilma Rousseff a países europeus e disse que o bloco estaria disposto a apoiar o Brasil para levar as discussões a organismos como FMI, G20 e Banco Mundial.
Ele reforçou o pedido hoje, durante participação no 16º Meeting Internacional do Grupo de Líderes Empresariais (Lide), de João Doria Jr, realizado em Roma, na Itália.
O ministro disse que o Brasil “está com a casa arrumada” e, ao lado da União Europeia, é um dos que mais perdem competitividade por conta da guerra cambial.
Segundo Mercadante, o País tem armas para se defender da desvalorização da moeda provocada por chineses e norte-americanos.
Ele citou a tributação sobre o mercado de derivativos, a redução de juros e o aumento do IPI sobre produtos importados como ferramentas para conter a valorização do real frente ao dólar.
Por conta dessas medidas, disse Mercadante, o real já depreciou 20% no último mês.
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