A inflação deve manter trajetória de aceleração nos próximos meses na América Latina, segundo projeções do Itaú Unibanco.
“A alta nos preços internacionais das commodities agrícolas tem impacto defasado na inflação doméstica, e estimamos que a maior parte da alta observada ao longo dos últimos meses nesses preços ainda não foi sentida”, disse o banco, em relatório.
Outro fator de impacto para a alta de preços, diz o Itaú Unibanco, é a recuperação da atividade, que reduz o hiato do produto.
Apesar da projeção de alta nos preços, o banco reduziu as projeções de inflação para os países latino-americanos para este ano, por conta dos números mais benignos divulgados recentemente.
No Chile, a inflação deve fechar o ano em 3,8% (0,20 ponto abaixo do esperado anteriormente) e em 3,2% em 2012. Na Colômbia, a alta deve ser de 4% (contra 4,5% da previsão anterior). No México, a inflação deve ficar em 3,8%, enquanto, no Peru, a elevação deve ser de 4,3%.
“Para 2013, esperamos que a inflação fique no centro da meta em todos esses países, com exceção do México, onde esperamos que a inflação se equilibre no teto da meta (4%)”, completou o Itaú Unibanco.
Acima do potencial
Na avaliação do banco, o crescimento dos países latino-americanos no primeiro trimestre de 2011 veio acima do potencial das economias, ampliando a pressão inflacionária.
No Chile, por exemplo, a alta foi de 5,4% nos três primeiros meses do ano, enquanto, no Peru, a expansão chegou a 6,6%.
Entretanto, para os próximos trimestres, as projeções são de moderação na taxa de crescimento das economias da região “para taxas mais próximas do potencial”.
“Para Chile, Colômbia e Peru estamos mantendo nossas projeções de PIB para 2011 e 2012. No México, devido aos dados de atividade mais fracos que o esperado, revisamos nossa projeção de crescimento para 4,2% em 2011 (4,7%, anteriormente).”
Em 2013, o Itaú Unibanco espera crescimento de 4,5% para o Chile, de 5% para Colômbia, de 2,5% para o México e de 6% para o Peru.