Efeito Bin Laden nas bolsas e no petróleo é passageiro, afirma economista
Para o economista André Perfeito, da Gradual Investimentos, o preço do petróleo e o de outras commodities deve apresentar certa queda, mas não necessariamente por conta da morte do terrorista Osama Bin Laden pelo Governo dos Estados Unidos.
“Um conjunto de fatores que vão desde o fim do Quantative Easing nos EUA agora em junho, até as medidas contracionistas nos países emergentes. Saber o quanto desta queda será Osama ou destes outros fatores será impossível”, avaliou Perfeito em comunicado para o mercado na manhã de hoje.
Após a notícia da morte de Bin Laden, anunciada nesta madrugada pelo presidente dos EUA, Barack Obama, investidores reagiram derrubando o preço do petróleo (em torno de 1,3% em Nova York e Londres na manhã de hoje) e comprando ações nas bolsas.
“É verdade que parte do preço do petróleo tem um ‘custo’ Bin Laden, mas saber precisar quanto é este desconto será praticamente impossível”, diz Perfeito.
Na opinião do economista, as revoluções populares no norte da África e no mundo árabe são hoje eventos muito mais relevantes que a captura e morte de Osama.
A reação de países como Síria, Líbia e Yemen a este novo cenário terá grande influência na queda (ou não) do preço do Petróleo.
No Brasil, como a bolsa é vista mais como uma bolsa de mercadorias do que como uma bolsa de valores pelos estrangeiros, a queda das commodities para baixo deve manter positivo o índice no mercado acionário.
Soma-se a isto o processo continuado de aperto monetário em curso no País, o investidor estrangeiro terá cautela redobrada em relação à bolsa brasileira.
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