BNDES | Guilherme Barros

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Posts com a Tag BNDES

domingo, 11 de dezembro de 2011 Educação | 13:49

Centro Celso Furtado promove palestra com o economista James Galbraith

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O Centro Internacional Celso Furtado promove na segunda-feira uma conferência com James Galbraith. O economista norte-americano falará sobre “A grande crise financeira e os estudos de economia: um balanço após três anos”.

Entre os temas estará a atual crise europeia.

O evento acontece no BNDES, no Rio.

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Autor: Guilherme Barros Tags: ,

quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Finanças | 13:10

Luciano Coutinho discute atuação de bancos de desenvolvimento

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Luciano Coutinho (Foto: Greg Salibian/iG)

Em Washington no início da semana para a reunião do FMI e Banco Mundial, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, participou no domingo da reunião inaugural de um grupo criado para coordenar a atuação de bancos de desenvolvimento de todo o mundo.

O foco da primeira reunião do Clube Internacional de Financiamento ao Desenvolvimento foram as questões ligadas à sustentabilidade. “A ideia é que as instituições de desenvolvimento cheguem com propostas comuns à Rio+20”, disse Coutinho, referindo-se à conferência da ONU que acontece no ano que vem no Rio de Janeiro.

Durante o encontro, Coutinho destacou como ingredientes essenciais para o crescimento a adoção de práticas sustentáveis, a preocupação com a inclusão social, a busca da inovação e a realização de investimentos em infraestrutura.

O novo clube de bancos de desenvolvimento vai se reunir semestralmente, em paralelo aos encontros realizados pelo FMI e Banco Mundial.

Além do BNDES, integram o grupo de 19 instituições a Corporação Andina de Fomento e agências e bancos de desenvolvimento de China, Alemanha, Japão, Coreia do Sul, Rússia, Índia, México, Turquia, e África do Sul, entre outros. A presidência é de Ulrich Schroeder, chefe do alemão KfW, e Coutinho é um dos quatro vice-presidentes.

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Autor: Guilherme Barros Tags: , ,

segunda-feira, 12 de setembro de 2011 Finanças | 12:03

Recursos do BNDES para São Paulo caem 22,5% no ano

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As operações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no Estado de São Paulo ficaram mais pulverizadas neste ano.

Entre janeiro e julho, o número de operações do banco para o Estado totalizaram 11.415, um crescimento de 42,8% frente a igual período do ano passado.

Já o volume liberado caiu 22,5%, para R$ 18,6 bilhões.

Para o BNDES, a elevação no número de operações mostra o crescimento da participação das micro, pequenas e médias empresas nas operações.

As companhias elevaram a participação nos desembolsos de 26% para 34% do total nos sete primeiros meses de 2011.

Os projetos de infraestrutura em energia elétrica e transporte ferroviário lideram a lista de desembolsos, com R$ 782,7 milhões e R$ 85 milhões, respectivamente.

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Autor: Guilherme Barros Tags: , ,

quarta-feira, 24 de agosto de 2011 Infraestrutura | 11:03

Infraestrutura tem 38% desembolsos do BNDES no semestre

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Os projetos de infraestrutura concentraram 38% dos desembolsos do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no ano passado.

O volume é próximo ao registrado no ano passado, quando o percentual ficou entre 30% e 40%.

Os números foram confirmados pela gerente de infraestrutura do BNDES, Ligia Barros das Chagas, que participou ontem do Seminário Competitividade Brasil, da Amcham.

Do montante destinado à infraestrututura, hidrelétricas e logística tiveram as maiores liberações,com 41% e 25% do total, respectivamente.

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Autor: Klinger Portella Tags: , , ,

terça-feira, 23 de agosto de 2011 Finanças | 10:18

Castro foi o pensador mais instigante do desenvolvimento brasileiro, diz Octavio de Barros

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Para o economista-chefe do Bradesco, Octavio de Barros, Antônio Barros de Castro foi um “grande mestre” e “o pensador mais instigante do desenvolvimento brasileiro”.
 
O ex-presidente do BNDES morreu no último domingo (21), após o desabamento da laje de seu escritório em sua casa no Humaitá, zona sul do Rio de Janeiro.
 
Veja a seguir a nota de Octavio de Barros:
 
Antônio Barros de Castro dedicou a sua vida a pensar caminhos ótimos para o desenvolvimento, desprezando os atalhos perigosos tão atrativos aos incautos.
 
Castro foi um grande mestre que tive e que me ensinou a necessidade de “sairmos da caixa” e irmos em busca da compreensão das coisas sem dogmas e sem arrogância.
 
Quantas vezes discutimos possibilidades e tendências duradouras na nova economia brasileira em um mundo sinocêntrico. Sempre foi um pesquisador e professor como se deve ser e que honra genuinamente a profissão de economista. Estudou muito. Leu muito. Ensinou muito. Educou muito.
 
Para mim, que tive um convívio intelectual rico com ele em diferentes momentos da minha vida, guardarei na memória a figura honesta, íntegra e apaixonada pelas ideias construtivas. Sua sede de conhecimento era impressionante.
 
Castro nos deixa no auge de uma das reflexões mais profícuas de sua vida que é a relação da China com o mundo emergente e com o Brasil em particular. Certamente nos ajudaria a buscar caminhos para lidar com esse imenso desafio das próximas décadas. A pesquisa em economia do desenvolvimento talvez nunca mais seja a mesma, sem as ideias vibrantes e instigantes do Castro.
 

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  3. Morre um pensador do mundo real da economia
Autor: Guilherme Barros Tags: , , ,

segunda-feira, 22 de agosto de 2011 Finanças | 11:00

Morre um pensador do mundo real da economia

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Um dos mais fiéis representantes da corrente cepalista, o economista Antônio Barros de Castro, que morreu ontem em seu escritório na sua casa em Humaitá, na zona Sul do Rio, será lembrado como um dos maiores pensadores contemporâneos da história econômica do País.

Detalhista, aplicado e inquieto, Barros de Castro foi, sobretudo, um dos primeiros acadêmicos do Brasil a pensar o país pelo mundo real da economia.

Entre sua vasta obra, dois livros se destacam. Os clássicos “Introdução à Economia, uma análise estruturalista”, que fez junto com Carlos Lessa e que serve de porta de entrada a todo estudante que se inicia no curso de economia, e “A economia brasileira em marcha forçada”, que escreveu com Francisco Eduardo Pires de Souza e que descreve a transformação da indústria brasileira no período militar.

Estive com ele várias vezes no seu escritório na sua casa em Humaitá, onde ele morreu, seu lugar predileto para ler, pensar e conceder entrevistas.

Barros de Castro tinha uma compreensão do mundo sempre com a preocupação histórica de longo prazo. Era uma usina de ideias.

Fiz e refiz várias entrevistas com ele. O perfeccionista Barros de Castro sempre tinha uma frase, um raciocínio novo, uma palavra para acrescentar à sua ideia original, já genial, inovadora, avançada, mas sua inquietação intelectual nunca o deixava conformado.

Quando presidente do BNDES no governo Itamar Franco, teve de várias vezes, sempre com a sua eterna paciência e didatismo, conter os arroubos românticos do seu chefe.

Numa das vezes que fui visitar Castro no BNDES, ele tinha acabado de receber um dos vários pedidos do então presidente Itamar Franco.

Itamar Franco queria que o BNDES socorresse o Jornal do Brasil, já nos extertores.

O BNDES proíbe qualquer tipo de financiamento a órgãos de comunicação. Castro riu do pedido, e foi a Brasília explicar a Itamar. O mundo real contrastava com o mundo romântico.

Nos últimos anos, se dedicou a estudar a influência da China sobre o Brasil e o mundo. Foi ele o responsável, muito antes de a crise de 2008 mostrar a cara, por criar a expressão “sinocêntrico” (o mundo liderado pela China).

Castro enxergava longe. Seus textos devem ser revistos.

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  2. Banco do Brasil desembolsa R$ 6,5 bilhões e triplica repasses do BNDES no ano
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Autor: Guilherme Barros Tags: , ,

Energia | 06:02

Coutinho diz a empresários que governo vai baixar preço da energia

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O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, se reuniu com empresários do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), na semana passada, em São Paulo.

No encontro, ele disse que o governo vai baixar os custos da energia.

Os empresários manifestaram muito pessimismo com relação ao futuro da indústria, por conta da concorrência com os importados.

Para eles, o Brasil Maior é insuficiente e precisaria de medidas com maior abrangência.

Os representantes da indústria defenderam a reforma tributária, a redução dos custos de produção, a queda dos juros e do chamado custo Brasil.

Coutinho ouviu as reivindicações e disse que o Brasil Maior foi o primeiro passo dado pelo governo.

O presidente do BNDES confirmou que a próxima etapa é a redução do custo da energia.

Ele disse, ainda, que o governo investirá pesado em infraestrutura.

Na avaliação sobre a atual crise econômica, o presidente do BNDES afirmou que o Brasil deve crescer menos, mas que o País não deverá ser muito impactado pelo choque externo.

Ele acredita que a turbulência atual não será tão grave quanto a de 2008.

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quarta-feira, 17 de agosto de 2011 Indústria | 09:22

Luciano Coutinho se encontra com empresários do Iedi

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O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, irá se reunir amanhã, em São Paulo, durante um jantar, com empresários do Iedi.

Na pauta, entre outros assuntos, o novo plano de política industrial, Brasil Maior. Os empresários defendem a ampliação do programa.

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Empresas | 06:01

Desembolsos do BNDES para São Paulo caem 22% no semestre

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Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para as grandes empresas do Estado de São Paulo recuaram 30% no primeiro semestre do ano.

Foram liberados, ao todo, R$ 10,176 bilhões para companhias de grande porte, contra R$ 14,553 bilhões de igual período de 2010.

O segmento de micro e pequenas empresas foi o único a receber um volume maior de dinheiro nos seis primeiros meses do ano.

O BNDES liberou R$ 3,212 bilhões para as MPEs, contra R$ 2,642 bilhões em 2010, um crescimento de 22%.

Ao todo, os desembolsos do banco para as companhias paulistas recuaram 22%, totalizando R$ 15,431 bilhões.

As MPEs responderam, também, pelo maior crescimento no número de operações no semestre.

Foram 74.695, contra 47.802 de 2010, um crescimento de 56%.

As operações para grandes empresas recuaram 6% no semestre, de 7.595 para 7.144 em 2011.

Segundo Felipe Salto, economista da Tendências Consultoria, “é natural que as operações para as MPEs continue aumentando”.

Ele destaca, entretanto, que não há uma tendência de mudança de perfil de atuação do BNDES.

“O BNDES continua fazendo operações orientadas por uma visão de formar grandes empresas, campeãs nacionais, com capacidade de competir lá fora e dominar o mercado doméstico”, completou.

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segunda-feira, 25 de julho de 2011 Governo | 18:35

Luciano Coutinho recebe Troféu Integração do CIEE

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O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, será homenageado pelo Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE).

Coutinho receberá da entidade o Troféu Integração, pelas ações em prol do desenvolvimento do País.

A cerimônia acontecerá na próxima sexta-feira, em São Paulo.

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terça-feira, 12 de julho de 2011 Governo | 13:16

BNDES vai oficializar sua saída da fusão de supermercados

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O BNDES deve divulgar nota hoje à tarde comunicando que não irá mais participar do negócio envolvendo a fusão do Pão de Açúcar com o Carrefour no Brasil.

O BNDES vai alegar o fato de os dois sócios, Pão de Açúcar e Casino, não terem chegado a um acordo, hoje, em reunião em Paris, mas o negócio desagradou a presidenta Dilma Rousseff, que pediu para o banco desistir de apoiar o empresário Abilio Diniz.

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terça-feira, 5 de julho de 2011 Empresas | 16:22

Dilma determina que Pão de Açúcar fique restrito ao BNDES

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A presidenta Dilma Rousseff determinou que o governo fique de fora das negociações envolvendo a fusão do Pão de Açúcar com o Carrefour.

Dilma acha que esse assunto é restrito à esfera do BNDES e o governo não vai se manifestar sobre o tema.

Nem o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que vai tirar uns dias de férias na semana que vem, tem participado dessas discussões.

O assunto está restrito a Luciano Coutinho, presidente do BNDES.

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segunda-feira, 4 de julho de 2011 Empresas | 20:32

Reunião entre BNDES e Casino durou uma hora

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O encontro entre o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e do presidente mundial do Casino, Jean-Charles Naouri, durou uma hora.

O teor do encontro não foi divulgado, e também não há previsão de divulgação de nota.

Também não há confirmação de encontro de Naouri com o ministro Fernando Pimentel.

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Empresas | 11:13

BNDES vai exigir garantia de gestão brasileira no Novo Pão de Açúcar

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Para garantir que a nova empresa formada pela fusão entre o Pão de Açúcar e o Carrefour continue em mãos de brasileiros, o BNDES vai exigir algum tipo de mecanismo de proteção para que o empresário Abilio Diniz não venda sua participação, como o fez a alguns anos atrás para o grupo francês Casino.

O mecanismo não seria uma golden share, instrumento normalmente utilizado para conceder ao Estado um poder especial de garantia de controle da empresa,  mas essa ferramenta está sendo questionada na União Européia e provavelmente não seria aceita na negociação envolvendo os dois outros sócios do Pão de Açúcar, os franceses Casino e Carrefour.

A ideia é de se criar um mecanismo de gestão compartilhada envolvendo um acordo entre Abilio Diniz e o próprio BNDES.

Essa, segundo fontes próximas à negociação, seria a principal razão para justificar a participação do BNDES no negócio. O banco quer manter o grupo supermercadista em mãos de brasileiros, já que há a ameaça de, caso o Casino assuma no ano que vem o controle do Pão de Açúcar, como está previsto em contrato, os grandes grupos do setor no Brasil passem ser estrangeiros.

O problema, no entanto, é que foi o próprio Abilio Diniz que vendeu sua participação para o Casino. O BNDES quer uma garantia de que isso não vai se repetir, caso o negócio seja fechado.

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segunda-feira, 20 de junho de 2011 Finanças | 12:35

BNDES deveria explicar mais seus custos, diz Ibre-FGV

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O Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas (FGV) cobra uma relação mais transparente no processo de financiamento do BNDES e defende que os aportes do Tesouro Nacional para o banco sejam discutidos no Congresso Nacional.

Com a crise de 2008, explica o Ibre, os recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) que eram parcialmente usados para financiar o BNDES se tornaram escassos, já que aumentou o número de desempregados no País sacando o seguro-desemprego.

A capitalização do banco passou a ser feita via empréstimos junto ao Tesouro Nacional. De 2007 a outubro de 2010, foram liberados R$ 236 bilhões ao BNDES, segundo o Ibre.

“Não se deve perder de vista que, ao contrário dos subsídios do FAT, esse esquema não tem o amparo nem de um texto legal específico, nem de uma longa tradição na arquitetura institucional do País”, diz a carta.

A sugestão do Ibre é que a relação do BNDES com o Tesouro siga os moldes do crédito agrícola, que é parcialmente financiado pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf),

“À luz da experiência com o Pronaf, o BNDES deveria remunerar o Tesouro pelos seus empréstimos, com a taxa Selic, neutralizando de forma integral o custo de captação dos recursos”, afirma o Ibre.“Estes, por sua vez, seriam emprestados a programas prioritários, decididos pelo governo — ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, em comum acordo com o BNDES — a taxas inferiores à Selic”, completa.

O Congresso, por sua vez, aprovaria um aporte de recursos anual para compensar a diferença entre o custo Selic e as taxas subsidiadas pagas pelos clientes finais. Quando o total de subsídios atingir o valor aprovado pelo Congresso, o Tesouro ficaria impossibilitado de fazer novos aportes ao banco.

“Com essa arquitetura, a relação entre o Tesouro e o BNDES ficaria plenamente transparente, e o governo poderia dar continuidade à sua política industrial deixando claros os seus custos”, conclui o Ibre.

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Finanças | 12:33

FGV compara BNDES de hoje ao do governo militar

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A proeminência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) desde o estouro da crise mundial, a partir de setembro de 2008, só pode ser comparada ao período desenvolvimentista dos anos 1970, durante o regime militar.

A análise consta na carta de junho do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

“A nova feição do BNDES nos últimos anos aproxima-se mais, sem dúvida, do período do regime militar, em que o banco apoiou a formação de conglomerados nacionais e a instalação no País de indústrias de base, do que da contribuição que daria posteriormente para a reforma e o enxugamento do Estado brasileiro”, disse o Ibre.

O BNDES, diz o instituto, se lançou em uma estratégia mais intervencionista no segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, com formação e fortalecimento de conglomerados privados e apoio a “estatais poderosas com a Petrobras”.

O Ibre alerta, entretanto, que os erros do passado não sejam repetidos. “Para tanto, o BNDES deve ser cauteloso na escolha dos grupos econômicos a serem beneficiados com suas linhas de financiamento, evitando, assim, grandes prejuízos em seu balanço.”

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sexta-feira, 17 de junho de 2011 Governo | 12:54

Empresários estranham distanciamento de Luciano Coutinho do governo

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Luciano Coutinho (Foto: Greg Salibian/iG)

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, anda um pouco distante das principais reuniões do Palácio do Planalto.

Circula entre empresários que haveria algum descontentamento de Coutinho com os rumos da política econômica.

Antes da posse de Dilma, Coutinho era cotado como um dos nomes fortes da equipe econômica.

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Empresas | 05:42

Visa amplia benefícios para clientes do Cartão BNDES

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Para comemorar o aniversário de um ano do Clube de Negócios, programa da Visa que oferece benefícios exclusivos para micro, pequenos e médios empresários, a partir de agora, os portadores do Cartão BNDES Visa também poderão usufruir das informações, promoções e interatividade da ferramenta.

O programa oferece informações que permitem aos empresários fazer cursos-online, troca de experiências com outros empresários, além de ter acesso a promoções em estabelecimentos comerciais selecionados.

O BNDES disponibilizou mais de R$ 17 bilhões através dessa linha.

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segunda-feira, 30 de maio de 2011 Infraestrutura | 15:30

Brasil deve pensar a infraestrutura para 20 ou 30 anos, e não 10, diz Coutinho

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O Brasil precisa pensar 20 ou 30 anos à frente em questões de infraestrutura, e não apenas dez, na opinião do presidente do BNDES, Luciano Coutinho.

Ele participa do Rio Investors Day, que acontece até amanhã no Rio.

Coutinho afirmou que há setores com potencial de crescimento e investimentos muito grandes no País, como óleo e gas, infraestrutura de energia, construção e agronegócio.

“Dentro dessas áreas, o Rio temgrandes oporunidades de investimento”, afirmou.

Ele acrescentou que o BNDES vê uma perspectiva dea ascenção dos investimenos nos próximos anos para perto de 23% do PIB.

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sexta-feira, 13 de maio de 2011 Empresas, Governo | 18:19

BNDES registra primeira queda de desembolsos desde 2006

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Após cinco anos de crescimento consecutivo, o volume de desembolsos do BNDES recuou pela primeira vez no acumulado de janeiro a março. Na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, os desembolsos caíram 2%, encerrando o período em cerca de R$ 24 bilhões.

A queda ocorreu por conta da forte base de comparação, pois no primeiro trimestre de 2010 houve um crescimento de 37% em relação ao ano anterior, para R$ 25,5 bilhões. Além disso, o resultado vem em linha com a meta do governo de desacelerar o ritmo de expansão da economia.

No ano passado, os desembolsos para pequenas e médias empresas representaram 27% do total liberado pelo banco. Neste ano, a participação ainda é crescente.

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, tem afirmado que o volume de desembolsos deste ano será semelhante ao de 2010, R$ 143,6 bilhões, sem incluir a capitalização da Petrobras.

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Autor: Guilherme Barros Tags: , ,

Empresas, Governo | 08:08

Demarest e Almeida promove debate sobre financiamentos do BNDES

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O escritório de advocacia Demarest e Almeida, junto com o escritório alemão Noerr, realiza, no dia 25, em São Paulo, um debate para discutir os financiamentos de bancos governamentais às empresas dos dois países.

“Há um interesse crescente de empresas e financiadores de ambos os lados, por isso reunimos os dois escritório, além do BNDES e do banco governamental alemão KfW IPEX – Bank Alemanha”, diz o sócio António Aires, do Demarest.

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quinta-feira, 5 de maio de 2011 Agronegócio | 20:41

Ministério da Pesca discute com estados ampliação da produção na Amazônia

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O Ministério da Pesca e Aqüicultura agendou reunião, na segunda-feira, em Brasília, com o BNDES e representantes dos estados que formam a Amazônia Legal para discutir a ampliação da produção de pescado na região.

Um dos temas a ser abordado é a estratégia para o financiamento do Fundo Amazônia/BNDES.

Além da ministra Ideli Salvatti, da Pesca e Aquicultura, já confirmaram presença os secretários estaduais Eron Bezerra, do Amazonas, Cláudio Azevedo, do Maranhão, Rodolfo Pereira, de Roraima, e José Roberto Afonso Pantoja, do Amapá.

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sexta-feira, 29 de abril de 2011 Empresas, Política Monetária | 17:34

Nobel de Economia Edmund Phelps abrirá 23ª edição do Fórum Nacional, no BNDES

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(Foto: Getty Images)

O Nobel de Economia Edmund Phelps abrirá o debate da 23ª edição do Fórum Nacional, que acontecerá de 16 a 19, no BNDES.

Este ano, o tema do evento será a “Visão de um Brasil Desenvolvido para participar da Competição do Século”. O fórum é promovido pelo Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae).

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Autor: Guilherme Barros Tags: , , , ,

terça-feira, 26 de abril de 2011 Commodities, Energia, Governo | 06:00

Brasil vai dobrar produção de etanol em dez anos, diz Ometto

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O governo trabalha na elaboração de um plano para dobrar a produção brasileira de etanol em dez anos. A informação é do empresário Rubens Ometto, principal nome do setor hoje no País.

Segundo ele, a estratégia para elevar a produção está sendo traçada em conjunto com a União da Indústria da Cana-de-Açúcar e com o BNDES.

O objetivo é acompanhar o crescimento do uso do etanol como principal combustível dos automóveis e evitar o encarecimento do produto em épocas de entressafra.

Atualmente, o Brasil produz cerca de 27 bilhões de litros do combustível por ano. Para dobrar o volume, seria necessário também dobrar a área de cultivo.

Pelas contas da Unica, a cana-de-açúcar ocupa cerca de 1% das terras cultiváveis do Brasil, o que significa algo em torno de sete milhões de hectares.

A ampliação também reduziria o volume de importações do combustível. Neste início de ano, com a entressafra, o Brasil importou 200 milhões de litros de etanol dos Estados Unidos.

O plano deve ser apresentado nos próximos dias.

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Autor: Guilherme Barros Tags: , , , ,

segunda-feira, 25 de abril de 2011 Energia, Governo | 06:08

Financiamento do BNDES ao setor elétrico vai crescer 32,3% e chegar a R$ 18 bilhões em 2011

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O setor de infraestrutura, que no ano passado absorveu R$ 52 bilhões em financiamentos do BNDES, continua firme este ano, impulsionado pelo segmento de energia.

As liberações do BNDES para o setor (sem considerar petróleo e gás) deverão somar R$ 18 bilhões no ano, o que representa um crescimento de 32,3% em relação aos desembolsos do ano passado, R$ 13,6 bilhões.

A maior parte dos financiamentos, cerca de R$ 7,3 bilhões, é para projetos em geração hidrelétrica (Usinas Hidrelétricas e Pequenas Centrais Hidreléticas).

Outros R$ 7,7 bilhões estão divididos entre projetos de transmissão, distribuição e geração de energia eólica.

No caso da transmissão, a previsão do BNDES é de desembolsar R$ 3 bilhões. Já a geração de energia eólica e a distribuição têm estimativa de, respectivamente, R$ 2,5 bilhões e R$ 1,7 bilhão.

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quarta-feira, 13 de abril de 2011 Finanças, Governo | 17:58

Declarações de Coutinho em relação ao câmbio refletem divisão do governo

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As recentes declarações de Luciano Coutinho, presidente do BNDES, com críticas ao fato de o governo ter priorizado o combate à inflação e abandonado o câmbio refletem a divisão que existe dentro da equipe econômica em relação à essa decisão.

Há uma queda de braço muito evidente e que já chegou ao conhecimento do Palácio do Planalto.

De um lado, há o grupo que defende a ideia de não se fazer nada em relação ao câmbio. O governo tem cálculos indicando que, se o câmbio atingir a faixa de R$ 1,55 ou R$ 1,50, o Banco Central não precisaria subir muito os juros.

Os defensores dessa tese, que parece estar prevalecendo até agora, são Antonio Palocci, o Banco Central e Nelson Barbosa, secretário-executivo do Ministério da Fazenda.

Mas há também o grupo que defende uma ação mais enérgica em relação ao câmbio, um aprofundamento das medidas tomadas até agora, mas sem a adoção de controle de capital.

Os maiores advogados dessa política de uma ação mais enérgica para frear a queda do dólar são Fernando Pimentel, Guido Mantega, e Luciano Coutinho.

A grande preocupação desse segundo grupo é com a ameaça de desindustrialização do Brasil. Com o câmbio a R$ 1,50, o industrial brasileiro iria preferir importar o seu próprio bem do que produzi-lo.

A presidenta Dilma Rousseff ainda não tomou uma decisão. Há bons e fortes motivos para os dois lados.

A inflação pode prejudicar a sua popularidade, mas o câmbio pode gerar desemprego

Por enquanto, tudo leva a crer que o governo preferiu jogar a toalha em relação ao câmbio, mas são impressões.

O que se sabe, no entanto, é que tudo que a Dilma não quer é que os seus ministros debatam essa questão em público.

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Autor: Mariana Sant'Anna Tags: , , ,

segunda-feira, 11 de abril de 2011 Agronegócio | 06:03

Governo tem de regular distribuição para garantir estabilidade no preço do etanol, afirma Unica

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Na avaliação de Antonio de Padua Rodrigues, diretor técnico da Unica – entidade que reúne os produtores de cana-de-açúcar –, falta o governo criar uma política de regulação para o etanol assim como criou para a gasolina.

“A gasolina é comprada de um só fornecedor. O etanol, não. Daí, a responsabilidade sobra para o produtor”, diz.

Segundo Rodrigues, a tentativa do governo de incentivar a estocagem do etanol com a liberação de linhas de crédito não funcionou devido ao movimento do mercado.

“O financiamento foi perdendo suas vantagens com as condições de mercado. Os produtores perderam o interesse.”

Como a linha de crédito criada pelo BNDES era operada por agentes bancários credenciados junto ao banco, não houve dinamismo suficiente para que as taxas de crédito ainda fossem atrativas aos produtores.

Para Rodrigues, mais fácil que capitalizar todos os produtores para gerar o estoque do etanol, é criar uma política regulatória de estocagem junto aos distribuidores.

“Precisa mexer na tancagem mínima prevista na legislação. Para a gasolina você já tem essa política. Por que para o etanol não tem?”

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Autor: Daniela Almeida Tags: , , ,

quinta-feira, 7 de abril de 2011 Agronegócio | 18:56

Preço do etanol nos postos começará a cair em até 10 dias, aponta centro de pesquisas da USP

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De acordo com a professora e pesquisadora do Cepea/USP, Mirian Piedade Bacchi, a queda no preço do etanol para as usinas já chega a 16% no acumulado dos últimos 15 dias.

Para Mirian, o resultado medido pelo centro de estudos significa que em até 10 dias o preço do álcool deve começar a cair também para o consumidor final.

“O volume negociado até agora não foi tão grande. Não houve volume que gerasse pressão suficiente para a queda do combustível, mas isso deve acontecer de sete a 10 dias”, afirma.

Segundo Mirian, o aumento do etanol é reflexo da crise financeira mundial de 2009 – quando houve um freio dos investimentos no setor – das condições climáticas que prejudicaram a safra 2010/2011 e da dificuldade na obtenção de crédito pelos usineiros.

“Muitos usineiros não estão em boas condições financeiras e não conseguiram atender às garantias necessárias para a obtenção de crédito junto ao BNDES.”

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Autor: Daniela Almeida Tags: , , ,

Agronegócio, Governo | 17:40

Usineiros deixam de usar R$ 1,721 bilhão em crédito do BNDES para estocagem de etanol

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Dos R$ 2,4 bilhões disponibilizados aos usineiros pelo BNDES por meio do Programa de Apoio ao Setor Sucroalcoleiro, apenas R$ 679 milhões foram utilizados.

O programa foi lançado em abril de 2009 pelo banco e anunciado pelo então ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, para evitar oscilações no preço do álcool combustível durante a entressafra da cana-de-açúcar.

De acordo com as estimativas do governo, na época, o crédito permitiria a estocagem de cerca de 5 bilhões de litros de álcool na safra 2009/2010.

O programa, que seria encerrado em fevereiro de 2010, chegou a ser adiado até 31 de dezembro do ano passado.

Fontes ligadas ao comércio de combustíveis apontam como razão para o fracasso do programa, a irregularidade fiscal de muitos usineiros.

Já fontes ligadas aos produtores, argumentam que a adesão ao programa previa uma série de exigências, o que dificultava a tomada de crédito.

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quarta-feira, 6 de abril de 2011 Governo | 11:09

Governo não tem definição se vai ou não mexer no câmbio para barrar a queda do dólar

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O grande debate no governo hoje é se devem ou não ser adotadas medidas para frear a queda dólar na economia.

Nos últimos dias, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, tem dado declarações a favor da adoção de medidas para conter esse processo, mas também não se esperava que ele dissesse o contrário.

Ontem, Luciano Coutinho, presidente do BNDES, também defendeu medidas nesse sentido.

Na verdade, o governo já vem adotando medidas no câmbio há pelo menos um ano, mas não tem obtido êxito. No curto prazo, até consegue um alívio, mas, logo depois, o dólar volta a despencar.

O Chile tentou adotar medidas mais severas para evitar a sobreapreciação da sua moeda, como ocorre no Brasil, mas não conseguiu. E, agora, parece ter desistido de vez de segurar o câmbio. A prioridade passou a ser a inflação. O custo no Chile pode ser o presidente do BC de lá não ter seu mandato renovado neste ano.

Diante da brutal liquidez hoje no mundo, países como Brasil, que têm juros altos e está com sua economia equilibrada, se tornam alvos principais desse dinheirão que percorre o planeta em busca de boas oportunidades.

Há muito pouco a se fazer numa economia com o câmbio flutuante.

O Banco Central e setores importantes da Fazenda defendem a tese de que, agora, a prioridade tem que ser mesmo o combate à inflação, o que significa que, no máximo, o que o governo tem que fazer é evitar um derretimento abrupto do dólar. O Banco Central tem feito isso no dia a dia.

Ou seja, cada vez mais prevalece na equipe econômica a tese de que qualquer tentativa hoje de tentar manipular o câmbio não só será inútil como também irá deixar de ajudar a reduzir a inflação.

A equipe econômica tem consciência de que o câmbio hoje é uma das principais ferramentas que o Banco Central conta para evitar uma elevação dos juros acima das expectativas.

O fato é que o governo não está convicto se deve ou não mexer no câmbio.

É incompatível ter câmbio fixo com regime de metas de inflação, como diz o economista José Márcio Camargo, da Opus Investimentos.

Ou, como também diz o ex-ministro Delfim Netto, o dólar só vai parar de cair no País no curto prazo quando os juros baixarem, o que não se imagina neste momento.

Por enquanto, a opção do governo parece ser a de esperar um pouco mais. Todos os países do mundo começaram a subir os juros preocupados com a inflação. Amanhã será a vez do Banco Central Europeu.

Só faltam os Estados Unidos, que deve demorar um pouco mais, mas, em algum momento, se espera que também interrompa esse longo período de afrouxo monetário e que é o principal responsável por essa brutal liquidez na economia global.

O movimento de elevação dos juros no mundo deve reduzir esse ingresso maciço de dinheiro no país e fazer com que o câmbio se equilibre.

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Autor: Guilherme Barros Tags: , , , ,

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