Inflação seguirá em alta na América Latina, diz Itaú Unibanco | Guilherme Barros

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quinta-feira, 2 de junho de 2011 Indicadores | 06:03

Inflação seguirá em alta na América Latina, diz Itaú Unibanco

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A inflação deve manter trajetória de aceleração nos próximos meses na América Latina, segundo projeções do Itaú Unibanco.

“A alta nos preços internacionais das commodities agrícolas tem impacto defasado na inflação doméstica, e estimamos que a maior parte da alta observada ao longo dos últimos meses nesses preços ainda não foi sentida”, disse o banco, em relatório.

Outro fator de impacto para a alta de preços, diz o Itaú Unibanco, é a recuperação da atividade, que reduz o hiato do produto.

Apesar da projeção de alta nos preços, o banco reduziu as projeções de inflação para os países latino-americanos para este ano, por conta dos números mais benignos divulgados recentemente.

No Chile, a inflação deve fechar o ano em 3,8% (0,20 ponto abaixo do esperado anteriormente) e em 3,2% em 2012. Na Colômbia, a alta deve ser de 4% (contra 4,5% da previsão anterior). No México, a inflação deve ficar em 3,8%, enquanto, no Peru, a elevação deve ser de 4,3%.

“Para 2013, esperamos que a inflação fique no centro da meta em todos esses paí­ses, com exceção do México, onde esperamos que a inflação se equilibre no teto da meta (4%)”, completou o Itaú Unibanco.

Acima do potencial

Na avaliação do banco, o crescimento dos países latino-americanos no primeiro trimestre de 2011 veio acima do potencial das economias, ampliando a pressão inflacionária.

No Chile, por exemplo, a alta foi de 5,4% nos três primeiros meses do ano, enquanto, no Peru, a expansão chegou a 6,6%.

Entretanto, para os próximos trimestres, as projeções são de moderação na taxa de crescimento das economias da região “para taxas mais próximas do potencial”.

“Para Chile, Colômbia e Peru estamos mantendo nossas projeções de PIB para 2011 e 2012. No México, devido aos dados de atividade mais fracos que o esperado, revisamos nossa projeção de crescimento para 4,2% em 2011 (4,7%, anteriormente).”

Em 2013, o Itaú Unibanco espera crescimento de 4,5% para o Chile, de 5% para Colômbia, de 2,5% para o México e de 6% para o Peru.

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Autor: Klinger Portella Tags: , ,

3 comentários | Comentar

  1. 3 Marcos Silva 02/06/2011 14:18

    Talvez o maior problema de inflação alta na america latina, não seja as causas apontadas como principal fonte de aceleração, e sim a região não tem tradição de economia estavel, e qualquer descompaço na produção ou custo, os produtores tem em mente como a melhor maneira de resolver o problema ,subir seus preços, isto porque a população ainda não aprendeu como nos paises estaveis substituir o produto por outro similiar. Seum dia quem sabe, quando os consumidores latinos americanos tiver esse conhecimento e costumes, uma empresa ou ate produtores agricolas vai pensar duas vezes antes de subir seus preços, pois pode ver seus produtos encalharem no estoque.
    Tome como exemplo uma coisa que vai acontecer dentro de 2 anos ou ate menos, por falta de produto no mercado internacional os produtores de cafe dobraram o seu preço, fiquem atento o que vai acontecer com o consumo desses na EUROPA E EUA, vai despecar o uso do produto, ate ele voltar o preço normal.

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  2. 2 MARCOS FERRAREZI 02/06/2011 11:51

    NÃO CONCORDO COM ESTA AVALIAÇÃO, A INFLAÇÃO SEGUIRA EM QUEDA A PARTIR
    DO 1 SEMESTRE DE 2012, PODENDO INCLUSIVE TER DEFLAÇÃO, CASO OS ECONOMISTAS OU VIDENTES PRECISEM DAREI MELHOR EXPLICAÇÕES
    PESSOALMENTE.

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  3. 1 Claudio Rossetto 02/06/2011 11:41

    Não precisa ser banqueiro para saber que a inflação vai subir. Nós não temos governo e consequentemente não tem controle sobre nada. Até a torcida do corintians sabe que a inflação vai subir.

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