Mudança na Vale fortalece Guido Mantega
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, se fortaleceu no governo na última semana com as negociações do governo para a mudança de comando na Vale.
Durante todo o tempo, Mantega agiu a pedido e com o consentimento da presidenta Dilma Rousseff.
As tentativas de desmoralizar a ação de Mantega só o fortaleceram no governo e ajudaram a enfraquecer Roger Agnelli, que não se conforma até agora em ter perdido a presidência da Vale.
Para se ter uma ideia, no dia seguinte ao vazamento da informação das conversas de Mantega com o Bradesco, o ministro da Fazenda ficou boa parte do tempo no Palácio do Planalto participando de reuniões com Dilma Rousseff para decidir as mudanças na Caixa Econômica Federal.
Agnelli só se convenceu de que realmente tinha perdido o posto, quando recebeu a informação do Bradesco, na sexta-feira, que ele não seria reconduzido ao cargo.
A saída de Agnelli da Vale, no entanto, já tinha sido decidida há cerca de um ano, ainda no governo Lula. O único pedido que o Bradesco tinha feito era de só se fazer a mudança na companhia quando encerrasse o contrato de Agnelli, o que ocorre agora em abril.
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9 comentários | Comentar
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9 Marcelo 31/03/2011 13:18
É simples de explicar:
1) O PT não se conforma que a privatização da Vale deu certo. Então, há de se piorar a empresa antes que os lucros sejam ainda maiores e acabe de desmascarar a teoria desses socialistas/comunistas retrógrados. Esse é o primeiro ponto.
2) Os navios só estão sendo fabricados no exterior porque nenhum estaleiro brasileiro está aceitando novos pedidos para atendimento imediato, e o mercado não pode esperar a disponibilidade da indústria nacional.
3) Essa interferência na maior empresa privada do país abre um grave precedente.É o marco inicial da venezuelização do Brasil!
Marcelo Borges
8 heleno 29/03/2011 11:38
Se a petrobras, fosse privada você acha que ela seria a primeira do mundo em exploração em alto mar, logico que não, pois para chegar a este ponto houve muito estudo e isso exige investimento, como eles só querem lucrar e vender comodities como a vale, não iriam diminuir o lucro para investir em conhecimento, outro exemplo é a embrapa, ai eu te pergunto qual empresa privada no brasil é superior a outras empresas do exterior na mesma area.
7 rodrigo 28/03/2011 18:38
Heleno, não consigo discordar mais de você. Também “envista” é duro.
Não acho que seja obrigatória a continuidade do Agnelli, visto que o contrato dele realmente termina em Abril. Contudo, se fossemos olhar os fatos, não haveria porquê partir do governo essa solicitação.
Está na cara que eles querem alguém que antes concorde pedir a benção para o governo antes de cada decisão importante, e isso é perigoso para a empresa e para seus acionistas. O Agnelli tem claramente o lucro como seu foco, já o governo pode tentar um “bem maior” que com certeza diminui a competitividade da empresa.
Vocês imaginam o que a Petro seria se não fosse um cabide de emprego do governo? Se fpsse gerida pelo Agnelli com a liberdade de focar o lucro?
Abraços,
6 Agnaldo 28/03/2011 18:21
precedente perigoso!
5 heleno 28/03/2011 17:24
Que o Sr. Roger Agnelli sabe administrar uma empresa todos sabemos, mas os lucros e o crescimento da vale se daria de qualquer forma com outro executivo a altura da vale, o que o governo quer, é que uma empresa do porte da vale com a maior parte de seu capital sendo nacional e do governo, é que ela envista dentro do pais, e ai justifica-se sua privatização, pois privatizada ela conseguiu mais vigor e com esse vigor poderia deixar de ser simplesmente exportadora de comodities e ajudar junto com a petrobras fazendo investimentos em diversificação de produtos acabados, gerando mais empregos e impostos para o Brasil, basta ver a china que investe tanto em comodities com em produtos acabados, espero que o novo executivo da vale lembre-se que antes de tudo a vale é do povo brasileiro, coisa que o sr. Roger Agnelli nunca se preocupou, a não ser em colher lucros para o capital privado, que em tempo, também deve ter seu lucro, mais o povo também precisa uma vez que grande parte do capital da vale é do governo.
4 Elso 28/03/2011 16:43
Davi,
É muito simples. Os maiores acionistas da Vale são o BNDS e a Previ. Entendeu? Precisam, não tenho certeza, ainda da vontade de uma empresa japonesa. Quanto ao Bradesco, não sei direito, mas me lembra o caso da Cemig em que um sócio minoritário, estrangeiro, tinha poder de veto. Essa brincadeira foi anulada, no Supremo, pelo Itamar. Como maioria, eles indicam as pessoas de sua confiança. É o mesmo princípio em qualquer lugar. O problema foi o cara comprar navio em Singapura, e não aqui.E demitir muita gente, e não fazer uma siderúrgica, em 10 anos, e só saber fazer buraco.
3 silvio 28/03/2011 16:40
Tambem gostaria de entender porque o governo tem tanta influencia na Vale. Por que o Bradesco cedeu aos pedidos? Sempre me pareceu que o sr. Agnelli é cosiderado um dos melhores executivos do Brasil.
2 giovane gil 28/03/2011 16:36
Amigos nós petistas nunca engolimos a provatização da vale do rio doce, empresa nascida nas Minas Gerais, acontece que os donos da vale são o bnds, um grupo japonês, o bradesco e os funcionarios do bb. O pt tem muita força nos fundos de investimentos do bb, e bnds é governo.
Eu dava tudo para poder jogar uma moedinha de 1 centavo e mandar o aguineli pegar.
A vale tem que investir no Brasil e não ficar comprando navio na asia…
1 david 28/03/2011 16:19
CARO JORNALISTA, ME EXPLIQUE UMA COISA, QUE EU E MUITOS NAO ENTENDEM.
AFINAL, A VALE É PRIVADA OU ESTATAL. NAO CONSIGO DIGERIR ESSA CONFUSAO TODA.
ESSES ACONTECIMENTO, LEVAM OS CIDADAOS, A PENSAREM COISAS……
Pacífico 28/03/2011 16:59
A Vale é privada (a troco de banana, é claro), mas os fundos de pensão de empresas públicas e o BNDS tem um dinheiro danado lá. A Vale, sob a direção do Sr. Agnelli, agiu sempre contra os interesse nacionais e estrategicamente da própria empresa, daí a defenestração mais que acertada, do mesmo.