Política Monetária | Guilherme Barros

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Arquivo da Categoria Política Monetária

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011 Política Monetária | 08:02

Crise deve fazer BC derrubar juros a 9% em 2012, diz Itaú Unibanco

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A crise internacional deve ser o fator preponderante para a manutenção do ritmo de corte de juros por parte do Banco Central.

Segundo Ilan Goldfajn e Aurélio Bicalho, economistas do Itaú Unibanco, o cenário internacional adverso deve ter impactos na atividade econômica no primeiro trimestre de 2012, fazendo com que o Banco Central mantenha o corte da Selic.

“Mantemos a expectativa de recuo da taxa Selic para 9% em meados de 2012, ao passo de 50 pontos base por reunião”, escreveram os economistas, em relatório enviado a investidores.

Para eles, esta intensidade de redução dos juros é “determinante” para a projeção de crescimento de 3,5% do PIB no ano que vem.

Os economistas citam, por outro lado, o Relatório de Inflação divulgado pela autoridade monetária nesta semana, que aponta para inflação de 5,3% em 2013, acima do teto da meta.

A projeção forçaria mais cautela por parte do BC no ciclo de redução de juros, ou uma necessidade de elevação significativa mais adiante.

“Reconhecemos que a sinalização mais conservadora do Banco Central e a possibilidade de uso de outros instrumentos (ao invés dos juros) para estimular a atividade econômica nos próximos trimestres podem levar a um ciclo menor.”

Notas relacionadas:

  1. Banco Central deve cortar juros a 11% até o fim do ano, diz Alex Agostini
  2. BC derrubará juros a 10% em 2012, diz Itaú Unibanco
  3. Juros cairão a um dígito em 2012, diz Itaú Unibanco
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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011 Política Monetária | 06:01

Brasil voltará a ter juros de um dígito em abril de 2012, diz Octavio de Barros

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O Banco Central deverá manter sua política de corte moderado na taxa básica de juros ao longo de 2012.

O diagnóstico é do Diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco, Octavio de Barros.

Para ele, a autoridade monetária reforçou a estratégia no Relatório de Inflação, divulgado ontem.

Segundo Barros, o BC deverá dar continuidade aos cortes de 0,5 ponto percentual na Selic.

Neste ritmo, o Brasil voltará a ter taxa de juros de um dígito em abril de 2012, com a Selic chegando a 9,5%.

A única vez que o País teve juros abaixo de 10% foi em junho de 2009, em meio à crise mundial, quando o BC de Henrique Meirelles cortou a Selic em 1 ponto percentual, para 9,25%.

A taxa seguiu abaixo dos 10% por um ano.

“Acreditamos também que a velocidade de recuperação da economia será elemento fundamental a ser monitorado nos próximos meses, para possíveis calibragens na condução da política monetária”, afirmou o economista.

Notas relacionadas:

  1. Banco Central deve reduzir juros a 10,50%, diz Octavio de Barros
  2. Juros cairão a um dígito em 2012, diz Itaú Unibanco
  3. Copom deve cortar juros em 0,50 ponto e pode aumentar cortes em 2012, diz Octavio de Barros
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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011 Política Monetária | 12:23

Juros no Brasil podem chegar a 9%, diz Sérgio Werlang

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O Brasil pode voltar a ter taxa de juros de um dígito em breve, segundo o vice-presidente-executivo do Itaú Unibanco e ex-diretor de Política Econômica do Banco Central, Sérgio Werlang.

Segundo ele, “o governo tem que perseguir de forma obstinada austeridade fiscal para garantir o corte de juros até 9%”.

Werlang participou do 39º Encontro Nacional de Economia da Anpec, em Foz do Iguaçu.

Ele destacou, ainda, que a decisão do BC de cortar os juros em agosto de 2011 – quando parte do mercado defendia manutenção, por conta de riscos inflacionários – “foi plenamente justificada”.

“O cenário externo, de fato, está contribuindo para a retração da demanda interna”, disse.

Werlang defendeu que “poderá haver necessidade de medidas adicionais de estímulo não envolvendo o lado fiscal, como o corte de compulsórios”.

Notas relacionadas:

  1. Incertezas globais barrarão alta de juros no Brasil, diz Rosenberg
  2. Crise fará Copom manter corte de 0,5 ponto nos juros na última reunião de 2011, diz Rosenberg
  3. Copom deve cortar juros em 0,50 ponto e pode aumentar cortes em 2012, diz Octavio de Barros
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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011 Política Monetária | 16:02

Mercado reage mal à decisão do Banco Central Europeu

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O mercado está reagindo de forma bastante negativa hoje, ao se dar conta de que o Banco Central Europeu (BCE) não vai monetizar dívida ou colocar um teto nas taxas de retorno dos papeis europeus.

O mais provável é que a autoridade monetária até monetize a dívida, comprando papéis europeus sem limite, mas isso só deve acontecer depois que os líderes políticos cheguem a uma solução para o problema fiscal da região.

Se o BCE agisse agora, tiraria a responsabilidade de os políticos chegarem a um acordo para o ajuste fiscal.

O que soa estranho é o fato de o mercado ter precificado esse movimento do BCE para a reunião de hoje, onde foi definido o corte de 0,25 ponto na taxa de juros.

O mercado parece estar operando mais na esperança que no racional.

Notas relacionadas:

  1. Vivemos um momento parecido com o ocorrido em 2008, diz André Perfeito
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terça-feira, 29 de novembro de 2011 Política Monetária | 11:11

FMI vem ao Brasil pedir dinheiro para países europeus em dificuldades

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A expectativa é grande para o encontro na quinta-feira, em Brasília, entre a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, e a presidente Dilma Rousseff.

O palácio do Planalto já recebeu sinais de que Lagarde irá pedir ao Brasil que conceda uma ajuda em dinheiro para os países europeus em dificuldade, em especial a Grécia e a Itália.

Dilma deve manter a mesma posição que já manifestou por diversas vezes.

O Brasil está disposto a ajudar, mas desde que aumente sua participação no FMI. É, aliás, a mesma posição da China.

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segunda-feira, 28 de novembro de 2011 Política Monetária | 11:10

Copom deve cortar juros em 0,50 ponto e pode aumentar cortes em 2012, diz Octavio de Barros

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anuncia na quarta-feira o rumo da taxa básica de juros (Selic) da economia brasileira.

Para o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos, Octavio de Barros, o cenário global teve riscos ampliados desde o último encontro do Copom, o que aumenta a pressão sobre um corte maior na taxa.

O economista acredita que o Banco Central vai cortar os juros em 0,50 ponto percentual, reduzindo a Selic para 11% ao ano, no último encontro de 2011.

Por outro lado, Barros enxerga a possibilidade de uma intensificação no ritmo de corte a partir do ano que vem.

“Não descartamos que o comunicado pós-decisão (ou a ata) deixe as portas abertas para aumentar o ritmo de queda da Selic nas reuniões subsequentes, condicional ao cenário”, disse.

O economista disse que a inclusão de termos como “monitorar atentamente” podem indicar a possibilidade de o BC ampliar o ritmo de corte dos juros.

“Incorporando os riscos atuais, revisamos a nossa expectativa de Selic para 2012, de 10% para 9,5%, nível que deve ser alcançado em abril, em princípio, em passos de 50 pontos base”, completou.

Notas relacionadas:

  1. Copom deve elevar juros a 12,25% nesta semana, diz Octavio de Barros
  2. Copom deve elevar juros mais duas vezes neste ano, diz Octavio de Barros
  3. BC deve interromper alta de juros em agosto, diz Octavio de Barros
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quarta-feira, 23 de novembro de 2011 Política Monetária | 06:01

Crise fará Copom manter corte de 0,5 ponto nos juros na última reunião de 2011, diz Rosenberg

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O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) não deverá mudar o ritmo de corte de juros no encontro da próxima semana.

A autoridade monetária fará, entre os dias 29 e 30 de novembro, a última reunião do ano para definir os rumos da taxa Selic.

Segundo a equipe de economistas da Rosenberg & Associados, a crise internacional deverá fazer com que o Copom dê continuidade aos “ajustes moderados” nos juros.

“Apesar de a desaceleração econômica ainda ser modesta e não permitir um alívio da inflação corrente, as preocupações com o cenário externo – que diga-se de passagem pioraram exponencialmente desde a última reunião – devem continuar prevalecendo”, disse a consultoria.

Atualmente, a Selic está em 11,50% ao ano.

Segundo a Rosenberg & Associados, a autoridade monetária deverá manter o ritmo de corte de 0,5 ponto percentual, observado nas últimas duas reuniões.

“Provavelmente, manterá o ritmo para prolongar o ajuste”, completou.

Notas relacionadas:

  1. Incertezas globais barrarão alta de juros no Brasil, diz Rosenberg
  2. Mercado espera redução de juros na reunião de hoje do Copom
  3. Copom deverá manter ritmo de corte da Selic, diz LCA
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segunda-feira, 21 de novembro de 2011 Política Monetária | 10:10

O desmonte das medidas macroprudenciais

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Está cada vez mais claro que a economia brasileira vai crescer menos neste ano. E isso tem preocupado o governo Dilma Rousseff.

Dados do Banco Central mostraram que, no terceiro trimestre, a economia caiu 0,3% e o governo já admite um crescimento menor do PIB neste ano, entre 3% e 3,5%.

No foco das preocupações está o agravamento da crise da Europa.

Com base nisso, o governo já vem tomando medidas para blindar a economia brasileira.

O processo começou com a queda dos juros, promovida pelo Banco Central, no dia 31 de agosto.

Além disso, medidas macroprudenciais adotadas no fim do ano passado para brecar a economia já começaram a ser revertidas.
A pergunta, agora, é: quais serão os próximos passos do governo?

Das medidas adotadas em dezembro de 2010, ainda restam à autoridade monetária duas opções: reduzir o depósito compulsório e tirar o IOF sobre o crédito.

O Banco Central avalia se deve adotar essas medidas e quando adotá-las.

Ainda há muita cautela por parte da autoridade monetária com relação à inflação.

Outra possibilidade seria retirar o IOF sobre a renda variável, mas essa hipótese é considerada mais difícil, porque o câmbio baixo ainda não acendeu o sinal de alerta para o governo nesta questão.

A única certeza é de que o governo não abrirá mão da meta de superávit primário. O aperto fiscal será mantido e está descartada a possibilidade de um afrouxamento no controle dos gastos.

Vale lembrar que este foi um dos principais fatores que levou a Standard & Poors a melhorar a nota de crédito do Brasil, ontem.

O governo está acompanhando com muita atenção a situação da Europa. O bloco europeu tem duas opções: ou desvaloriza a moeda ou faz um ajuste fiscal significativo.

Na avaliação de um investidor internacional, a desvalorização seria como se você pintasse a sua casa com um pincel. Já o ajuste fiscal seria como manter o pincel fixo e você girar a casa inteira para pintar as paredes.

Ou seja, a segunda opção é quase impossível.

Notas relacionadas:

  1. “O Banco Central brasileiro causa a inflação na China”, disse Delfim em resposta às críticas ao BC
  2. Para equipe econômica, BC age com independência das opiniões internas e externas
  3. Senado aprova projeto que obriga Banco Central a se preocupar com emprego e crescimento econômico
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domingo, 20 de novembro de 2011 Política Monetária | 07:02

Desinflação será fraca e BC não terá espaço para corte agressivo de juros em 2012, diz Padovani

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A inflação dificilmente chegará ao centro da meta de 4,5% estabelecida pelo governo em 2012, na opinião de Roberto Padovani, economista-chefe do Banco Votorantim.

Segundo ele, “a manutenção do consumo doméstico deverá fazer com que o processo de desinflação não seja suficiente para alcançar a meta”.

Diante disso, diz Padovani, o Banco Central não encontrará espaços para cortar a taxa de juros de forma mais agressiva no ano que vem.

A estimativa do economista é de que a Selic feche o ano em 10,50%, um ponto percentual abaixo dos atuais 11,50%.

Padovani projeta uma leve recuperação da indústria em 2012, o que ajudará a manter o emprego nos patamares próximos aos atuais.

Ele acredita que a taxa de desemprego subirá levemente, de 6,2% para 6,4% no próximo ano.

“Do ponto de vista das condições de renda, este desaquecimento tende a produzir efeitos moderados: a massa salarial da economia deverá continuar em expansão”, disse.

Notas relacionadas:

  1. BC deve manter alta de juros para ter inflação na meta em 2012, diz Tendências
  2. BC derrubará juros a 10% em 2012, diz Itaú Unibanco
  3. Pressão inflacionária diminui, mas BC seguirá cauteloso com juros, diz Padovani
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quinta-feira, 17 de novembro de 2011 Política Monetária | 18:24

Elevação do rating do Brasil é “ajuste” da S&P, diz Agostini

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A decisão da agência de classificação de risco Standard & Poor’s de elevar a nota do Brasil para BBB foi apenas “um ajuste” para se equiparar com as concorrentes Fitch e Moodys, segundo Alex Agostini, economista-chefe da Austin Ratings.

Entre abril e junho, as outras duas principais agências de classificação de risco já haviam elevado a nota brasileira.

“Claro que é importante que mais uma agência ratifique essa melhora que o Brasil vem apresentando”, disse Agostini.

O economista, entretanto, faz um alerta: “Não nos enganemos, pois o Brasil não é uma nova Suíça”.

“Ainda temos problemas que precisam ser equacionados, como, nível de burocracia, elevada carga tributária, elevada concentração de renda, entre outros indicadores sócio-econômicos e fiscais.”

Leia também:

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Política Monetária | 18:09

Melhora da nota do Brasil mostra que economia está na direção certa, diz Fazenda

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O Ministério da Fazenda disse que a elevação da nota brasileira pela Standard & Poor’s é um reconhecimento de que a política econômica está na direção correta.

Em nota, o ministério diz que a decisão “em um momento delicado da economia internacional” mostra que “são sólidos os fundamentos macroeconômicos do País”.

“Numa conjuntura em que vários países têm sofrido rebaixamento de suas classificações de risco e governos têm-se enfraquecido por conta de problemas econômicos, o anúncio da agência de rating evidencia o sucesso da gestão da economia brasileira em seu objetivo de fortalecer o País”, disse o Ministério da Fazenda.

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Política Monetária | 18:05

Melhora da nota do Brasil pela S&P chancela política de Mantega e Tombini

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Apesar de todas as críticas contra a política econômica do atual governo, a melhora da nota do Brasil em dois degraus pela Standard & Poor’s chancela as medidas tomadas pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, e pelo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.

O Brasil já tem se destacado nos últimos meses pelas condições que reúne para enfrentar a atual crise econômica, a rapidez com que o governo se mexeu, principalmente após a decisão de ter baixado a taxa de juros no dia 31 de agosto, certamente contribuiu ainda mais para melhorar sua posição no mundo.

O Banco Central do Brasil foi um dos primeiros a ter tomado a decisão de baixar os juros, uma medida que recebeu fortes críticas de diversos segmentos econômicos. Nas semanas seguintes, foi seguido por vários Bancos Centrais do mundo inteiro, inclusive o Banco Central Europeu.

Para um grande investidor internacional, essa notícia foi uma outra bofetada na cara do mercado que não acreditava na politica fiscal do governo. “A melhora da qualificação do Brasil é reflexo do voto de confianca da agência  na politica fiscal do governo.”

A decisão da S&P de melhorar a nota do Brasil foi tomada para compensar o desequilíbrio que existia em relação à comparação do risco do País com a dos outros países. Não justificava o País ter uma nota tão ruim, apesar de o risco País ser um dos menores, principalmente em relação a outros países que enfrentam grandes problemas de endividamento.

Notas relacionadas:

  1. Mantega diz que governo já irá cumprir 50% da meta fiscal do ano até abril
  2. O ajuste fiscal é a melhor arma para o combate à inflação, diz Mantega ao iG
  3. Mantega anuncia novo corte de gastos e aumento do superávit primário para baixar juros
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domingo, 6 de novembro de 2011 Política Monetária | 07:04

Pressão inflacionária diminui, mas BC seguirá cauteloso com juros, diz Padovani

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Os recuos observados nos preços do atacado e dos alimentos devem chegar ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – a inflação oficial – nos próximos dois meses, reduzindo as expectativas de inflação.

As projeções são do economista-chefe do Banco Votorantim, Roberto Padovani.

“O humor está mudando com relação a um menor crescimento e menor pressão inflacionária”, disse, em relatório enviado a clientes. “Mas, o Banco central tende a ser cauteloso ao reduzir a taxa para baixo de 10,50%.”

O IPCA do quarto trimestre deve ficar em torno de 0,50%, contra 0,74% de igual período do ano passado, segundo Padovani.

No primeiro trimestre de 2012, o índice deve subir para 0,70%.

O economista aponta que, com a perspectiva de queda da produção industrial, a inflação acumulada em 12 meses tende a cair.

“Os investidores podem começar a precificar os juros de um dígito até 2012”, disse.

Mas, para o economista-chefe do Votorantim, o BC deve ser mais cauteloso, já que a inflação de serviço deve continuar acima da meta.

Notas relacionadas:

  1. BC dá sinal claro de que alta de juros acabou, diz André Perfeito
  2. Banco Central deve cortar juros a 11% até o fim do ano, diz Alex Agostini
  3. BC derrubará juros a 10% em 2012, diz Itaú Unibanco
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terça-feira, 1 de novembro de 2011 Política Monetária | 18:26

Senado aprova projeto que obriga Banco Central a se preocupar com emprego e crescimento econômico

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O Banco Central deverá adicionar à sua lista de prioridades o crescimento da economia e a geração de empregos.

A recomendação faz parte de um projeto de lei do senador Lindbergh Farias (PT-RJ), aprovado hoje pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Com isso, a autoridade monetária não deverá focar seus esforços exclusivamente no controle da inflação e na solidez do sistema financeiro.

Será mais um reforço para o Banco Central manter o processo de queda na taxa de juros.

Com a medida, a autoridade monetária brasileira se aproxima do modelo norte-americano, já que o Federal Reserve também tem como um de seus focos a geração de emprego.

Notas relacionadas:

  1. Banco Central deve cortar juros a 11% até o fim do ano, diz Alex Agostini
  2. Banco Central deve reduzir juros a 10,50%, diz Octavio de Barros
  3. Ata marca mudança de cenário para o Banco Central, diz LCA
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Política Monetária | 15:43

Banco Central recebe prêmio por operações com reservas internacionais

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O Banco Central do Brasil recebeu o STP Awards do BNY Mellon, que reflete do padrão de excelência na liquidação das operações com as reservas internacionais.

O BNY Mellon é um dos bancos em que o BC mantém em conta corrente moeda norte-americana para operações com as reservas.

O BC atingiu média de 98% de instruções liquidadas nos últimos doze meses, pelo BNY Mellon, sem intervenção manual.

A movimentação acumulada no período totalizou US$ 1,7 trilhão.

O prêmio foi entregue na segunda-feira em uma solenidade na sede do Banco Central, em Brasília.

Notas relacionadas:

  1. “O Banco Central brasileiro causa a inflação na China”, disse Delfim em resposta às críticas ao BC
  2. Banco Central atual é o mais independente que já tivemos, diz Paulo Francini
  3. Ata marca mudança de cenário para o Banco Central, diz LCA
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quinta-feira, 27 de outubro de 2011 Política Monetária | 10:51

Ata marca mudança de cenário para o Banco Central, diz LCA

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O Banco Central promoveu uma mudança importante na ata da 162ª Reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada hoje.

No documento, a autoridade monetária trouxe uma mudança no cenário adotado para a economia.

A partir de agora, o BC trata oficialmente como cenário central aquele que vinha sendo considerado como alternativo até o encontro anterior do Copom.

“Essa mudança na percepção do Banco Central quanto à trajetória da conjuntura internacional – e seu impacto sobre a economia doméstica – explica porque ele continuou a cortar a Selic a despeito de os seus modelos de projeção terem apontado estimativas de inflação em elevação e acima do valor central da meta para 2012”, disse a LCA.

No novo cenário central, o BC considera que a crise internacional atual deve trazer um impacto de um quarto das perdas provocadas durante a crise de 2008.

A autoridade monetária também passa a considerar que a deterioração do cenário internacional deve se prolongar por mais tempo que o observado na crise anterior.

A LCA manteve a projeção de corte da Selic para 10% ao ano e um crescimento pouco abaixo do potencial para o PIB brasileiro até o fim de 2011 e ao longo de boa parte do ano que vem, “o que permitirá à inflação desacelerar de perto do teto da meta em 2011 para pouco acima de 5% em 2012”.

Notas relacionadas:

  1. Banco Central deve cortar juros a 11% até o fim do ano, diz Alex Agostini
  2. Stanley Fischer elogia Banco Central do Brasil
  3. Banco Central deve reduzir juros a 10,50%, diz Octavio de Barros
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terça-feira, 18 de outubro de 2011 Política Monetária | 12:00

Copom deverá manter ritmo de corte da Selic, diz LCA

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A LCA acredita que, na reunião desta semana, o Copom deve manter o ritmo de redução de meio ponto percentual na taxa Selic, mas não descarta uma aceleração no ritmo de queda nos juros.

“As expectativas de mercado para o crescimento da economia doméstica continuam a ser revisadas para baixo – sugerindo que as pressões inflacionárias advindas de descompassos entre oferta e demanda tenderão a se diluir. Diante disso, o Banco Central poderia ficar tentado a acelerar o ajuste da taxa básica de juros”, afirma a consultoria.

Mas, para os economistas da LCA, a menor tensão nos mercados globais deve contribuir para que a reducão de juros deve ser mais moderada.

A LCA está revisando para baixo sua estimativa para o crescimento do PIB no terceiro trimestre.

Notas relacionadas:

  1. BC irá manter Selic em 10,75% amanhã, diz Banco Modal
  2. Resultado do IPCA sentencia corte de 0,5 ponto percentual da Selic, diz André Perfeito
  3. BC envia nota sobre procedimentos do Copom
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Política Monetária | 10:11

BC envia nota sobre procedimentos do Copom

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O Banco Central divulgou hoje uma nota, na qual afirma que a taxa de juros é discutida somente dentro da reunião entre os diretores.
Segundo a nota do banco, a informação é imediatamente divulgada e “não é possível conhecimento prévio da decisão”.

Na sexta-feira passada, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) confirmou a informação de que estaria apurando movimentações atípicas no mercado de juros na semana da última reunião do Copom.

A nota do BC esclarece que não é possível se saber antecipadamente a decisão do Copom.

Leia a íntegra da nota do Banco Central:

Por ocasião da reunião do Comitê de Política Monetária, o Banco Central do Brasil esclarece que:

A meta da taxa Selic somente é discutida em reunião reservada no segundo dia e fixada por maioria de votos dos membros do Copom, colegiado composto pelo presidente e pelos diretores do Banco Central.

A decisão é imediatamente informada a toda a sociedade, por meio de nota publicada no sítio do Banco Central na internet e no Sistema de Informações do Banco Central (Sisbacen).

Assim, não é possível o conhecimento prévio da decisão.

Mais informações sobre o rito das reuniões do Copom podem ser consultadas no sítio do Banco Central do Brasil, por meio de acesso ao endereço http://www.bcb.gov.br/?COPOM.

Notas relacionadas:

  1. Em dia de Copom tranquilo, expectativa fica com o comunicado pós-reunião
  2. Nota curta do Copom abre espaço para qualquer interpretação, diz André Perfeito
  3. Mercado espera redução de juros na reunião de hoje do Copom
Autor: Guilherme Barros Tags: , , ,

quinta-feira, 13 de outubro de 2011 Política Monetária | 11:03

Fiesp, Abimaq e sindicatos abraçam prédio do BC contra juros

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Entidades como Fiesp, Abimaq, CUT e Força Sindical preparam para a próxima terça-feira um protesto contra os juros altos no Brasil.

Mais de mil integrantes das entidades darão um “abraço simbólico” no prédio do Banco Central, na Avenida Paulista, em São Paulo, durante a manifestação.

O protesto acontece no primeiro dia da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, realizada em Brasília, que definirá os rumos da taxa básica de juros.

Antes do abraço, os presidentes Paulo Skaf (Fiesp), Luiz Aubert Neto (Abimaq), Paulo Pereira da Silva (Força Sindical), Arthur Henrique (CUT), Miguel Torres (Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo) e Sergio Nobre (Sindicato dos Metalúrgicos do ABC) lançam um manifesto por um Brasil com menos juros, maior produção e mais emprego.

A manifestação está prevista para as 12h.

Notas relacionadas:

  1. Brasil é o segundo país do mundo que mais gasta com juros
  2. Abimaq contesta ‘financistas’ que defendem manutenção da Selic
  3. Banco Central pode cortar juros em 1 ponto ou mais em outubro
Autor: Guilherme Barros Tags: , , , , , , ,

terça-feira, 11 de outubro de 2011 Política Monetária | 12:09

Pérsio Arida discute taxa de juros na Casa do Saber

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O ex-presidente do Banco Central Pérsio Arida dará uma palestra na Casa do Saber, sobre o tema “Juros altos, a jabuticaba brasileira”.

No encontro, o economista – que foi um dos criadores do Plano Real – defenderá medidas para conter a alta taxa de juros no País.

Segundo ele, “só o Brasil mantém juros muito altos por períodos tão prolongados de tempo”.

Arida chama isso de “a jabuticaba brasileira”.

O encontro será realizado no próximo dia 18.

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sexta-feira, 7 de outubro de 2011 Política Monetária | 15:06

Juros cairão a um dígito em 2012, diz Itaú Unibanco

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O Brasil caminha para retomar o patamar de taxa de juros de um dígito – obtida pela primeira vez na história em meio à crise mundial – em 2012.

Segundo projeções da equipe econômica do Itaú Unibanco, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deve promover cortes de 0,75 ponto percentual na Selic nas próximas quatro reuniões.

Caso isso se confirme, prevê o banco, os juros chegarão a 10,5% no fim deste ano. “E 9% em 2012”, completou.

“Tendo em vista a desaceleração um pouco mais forte que o esperado e a percepção de maior risco externo, acreditamos que o Banco Central acelere o ritmo do corte dos juros”, disseram os economistas do banco, em relatório.

Na projeção anterior do Itaú Unibanco, a Selic cairia a 0,50 ponto percentual por reunião, establizando-se, posteriormente, em 10% ao ano.

Notas relacionadas:

  1. Mercado espera redução de juros na reunião de hoje do Copom
  2. Itaú Unibanco aposta em manutenção da Selic hoje
  3. BC derrubará juros a 10% em 2012, diz Itaú Unibanco
Autor: Klinger Portella Tags: , , , ,

Política Monetária | 10:50

Resultado do IPCA sentencia corte de 0,5 ponto percentual da Selic, diz André Perfeito

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O resultado de alta de 0,53% do IPCA em setembro, a maior para o mês em 8 anos, indica que deve ocorrer um corte de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros do País, segundo análise de André Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos.

“Trabalhamos com 3 cortes de 50 pontos-base, fazendo a Selic chegar no início de 2012 em 10,50%”, diz Perfeito.

Para o resultado de setembro, o modelo da Gradual apontava inflação mais modesta, em 0,45%. “O vilão desta vez foram as passagens aéreas, que, segundo o instituto, representaram quase 17% da alta do IPCA este mês. Este impacto deve ser mitigado já em outubro, juntamente com outro grupo que andou estressando o índice, o da habitação”.

Em relação ao mercado, Perfeito diz que as estimativas são de apreciação do real frente ao dólar. Segundo ele, os recentes recordes de arrecadação, somados a contenção de gastos por parte do Governo Federal, irão construir uma situação fiscal que irá diminuir a percepção de risco em relação à economia brasileira.

“Acreditamos como muito provável a elevação da nossa nota por alguma agência de classificação de risco. Isto tudo em conjunto coloca o Brasil de forma fundamental como porto aos recursos perdidos na Europa e nos EUA”, diz.

No entanto, o economista sugere cautela sobre a apreciação da moeda brasileira. “O real se apreciou na esteira de certo bom humor em relação a Europa, mas ainda não foi feito nada substancial. Podemos ver ainda volatilidade nos mercados na próxima semana”.

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segunda-feira, 26 de setembro de 2011 Política Monetária | 11:42

Mesmo com inflação acima da meta, Israel surpreende e corta juros

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Não é só o Banco Central do Brasil que está receoso com as perspectivas de um desaquecimento mais forte da economia. O BC de Israel, que é presidido pelo respeitado economista Stanley Fischer, acaba de decidir baixar a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual. A taxa caiu de 3,25% para 3%.

A decisão surpreendeu a maioria dos analistas econômicos, que previam manutenção da taxa básica de juros.

O BC tomou essa decisão apesar da inflação estar acima da meta. A inflação acumulada dos últimos 12 meses é de 3,4%, e a meta é de 3%.

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quinta-feira, 22 de setembro de 2011 Política Monetária | 15:13

BC deve lucrar US$ 400 milhões com swap reverso

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O mercado estima em US$ 400 milhões o lucro que o Banco Central acumulou com os contratos de swap cambial reverso no ano.

Os contratos de swap cambial reverso foram usados como instrumento para conter a tendência de valorização do real contra o dólar.

Com o agravamento da crise internacional, o câmbio mudou de tendência e passou a se desvalorizar. Diante da nova realidade, a opção do Banco Central foi reduzir o estoque de swap reverso e passar a vender dólares no mercado futuro, com a oferta de contratos de swap.

Só na manhã de hoje, foram vendidos US$ 2,715 bilhões em contratos de swap. Com a atuação, o dólar caiu e voltou a ser cotado abaixo dos R$ 1,90.

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Política Monetária | 11:43

Apesar do juro baixo, BC da África do Sul discute corte da taxa com medo da crise

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A crise global está assustando todos os bancos centrais do mundo.

O Banco Central da África do Sul decidiu, em reunião hoje, manter a taxa básica em 5,5%, apesar de a inflação estar em 5,4%, praticamente no topo da meta daquela país – a meta é de 3% a 6%.

As previsões são de que a inflação na África do Sul feche o ano acima da meta.

Em entrevista logo após a reunião, a presidente do BC da África do Sul, Gill Marcus, afirmou que “seria imprudente não ter discutido um corte de juros hoje”.

Assim como o Brasil, o BC da África do Sul também está muito preocupado com as implicações da crise global sobre a economia doméstica. A diferença é que o juro real na África do Sul é praticamente zero.

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quarta-feira, 21 de setembro de 2011 Finanças, Política Monetária | 09:37

Dólar passa de R$ 1,80 no Brasil

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O mercado abriu hoje com pessimismo generalizado em relação à Europa.

O dólar sobe no mundo inteiro com força. Moedas como o real, o peso chileno, o peso mexicano e o rand sul-africano estão sofrendo forte pressão.

O dólar já superou  marca de R$ 1,80. Está a R$ 1,82.

O mercado está sem liquidez.

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terça-feira, 20 de setembro de 2011 Política Monetária | 10:31

Vivemos um momento parecido com o ocorrido em 2008, diz André Perfeito

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Não é possível deixar de comparar o momento econômico vivido hoje e o ocorrido em 2008. A alta do dólar registrada nos últimos meses lembra a trajetória percebida no período da quebra do Lehman Brothers.

A análise é do economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito.

“O rali da moeda norte-americana começou semanas antes do fim do banco símbolo da crise e seguiu por semanas até se precificar o fim do mundo. Hoje a trajetória é muito parecida”, diz Perfeito.

O economista afirma que o momento atual tem outras características parecidas com o de 2008. “A evolução dos treasuries de 10 anos, que usamos aqui como uma referência da insegurança global, está abaixo do patamar atingido em 2008, sugerindo que agora pode ser – ou é – tão ruim quanto antes.”

Apesar das semelhanças com a crise de 2008, Perfeito não acredita que “uma quebra grega seja assim o fim do mundo”. “Se a Grécia quebrar não será nenhum drama, a não ser que a disputa política irrompa do sub-solo do ressentimento europeu.

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segunda-feira, 12 de setembro de 2011 Política Monetária | 08:26

BC derrubará juros a 10% em 2012, diz Itaú Unibanco

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O quadro de pessimismo internacional, com desaquecimento da economia global, vai fazer com que o Banco Central prolongue o movimento de queda de juros ao longo de 2012.

Segundo Ilan Goldfajn, economista-chefe do Itaú Unibanco, o Comitê de Política Monetária (Copom) deverá reduzir a taxa Selic a 10% ao ano em 2012.

“Considerando a avaliação do cenário internacional revelada pelo Copom e a nossa projeção de crescimento mais baixo da economia global, mantemos a expectativa de mais 200 pontos base de ajuste na taxa Selic”, disse Goldfajn, em relatório enviado a investidores.

Com isso, o banco projeta que a taxa básica de juros encerre 2011 em 11%, com cortes sucessivos de 0,5 ponto percentual nas próximas reuniões, baixando mais 1 ponto percentual até o fim do ano que vem.

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Autor: Klinger Portella Tags: , , , , ,

Política Monetária | 06:02

Banco Central pode cortar juros em 1 ponto ou mais em outubro

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O Banco Central deve baixar os juros de forma mais agressiva a partir da próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em outubro.

Apesar das críticas de muitos analistas ao corte de meio ponto na semana passada, o governo está convencido de que o Brasil tem uma oportunidade rara de baixar a taxa de juros mais rapidamente.

Segundo fontes do governo, já se cogita a hipótese de, a partir de outubro, a redução ser de até 1 ponto percentual ou mais na taxa básica de juros.

A contrapartida é a promessa do governo de manter o aperto fiscal.

A ideia é que a presidenta Dilma Rousseff termine o governo com taxa de juros de países civilizados.

Não será surpresa se, no ano que vem, o juro baixar para algo em torno de 4% em termos reais, o que corresponde a uma Selic de 8% mais ou menos.

O Brasil não quer repetir o erro de 2008 e 2009, quando desperdiçou uma oportunidade rara de reduzir a taxa de juros mais agressivamente.

A Turquia aproveitou o momento da crise e hoje tem juros muito menores do que o Brasil, apesar da condição econômica pior que a brasileira.

Atualmente, a taxa de juros no país é de 5,75% ao ano, contra 12% da Selic.

Na opinião do governo, essa queda mais brusca da taxa de juros não vai influenciar a inflação, diante da crise internacional.

Além disso, se houver algum problema de inflação, o Banco Central pode, de novo, subir os juros, mas não tanto como agora.

A atual taxa de juros do Brasil não é compatível com a situação econômica do País.

Se Fernando Collor ficou marcado pela abertura da economia, Fernando Henrique Cardoso pela estabilização e Lula pelos avanços na área social, Dilma quer ficar marcada por ter acabado com a última distorção na economia, que é a injustificável taxa de juros.

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Autor: Guilherme Barros Tags: , , ,

quinta-feira, 8 de setembro de 2011 Política Monetária | 10:01

Banco Central deve reduzir juros a 10,50%, diz Octavio de Barros

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deu sinais de que seguirá com a política de redução na taxa básica de juros nos próximos encontros.

Após a divulgação da ata da reunião da semana passada, o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco, Octavio de Barros, destaca que “a estratégia de ajustes moderados no nível da taxa básica está praticamente assegurada”.

Para ele, a autoridade monetária deverá promover novos cortes de 1,50 ponto percentual na Selic, que deverá começar 2012 em 10,50% ao ano.

Contribuem para as projeções, a deterioração do cenário externo, com o desaquecimento da economia global ainda mais fragilizada, e o enfraquecimento das pressões inflacionárias sobre a economia brasileira.

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