O resultado anunciado hoje pelo Banco do Brasil, apesar de mostrar uma leve desaceleração do crescimento da carteira de crédito, indica que a elevação dos juros e as medidas macroprudenciais adotadas pelo governo não tiveram o efeito desejado.
Segundo o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, os principais bancos do País, com exceção da Caixa, que ainda não divulgou o balanço, expandiram suas carteiras de crédito no primeiro trimestre deste ano.
“Apesar das medidas anunciadas e do aumento dos juros, o crédito, mesmo em bancos estatais, seguiu em expansão”, afirmou Agostini.
A carteira de crédito do BB terminou o primeiro trimestre em R$ 364,66 bilhões, alta de 1,8% sobre o total registrado em dezembro de 2010. Itaú Unibanco, Bradesco e Santander ampliaram o crédito, respectivamente, em 2,2%, 4% e 2,7%.
“As medidas macroprudenciais são do início de dezembro e eram para ter resultado automático. Esse crescimento do crédito significa que não tiveram o efeito desejado”, disse o economista.
Para ele, na comparação da evolução anual, ou seja, contra o mesmo período do ano anterior, o dado revela relativo arrefecimento. Porém, na comparação contra o trimestre imediatamente anterior, que mostra melhor os efeitos das medidas no curto prazo, a tendência ainda é de alta, passando de 17% em março de 2010, para 22,4% em março deste ano.

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