Europa endereça soluções, mas crise ainda ganha proporções, diz Octavio de Barros
A crise que domina a economia europeia ainda deve deixar os mercados cautelosos e voláteis, mesmo com o empenho dos governos locais em procurar saídas para a situação.
A avaliação é do diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco, Octavio de Barros.
Segundo o economista, os líderes europeus anunciaram no fim de semana “diversas intenções favoráveis” para a solução da crise.
Ele lista os esforços de Alemanha e França para garantir a recapitalização dos bancos europeus e a aprovação do plano de resgate do Banco Dexia, “que deverá sustentar uma melhora dos mercados”.
“Sem abrir muitos detalhes sobre o que foi decidido ou quantos bancos europeus serão recapitalizados, o sinal é de que algum acordo decisivo será alcançado antes da cúpula dos 27 líderes da União Europeia”, disse Barros.
O economista pondera, no entanto, que, “mesmo com essas soluções endereçadas, o problema vem ganhando proporções maiores nas últimas semanas”.
Barros destaca a necessidade de programas de resgates dos bancos, que reforçam a fragilidade do sistema financeiro da região. “Além dos problemas soberanos, que seguem em curso.”
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