Análise | Guilherme Barros

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segunda-feira, 3 de outubro de 2011 Indicadores | 11:18

“Nós não botamos fé em nós mesmos”, diz André Perfeito

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Nós não botamos fé em nós mesmos, mas os estrangeiros estão botando fé – e dinheiro, muito dinheiro – em nosso país. A análise é do economista- chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito. “É só ver a série de Investimento Estrangeiro Direto para constatar que o gringo está comprado em Brasil até não poder mais”, diz ele.

Segundo o economista, o receio de que o ano que vem será de crescimento em baixa e inflação em alta está aos poucos se entrincheirando atrás da orelha da sociedade brasileira. “Os prognósticos dos economistas de mercado são no mínimo sinistros quando se trata de relatório Focus em que o diagnóstico é soturno: PIB em 3,7% em 2012 e inflação subindo no telhado em 2011″.

Para ele, um crescimento menor no número cheio do PIB o ano que vem não quer dizer necessariamente que o Brasil irá crescer menos. “Pelo contrário, o crescimento interno pode muito bem beirar os 4,5% sendo “temperado” pelo setor externo recuando 0,5% fazendo fechar o ano que vem em 4,0%”, afirma Perfeito.

O economista diz também que setembro será o último mês em que a inflação acumulada em 12 meses estará em alta. A partir de outubro, a inflação irá convergir para o centro da meta.

“Ficar comprado em inflação pode ser uma estratégia defensiva adequada, mas nos parece que teremos mais ganhos se ficarmos comprados em crescimento.”

Notas relacionadas:

  1. Inflação: Banco Central ganha queda de braço com mercado, diz André Perfeito
  2. Situação potencialmente perigosa se configura com crédito, diz André Perfeito
  3. Cenário conspira para a queda da inflação, diz André Perfeito
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quarta-feira, 28 de setembro de 2011 Finanças | 10:10

Discurso de Tombini sinaliza redução de juros, diz Octavio de Barros

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Em audiência pública ontem na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, sinalizou que o balanço de riscos para a inflação abre espaço para continuar reduzindo juros, mas não apresentou senso de urgência em relação a eventuais mudanças no ritmo dessa queda, segundo o diretor do Departamento de Pesquisa e Estudos do Bradesco, Octavio de Barros.

Segundo ele, o discurso de Tombini foi compatível com a continuidade do ciclo de redução dos juros.

“Por ora acreditamos que, no próximo encontro, o Copom reduzirá a Selic em mais 50 pbs, ainda que não descartemos uma aceleração diante de um possível agravamento da crise internacional”, afirma Barros.

Sobre as tendências de mercado hoje, o economista acredita que o movimento de alta das principais bolsas da Europa deva influenciar positivamente a bolsa brasileira. Já no mercado de câmbio, a previsão é de que o real apresente leve apreciação ou mantenha-se estável.

Notas relacionadas:

  1. Juros devem ficar inalterados pelo menos até março, diz Octavio de Barros
  2. Octavio de Barros prevê três altas nos juros em 2011
  3. Real poderá ter mais um dia marcado por intervenções do BC, diz Octavio de Barros
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terça-feira, 27 de setembro de 2011 Finanças | 10:27

Investidores que operam dívida pública parecem ter perdido o juízo, diz André Perfeito

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Os investidores que operam dívida pública no Brasil parecem ter perdido o juízo, ou pelo menos seu horizonte. Após semanas acusando o Banco Central de leniente com o combate a inflação, estão agora acreditando que na próxima reunião de outubro do Copom haverá corte em até 100 pontos base.

A análise é do economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito. Para ele, “este tipo de opinião reflete, antes de tudo, certo desespero com o cenário internacional e uma falta de orientação mais clara do nosso BC”.

Segundo o economista, o Banco Central acertou com precisão cirúrgica o agravamento da crise. “Desde o início de setembro – quando ceifou em 50 pontos a exótica Selic – a crise externa só piorou. Só que acertar o movimento é uma coisa, outra, completamente diferente, é impor um corte de juros de tal forma agressiva que o conjunto das expectativas se deteriorem de vez”, diz.

Para ele, o Banco Central tem agora uma janela de oportunidade para resgatar sua autoridade moral sobre o mercado. “Ao conduzir um corte de 50 pontos é bem provável que o mercado se ressinta de uma ação mais enérgica o que pode se traduzir em perspectiva de inflação um pouco menor”.

Sobre inflação, Perfeito destaca que os sinais estão melhorando. As prévias dos índices oficiais estão retrocedendo na margem, em particular o grupo alimentação. Talvez o mercado tenha chegado ao topo do pessimismo inflacionário e o próximo trimestre, com a queda da inflação de 12 meses (apelidada de convergência), irá dar a sensação de que a situação não é de fato tão ruim.

“Se o BC cortar muito forte a taxa agora pode passar a mensagem errada e o que poderia ser bom – a convergência da inflação – pode se configurar de forma negativa”.

Notas relacionadas:

  1. André Perfeito: sem medidas, dólar pode ir abaixo de R$ 1,50
  2. Após meses de apatia, a Europa se movimenta, diz André Perfeito
  3. O dólar não está ficando mais forte, é o mundo que está mais fraco, diz André Perfeito
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sábado, 24 de setembro de 2011 Empresários | 09:12

Crise faz executivos terem cautela, diz conselheiro do Ibef

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Os executivos estão agindo com cuidado diante das instabilidades econômicas atuais, segundo José Écio Pereira, conselheiro do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Paraná (Ibef-PR).

Pereira afirma que todos os setores da economia devem sofrer consequências da crise.

Sobre as oscilações do câmbio, o consultor acredita que o real desvalorizado vai causar impacto sobre a inflação, já que parte da indústria brasileira utiliza componentes e produtos importados. “As importações vão chegar mais caras ao País e haverá o reflexo nas empresas, diz ele.

O consultor é um dos organizadores do Congresso Nacional de Executivos de Finanças (Conef), que começa na próxima quarta-feira em Curitiba.

(Por Juliana Kirihata)

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terça-feira, 20 de setembro de 2011 Política Monetária | 10:31

Vivemos um momento parecido com o ocorrido em 2008, diz André Perfeito

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Não é possível deixar de comparar o momento econômico vivido hoje e o ocorrido em 2008. A alta do dólar registrada nos últimos meses lembra a trajetória percebida no período da quebra do Lehman Brothers.

A análise é do economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito.

“O rali da moeda norte-americana começou semanas antes do fim do banco símbolo da crise e seguiu por semanas até se precificar o fim do mundo. Hoje a trajetória é muito parecida”, diz Perfeito.

O economista afirma que o momento atual tem outras características parecidas com o de 2008. “A evolução dos treasuries de 10 anos, que usamos aqui como uma referência da insegurança global, está abaixo do patamar atingido em 2008, sugerindo que agora pode ser – ou é – tão ruim quanto antes.”

Apesar das semelhanças com a crise de 2008, Perfeito não acredita que “uma quebra grega seja assim o fim do mundo”. “Se a Grécia quebrar não será nenhum drama, a não ser que a disputa política irrompa do sub-solo do ressentimento europeu.

Notas relacionadas:

  1. “Não se criou nenhuma bolha no País”
  2. Nota curta do Copom abre espaço para qualquer interpretação, diz André Perfeito
  3. BC dá sinal claro de que alta de juros acabou, diz André Perfeito
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segunda-feira, 12 de setembro de 2011 Governo | 10:53

Quem não estiver confuso está mal informado, diz Delfim Netto sobre a economia mundial

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Essa crise é uma repetição da crise de 1929, o que mostra claramente que o sistema financeiro, uma vez desimpedido e desregulado, produz sempre os mesmos efeitos. A análise é do ex-ministro da Fazenda Antônio Delfim Netto.

Em entrevista à revista Conjuntura Econômica de setembro, Delfim traça um panorama atual da economia mundial. “Quem não estiver confuso está mal informado”, afirmou.

Segundo ele, a recessão atual não teria se instalado caso o Fed (Banco Central americano), o Banco Central da Inglaterra e o BC europeu soubessem o que estavam fazendo.

“Os derivativos podem estimular uma melhoria de funcionamento do sistema, mas também podem se tornar armas de destruição em massa, porque os bancos centrais — na verdade, os governos — não conseguiram entender aonde eles iriam nos levar”, disse à revista.

O ex-ministro afirmou ainda que as inovações “não são más”. “Elas foram mal usadas. Isso tende a mudar.”

Notas relacionadas:

  1. Lucro do BB foi uma lição para os bancos privados, diz Delfim
  2. Para os falcões, a carne nunca é suficiente, diz Delfim
  3. “O Banco Central brasileiro causa a inflação na China”, disse Delfim em resposta às críticas ao BC
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