CNI considera um absurdo críticas ao BC e desafia críticos a viverem no mundo real
As críticas que estão sendo feitas ao Banco Central pela redução da taxa de juros em 0,5 ponto percentual são um absurdo. É o que afirma Robson Andrade, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Segundo ele, o BC vem subindo a taxa de juros desde o início do ano com o objetivo de reduzir a inflação. “O Banco Central já subiu muito a taxa de juros e, agora, com a crise internacional, viu que já era a hora de começar um processo de redução”, diz Andrade.
Para a CNI, o BC de Alexandre Tombini está preocupado com o crescimento da economia, com a manutenção do emprego, e não só com o aspecto monetário. Andrade não acredita que tenha ocorrido interferência política na decisão pela redução da taxa de juros. “O mundo inteiro está preocupado com o crescimento, e o Brasil também não deveria abrir mão dele”, diz.
Sobre as referências à decisão do BC, o presidente da CNI desafia: “quero ver esses críticos do Banco Central viverem no mundo real da economia”.
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22 comentários | Comentar
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22 Romu 02/09/2011 0:06
É, a cartilha neo-liberal tucana `tá pegando fogo.
21 Antonio M Lacerda 01/09/2011 20:58
A crise de 2008 era nos Bancos Americanos. No caso, o Brasil estava com o seu sistema financeiro aprumado e não sofreu interferências maiores. No caso atual a crise é de economia dos estados. Os EE.UU. p. ex., devem mais do que o PIB e estão buscando soluções fora do sistema financeiro. Devem desvalorizar o dólar, fazer dumping com os seus produtos, vendendo-os mais baratos e, ainda, especularem com as empresas que possuem no mundo abarrotando-as de dinheiro numa verdadeira guerra fisco-comercial. Seus juros, para rolar a dívida interna, são desinteressantes porque estão em torno de zero. Haverá fuga de capitais. Os mercados emergentes são a bola da vez… Fez bem o BC começar a baixar a SELIC. Só devemos aprender a consumir menos, o salário mínimo compra quase 3 cestas básicas p/ classe média (classe C). Temos gordura e vamos trabalhar. Há investimentos em ser e muitos vão surgir. Já somos 192,0 milhões de consumidores.
20 Paulo José de Almeida 01/09/2011 20:43
Se sobe, critica-se……Se mantém, critica-se……Se diminui, critica-se…
E aí, como ficamos: não ficamos…….
19 Gil S. Braga 01/09/2011 20:39
Quero dizer a quem crítica a redução da taxa de juros, que vocês são contra o desenvolvimento do País. Qualquer fala nesse sentido, não tem fundamento, pois, ao contrário, do que se pensa, o principal entrave para o desenvolvimento do Brasil é a elevada taxa de juros, não apenas essa determinada pelo governo, a Tx Selic. mais a taxa livre e arbittrária cobrada pelo oligopolio mercado financeiro braslieiro aos: (a) cidadãos e (b) pequenas empresas. Maior parte dos recursos destes são canalizados através de juros pagos ao mercado financeiro. exp. juros 190% a.a. Qual empresa do setor produtivo tem essa margem??????
18 Fabio Nelli 01/09/2011 20:34
Guilherme nao resta duvida que teve influencia na decisão da presidente Dilma e do Guido mantega. Mas foi no fritar dos ovos uma decisão sabia, para tentar conter um pouco a onda de pessemismo. Acredito que o presidente do BC trombini entendeu que deveria sim atender esse desejo do executivo.
Ainda assim os juros no Brasil estao muito alto e isso dificulta a controlar o preço do dolar, mas seria preciso tambem oss empresarios ajudar a combater a inflação e ter em mente que para aumentar receitas o correto e a eficiencia na produção e nao a majoração dos preços de seus produtos. Tambem a populaçao Brasileira precisa aprender que em uma economia estavel quando um produto sobe e preciso trocar por outro e nao comprar so pela marca. Precisa o consumidor passar a punir as empresas que sobem os preços dos produtos sem mais e menos, pois quem faz isso esta chamando o consumidor de bobo.
17 Gil S. Braga 01/09/2011 20:27
No Brasil: dois tipos de setores: um que vende dinheiro (mercado financeiro) e o outro que vende serviços (mercadoria e prestação de serviços). O primeiro ganha muito e não gera grandes beneficios para o povo (empregos e impostos), comparando com o segundo. O segundo garrega o país nas costas e gera maior volume de emprego e arrecadação para o governo. O primeiro tá acostumado a ganhar muito de forma fácil pois vende dinheiro caro para o governo e para o povo; e o segundo sempre a margem das ações de beneficiamento do governo. Qdo. isso ocorre o primeiro e quem se beneficia dele chia. Esses não estão preocupados o desenvolvimento do Brasil.
16 Francisco Antonio da Silva 01/09/2011 19:56
O sr. Loyola já teve seu dia de cavaleiro e não mostrou serviço. Selic altíssima e não tinha nenhuma autonomia. Hoje, você já desceu do cavalo, senhor, e sem nenhuma chance de montar novamente. By, see you later…
15 Fred 01/09/2011 19:33
Banqueiro defende banqueiro e empresário defende empresário. A população que se f*. Para nós população esses juros absurdos que o governo paga para rolar sua dívida nada mais são do que tranferência de renda da gente para eles. Para pagar esses juros estratosféricos se retira dinheiro da saúde da educação do sistema de transporte, etc, etc, etc. Temos que pagar uma das mais caras cargas fiscais do mundo para que grande parte desses tributos seja repassado de mão beijada para esses banqueiros inescrupulosos. Esses mesmos que cobram 12% a.m do cartão de crédito. Agiotagem legalizada. Que pena que nós sejamos tão “pacíficos” pra não dizer OTÁRIOS!!!!
14 Francisco 01/09/2011 19:29
O BC tem o DEVER de olhar o cenário interno e o externo. A obrigação dele ele fez: se esfriar demais a economia podemos nos arrepender, tem que ter ciência para mante-la aquecida “no ponto”. O mundo esta congelando, se esfriar rápido demais, entramos numa fria!
13 Aloisio 01/09/2011 18:45
Curioso, até o momento não lí ninguém que esteja preocupado com a inflação e a perda acelerada do poder aquisitivo do povo. Parece que a preocupação consiste apenas em obter dinheiro barato e lucros estratosféricos, será que são empresários??? Acho que não, afinal é uma classe que respeita demais o emprego, ainda mais nas crises…..
Moises 01/09/2011 20:51
Acontece Aloisio, que inflação ocorre porque a demanda é maior que a oferta, mas demanda alta não é problema, o problema é oferta baixa. E oferta está diretamente ligado ao setor produtivo. Para expandir a produção, produzir mais, é preciso crédito. Crédito caro dificulta a expansão da produção e o aumento da oferta. Acrescente que o custo com crédito é repassado para os preços, gerando aumento de preços. E Selic alta também gera mais custos para o pagamanto da dívida pública, que é pago por todos nós. Portanto, uma Selic absurda como o Brasil tem, mais atrapalha do que ajuda no combate a inflação. Existe ferramentas mais eficientes para controle da inflação, como o aumento do compusório e aumento do IOF. Mas este ano a inflação é decorrente sobretudo do aumento do preço de commodities no mercado internacional, ai não tem compusório ou IOF que resolva. Se a China, Índia e outros países estão consumindo mais commodities, o preço no mercado internacional sobe, e consequentemente sobe aqui.