O Brasil está na 14ª posição entre os países que integram o G20, apesar de contar com a oitava maior economia do mundo. A constatação foi feita por um estudo da Anefac, elaborado pelos economistas Roberto Vertamatti e Gianni Ricciardi, que inclui dados de saúde, segurança, renda per capta, educação, PIB e IDH em só um indicador, o Sigmark.
Prejudicam o País indicadores como distribuição de renda, nível de pobreza e segurança.
“Temos um PIB da ordem de US$ 2,1 trilhões, que nos coloca como a 8ª economia do mundo, mas no item mais importante que é este mesmo PIB per capita, hoje ao redor de US$ 10.847 por habitante, estamos na 15ª posição, atrás de países como México, Turquia e Argentina”, diz o estudo.
No caso da distribuição de renda, Vertamatti e Ricciardi destacam que o País ocupa a 18ª posição entre as nações do G20, e a 73ª, no ranking mundial, conforme o Índice de Gini. Ou seja, “mostra efetivamente que a distribuição de renda continua muito deficiente no Brasil, apesar da melhoria ocorrida nos anos recentes”.
A desigualdade de gênero, medida pelo Índice de Gender, é outro fator que prejudica a classificação brasileira. Atualmente, a cada mil crianças nascidas no País, 76 são filhos de mães muito jovens.
Já o destaque positivo do estudo, além do tamanho da economia nacional, é a liderança no quesito sustentabilidade. Nela, segundo os pesquisadores, o Brasil consegue apresentar baixos níveis de emissões de poluentes e alto percentual de território protegido.
No resultado final, que ainda inclui os indicadores de saúde e segurança, o Brasil está atrás dos seguintes países: Austrália, Alemanha, França, Canadá, Estados Unidos, Japão, Reino Unido, Itália, Coréia do Sul, Argentina, Rússia, México e Arábia Saudita. O estudo completo deverá ser divulgado nos próximos dias.