André Perfeito | Guilherme Barros

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terça-feira, 6 de dezembro de 2011 Indicadores | 09:49

Estagnação do PIB reflete política contracionista do governo, diz Perfeito

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A estagnação do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no terceiro trimestre não pode ser considerada uma surpresa para o mercado.

O esfriamento da economia já era esperado por investidores, analistas e economistas.

Segundo André Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos, o PIB estagnado reflete dois fatores importantes: a política contracionista do governo e a crise internacional.

“É importante lembrar que o governo – Banco Central e Planalto – vem conduzindo uma política contracionista desde o início do ano, com alta de juros e aperto fiscal”, diz.

O economista ressalta que, no terceiro trimestre, a queda do consumo do governo foi de 0,7%. “Valor bastante elevado”, afirma.

“Logo, não era de se esperar outra coisa que não a queda do PIB agora.”

Segundo Perfeito, a crise na zona do euro – agravada no terceiro trimestre – impactou fortemente os investimentos.

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011 Governo | 11:29

Medidas criam colchão para segurar queda do PIB no começo de 2012, diz Perfeito

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As medidas de estímulo à economia anunciadas nesta manhã pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, devem evitar uma queda mais acentuada do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre de 2012.

Segundo o economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito, o pacote é uma tentativa do governo de criar “um colchão para evitar uma queda forte do PIB” e “afetar, entre outras coisas, a arrecadação”.

Perfeito considera que, principalmente, a isenção de IOF para investimentos estrangeiros em ações, vai estimular o mercado.

“Minha crítica é que, com isso, a entrada de dólares no País vai ser ainda maior”, diz.

Além disso, as isenções de IPI sobre a linha branca deverão acentuar a produção da indústria neste fim de ano e início de 2012.

“As medidas são pontuais até o primeiro trimestre ou até a metade do ano que vem. Isso vai estimular a produção.”

Segundo Perfeito, entretanto, o mercado deve questionar se as medidas são um indício de que a política fiscal passe a ser menos expansionista em 2012, com superávits menores.

“O raciocínio inicial é que a política fiscal está tomando o lugar da política monetária, desmontando o desenho de 2011. Parece que isso começa a mudar um pouco”, completa.

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segunda-feira, 31 de outubro de 2011 Finanças | 12:02

Acordo costurado com linha alemã e agulha francesa é embrulho para crise Grega, diz Perfeito

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O pacote anunciado para socorrer a economia da Grécia de um calote não pode ser comemorado em alto e bom som, segundo o economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito.

Para ele, o acordo “que era plano, poderia ter sido pacote e virou embrulho” para salvar a economia grega.

“O acordo costurado com linha alemã e agulha francesa criou uma espécie de malabarismo contábil onde se resolve parte do imbróglio do fluxo de caixa descontado das dívidas soberanas dos países que abriram Mao da soberania monetária em nome de um futuro comum”, disse.

Segundo Perfeito, a crise enfrentada na Europa é a mesma que começou nos EUA “e se desdobrou como fenômeno para o resto do mundo por meio dos canais financeiros”.

Ele destaca que o problema central é a incapacidade de as grandes economias confirmarem um ritmo forte de crescimento.

“A Europa terá que lidar com uma nova realidade e o ajustamento da renda real à produtividade marginal dos seus trabalhadores será ainda um processo lento e doloroso e prova disto é o desemprego divulgado hoje em alta, indo para 10,2% da região”, completou.

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Indústria | 06:03

Mercado projeta queda de até 2% para produção industrial

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A produção industrial brasileira pode ter um forte recuo no resultado de setembro, que será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) amanhã.

No mercado, as projeções para a queda do indicador chegam a até 2% em relação a agosto.

Octavio de Barros, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco, projeta queda de 1,3% da produção industrial em setembro, frente ao mês anterior.

Na análise em relação a setembro de 2010, a queda esperada por Barros é de 1%.

Já a LCA Consultores acredita em um recuo menos acentuado da indústria no mês, com baixa de 0,9% frente a agosto, e alta de 1% frente a setembro do ano passado.

O economista-chefe da Gradual Corretora, André Perfeito, por sua vez, aposta em queda de 0,20% na produção industrial em setembro.

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segunda-feira, 24 de outubro de 2011 Indicadores | 11:14

IPCA deve fechar outubro em 0,37%, diz André Perfeito

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As projeções para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial, no mês de outubro apontam para uma tendência de queda.

Segundo André Perfeito, economista-chefe da Gradual Corretora, as projeções da casa para o IPCA do mês recuaram para 0,37%, “influenciado por um lado na queda de alimentos e transportes, mas também pelo fim do impacto no grupo habitação no tocante a tarifas de água e esgoto”.

O economista pondera que, em um horizonte de curto prazo, o comportamento de preços de ser “mais baixista”, reforçando a queda no acumulado de 12 meses.

Apesar disso, para 2012, o mercado de trabalho deve gerar pressões adicionais à inflação.

“No ano que vem, o crescimento será necessariamente mais modesto e isto se traduzirá em vários canais, até no canal do emprego e conseqüentemente da demanda agregada”, completou Perfeito.

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sexta-feira, 14 de outubro de 2011 Indicadores | 10:01

Brasil terá PIB negativo no terceiro trimestre, diz André Perfeito

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A economia brasileira pisou no freio no terceiro trimestre.

Segundo o economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito, a divulgação dos dados do Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br) apontam para o recuo do PIB.

“Assumindo que os dados de setembro do IBC-Br venham em 0% na variação mensal, uma hipótese bastante comportada, teremos um recuo – segundo nossa regressão estimada – do PIB do terceiro trimestre de 0,25%”, disse.

O economista aponta que o resultado negativo da economia tem pouca conexão com a crise financeira mundial.

“O recuo do PIB no terceiro trimestre é antes de tudo função da retirada dos estímulos pelo governo já no final do ano passado”, completou.

Entre as medidas que frearam a economia estão a elevação do compulsório em dezembro de 2010, a alta da Selic no primeiro semestre deste ano e o aperto fiscal mais relevante no início do mandato da presidenta Dilma Rousseff.

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sexta-feira, 7 de outubro de 2011 Política Monetária | 10:50

Resultado do IPCA sentencia corte de 0,5 ponto percentual da Selic, diz André Perfeito

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O resultado de alta de 0,53% do IPCA em setembro, a maior para o mês em 8 anos, indica que deve ocorrer um corte de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros do País, segundo análise de André Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos.

“Trabalhamos com 3 cortes de 50 pontos-base, fazendo a Selic chegar no início de 2012 em 10,50%”, diz Perfeito.

Para o resultado de setembro, o modelo da Gradual apontava inflação mais modesta, em 0,45%. “O vilão desta vez foram as passagens aéreas, que, segundo o instituto, representaram quase 17% da alta do IPCA este mês. Este impacto deve ser mitigado já em outubro, juntamente com outro grupo que andou estressando o índice, o da habitação”.

Em relação ao mercado, Perfeito diz que as estimativas são de apreciação do real frente ao dólar. Segundo ele, os recentes recordes de arrecadação, somados a contenção de gastos por parte do Governo Federal, irão construir uma situação fiscal que irá diminuir a percepção de risco em relação à economia brasileira.

“Acreditamos como muito provável a elevação da nossa nota por alguma agência de classificação de risco. Isto tudo em conjunto coloca o Brasil de forma fundamental como porto aos recursos perdidos na Europa e nos EUA”, diz.

No entanto, o economista sugere cautela sobre a apreciação da moeda brasileira. “O real se apreciou na esteira de certo bom humor em relação a Europa, mas ainda não foi feito nada substancial. Podemos ver ainda volatilidade nos mercados na próxima semana”.

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quarta-feira, 5 de outubro de 2011 Finanças | 10:30

Banco Central Europeu deve cortar juros, diz André Perfeito

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O Banco Central Europeu deve avançar com um passo concreto e cortar os juros em 0,25 p.p, segundo previsão de André Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos.

De acordo com ele, a decisão levará em conta o elevado desemprego da zona do euro e a “situação econômica periclitante da maioria dos Estados membros”. “Seria simplesmente um desperdício de oportunidade não contribuir agora.”

Perfeito afirma que as vendas no varejo na Europa dão o tom do mal estar. “O volume do comércio varejista caiu vertiginosamente na esteira rolante da crise de 2008, ao longo de 2009 e 2010 conseguiu resgatar parte do vigor, mas voltou a estacionar no patamar de 2005.”

Para o economista, talvez seja a vez do BCE sair da apatia. “Se bem que, como diz aquele fado tropical, há distância entre intenção e gesto, e esta indecisão pode ser fatal no caso”, diz.

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terça-feira, 4 de outubro de 2011 Finanças | 10:08

Banco Dexia é mártir do sistema financeiro europeu, diz André Perfeito

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A quebra do banco franco-belga Dexia pode ser o “mártir” do sistema financeiro europeu.

A opinião é de André Perfeito, economista-chefe da Gradual Corretora.

“Parece que encontraram um cadáver na Europa para criar a comoção política necessária para finalmente agirem”, disse.

Com grande exposição a títulos da dívida da Grécia e de Portugal, o Dexia deverá ser socorrido pelos governos da França e da Bélgica.

O temor do mercado é com relação ao agravamento da crise de confiança entre os bancos, que geraria um congelamento do crédito.

Apesar disso, a expectativa é que o plano de resgate dos dois governos seja suficiente para salvar o banco.

André Perfeito destaca que, desde 2007, as ações do Dexia já caíram 94% do valor em euros.

“A situação é de tensão máxima nos próximos dias”, completou.

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segunda-feira, 3 de outubro de 2011 Indicadores | 11:18

“Nós não botamos fé em nós mesmos”, diz André Perfeito

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Nós não botamos fé em nós mesmos, mas os estrangeiros estão botando fé – e dinheiro, muito dinheiro – em nosso país. A análise é do economista- chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito. “É só ver a série de Investimento Estrangeiro Direto para constatar que o gringo está comprado em Brasil até não poder mais”, diz ele.

Segundo o economista, o receio de que o ano que vem será de crescimento em baixa e inflação em alta está aos poucos se entrincheirando atrás da orelha da sociedade brasileira. “Os prognósticos dos economistas de mercado são no mínimo sinistros quando se trata de relatório Focus em que o diagnóstico é soturno: PIB em 3,7% em 2012 e inflação subindo no telhado em 2011″.

Para ele, um crescimento menor no número cheio do PIB o ano que vem não quer dizer necessariamente que o Brasil irá crescer menos. “Pelo contrário, o crescimento interno pode muito bem beirar os 4,5% sendo “temperado” pelo setor externo recuando 0,5% fazendo fechar o ano que vem em 4,0%”, afirma Perfeito.

O economista diz também que setembro será o último mês em que a inflação acumulada em 12 meses estará em alta. A partir de outubro, a inflação irá convergir para o centro da meta.

“Ficar comprado em inflação pode ser uma estratégia defensiva adequada, mas nos parece que teremos mais ganhos se ficarmos comprados em crescimento.”

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quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Indicadores | 11:14

Cenário conspira para a queda da inflação, diz André Perfeito

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A deterioração relevante nas economias maduras criou um elevado nível de incerteza quanto a maioria das variáveis principais, mas os sinais são de arrefecimento da inflação, segundo análise do economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito. “Hoje o cenário conspira para a queda da inflação”, diz ele.

Para o economista, desde o corte da taxa básica de juros o mercado especula acima do usual sobre os próximos passos da autoridade monetária.

“O consenso se perdeu na ação energética do Banco Central e esta falta de unidade de raciocínio só não se traduziu em taxas longas mais elevadas porque a crise internacional amarrou uma âncora na ponta da curva. No entanto, o mercado vinha exagerando na dose do pessimismo”, afirma.

Perfeito lembrou que o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) divulgado hoje veio com certa aceleração no Índice de Preços ao Consumidor (IPC), mas que “o salto se deu ao consumidor via aluguel e taxas, algo que não deve se repetir”.

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quarta-feira, 28 de setembro de 2011 Finanças | 10:36

Mercados acionários encontram boas desculpas para avançar, diz André Perfeito

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Este início de semana os mercados acionários encontraram boas desculpas para avançar, segundo o economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito. “A percepção de que os líderes europeus entenderam o recado criou certo ânimo nos investidores que forma as compras fazendo a bolsa francesa avançar 2,97% e a alemã 4,08% nos últimos cinco dias. Os mercados norte-americanos e brasileiro amargam quedas neste mesmo período”, diz ele.

Segundo o economista, o argumento que animou as bolsas é frágil, “afinal não foi feito nada de concreto, apenas temos a promessa de que eventualmente – quem sabe – Angela Merkel e Nicolas Sarkozy podem, ou não, fazer alguma coisa”.

O “bom humor” na Europa para ele, é porque a maioria dos ativos considerados seguros e líquidos chegaram ao máximo da sua valorização.

“Talvez [o mercado] volte a ficar de bom humor nos próximos dias, não porque haja motivos para comemorar, mas antes de tudo porque não tem como piorar. Nada está certo na Europa, mas tudo já foi corrigido no preço dos ativos”, afirma Perfeito.

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terça-feira, 27 de setembro de 2011 Finanças | 10:27

Investidores que operam dívida pública parecem ter perdido o juízo, diz André Perfeito

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Os investidores que operam dívida pública no Brasil parecem ter perdido o juízo, ou pelo menos seu horizonte. Após semanas acusando o Banco Central de leniente com o combate a inflação, estão agora acreditando que na próxima reunião de outubro do Copom haverá corte em até 100 pontos base.

A análise é do economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito. Para ele, “este tipo de opinião reflete, antes de tudo, certo desespero com o cenário internacional e uma falta de orientação mais clara do nosso BC”.

Segundo o economista, o Banco Central acertou com precisão cirúrgica o agravamento da crise. “Desde o início de setembro – quando ceifou em 50 pontos a exótica Selic – a crise externa só piorou. Só que acertar o movimento é uma coisa, outra, completamente diferente, é impor um corte de juros de tal forma agressiva que o conjunto das expectativas se deteriorem de vez”, diz.

Para ele, o Banco Central tem agora uma janela de oportunidade para resgatar sua autoridade moral sobre o mercado. “Ao conduzir um corte de 50 pontos é bem provável que o mercado se ressinta de uma ação mais enérgica o que pode se traduzir em perspectiva de inflação um pouco menor”.

Sobre inflação, Perfeito destaca que os sinais estão melhorando. As prévias dos índices oficiais estão retrocedendo na margem, em particular o grupo alimentação. Talvez o mercado tenha chegado ao topo do pessimismo inflacionário e o próximo trimestre, com a queda da inflação de 12 meses (apelidada de convergência), irá dar a sensação de que a situação não é de fato tão ruim.

“Se o BC cortar muito forte a taxa agora pode passar a mensagem errada e o que poderia ser bom – a convergência da inflação – pode se configurar de forma negativa”.

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quinta-feira, 22 de setembro de 2011 Finanças | 10:06

O dólar não está ficando mais forte, é o mundo que está mais fraco, diz André Perfeito

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A decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) em continuar sua estratégia de derrubar os juros futuros gerou um mal estar difícil na alma do investidor, segundo o economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito.

“Ficou no ar uma sensação incômoda de que chegamos no limite do que a ponte entre o presente e o futuro (expressa na curva de juros) pode fazer por nós no presente. A impotência tomou conta do principal banco central do mundo”, diz o economista.

Para Perfeito, os juros longos caíram, mas o efeito não foi a retomada do ânimo no presente pela elevação da Eficiência Marginal do Capital – aquele cálculo onde o empresário pondera os rendimentos esperados das atividades disponíveis e aposta no investimento presente como espaço para o lucro futuro – e sim o vácuo de que nada pode ser feito. Os juros dos Treasuries de 10 e 30 anos despencaram com o anúncio.

“O dólar reagiu como este porto seguro num mundo onde tudo é fluido e se desmancha no ar. O dólar não está ficando mais forte, é o mundo que está mais fraco e com isto liquida-se o presente (fugindo para os ativos mais líquidos) em nome de um futuro que não está mais lá”, afirma.

Segundo ele, o incômodo com o presente não se dá apenas pela ineficácia das políticas econômicas, mas antes de tudo pela falta de liderança política. “Não há em nenhum dos dois lados do atlântico lideranças carismáticas e fortes o suficientes para dar sentido à um mundo que enfrenta desafios importantes.”

“O presidente norte-americano é apenas uma sombra do que foi no início do seu mandato e ele não tem mais o poder de organizar o espírito dos EUA – e da humanidade – para enfrentar o que é preciso”, diz Perfeito.

O economista afirma que, no Brasil, a taxa de desemprego manteve-se estável, mostrando que não há muito espaço para empregar mais na mesma velocidade. “As projeções de inflação devem disparar por conta do dólar em estado de pânico”.

“Gostaríamos de lembrar que apesar deste estouro da boiada do câmbio, esta situação tende a se normalizar e voltar para o fundamental: o Brasil ainda é visto como um destino interessante, logo os dólares voltarão”, diz.

Na opinião de Perfeito, “num ambiente de tanta incerteza talvez nossa autoridade monetária esteja pensando em parar o ciclo de afrouxamento monetário”.

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terça-feira, 20 de setembro de 2011 Política Monetária | 10:31

Vivemos um momento parecido com o ocorrido em 2008, diz André Perfeito

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Não é possível deixar de comparar o momento econômico vivido hoje e o ocorrido em 2008. A alta do dólar registrada nos últimos meses lembra a trajetória percebida no período da quebra do Lehman Brothers.

A análise é do economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito.

“O rali da moeda norte-americana começou semanas antes do fim do banco símbolo da crise e seguiu por semanas até se precificar o fim do mundo. Hoje a trajetória é muito parecida”, diz Perfeito.

O economista afirma que o momento atual tem outras características parecidas com o de 2008. “A evolução dos treasuries de 10 anos, que usamos aqui como uma referência da insegurança global, está abaixo do patamar atingido em 2008, sugerindo que agora pode ser – ou é – tão ruim quanto antes.”

Apesar das semelhanças com a crise de 2008, Perfeito não acredita que “uma quebra grega seja assim o fim do mundo”. “Se a Grécia quebrar não será nenhum drama, a não ser que a disputa política irrompa do sub-solo do ressentimento europeu.

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sábado, 17 de setembro de 2011 Commodities | 07:01

Queda das commodities pode ser igual a de 2008, diz André Perfeito

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O movimento de queda no preço das commodities pode ser semelhante, em termos percentuais, ao observado em 2008, quando estourou a crise mundial.

A análise é do economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito.

Segundo ele, a dúvida é se “a desaceleração das commodities se traduzirá em preços ao consumidor mais comportados”.

O economista pontua que os preços no atacado estão em queda, mas ainda não há garantias de que o recuo será observado nos preços ao consumidor.

“Neste caso, o cenário de queda de preços faz sentido no curto e médio prazos”, completou Perfeito.

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sexta-feira, 16 de setembro de 2011 Finanças | 11:11

Após meses de apatia, a Europa se movimenta, diz André Perfeito

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Após meses de aparente apatia dos governos europeus, os banqueiros centrais do mundo desenvolvido resolveram enfim tomar uma medida mais séria para mitigar o assoreamento do fluxo financeiro.

A análise é do economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito.

“A ação coordenada é bem vinda, afinal uma das poucas certezas que temos nestes três anos pós quebra do Lehman Brothers é que o mercado pode operar maravilhas, mas não pode fazer milagres”, diz Perfeito.

Segundo o economista, tanto a medida coordenada dos Bancos Centrais como a possível diversificação das reservas internacionais dos BRIC apontam para um fato importante: a retomada da coordenação global para enfrentar a crise econômica.

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sexta-feira, 9 de setembro de 2011 Indicadores | 06:02

Mercado vai ter de aceitar juros menores, diz André Perfeito

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Os críticos à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de reduzir a taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual no último encontro deverão ver a Selic cair ainda mais.

Segundo o economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito, há uma tendência clara de queda dos juros.

“Seja como for, o mercado vai ter de aceitar juros menores”, diz. “Na ponta curta, o BC manda e, na longa, a crise financeira atual vai impor juros reduzidos”, completa.

Perfeito explica que o PIB brasileiro caminha, em 2012, para um patamar próximo do PIB potencial.

Ele diz, no entanto, que o modelo de PIB potencial “carece de validação teórica”, mas é observado com atenção pelo mercado.

“Levando em conta um PIB de 2012 em 3,84% – o que dá, de forma linear, altas de 0,96% do terceiro trimestre de 2011 até o quarto trimestre de 2012 -, já estaríamos operando próximos do potencial ao longo de 2012.”

Caso a trajetória se confirme, as pressões inflacionárias serão menores a partir do ano que vem.

Mas André Perfeito faz uma ressalva. “A renda está subindo de forma relevante e a absorção doméstica (nosso ímpeto por importação) tem se elevado. Neste sentido, poderemos , sim, ter uma inflação mais elevada, apesar de o produto mostrar certa queda.”

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quinta-feira, 28 de julho de 2011 Política Monetária | 10:21

BC dá sinal claro de que alta de juros acabou, diz André Perfeito

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A divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) colocou um ponto final nas dúvidas sobre os próximos passos da política monetária, segundo o economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito.

“Saiu o termo ‘suficiente prolongado’ para o termo ‘mais favorável’, um sinal claro de que o aperto chegou ao fim”, disse.

Segundo Perfeito, o Banco Central “morde e assopra” no documento, ora mostrando riscos para uma inflação mais benigna, ora mostrando o desaquecimento de alguns indicadores.

“O saldo líquido da argumentação, no nosso entender, é mais para o fim do ciclo”, completou.

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segunda-feira, 25 de julho de 2011 Finanças | 12:40

André Perfeito: sem medidas, dólar pode ir abaixo de R$ 1,50

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Se o governo não adotar novas medidas para conter a valorização do real frente do dólar, a moeda norte-americana poderá romper o patamar de R$ 1,50.

O alerta é de André Perfeito, economista-chefe da Gradual Corretora.

“O real está sobrevalorizado, mas isso não importa. O mercado acredita que o Brasil é um bom investimento e o fluxo irá continuar”, diz.

Perfeito pontua que a valorização do real acontece pelo diferencial de juros da economia brasileira e pela possibilidade de calote da dívida norte-americana.

“O Banco Central terá de ‘limpar’ o excesso de dólares, mas a dúvida é: fazer o que com estes dólares? Seria prudente comprar mais dívida norte-americana, a mesma dívida que pode sofrer um calote?”, questionou.

“Podemos ir até abaixo R$ 1,50 se o BC não fizer nada, e a única coisa que acredito razoável fazer é acumular mais reservas”, completou o economista.

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quinta-feira, 21 de julho de 2011 Política Monetária | 10:01

Nota curta do Copom abre espaço para qualquer interpretação, diz André Perfeito

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O Banco Central deixou o mercado em dúvida com relação à sequência do ciclo de alta de juros.

Após divulgar elevação de 0,25 ponto percentual na Selic, ontem, o Comitê de Política Monetária (Copom) divulgou uma nota curta sobre a decisão.

“Avaliando o cenário prospectivo e o balanço de riscos para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, neste momento, elevar a taxa Selic para 12,50% ao ano, sem viés”, comunicou.

Grande parte dos analistas entendeu que a saída do termo “suficientemente prolongado”, utilizado nas últimas reuniões, pode indicar que o ciclo de alta dos juros terminou.

Mas ninguém coloca a mão no fogo.

“A nota, de tão curta, cabe qualquer interpretação”, disse André Perfeito, economista-chefe da Gradual Corretora.

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sábado, 16 de julho de 2011 Finanças | 07:04

Calote dos EUA deixaria Brasil em situação delicada, diz André Perfeito

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Caso o Congresso norte-americano não aprove a elevação do teto da dívida dos Estados Unidos e o governo de Barack Obama confirme um calote, o Brasil ficaria em situação delicada, segundo André Perfeito, economista-chefe da Gradual Corretora.

“Das nossas reservas, cerca de US$ 207 bilhões estão em títulos da dívida norte-americana e a tendência é aumentar ainda mais essas posições, uma vez que, fatalmente, o BC terá de acumular reservas em patamares ainda maiores para evitar a apreciação do real”, diz.

Perfeito completa que o Brasil “não é o maior problema” no impasse.

Para ele, o foco se volta para a China, que deu um recado para que os norte-americanos não anunciem um calote nos credores internacionais.

“Não pagar os chineses, e a nós mesmos, é um certo delírio”, afirma o economista.

Perfeito diz que, por definição, é impossível dar calote na própria moeda, já que, no limite, basta imprimir mais.

“A opção de os EUA não elevarem o teto é simplesmente impensável de tão delirante”, completa.

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quarta-feira, 29 de junho de 2011 Indicadores | 08:02

Situação potencialmente perigosa se configura com crédito, diz André Perfeito

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O movimento de alta do volume de crédito no País configura um cenário preocupante para a economia brasileira, segundo o economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito.
 
“Uma situação potencialmente perigosa está se configurando”, diz.
 
Ele acredita que o governo deverá anunciar mais medidas macroprudenciais para conter o avanço do crédito, já que “subir a Selic de 25 em 25 pontos base não vai controlar o volume de crédito no País”, completa.
 
Perfeito destaca que, ao mesmo tempo em que os juros sobem e o prazo se expande, a renda em alta e o desemprego em baixa dão fôlego para o consumidor continuar se endividando.
 
“O BC poderia subir mais a Selic, mas me parece pouco provável”, analisa.
 
Com a crise grega com resolução em vista, o apetite por risco no mercado internacional deve subir, valorizando o real. “Se o BC sinalizar que fará o ajuste via Selic, o real se valorizaria ainda mais”, completa Perfeito.
 
Ele acredita que o ajuste via medidas macroprudenciais seja o melhor caminho, especialmente com a alta dos compulsórios.

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sexta-feira, 10 de junho de 2011 Governo, Indicadores | 11:18

Inflação: Banco Central ganha queda de braço com mercado, diz André Perfeito

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Apesar de um início de mandato da nova diretoria do Banco Central tumultuado por pressões inflacionárias (tanto internas quanto externas), o atual cenário mostra que o BC se posiciona à frente do consenso de mercado.

A opinião é do economista André Perfeito, da Gradual Investimentos. “O cenário do BC está em grande medida se confirmando e os dados recentes de inflação, e hoje do varejo, confirmam tal tendência.”

A avaliação de Perfeito é pontuada por resultados recentes no front inflacionário, como a queda além do estimado tanto do IGP-M do 1º decêndio quanto do IPC-FIPE.

No caso do IGP-M vale notar o comportamento benigno do IPA onde praticamente todas as medidas apresentaram deflação e recuaram em relação ao mês anterior, bem como o IPC em deflação.

A variação do INCC está no maior patamar para um mês de junho, evidenciando pressões inflacionárias por meio do reajuste de salários.

A alta do índice no meio do ano é comum por conta da mão de obra, mas é justamente a elevação dos salários que confundem o cenário para 2012.

Para o economista, o BC jogou a fatura da inflação para o ano que vem.

Em 2012, o principal viés altista na inflação é o incremento representado pela alta dos salários. A questão deve permanecer em aberto, uma vez que 2012, por ser ano eleitoral, não deverá apresentar reajustes típicos de início de ano.

Na opinião do economista, o cenário de inflação e de atividade do próprio mercado está, em alguma medida, divorciado. Um terá que ajustar ao outro e, segundo Perfeito, a inflação é que irá retroceder.

“O BC ficou a frente porque bancou seu cenário, e, ao que tudo indica, esta foi uma postura vencedora”, afirma Perfeito.

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Autor: Daniela Almeida Tags: , , ,

segunda-feira, 2 de maio de 2011 Bolsa de Valores, Commodities, Indicadores | 11:48

Efeito Bin Laden nas bolsas e no petróleo é passageiro, afirma economista

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Para o economista André Perfeito, da Gradual Investimentos, o preço do petróleo e o de outras commodities deve apresentar certa queda, mas não necessariamente por conta da morte do terrorista Osama Bin Laden pelo Governo dos Estados Unidos.

“Um conjunto de fatores que vão desde o fim do Quantative Easing nos EUA agora em junho, até as medidas contracionistas nos países emergentes. Saber o quanto desta queda será Osama ou destes outros fatores será impossível”, avaliou Perfeito em comunicado para o mercado na manhã de hoje.

Após a notícia da morte de Bin Laden, anunciada nesta madrugada pelo presidente dos EUA, Barack Obama, investidores reagiram derrubando o preço do petróleo (em torno de 1,3% em Nova York e Londres na manhã de hoje) e comprando ações nas bolsas.

“É verdade que parte do preço do petróleo tem um ‘custo’ Bin Laden, mas saber precisar quanto é este desconto será praticamente impossível”, diz Perfeito.

Na opinião do economista, as revoluções populares no norte da África e no mundo árabe são hoje eventos muito mais relevantes que a captura e morte de Osama.

A reação de países como Síria, Líbia e Yemen a este novo cenário terá grande influência na queda (ou não) do preço do Petróleo.

No Brasil, como a bolsa é vista mais como uma bolsa de mercadorias do que como uma bolsa de valores pelos estrangeiros, a queda das commodities para baixo deve manter positivo o índice no mercado acionário.

Soma-se a isto o processo continuado de aperto monetário em curso no País, o investidor estrangeiro terá cautela redobrada em relação à bolsa brasileira.

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Autor: Daniela Almeida Tags: , , , , , ,

quarta-feira, 6 de abril de 2011 Indicadores | 11:49

Banco Central Europeu irá amanhã ser o primeiro país industrializado a subir juros

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Ao que tudo indica, Jean-Claude Trichet irá de fato subir a taxa de juros básica da Zona do Euro amanhã para 1,25% ao ano.

Com isso, será o primeiro banco central dos países industrializados a reverter a política monetária expansionista. O BCE foi o último a cortar os juros e será o primeiro a subi-lo.

“No nosso entender este movimento é um equívoco”, afirmou o economista André Perfeito, da Gradual Investimentos, por meio de boletim.

A primeira razão para não subir os juros é que a demanda por lá já está suficientemente deprimida.

A taxa de desemprego da região está em 10% e o mercado de crédito ainda travado pela crise financeira e fiscal do Velho Continente.

“Uma coisa é subir os juros por aqui onde o desemprego tem recorde de baixa e o crédito é farto e relativamente barato. Já na Zona do Euro a situação é inversa e subir os juros agora não surtirá o efeito desejado, a não ser que suba de forma relevante.”

O maior problema de subir os juros, no entanto, seria um erro de análise. A inflação ao consumidor está de fato numa trajetória ascendente (em 2,2% ao ano), mas isto é resultado da alta dos preços das commodities, em especial das commodities energéticas.

É a energia que puxa o piso dos preços. Usar os juros não irá restringir a demanda de tal forma que influencie os preços do barril do petróleo.

A alta dos juros só irá atrapalhar a incipiente recuperação Européia. Ao subir os juros o Euro se valoriza, tornado assim mais difícil exportar para os industriais daquela região.

Para além da questão do câmbio, juros mais altos na Zona do Euro irão transformar a já delicada situação dos PIIGS em martírio público, trazendo assim estresse renovado ao mercado financeiro mundial.

“Não há ganho possível com uma alta nos juros na Europa, a não ser uma pseudo austeridade”, avalia Perfeito.

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Autor: Guilherme Barros Tags: , ,

quinta-feira, 10 de março de 2011 Indicadores | 10:34

Ata do Copom sinaliza aperto monetário menor, diz especialista

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Para o economista André Perfeito, da Gradual Investimentos, a ata do colegiado do Banco Central divulgada na manhã de hoje aponta de forma clara que não há necessidade de aperto monetário maior.

Segundo a avaliação do especialista, a sinalização do BC se deve, entre outras coisas, ao fato de que a política monetária está mais potente e isto se evidencia por uma taxa de juros neutra mais baixa, o que sugere que não é necessário um aperto maior nos juros da Selic.

Perfeito ressalta ainda no documento o arrefecimento na atividade doméstica no País e a avaliação de que parte da alta dos preços se deu por choque de oferta no grupo alimentação – e estes em parte já foram incorporados.

Há ainda o fator de que os descompassos entre oferta e demanda de alimentos tendem a recuar. De acordo com o comunicado do BC, a inflação permanece alta ao longo dos próximos três trimestres, mas irá recuar no 4º trimestre.

A política fiscal, na visão da instituição, condiz com a redução da dívida pública sobre o PIB – o BC destaca as recentes medidas anunciadas – e as ações macroprudenciais adotadas tendem a potencializar a política monetária  tradicional por meio da Selic.

Para o BC, as medidas macroprudenciais são “um instrumento rápido e potente para conter pressões localizadas de demanda”.

Sobre as medidas macroprudenciais, em especial a alta do compulsório, Perfeito ressalta que os dados de crédito divulgados pelo BC sobre janeiro apontam que o efeito foi expressivo no sentido do encarecimento do crédito às pessoas jurídicas e físicas.

“O BC sugere mais uma vez que não está disposto a fazer um aperto tão forte quanto o mercado está pensando e, neste sentido, uma alta mais modesta na próxima reunião pode sentenciar o fim do ciclo de alta na Selic”, avalia o economista.

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Autor: Guilherme Barros Tags: , , ,