Fim das barreiras para o etanol não gera ganhos no curto prazo, diz Rico
O acordo entre senadores democratas e republicanos para o fim do subsídio da indústria norte-americana de etanol de milho e da tarifa de importação sobre o etanol brasileiro não surtirá efeito para o País no curto prazo.
A análise é de Gabriel Rico, presidente da Câmara Americana de Comércio Brasil-Estados Unidos (Amcham).
“É uma boa notícia, mas, em termos concretos, para o etanol brasileiro não significa nada no curto prazo”, disse.
Ele pondera que o Brasil não tem produção suficiente para atender o mercado interno e exportar. “Estamos importando etanol, inclusive.”
Rico destaca, por outro lado, que o fim do subsídio e da tarifa abre uma nova perspectiva para que o etanol seja negociado como uma commodity no mercado global.
“O acordo abre espaço para que haja uma relação muito mais harmoniosa no campo do etanol entre os dois países, para que eles desenvolvam um conjunto de padrões para o etanol”, afirmou.
Rico diz que o etanol produzido à base de cana-de-açúcar polui menos que o norte-americano (feito à base de milho), o que traria uma vantagem competitiva ao produto brasileiro.
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