Governo prioriza combate à inflação e não deve adotar mais medidas para frear a queda do dólar | Guilherme Barros

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quinta-feira, 31 de março de 2011 Finanças, Governo | 19:49

Governo prioriza combate à inflação e não deve adotar mais medidas para frear a queda do dólar

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As recentes quedas do dólar em relação ao real, ainda que tenha ficado abaixo do piso de R$ 1,65, que era tido como limite de baixa pela equipe econômica do governo, não devem fazer que o governo tome novas medidas para conter a desvalorização da divisa norte-americana.

O motivo é óbvio. Há uma preocupação muito maior do que o câmbio, que é a alta da inflação. Essa é a prioridade do governo. 

Essa preocupação ficou clara ontem no relatório da inflação divulgado pelo Banco Central e está presente em todas as conversas com a equipe econômica.

A queda do dólar desses últimos dias pode ser considerada inclusive altamente conveniente nesse atual momento, uma conveniência digamos inconfessável para o governo, já que jamais alguém da equipe econômica vai admitir oficialmente que a desvalorização do dólar pode ser um importante aliado no combate à inflação.

Até porque, venhamos e convenhamos, o governo também pode argumentar que já adotou medidas com o objetivo de frear a queda do dólar, como a do aumento do IOF para empréstimos externos. Ou seja, de fato, o governo adotou medidas na área do câmbio.

Outras medidas mais fortes podem gerar um custo fiscal muito elevado. Para se dar um exemplo, o governo já gasta mais do que investe para manter o atual nível de reservas cambiais. Ou ainda ter um desgaste político grande, como a de uma quarentena, por exemplo.

A tendência, portanto, é de o governo meio fingir que não está vendo nada no câmbio para que o Banco Central conte com esse efeito adicional no combate à inflação.

Uma ajuda, aliás, que vem a calhar, já que o Banco Central já manifestou várias vezes que não pretende levar o país a uma recessão desnecessária nesse momento para baixar a inflação – ou seja, não irá fazer nenhum aumento absurdo de juros.

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Autor: Guilherme Barros Tags: , , ,

33 comentários | Comentar

  1. 33 José Maria 01/04/2011 9:58

    Mauro Reis (comentarista número 2).
    Meus parabéns você falou pouco e falou tudo.

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  2. 32 NIKO 01/04/2011 8:55

    reformas tributária e fiscal ajudariam na convivência pacífica da nossa moeda com o dolar.
    O problema é a presidenta aprovar tais projetos;pra frentre Brasil.

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  3. 31 Ventura 01/04/2011 8:52

    No médio prazo espera-se que o dolar volte a aumentar sua cotação, a culpa por toda essa baixa vem do governos dos EUA estar inundando o mundo com dólares, com a moeda mais barata os produtos norte-americanos ficam mais competitivos e ajuda a economia deles a rodar, infelizmente pouco o governo Brasileiro pode fazer no momento.
    Por outro lado realmente, dolar baixo ajuda no combate à inflação, e isso é muito conveniente do ponto de vista das pessoas que desejam adquirir seus bens e não querem ficar sem seu ganha pão, com a economia aquecida o emprego não despenca.
    Quem perde são os exportadores, mas muitos empresários tem conseguido manter as vendas no exterior, ainda que o real valorizado torne nosso produto menos competitivo.

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  4. 30 Mauro Souza 01/04/2011 8:38

    Vejo com certo receio a queda do dólar sem nenhum tipo de acompanhamento, pois sabemos que, apesar de ter um mercado interno crescente do ponto de vista de potencial para consumo, é a exportação de comodities, sejam elas agrícolas ou não, que mais contribuem para o equilíbrio da nossa balança comercial. Infelizmente, a comoditie, por definição, é um produto cujo o produtor não define o preço, mas sim o mercado estabelece por quanto vai comprar, nesse caso, nossos principais produtos são cotados em dólar e os custos para serem produzidos são sobretaxados com toda a tributação do “Custo Brasil” em reais. Sendo assim, o cenário que se apresenta mediante uma queda maior do que já tivemos nos últimos anos do dólar, pode, em vez de nos propiciar uma moeda forte, ser um ponto de inversão do período de crescimento que vivemos, para o início de uma recessão que hoje seria difícil de vislumbrar.

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  5. 29 jeovah lima cavalcante 01/04/2011 8:10

    fica aqui uma pergunta. finalmente e bom para o brasil ter mais dolares ou menos dolares?
    com a palavra o sr. ministro da fazendae os seus economistas.

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  6. 28 Vic 01/04/2011 7:49

    Ao invés de conter a queda do dolar, o govêrno deveria criar os mesmos mecanismos para atender aos interêsses dos exportadores…Uma alíquota móvel que funcionaria ao inverso da queda e da alta desta moeda, respectivamente…Creio que a expeculação do dolar diminuiria uns 90 por cento…

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  7. 27 Victor 01/04/2011 7:42

    Não quer perder votos com a classe média consumidora de insumos e produtos importados.

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  8. 26 Apolo 01/04/2011 7:40

    Volta da inflação…uma das heranças do Lula. Tem outras: dengue, correios quebrado…….e vai por aí, mas, como sempre, parece que não é com ele.

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  9. 25 Anderson 01/04/2011 7:27

    Eu acho que muita gente vai perder com o dolar baixo,porque na minha opinião quando o dolar esta baixo as empresas não consegue vender seus produtos por preços melhores assim consequentemente gera uma caixa negativo nas contas então somos obrigados cortar empregos para diminuir as despesas.Não são todas as empresas mais as de calcados,frigorificos,agronegocios,etc…
    A questão de nos termos os preços caros são em relação a carga tributaria no brasil e não o cambio flutuante,porque geralmente que compra produtos importados tem dinheiro,outra coisa e em relação ao turismo com o dolar baixo e mais facil o brasileiro viajar para o exterior levando o dinheiro e fazendo caixa em outros paises, com o dolar um pouco mais alto, a nossa vantagem e que viram mais turistas gastar seus dinheiro aqui, fazendo que gere empregos sendo que o setor de turismo movimenta milhoes no mercado.
    Eu acho que se o dolar cair mais do que esta muitas empresas fecharam as portas porque não seram competitivas com outros paises.O duro e que vai entupir de produtos chineses piratas,que não gera nem imposto para o país ai seremos obrigados a usar o que tem

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  10. 24 André 01/04/2011 7:13

    Até que em fim o Real agora será real, e talvez sobre alguma coisa no bolso do povo brasileiro, já que os 4 primeiros meses do ano nos trabalhamos para pagar impostos.

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