Desindustrialização | Guilherme Barros

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Posts com a Tag Desindustrialização

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011 Indústria | 06:03

Pré-sal pode aprofundar quadro de desindustrialização no Brasil, diz Iedi

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A enorme riqueza gerada pelo pré-sal poderá agravar o quadro de desindustrialização da economia brasileira, segundo o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).

Para o Iedi, o modelo atual da economia brasileira está baseada no forte consumo, com investimentos “para o gasto”, com dinâmica exportadora modesta e restrita ao setor primário, e “altamente” importadora.

“Decididamente não é o melhor modelo de desenvolvimento”, diz.

O instituto alerta que o pré-sal pode aprofundar esse quadro, estimulando as exportações dos setores básicos e sustentando o consumo.

O Iedi diz que, com o foco no consumo, o setor de serviços se beneficia. Os resultados já são observados no próprio PIB, com serviços liderando crescimento de 8,8%.

“No entanto, é na indústria que o descompasso aparece nitidamente. Seu PIB desde a crise só cresceu 2,8%, graças à extrativa mineral (+10,7%), construção civil (+11,2%) e serviços industriais como eletricidade (+12,6%).”

O instituto defende predomínio do investimento sobre o consumo e um equilíbrio entre importações e exportações.

“Assim como é decisivo preservar o dinamismo do setor primário e reposicionar de forma radical o balanço entre indústria e serviços, redinamizando o primeiro desses setores”, completa.

Notas relacionadas:

  1. Indústria tem revés em abril e emprego do setor desacelera, diz Iedi
  2. Indústria tem tendência clara de desaceleração, diz Iedi
  3. Apesar do Plano Brasil Maior, Brasil ainda não incentiva a inovação, diz Iedi
Autor: Klinger Portella Tags: , , ,

sexta-feira, 8 de abril de 2011 Governo, Indústria | 08:35

Fabricantes de máquinas alertam governo de São Paulo para desindustrialização

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A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos entregou ontem ao secretário da Fazenda do Estado de São Paulo, Andrea Calabi, uma série de pleitos para que governo estadual evite uma desindustrialização do setor.

As recomendações são na esfera da desoneração tributária, investimentos governamentais, financiamentos e inovações.

O documento foi entregue por Mario Bernardini, assessor econômico da presidência da Abimaq, que aproveitou a ocasião para mostrar o alto número de equipamentos importados pelo País entre janeiro e fevereiro.

Notas relacionadas:

  1. Faturamento dos fabricantes de máquinas caiu 20% em 2009
  2. Vendas de máquinas cresceram 127,7% no bimestre
  3. Participação do BNDES no faturamento do setor de máquinas triplica e já representa mais de 50% no ano
Autor: Guilherme Manechini Tags: , ,

sexta-feira, 8 de outubro de 2010 Finanças | 09:30

Real vai permitir ajuste global do câmbio, diz banco alemão WestLB

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A ideia de que há um descompasso entre o ritmo de crescimento das economias pode ser encarada como o xis da questão dos embates comerciais travados por países em desenvolvimento, que temem perder competitividade com a valorização de suas moedas.

O entendimento é do estrategista-chefe para o Brasil do banco alemão WestLB, Roberto Padovani, que diz acreditar que o real brasileiro tem poder suficiente para influenciar em um possível ajuste global do câmbio.

“A moeda brasileira vai ser uma das moedas que vai permitir um ajuste global do dólar, porque o problema que existe hoje no mundo é que o crescimento de vários países está abaixo do potencial, e outros, como índia e Brasil, estão crescendo muito acima do potencial, o que gera um desequilíbrio global”, afirmou.

O mesmo entendimento teve o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, que disse nesta quinta-feira temer que a iminência de conflitos protecionistas leve o mundo a “repetir os erros da década de 1930”, quando a Grande Depressão abateu Wall Street.

Notas relacionadas:

  1. Brasil quer G20 contra a queda do dólar
  2. Valorização do real afeta cálculos dos juros sobre dívida
  3. Contratações de câmbio batem recorde no Banco do Brasil
Autor: Deco Bancillon, de Brasília Tags: , , ,

Finanças | 09:29

Para economista, Brasil está crescendo o dobro do que tem de crescer

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O Brasil precisa frear seu crescimento, de forma a evitar que seja alvo de uma inflação galopante e de uma concorrência desigual das importações baratas de países em desenvolvimento, segundo acredita o economista Roberto Padovani, estrategista-chefe do banco WestLB.

“Estamos correndo quase o dobro do que a gente podia correr. Nosso PIB potencial é de 4%, e estamos crescendo entre 7,5% e 8%. Esses níveis são insustentáveis”, diz o economista.

Há duas formas de tentar conter esse crescimento, conforme disse Padovani. “Uma coordenada, via inflação, corroendo renda e aumentando juros, o que já está sendo feito de certa forma pelo governo. A segunda é descoordenada, via aumento de importações, o que implica preterir a produção doméstica”, avalia.

Notas relacionadas:

  1. Câmbio valorizado pode antecipar limite para crescimento econômico do País, diz Iedi
  2. Para Tesouro, alta do real não é impedimento para novas emissões em dólar
  3. Para português BES Investimento, reduzir imposto é mais eficiente do que desvalorizar o câmbio
Autor: Deco Bancillon, de Brasília Tags: , , ,

quarta-feira, 25 de agosto de 2010 Indústria | 12:43

Não há desindustrialização no Brasil, diz FGV

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Não existe desindustrialização no Brasil. Acontece que desde 1970, o País passou por uma industrialização acima da média que, agora, vem se restabelecendo ao padrão observado na economia internacional. “Por outro lado, no período mais recente, e, especialmente, na saída da turbulência global, há sinais novos de possível perda de competitividade industrial”, diz o Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) da Fundação Getúlio Vargas em carta intitulada A desindustrialização brasileira em debate.

O artigo procura angariar subsídios para argumentar por que o segundo setor da economia brasileira estaria enfrentando um momento de desindustrialização para o qual muitos economistas frequentemente vêm chamando a atenção em suas análises.

Os principais motivos geradores dessa desconfiança, segundo o IBRE, estão na valorização do real, crise financeira mundial e o que chama de “efeito China”, em referência à aposta do País asiático nos países emergentes e ao específico caso da concorrência, por vezes desleal, de seus produtos manufaturados com os nossos.

“À luz da experiência internacional, até 2008, o processo de desindustrialização no Brasil está ocorrendo dentro do padrão”, comenta a carta. Mesmo assim, o artigo destaca preocupação necessária em torno da valorização cambial e dos recentes e contínuos déficits em conta corrente pelo Brasil como preocupantes pontos de interrogação:

“Assim, se até 2008 não havia evidência de desindustrialização no Brasil, será que a valorização adicional da moeda nos dois últimos anos, associada ao “efeito China”, pode ter sido a gota d’água para deslanchar aquele processo indesejável?” Para esse risco, a FGV orienta a não alteração da atual política macroeconômica e cambial.

Notas relacionadas:

  1. Indústria vai sair da crise no começo de 2010, diz IEDI
  2. Insumos industriais e outros bens intermediários puxam a menor prévia do IGP-M no ano
Autor: Cristiano Zaia, de Brasília Tags: , ,