“Na dúvida, pare”, diz Gabrielli
O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, tem sido muito reticente a comentar o acidente da Chevron na Bacia de Campos, até porque a companhia é sócia da empresa norte-americana no campo petrolífero.
A Petrobras detém 30% do campo de Frade, onde ocorreu o vazamento de óleo, mas a operação é de total responsabilidade da Chevron.
Em entrevista concedida ao iG, Gabrielli concordou em falar sobre acidentes com vazamentos de óleo sem se referir especificamente ao da Chevron, que ele diz que é impedido de se pronunciar por questões de cláusula de confidencialidade no contrato da Petrobras com a petrolífera americana, a segunda maior do mundo.
Gabrielli afirma, no entanto, que existem meios de as companhias de petróleo se prevenirem de acidentes.
“Os acidentes podem e têm como ser evitados”, afirmou.
“Na dúvida, o melhor, no entanto, é parar a operação. Nosso slogan principal na Petrobras é esse: Na dúvida, pare”, disse.
Segundo Gabrielli, a Petrobras dispõe, hoje, de um complexo aparato capaz de se mobilizar a qualquer momento para qualquer sinal de acidente em seus campos de petróleo.
Chama-se CDA, Centro de Defesa Ambiental, que compreente mais de 500 operadores e líderes da Petrobras em todas as bases avançadas das companhias, 37 embarcações dedicadas, 130 embarcações de apoio, 150 km de barreiras de contenção, 120 km de barreiras absorventes, 200 unidades de recolhimento de óleo e 200 mil litros de dispersantes, entre dezenas de outros itens para resposta a emergências.
Além de um sistema que pode também mobilizar, a qualquer momento, prefeituras, Defesa Civil, comunidades etc.
Todo esse aparato, segundo Gabrielli, está preparado para entrar em ação durante 24 horas por dia todos os sete dias da semana.
Segundo Gabrielli, são como bombeiros, que torcem para não ser acionados, mas que podem ser mobilizados a qualquer momento.
Por isso, Gabrielli o risco de um vazamento de petróleo é menos de fiscalização e mais de prevenção.
Segundo ele, antes do acidente, sempre é possível se detectar algum sinal.
“O acidente nunca tem uma única causa, mas sempre múltiplas causas”, afirmou Gabrielli.
Gabrielli reconhece, no entanto, que é mais difícil para uma companhia que detém apenas uma operação de petróleo, como no caso da Chevron, em relação à Petrobras, por exemplo, que possui diversas operações.
Por isso, ele minimiza os riscos de acidentes no pré-sal, uma das preocupações maiores que vieram à tona depois do acidente da Chevron.
A grande preocupação, a seu ver, é com a política de prevenção de acidentes.
“A lei brasileira de meio ambiente é uma das mais rígidas do mundo. O problema é de execução e da percepção de risco”, afirmou.
De qualquer forma, o presidente da Petrobras afirma que um acidente como o que ocorreu com a Chevron atinge toda a indústria.
“O acidente atinge a indústria petrolífera como um todo. Todos temos que colaborar com essa situação”.
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13 Alexandrino 28/11/2011 23:38
Quem trabalha na Petrobras sabe que a realidade é bem diferente do discurso do José Sergio.
Os petroleiros estão querendo até fazer greve para garantir uma segurança maior para poder trabalhar.
O desrespeito com a vida humana é comum na Petrobras.
O lucro a qualquer preço é o nosso desafio , este é o verdadeiro slogan da Petrobras.
12 Luciano 28/11/2011 14:33
Parabéns Presidente Gabrielli por seus comentários sensatos e precisos quando a situação envolve petróleo. É de pessoas como o senhor que a Petrobras e o Brasil se orgulham e precisam para continuar nosso crescimento com responsabilidade ambiental e social.
cláudio 28/11/2011 17:52
Caro Luciano,
não se deixe levar por palavras bonitas, só quem trabalha dentro das plataformas da Petrobras sabe que isso é para inglês ver e bater palmas. Se você usar esta linda frase no dia a dia vão parar 70% delas.
11 ALBERTONI 28/11/2011 14:29
É ÓTIMO FAZER A LEITURA DE UMA ANALISE SOBRE O ACIDENTE OCORRIDO, ATÉ PORQUE ESSE TEMA É POUCO COMENTADO NOS SITES POPULARES, AGORA FALTA MELHORAR AS JUSTIFICATIVAS DO GOVERNO, E MOSTRAR DE FORMA CLARA PARA A SOCIEDADE BRASILEIRA, COMO TUDO É PLANEJADO E QUAL O NIVEL DE PARTICIPAÇÃO DE TODO ESSE CORPO ESPECIALIZADO QUANDO TUDO ACONTECE, PORQUE ESSE DISCURSO DO PRESIDENTE É DE BIBLIOGRAFIA, MAS, NA PRÁTICA NADA ESTA ESCLARECIDO PARA O POVO.
10 Atraza 28/11/2011 13:53
Na duvida pare…e seja punido.. Isso o Gabi esqueçeu de falar.. Tudo no brasuka tá caindo os pedaços, é carro ruim e caro, remédios adulterados, policia e politicos corruptos, o povão ultrapassando em local proibido nas estradas, e vcs querem uma empresa séria gerida por nós???? aqui é tudo piada. Pra dar certo, temos que ter a redundância da redundância, daí funciona. Na duvida, o melhor é .. pergunte.. e depois pare.. pq senão daqui a pouco vamos é parar tudo.. kkkk
9 CARLOS ALBERTO 28/11/2011 12:57
Tá de bincadeira, ouví isso durante 30anos, pára pra ver o que vai acontecer,falta comando,tecnologia e principalmente a responsabilidade e o compromisso com os valores que a empresa prega, privatiza prá ver se não acaba a bagunça.
Mauricio 28/11/2011 14:15
Se vc trabalha ou trabalho na Petrobras, como parece, também conhece aquela outra brincadeirinha sobre o lucro de uma empresa de petroleio. Ganha-se dinehiro não importa qual o grau de organização da empresa de petrtoleo, portanto privatizar pode não resolver nadinha de nada.
A piada a que me refiro é:
Quais são os tres negócios mais rentaveis do planeta?
Resposta:
O primeiro melhor é uma empresa de petróleo bem administrada.
O segundo é também uma empresa de petroleo mais ou menos organizada.
O terceiro continua sendo uma empresa de petróleo completamente desorganizada.
8 Adão 28/11/2011 11:26
Quando acontece um acidente com petroleo, a cidade que recebe royalt deveria tambem ser responsabilizada. Já que o derramamento de petroleo prejudica toda a fauna do paiz e do mundo. Todos somos prejudicados.
7 Aloysio Augusto Junqueira 28/11/2011 11:15
Não sei o que dizer ! Foi uma respota da natureza a invasão do seu ambiente? Todos sabemos que a naturza não reage as loucuas dos homens, mas que ela se vinga quando agredida, não ha a menor duvida, Portanto fassam uma investigação bem acurada e desvcobrir os culpados, e aí pun-los com rigor Não adianta chorar o leite derramado, o que se deve fazer é impedi-lo por todos os meios que não se repita o desastre.
6 Antonio Guedes 28/11/2011 10:56
Concordo com todos…mas só uma correção…não vamos falar de patriotismo numa empresa privada que aos brasileiros, que não são acionistas nem funcionarios, não traz diferencial algum, pois os preços aqui praticados seguem valores internacionais tal e qual qualquer empresa faria (e com razão) por que busca o lucro, nem erro nisso. Erro nosso de dizer que a Petrobras é nossa, é nada, hoje é uma empresa privada de ponta e referencia bancada em seu inicio por nós povo brasileiro, que de benefício não tem nada. Se aumenos os preços internos fosse menores que a referencia internacional, seria um retorno ao povo, mas a preços internacionais…balela, compra lá fora e vende aqui e guarda as reservas.
Nacionalismo sim, mas sem falar de petrobras.
5 Teres Virmond 28/11/2011 10:10
A Globo já saiu em campo para dizer que a culpa é do governo e da
Petrobrás. A Chevron é a 2ª maior Cia. de petróleo do mundo, mas a imprensa brasileira (??)livrou sua cara. O culpado é o governo e o alvo é o pré-sal. Só que o tiro vai sair pela culatra. Os alienigenófilos de sempre ao fazerem pressão sobre as dúvidas em se explorar o pré-sal, estão reforçando o argumento da Petrobrás de que ela é a mais preparada em realizar operação tão delicada. As estrangeiras não tem “expertize” e muito menos moral (ver Golfo do México e agora campo do Frade) para se lançar nesta empreitada. À nós, brasileiros e patriotas, cabe aguentar o PIG.
4 Pedro 28/11/2011 9:13
O Direito ambiental brasileiro é claro; tem que parar a operação, atuar e obrigar a reparar o dano causado sob pena de cancelamento da licença em caráter definitivo. Só que no Brasil, a lei só as autoridades só aplicam a lei contra aqueles que estão inferiorizados do ponto de vista econômico e social.