Economia peruana crescerá menos, mesmo com risco pequeno de ruptura, diz Padovani
O novo presidente peruano, Ollanta Humala, não deve promover mudanças radicais na política econômica do país, na análise de Roberto Padovani, estrategista de investimentos sênior para a América Latina do Banco WestLB do Brasil.
Em viagem ao Peru, Padovani constatou que “os riscos de uma ruptura econômica devido à transição política são baixos”.
Apesar disso, na análise do economista, a alta de 8,8% do Produto Interno Bruto (PIB) peruano no ano passado é insustentável e a economia local deve desacelerar nos próximos anos.
Para este ano, Padovani projeta crescimento de 6,4%, enquanto, em 2012, a alta deve ser de 6%.
O economista pontua que o ambiente ruidoso, por conta de possíveis testes do novo governo nos aspectos fiscais e monetários e com relação à regulamentação, pode reduzir os investimentos no país, e sua capacidade de crescimento.
“Além disso, a política fiscal expansionista provavelmente resultará em taxas de juros mais elevadas, reforçando nossa previsão de crescimento menor”, completou Padovani.
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