“Não era do nosso interesse vender a Cimpor”, afirma o empresário português Manuel Fino, 85 anos
Aos 85 anos, Manuel Fino, um dos 20 homens mais ricos de Portugal, rejeitou no mês passado uma proposta bilionária para vender sua participação, de 10,7%, no capital da Cimpor, disputada por três grupos brasileiros nos últimos meses.
“Não quis vender a participação na Cimpor. Não era do nosso interesse”, afirmou Manuel Fino, em entrevista exclusiva ao iG feita por telefone do seu escritório em Lisboa.
Manuel Fino recebeu propostas bilionárias – se fala em R$ 2 bilhões – para vender sua participação na Cimpor. Os três grupos brasileiros foram Votorantim, Camargo Corrêa e CSN.
Para alguns amigos, ele deu o seguinte motivo: “Não preciso de dinheiro”.
Bem disposto, apesar dos 85 anos, Manuel Fino tem planos arrojados de expansão do grupo. Ele não revela, mas já admitiu a pessoas próximas que quer adquirir uma construtora no Brasil.
Hoje, o empresário preside o conselho de administração do grupo SGPS, que atua nos setores de construção civil, concessões, indústria e imobiliário. Sua construtora é a terceira maior de Portugal.
Seu filho, José Manuel Filho, é que está a frente da gestão.
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