Dólar | Guilherme Barros - Part 2

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Posts com a Tag dólar

terça-feira, 26 de julho de 2011 Finanças | 09:42

Dólar segue em trajetória de queda e vai a R$ 1,53

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(Atualizada às 15h02)

O dólar segue testando novas mínimas.

Já na abertura dos negócios desta terça-feira, a moeda norte-americana operava abaixo da casa do R$ 1,54, do fechamento de ontem.

Por volta das 14h29, o dólar era negociado a R$ 1,536 para venda, em queda de 0,33%.

Entre os analistas é consenso que, sem novas medidas, a moeda vai testar o patamar de R$ 1,50.

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segunda-feira, 25 de julho de 2011 Finanças | 14:57

Os especuladores que se acautelem, diz Mantega

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O ministro da Fazenda Guido Mantega afirmou que o governo pode adotar novas medidas para conter a queda do dólar.

Ele disse que o câmbio o preocupa e o governo está atento a esse problema.

Disse que o governo tem tomado medidas, e pode tomar outras.

Mantega participa de um almoço, em São Paulo, para cerca de 400 empresários, organizado pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), de João Doria Jr.

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Finanças | 13:27

Brasil é quinto maior detentor de dívida dos EUA

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O Brasil é o quinto maior detentor de títulos do governo norte-americano entre os investidores estrangeiros.

O País conta, atualmente, com US$ 206,9 bilhões em dívidas dos Estados Unidos.

A China é a maior detentora dos papéis, com US$ 1,152 trilhão.

Japão (US$ 906,9 bilhões), Reino Unido (US$ 333 bilhões) e exportadores de petróleo (US$ 221,5 bilhões) aparecem na frente do Brasil.

A dívida total do governo norte-americano é de US$ 14,2 trilhões.

O Federal Reserve – o Banco Central dos Estados Unidos – tem US$ 1,4 trilhão em mãos.

Os investidores locais, por sua vez, detém US$ 3,2 trilhões. Os estrangeiros somam US$ 4,4 trilhões.

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Finanças | 12:40

André Perfeito: sem medidas, dólar pode ir abaixo de R$ 1,50

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Se o governo não adotar novas medidas para conter a valorização do real frente do dólar, a moeda norte-americana poderá romper o patamar de R$ 1,50.

O alerta é de André Perfeito, economista-chefe da Gradual Corretora.

“O real está sobrevalorizado, mas isso não importa. O mercado acredita que o Brasil é um bom investimento e o fluxo irá continuar”, diz.

Perfeito pontua que a valorização do real acontece pelo diferencial de juros da economia brasileira e pela possibilidade de calote da dívida norte-americana.

“O Banco Central terá de ‘limpar’ o excesso de dólares, mas a dúvida é: fazer o que com estes dólares? Seria prudente comprar mais dívida norte-americana, a mesma dívida que pode sofrer um calote?”, questionou.

“Podemos ir até abaixo R$ 1,50 se o BC não fizer nada, e a única coisa que acredito razoável fazer é acumular mais reservas”, completou o economista.

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Finanças | 12:22

Cotação do dólar retorna a período de câmbio semi-fixo, diz Agostini

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O movimento do dólar abaixo de R$ 1,55 desta segunda-feira aponta para a retomada da moeda a patamares semelhantes ao observado no periodo de câmbio semi-fixo.

Em 13 de janeiro 1999, quando o Brasil adotou o regime de câmbio flutuante, a moeda estava cotada a R$ 1,319.

No dia 19 do mesmo mês, a cotação era de R$ 1,558, segundo Alex Agostini, economista da Austin Ratings.

“Com a ‘equalização’ dos problemas na Europa e nos EUA, muito provavelmente, o Real deverá ficar abaixo de R$ 1,50 ao longo deste semestre”, disse o economista.

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Autor: Guilherme Barros Tags: , ,

Finanças | 11:42

Declaração de Dilma impacta cotação do dólar, diz economista

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Para o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves, a queda do dólar abaixo de R$ 1,55 está atribuída à recente declaração da presidente Dilma Rousseff.

“Foi só a presidente Dilma dizer que, com a incerteza atual, é melhor não mexer no câmbio que os operadores foram para cima”, disse.

O economista pontua, ainda, que diante a semana é de muita incerteza no cenário externo, com riscos na Europa, Estados Unidos e, por tabela, Ásia.

“O Brasil é boa aposta nesse quadro”, completa.

Por volta das 11h02, a moeda norte-americana era negociada a R$ 1,546 para venda.

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Finanças | 11:10

Dólar fica abaixo de R$ 1,55 em dia de tensão no mercado

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(Atualizada às 14h39)

O dólar segue em franca trajetória de queda frente ao real, já perdendo o patamar de R$ 1,55.

Por volta das 14h12, a moeda norte-americana era negociada a R$ 1,538 para venda.

O mercado vive mais um dia de tensão. A desvalorização da moeda é reflexo do impasse envolvendo as contas públicas dos Estados Unidos.

Em meio ao pessimismo externo, o dólar caminha a passos largos para R$ 1,50.

Com isso, aumenta a tentação de o governo adotar novas medidas para conter a queda da moeda.

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domingo, 17 de julho de 2011 Política Monetária | 07:05

Alta das commodities pesa mais que diferencial de juros para o dólar, diz Rosenberg & Associados

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Uma variação no preço das commodities metálicas e agrícolas tem um peso maior para a cotação do dólar que o diferencial de juros da economia brasileira.

O economista Rafael Bistafa, da Rosenberg e Associados, desenvolveu um modelo econômico que comparou as variáveis commodities agrícolas, commodities metálicas, “apetite de estrangeiros por ativos brasileiros”, cotação do dólar frente a outras seis moedas e o diferencial de juros brasileiros e americanos.

“As estimativas esvaziam o argumento de que o dólar se encontra apreciado devido exclusivamente ao nosso estrondoso diferencial de juros”, escreveu Bistafa.

No cálculo, o coeficiente da variável diferencial de juros foi de -0,27, igual ao das commodities metálicas e inferior ao das commodities agrícolas (-0,35).

“Portanto, um comportamento conjunto de metálicas e agrícolas de aumento de 1% teria um impacto bem maior sobre o câmbio que o aumento de diferencial de juros de 1%”, concluiu.

No mesmo modelo, o economista projetou a cotação do dólar se o governo não tivesse adotado as medidas para conter o avanço da moeda.

Bistafa destaca que o dólar estaria perto de R$ 1,40, “abaixo dos R$ 1,55, R$ 1,65 observado no período aposto a implantação das medidas.”

Ele alerta, por outro lado, que, embora tenham segurado a moeda no curto prazo, as medidas não são suficientes para conter a valorização do real. Novos mecanismos precisam ser anunciados.

“Sem a adoção de novas (e cada vez mais criativas) medidas, a tendência é de que o câmbio acabe convergindo para o patamar estimado pelo modelo”, completou.

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Autor: Klinger Portella Tags: , , , ,

sexta-feira, 8 de julho de 2011 Educação | 09:14

Gastos com estudos fora do País crescem 67,8%, diz corretora

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Com o dólar abaixo da casa do R$ 1,60, é crescente o volume de gastos de brasileiros no exterior.

Entre maio e junho, o volume financeiro gasto por brasileiros que estão estudando fora do País cresceu 67,8%, segundo cálculos da TOV Corretora, que trabalha com operações de câmbio.

O recurso é movimentado por escolas de idiomas que mandam os jovens para estudar no exterior.

A movimentação de recursos pelo câmbio simplificado (Simplex) via corretora saltaram 25,3% em um mês, por conta da baixa da moeda.

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  1. BBS promove seminário sobre câmbio
Autor: Klinger Portella Tags: , ,

quinta-feira, 28 de abril de 2011 Finanças, Governo, Indicadores, Política Monetária | 05:53

“Não se criou nenhuma bolha no País”

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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, nega que o governo tenha desistido de enfrentar o problema da queda do dólar até para usar esse instrumento como mais uma arma para o combate à inflação.
 
Segundo Mantega, o governo tem tomado medidas para tentar amenizar a valorização do real, tanto que, segundo ele, a desvalorização do dólar, em cinco anos, foi de cerca de 30%, um número não tão preocupante asssim, principalmente em relação às outras moedas.
 
Mantega afirmou inclusive que a política que o governo tem adotado em relação ao câmbio tem sido muito bem sucedida, e a maior prova é que não existe nenhuma bolha no País.

“Não se criou nenhuma bolha no País em nenhuma área”, afirmou Mantega.
 
O grande problema, de acordo com o ministro da Fazenda, é a desvalorização do dólar no mundo inteiro. Em relação ao euro, por exemplo, o real se valorizou 9%.
 
Mantega afirma que, até o final do ano, o governo irá cumprir a promessa do corte de R$ 50 bilhões, como foi anunciado.
 
Durante a conversa, o ministro da Fazenda se mostrou muito bem humorado e bastante seguro de que o governo está tomando as medidas na direção certa.
 
Ela confia na queda da inflação dentro de pouco tempo e tem sentido que, nas últimas semanas, o tom das críticas começa a cair, um sinal de que a sociedade mostra sinais de que está entendendo melhor a forma de atuação do governo.

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Autor: Guilherme Barros Tags: , , , ,

quarta-feira, 13 de abril de 2011 Finanças, Governo | 17:58

Declarações de Coutinho em relação ao câmbio refletem divisão do governo

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As recentes declarações de Luciano Coutinho, presidente do BNDES, com críticas ao fato de o governo ter priorizado o combate à inflação e abandonado o câmbio refletem a divisão que existe dentro da equipe econômica em relação à essa decisão.

Há uma queda de braço muito evidente e que já chegou ao conhecimento do Palácio do Planalto.

De um lado, há o grupo que defende a ideia de não se fazer nada em relação ao câmbio. O governo tem cálculos indicando que, se o câmbio atingir a faixa de R$ 1,55 ou R$ 1,50, o Banco Central não precisaria subir muito os juros.

Os defensores dessa tese, que parece estar prevalecendo até agora, são Antonio Palocci, o Banco Central e Nelson Barbosa, secretário-executivo do Ministério da Fazenda.

Mas há também o grupo que defende uma ação mais enérgica em relação ao câmbio, um aprofundamento das medidas tomadas até agora, mas sem a adoção de controle de capital.

Os maiores advogados dessa política de uma ação mais enérgica para frear a queda do dólar são Fernando Pimentel, Guido Mantega, e Luciano Coutinho.

A grande preocupação desse segundo grupo é com a ameaça de desindustrialização do Brasil. Com o câmbio a R$ 1,50, o industrial brasileiro iria preferir importar o seu próprio bem do que produzi-lo.

A presidenta Dilma Rousseff ainda não tomou uma decisão. Há bons e fortes motivos para os dois lados.

A inflação pode prejudicar a sua popularidade, mas o câmbio pode gerar desemprego

Por enquanto, tudo leva a crer que o governo preferiu jogar a toalha em relação ao câmbio, mas são impressões.

O que se sabe, no entanto, é que tudo que a Dilma não quer é que os seus ministros debatam essa questão em público.

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  3. Governo não tem definição se vai ou não mexer no câmbio para barrar a queda do dólar
Autor: Mariana Sant'Anna Tags: , , ,

sexta-feira, 8 de abril de 2011 Finanças | 14:06

Japão aplica US$ 80 bilhões no Brasil em busca de maiores rendimentos

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Um exemplo de como a missão de conter o dólar é árdua está no posicionamento de investimentos de outros países no Brasil. O Japão é um dos destaques.

Nas contas de um banco estrangeiro, o Japão tem hoje cerca de US$ 80 bilhões aplicados no Brasil, basicamente em operações de carry trade.

Essas operações baseiam-se na tomada de dinheiro a uma taxa de juros em um país para depois aplicá-lo em outra moeda, onde as taxas de juros são maiores.

Por essas e outras que, mesmo diante dos esforços do governo, o real se aprecia tanto.

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  1. Quanto mais o BC sobe os juros, mais aumenta a inflação, diz Marcelo Odebrecht
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  3. Para Bradesco, ajuste de juros pode ser menos intenso com a crise no Oriente Médio
Autor: Guilherme Barros Tags: , , ,

sexta-feira, 1 de abril de 2011 Finanças, Governo, Indústria | 16:49

“Não há medida de curto prazo que reverta a tendência do câmbio”, diz Mantega a empresários em São Paulo

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Em almoço hoje em São Paulo com empresários do IEDI, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, deixou claro que a prioridade do governo é o combate à inflação.
 
Ele concordou com as preocupações dos empresários em relação à situação cambial, mas disse que é difícil, no curto prazo, que qualquer medida consiga reverter essa tendência de apreciação do real diante da enxurrada de dólares que entram no País. 
 
“Não há medida de curto prazo que consiga reverter significativamente a tendência do câmbio hoje”, afirmou Mantega, segundo relato dos empresários presentes ao almoço.
 
Mantega disse que o governo continuará atento ao câmbio e que poderá tomar medidas para atenuar essa tendência de valorização do real, mas deixou claro que nada que seja adotado ou que foi adotado irá mudar essa tendência.
 
Os empresários gostaram, no entanto, quando Mantega disse que o governo irá perseguir duas metas.
 
A primeira de baixar a inflação, e a segunda de manter o compromisso da meta fiscal para este ano.
 
Mantega também se comprometeu a agilizar a devolução dos créditos tributários que os empresários têm direito a receber de PIS-Cofins, uma ferramenta considerada importante para aumentar a competitividade da indústria brasileira.
 
O almoço contou com a presença de pesos pesados do IEDI como Pedro Passos, presidente, Paulo Cunha, Benjamin Steinbruch, Paulo Francine e outros.

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Autor: Guilherme Barros Tags: , , , ,

Finanças | 15:53

Movimento de queda do dólar está perto do fim

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O movimento de queda do dólar frente ao real pode estar perto do fim, na avaliação de um investidor internacional.

Segundo ele todas as moedas estão se valorizando hoje, principalmente em países como Turquia, África do Sul, Chile, México e Colômbia.

Dessa forma, estes bancos centrais terão que puxar juros com mais força, tirando pressão do Banco Central brasileiro.

Ao mesmo tempo a economia dos Estados Unidos melhora, o que levará a menos liquidez nos sistema. Tudo isso, segundo o investidor são ótimas notícias para o BC.

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Autor: Guilherme Barros Tags: , ,

quinta-feira, 31 de março de 2011 Finanças, Governo | 19:49

Governo prioriza combate à inflação e não deve adotar mais medidas para frear a queda do dólar

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As recentes quedas do dólar em relação ao real, ainda que tenha ficado abaixo do piso de R$ 1,65, que era tido como limite de baixa pela equipe econômica do governo, não devem fazer que o governo tome novas medidas para conter a desvalorização da divisa norte-americana.

O motivo é óbvio. Há uma preocupação muito maior do que o câmbio, que é a alta da inflação. Essa é a prioridade do governo. 

Essa preocupação ficou clara ontem no relatório da inflação divulgado pelo Banco Central e está presente em todas as conversas com a equipe econômica.

A queda do dólar desses últimos dias pode ser considerada inclusive altamente conveniente nesse atual momento, uma conveniência digamos inconfessável para o governo, já que jamais alguém da equipe econômica vai admitir oficialmente que a desvalorização do dólar pode ser um importante aliado no combate à inflação.

Até porque, venhamos e convenhamos, o governo também pode argumentar que já adotou medidas com o objetivo de frear a queda do dólar, como a do aumento do IOF para empréstimos externos. Ou seja, de fato, o governo adotou medidas na área do câmbio.

Outras medidas mais fortes podem gerar um custo fiscal muito elevado. Para se dar um exemplo, o governo já gasta mais do que investe para manter o atual nível de reservas cambiais. Ou ainda ter um desgaste político grande, como a de uma quarentena, por exemplo.

A tendência, portanto, é de o governo meio fingir que não está vendo nada no câmbio para que o Banco Central conte com esse efeito adicional no combate à inflação.

Uma ajuda, aliás, que vem a calhar, já que o Banco Central já manifestou várias vezes que não pretende levar o país a uma recessão desnecessária nesse momento para baixar a inflação – ou seja, não irá fazer nenhum aumento absurdo de juros.

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quarta-feira, 16 de março de 2011 Finanças, Governo | 17:11

Cenário internacional e pacote cambial foram os principais temas da conversa de Mantega com Dilma

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A crise internacional – agravada com a tragédia no Japão – e o pacote cambial foram os principais temas da longa conversa de Guido Mantega com a presidente Dilma Rousseff.

O ministro da Fazenda não decidiu ainda se vai ou não adiar o pacote cambial para frear a queda do dólar, hipótese mais provável diante desse novo cenário internacional.

Mantega tem acompanhado todo o tempo a cotação do dólar, que hoje está em alta. A grande preocupação é quando o dólar fica abaixo de R$ 1,65.

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  1. Mantega se diz magoado com críticas de empresários ao pacote da exportação
  2. Mantega conversa com Dilma sobre equipe econômica
  3. Mantega deve anunciar pacote cambial no início da semana que vem
Autor: Guilherme Barros Tags: , , , ,

sábado, 12 de março de 2011 Empresas, Finanças | 06:12

Medidas cambiais preocupam investidores internacionais

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No momento em que o governo se prepara para adotar medidas que segurem a valorização do real frente ao dólar, empresários e investidores internacionais começam a estimar os impactos de tais medidas. Neste sentido, uma delas em especial preocupa mais: a possibilidade de as medidas cambiais serem impostas ao mercado de renda variável.

Segundo um grande investidor internacional, isso vai gerar distorções, custos adicionais para as empresas captarem recursos no exterior e, principalmente, não vai ajudar a frear a apreciação do real.

A reação, opinou, já pode ser observada após a sinalização de que o governo prepara novas medidas na área cambial. “Assim que os boatos apareceram a Bovespa perdeu fôlego. Se o governo realmente quiser um real mais depreciado, é só enveredar-se por maus caminhos que irá conseguir”, afirmou.

O resultado, no entanto, para este investidor parece ser um só: maior custo para as empresas. “Quanto mais obstáculos colocar, pior fica, o que gera maior custo para as empresas”.

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  1. Indústria apóia medidas para conter alta do real, mas pede esforço maior na política fiscal
  2. Alta do dólar leva o governo a adiar medidas na área do câmbio
  3. Mantega já está com o decreto pronto das novas medidas cambiais
Autor: Guilherme Barros Tags: , , , ,

sexta-feira, 11 de março de 2011 Governo | 12:54

Mantega deve anunciar pacote cambial no início da semana que vem

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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, adiou para o início da semana que vem o anúncio das medidas para tentar frear a queda do dólar.
 
O decreto já está pronto.

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  1. Mantega vai agir com firmeza para conter especulação cambial
  2. Mantega vai anunciar pacote de ajuda de mais de R$ 2 bi para o Rio
  3. Mantega já está com o decreto pronto das novas medidas cambiais
Autor: Guilherme Manechini Tags: , ,

quinta-feira, 10 de março de 2011 Finanças, Governo | 14:55

Mantega já está com o decreto pronto das novas medidas cambiais

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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, já está com a minuta do decreto das novas medidas na área cambial pronta sobre sua mesa. Ele só não tomou a decisão se vai anunciá-las hoje ou deixar para os próximos dias.

O ministro pode esperar mais um pouco para oficializá-las por conta dos efeitos da valorização do petróleo, que tem influenciado na alta do dólar nos últimos dias.

Mantega tem conversado sobre as novas medidas com o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, para que a Fazenda e o BC tomem medidas conjuntas na tentativa de frear a valorização do real.

Uma destas medidas que já está definida é a elevação do IOF sobre o ingresso de capital estrangeiro em aplicações de renda fixa, hoje em 3%.

No mercado, especula-se que Mantega trabalha com um piso de câmbio que não pode ser ultrapassado. O mesmo seria de R$ 1,65. Por isso, como o dólar está acima deste piso, é possível que as medidas fiquem para os próximos dias.

Notas relacionadas:

  1. Mantega diz a empresários que vai tomar novas medidas para conter queda do dólar
  2. Governo anuncia novas medidas para frear queda do dólar depois do carnaval
  3. Novas medidas cambiais também vão baixar custo fiscal das reservas
Autor: Guilherme Barros Tags: , , , , ,

sexta-feira, 4 de março de 2011 Finanças, Governo | 17:07

Governo anuncia novas medidas para frear queda do dólar depois do carnaval

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A queda do dólar verificada nos últimos dias e intensificada ainda mais com a elevação da taxa básica de juros está preocupando o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Em conjunto com o Banco Central, Mantega já estuda medidas para conter a queda da divisa norte-americana.

Nenhuma medida para proteger o câmbio está descartada e uma nova elevação do IOF deve ser anunciada. O governo também cogita um controle maior sobre o capital estrangeiro.

O anúncio deve acontecer na quarta-feira de cinzas ou na quinta-feira.

Hoje, o dólar está em baixa de 0,42%, cotado a R$ 1,6450. Na semana, a queda é de 1,15%.

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  2. Mantega diz a empresários que vai tomar novas medidas para conter queda do dólar
  3. Alta do dólar leva o governo a adiar medidas na área do câmbio
Autor: Guilherme Barros Tags: , ,

quarta-feira, 17 de novembro de 2010 Finanças, Governo | 06:12

Alta do dólar leva o governo a adiar medidas na área do câmbio

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O governo já estava pronto para adotar algumas medidas para conter a queda do dólar, mas a alta da moeda americana levou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a adiar qualquer decisão para o curto prazo. 
 
Para o governo, dois fatores explicam a alta do dólar nos últimos dias.

Em primeiro lugar, às medidas já tomadas, como a elevação do IOF para os investimentos externos em renda fixa.
 
Além disso, a outra razão é a deterioração do cenário internacional, com a instabilidade na Irlanda e Portugal e a perspectiva de um ritmo menor de crescimento na China.
 
Diante dessa conjuntura, o governo não cogita tomar alguma medida pelo menos no curto prazo.

Notas relacionadas:

  1. Mantega diz a empresários que vai tomar novas medidas para conter queda do dólar
  2. Governo dobra IOF sobre capital estrangeiro
  3. Indústria apóia medidas para conter alta do real, mas pede esforço maior na política fiscal
Autor: Guilherme Barros Tags: , ,

quarta-feira, 3 de novembro de 2010 Finanças, Indicadores | 07:32

Para FGV, País deve adotar políticas de compensação à indústria

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Os prejuízos causados à indústria brasileira pela valorização do real devem ser compensados por políticas específicas para o setor. Essa é uma das avaliações da Carta do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE), da FGV.

Para a instituição, a utilização de políticas compensatórias vale para o caso de a valorização do real estar ocorrendo pelo enfraquecimento das economias dos países desenvolvidos. Isso porque se for essa a causa principal tende a ser um processo de média duração.

Assim, afirma a FGV, “a lógica é que uma situação conjuntural pode enfraquecer e desmobilizar um setor que, em alguns anos, pode voltar a ser importante para a solidez do desempenho econômico do País”.

A outra hipótese, na avaliação da instituição, é o crescimento acelerado da economia chinesa que, vale ressaltar, foi um dos motores da expansão brasileira nos últimos anos por conta das importações de commodities.

Neste caso, a FGV acredita que a compensação prolongada do setor faz menos sentido, pois em algum momento a indústria nacional terá de se reestruturar.

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  1. FGV declara fim da recessão no País
  2. Entenda o porquê de o dólar estar derretendo e como isso afeta o País
  3. Indústria apóia medidas para conter alta do real, mas pede esforço maior na política fiscal
Autor: Guilherme Barros Tags: , , ,

sexta-feira, 29 de outubro de 2010 Finanças, Indústria | 06:00

Indústria apóia medidas para conter alta do real, mas pede esforço maior na política fiscal

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Ainda que a elevação do IOF vá de encontro ao pleito da indústria, o setor acredita que o País só poderá fazer frente à alta do real com a adoção de um compromisso de maior folga fiscal e redução das taxas de juros nos próximos anos. O recado ao futuro governo parte do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial.

Para a entidade, junto com o controle de capitais, a nova equipe econômica deverá atacar a elevada carga tributária e os gastos públicos, permitindo assim uma ação coordenada com o Banco Central.

“Seriam compromissos interligados das duas áreas de governo, uma no comando da política fiscal, a Fazenda, a outra no comando da política monetária, no caso, o Banco Central”, diz o IEDI.

A indústria, no entanto, não aguarda resultados no curto prazo. Para o setor, o primeiro passo é conquistar a credibilidade dos mercados com um plano para reduzir o ingresso de dólares no País. Assim, afirma o IEDI, os mercados saberão antecipar os resultados de uma estratégia monetária/fiscal, facilitando a contenção da escalada do real.

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Autor: Guilherme Barros Tags: ,

segunda-feira, 4 de outubro de 2010 Finanças, Governo | 18:07

Governo dobra IOF sobre capital estrangeiro

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O ministro da Fazenda Guido Mantega acaba de anunciar a elevação do IOF sobre capital estrangeiro de 2% para 4%, conforme antecipado pelo iG.

“Estamos elevando o IOF para 4% somente para renda fixa e fundos. Não altera a aplicação em bolsa”, afirmou Mantega.

Segundo o ministro, a equipe econômica do governo acredita que há um interesse maior do investidor estrangeiro pela renda fixa.

A medida tem o objetivo de conter a valorização do real em relação ao dólar.

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Finanças, Governo | 17:36

Mercado aguarda elevação do IOF sobre capital estrangeiro

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O mercado financeiro aguarda neste momento um pronunciamento do ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre a atuação do governo no câmbio.

Mantega deverá anunciar uma portaria de elevação do IOF sobre a entrada de capital estrangeiro no País, conforme o iG antecipou.

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terça-feira, 28 de setembro de 2010 Finanças, Governo | 18:10

Tesouro tem usado dólares da dívida para conter alta do câmbio

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O governo tem utilizado a prerrogativa de antecipar as compras de dólares para fazer face aos vencimentos da dívida pública como arma contra a valorização cambial.

Segundo contou uma fonte, a ideia é que essa política seja mantida nos próximos dias, de forma a evitar que suas ações no mercado de câmbio se tornem previsíveis. O limite de compras autorizado é para os próximos dois anos. “As compras estão autorizadas, e vão continuar sendo feitas”, destacou a fonte.

Hoje, em entrevista a jornalistas, o secretário do Tesouro, Arno Augustin, afirmou que o governo já está próximo do montante autorizado para compra de divisas, que, atualmente, é de cerca de dois anos.

Esse limite já foi aumentado em março deste ano, em decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN), que estendeu o prazo de compras de 360 dias para 750 dias. A medida permitiu que o governo, já em abril, entrasse no mercado de câmbio, em função da forte entrada de recursos em razão da alta de juros operada pelo Banco Central.

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Autor: Deco Bancillon, de Brasília Tags: ,

domingo, 26 de setembro de 2010 Finanças, Indicadores | 06:59

Para Bradesco, mesmo com interferências, cenário de longo prazo indica queda do dólar

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Mesmo que países latino-americanos e asiáticos interfiram na trajetória de queda do dólar em relação às suas divisas, a tendência para a moeda é de desvalorização no longo prazo. A avaliação é do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco.

Para o banco, o movimento de queda do dólar acontece basicamente pelos melhores fundamentos dos países emergentes e, em paralelo, conta com a economia americana fragilizada, o que deve influenciar na manutenção da baixa taxa de juros dos Estados Unidos.

No caso do real, o Bradesco acredita que os crescentes saldos negativos em conta corrente observados nos últimos meses, ainda que não enfrentem dificuldades de financiamento, deverão impor limites o movimento de apreciação.

Porém, juntamente com o aumento das intervenções oficiais no mercado cambial, como a do Fundo Soberano, por mais paradoxal que seja, poderá levar a um movimento expressivo de depreciação do câmbio no médio prazo.

A projeção do banco para o saldo comercial é de US$ 69 bilhões negativos em 2011, ante US$ 51 bilhões neste ano.

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Autor: Guilherme Barros Tags: ,

segunda-feira, 20 de setembro de 2010 Finanças, Governo | 17:20

Governo autoriza compra de dólares pelo Fundo Soberano

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O Fundo Soberano do Brasil já está autorizado a atuar no mercado de câmbio para ajudar a conter o derretimento do dólar.

As diretrizes do investimento do fundo foram definidas hoje em reunião do conselho deliberativo do Fundo, conforme antecipou o iG na sexta-feira.

As normas serão divulgadas hoje pela Fazenda.

Atualizada às 18h45 - confira abaixo o comunicado do Ministério da Fazenda:

“Fundo Soberano do Brasil (FSB) poderá adquirir moeda estrangeira

Foi realizada na sexta-feira, 17/09/2010, a primeira reunião do Conselho Deliberativo do Fundo Soberano do Brasil (CDFSB), formado pelos ministros de Estado da Fazenda, do Planejamento, Orçamento e Gestão, e pelo presidente do Banco Central do Brasil.

O Conselho define as diretrizes de investimentos do Fundo Soberano do Brasil (FSB) e sua política de aplicação.

Foram aprovados o Regimento Interno do Conselho, conforme dispõe o art. 3º, inciso XI, do Decreto 7.113, de 19 de fevereiro de 2010, e a autorização para que o Fundo Soberano do Brasil (FSB) faça aplicações em moeda estrangeira.

Não há limite para as operações em moeda estrangeira. As aplicações financeiras do FSB não terão impacto sobre o orçamento, já que se tratam de gestão de recursos do Tesouro Nacional, não constituindo despesa pública.

Com as deliberações, o Gestor do FSB fica autorizado a adquirir moeda estrangeira para realizar as referidas aplicações.”

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sexta-feira, 17 de setembro de 2010 Finanças, Governo | 20:04

Fluxo financeiro é mais forte do que munição do BC, dizem bancos estrangeiros

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Ainda que acredite que o pacote preparado pela Fazenda e pelo Banco Central para conter o derretimento do dólar, a análise de dois economistas de bancos estrangeiros é a de que o enorme fluxo de capitais que tem vindo para o Brasil não será páreo para o poder de fogo do governo.

“Há excesso de liquidez nos mercados, e isso não vai mudar com uma ação mais incisiva do BC ou da Fazenda”, avalia o economista Maurício Molan, especialista em mercado financeiro do espanhol Santander. “Essas iniciativas têm um certo efeito no curto prazo. No IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), por exemplo, o mercado reagiu apenas no começo, mas no longo prazo o que vai determinar o comportamento do câmbio é o fluxo de capitais.”

Roberto Padovani, estrategista-chefe do alemão WestLB, não vê como as medidas possam conter o cenário de câmbio, e diz que, por conta disso, não pretende mudar sua aposta para o comportamento da moeda até o fim do ano. “Os fluxos são constantes, e não vão ser estancados com um conjunto de medidas. Mas é papel do governo agir, até para dar uma resposta política ao mercado”, avalia.

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Autor: Deco Bancillon, de Brasília Tags: , ,

Finanças, Governo | 20:01

Entenda o porquê de o dólar estar derretendo e como isso afeta o País

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A adoção pelo governo de um conjunto de medidas para conter a desvalorização do dólar envolve dois movimentos de compra, um no mercado à vista e outro no futuro.

Ao comprar os dólares que estão sobrando no mercado, o governo força uma valorização da moeda estrangeira nos mercados financeiros, porque haverá mais gente comprando dólares do que vendendo. Essa opção pela compra à vista já é feita hoje pelo Banco Central por meio dos leilões de compras semanais, e impacta diretamente nas reservas externas.

Como tem havido muita oferta de dólar no mercado brasileiro, em função dos investimentos de estrangeiros no País, o descompasso entre a quantidade de pessoas que está vendendo dólares e quem está comprando tem interferido diretamente na cotação do dólar.

Esta semana, o dólar atingiu a menor cotação do ano, girando próximo a R$ 1,70 para a venda. Para alguns especialistas, esse valor ainda é alto, visto que o País deve receber nos próximos dias entre US$ 15 bilhões e US$ 20 bilhões de investidores estrangeiros apenas com a capitalização da Petrobras.

Para que esse dinheiro todo não fique circulando no mercado, fazendo com que o valor do dólar seja menor, em função da oferta maior de moeda, o governo já se manifestou dizendo que vai comprar todo o fluxo que entrar com a capitalização. Para isso, decidiu utilizar os recursos do Fundo Soberano Brasileiro (FSB), espécie de poupança que o governo tem para utilizar em momentos em que o Estado precisa intervir na economia.

Mercado futuro

Há também uma pressão detectada no chamado mercado futuro de câmbio. Temendo que o dólar vá se enfraquecer ainda mais, alguns bancos têm feito contratos de venda de dólar que só serão executados daqui a alguns meses. Esses bancos apostam que é melhor vender o dólar caro que compraram há algum tempo por um preço um pouco menor hoje do que ficar sentado em uma montanha de dólares que começa a perder valor dia a dia.

Para evitar prejuízos ainda maiores, esses bancos vão ao mercado e oferecem contratos de câmbio a valores maios baixos dos praticados hoje. Ainda que pareça um mau negócio agora, a aposta desses bancos é que o dólar vá recuar ainda mais, o que quer dizer que é melhor perder pouco do que perder muito. Os compradores desses contratos são investidores que apostam quem o governo não vai deixar o dólar derreter.

De fato, o governo já disse que vai agir para conter uma desvalorização ainda mais forte do dólar, que, por estar mais barato, encarece o real brasileiro. Como tudo o que o País vende é em reais, quanto mais forte tiver cotada a nossa moeda, mais caro será nosso produto. Com isso, as indústria terão mais dificuldade em colocar seus produtos e, consequentemente, terão de demitir funcionários, gerando desemprego e reduzindo a riqueza do País.

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Autor: Deco Bancillon, de Brasília Tags: , ,

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