Castro foi o pensador mais instigante do desenvolvimento brasileiro, diz Octavio de Barros
Para o economista-chefe do Bradesco, Octavio de Barros, Antônio Barros de Castro foi um “grande mestre” e “o pensador mais instigante do desenvolvimento brasileiro”.
O ex-presidente do BNDES morreu no último domingo (21), após o desabamento da laje de seu escritório em sua casa no Humaitá, zona sul do Rio de Janeiro.
Veja a seguir a nota de Octavio de Barros:
Antônio Barros de Castro dedicou a sua vida a pensar caminhos ótimos para o desenvolvimento, desprezando os atalhos perigosos tão atrativos aos incautos.
Castro foi um grande mestre que tive e que me ensinou a necessidade de “sairmos da caixa” e irmos em busca da compreensão das coisas sem dogmas e sem arrogância.
Quantas vezes discutimos possibilidades e tendências duradouras na nova economia brasileira em um mundo sinocêntrico. Sempre foi um pesquisador e professor como se deve ser e que honra genuinamente a profissão de economista. Estudou muito. Leu muito. Ensinou muito. Educou muito.
Para mim, que tive um convívio intelectual rico com ele em diferentes momentos da minha vida, guardarei na memória a figura honesta, íntegra e apaixonada pelas ideias construtivas. Sua sede de conhecimento era impressionante.
Castro nos deixa no auge de uma das reflexões mais profícuas de sua vida que é a relação da China com o mundo emergente e com o Brasil em particular. Certamente nos ajudaria a buscar caminhos para lidar com esse imenso desafio das próximas décadas. A pesquisa em economia do desenvolvimento talvez nunca mais seja a mesma, sem as ideias vibrantes e instigantes do Castro.
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