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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011 Política | 09:28

Armando Monteiro pretende dividir mandato entre agenda econômica e social

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O senador e ex-presidente da CNI Armando Monteiro definiu a estratégia para o início de seu mandato no Senado. Ele quer atuar em duas frentes: economia e cidadania.

Na primeira, segundo Monteiro, o objetivo é trabalhar em prol das reformas estruturais e dos temas caros à indústria brasileira. “Contra a burocracia e a alta carga tributária e a favor de melhorar o ambiente de operação das empresas, tornando-as mais competitivas”, afirmou.

Monteiro também vai integrar a Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa, que conta com três bandeiras. São elas:

- ampliação dos limites: para as microempresas, por exemplo, o valor do faturamento anual bruto sai de R$ 240 mil para R$ 360 mil.

- inclusão de mais categorias profissionais no Simples Nacional

- criação do Simples Rural

Já na agenda da cidadania, o foco será em educação, saúde, mobilidade urbana, segurança e meio ambiente. Para isto, o senador tem discutido os assuntos com especialistas da USP, FGV e UNB. Segundo ele, a idéia é extrair das discussões os fios condutores para sua atuação. 

Com essas iniciativas, Monteiro pretende que o Senado, apesar de Casa revisora, tenha atuação forte e carregue bandeiras de peso, como a Reforma Política, renovando-se e estando mais próximo da sociedade.

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Autor: Guilherme Barros Tags: , ,

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010 Empresários, Política | 17:14

“O empresário teve canal permanente com Lula”, diz Armando Monteiro, ex-presidente da CNI

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Armando Monteiro (Foto Agência Brasil)

Líder empresarial mais próximo do governo nos últimos oito anos, Armando Monteiro, ex-presidente da CNI e senador eleito por Pernambuco pelo PTB, vê no presidente Lula características de um grande estadista.

Em entrevista ao iG, ele admite que teve algumas desconfianças no início do governo, mas que logo desapareceram, em razão, principalmente, do comprometimento com os pilares da política macroeconômica.

Segundo Armando Monteiro, o compromisso ficou claro em uma reunião dele com Lula, Antonio Palocci, então ministro da Fazenda, e Henrique Meirelles, presidente do Banco Central.

“Fui reclamar da política monetária [a Selic foi a 26,5% ao ano em fevereiro de 2003] e, em momento algum, Lula deixou de respaldar a decisão do Copom”, contou o empresário.

“A partir daí, passei a imaginar que teríamos um bom governo”.

A seu ver, o diálogo entre o governo e a iniciativa privada é um dos grandes legados que o presidente deixa após seus oito anos de governo. Como exemplos desta cooperação, Monteiro destaca a criação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial, a Lei do Bem, a Nova Lei de Inovação, além de medidas de desoneração do investimento. Todas estas iniciativas no primeiro mandato de Lula.

“O empresariado teve canais permanentes de diálogo com o governo. Será um dos grandes legados deixados por Lula a presidente Dilma, sem dúvida”, afirmou Monteiro.

No segundo mandato, Monteiro cita o grupo de acompanhamento da crise, que culminou na criação do Programa de Sustentação do Investimento, no Minha Casa Minha Vida e em outras desonerações, como para materiais de construção, veículos e linha branca.

Lula foi alguém capaz de governar sem preconceito com o empresariado”, disse.

O empresário, no entanto, cita a falta de reformas estruturais como uma falha do governo.

“Poderíamos ter avançando mais nas reformas tributária, trabalhista e sindical”.

Para ele, junto com a necessidade de investimentos em infraestrutura e atenção a questões como o câmbio e os juros, Dilma Rousseff terá de avançar na agenda das reformas.

“A presidente, que não tem o carisma de Lula, vai ter que se destacar por sua capacidade gerencial, o que pode significar melhorias na agenda das reformas e no microambiente econômico”.

Em relação às comparações do governo Lula com o de Fernando Henrique Cardoso, Monteiro ressalta os diferentes momentos do País sob o comando de cada um.

“O mundo foi diferente. O governo FHC teve muitos méritos – macroeconomia, estabilidade, responsabilidade fiscal, privatizações bem sucedidas. Embora em outra conjuntura, o saldo foi positivo. Mas, acho que Lula pode ousar mais e construir resultados mais expressivos”.

Lula foi um estadista, na medida em que soube preservar a racionalidade econômica sem esquecer o compromisso com o combate à desigualdade”.

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