Não haverá crise no balanço de pagamentos nesta década, diz Alex Agostini
Após analisar o resultado agregado do balanço de pagamentos, o economista-chefe da Austin Rating Alex Agostini concluiu que não haverá qualquer crise no balanço de pagamentos nessa década (2011-2020).
“A situação contemporânea é muito confortável, visto que as reservas estão em níveis superiores às necessidades do passivo externo, bem como o saldo da balança comercial está muito melhor (64,7% até junho), maior que em 2010, os investimentos estrangeiros diretos (líquidos) não vão parar de crescer por conta do “Fenômeno Brasil” com pré-sal, Copa e Olimpíadas. Além disso, é claro, a Grécia não quebrou e não vai quebrar”, afirma o economista.
Segundo Agostini, o saldo deficitário em transações correntes não é por causa da balança comercial, como muitos apontam.
“Na comparação do resultado acumulado entre janeiro e maio deste ano contra o mesmo período de 2010, enquanto o saldo da balança comercial cresceu 52,5%, o déficit da conta de serviços e rendas aumentou 25,6%”, afirma.
Quanto ao resultado global do balanço de pagamentos, Agostini avalia que ele tem sido superavitário.
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