Inflação deve bater no teto da meta no meio do ano e BC deve adotar novas medidas monetárias
Até o meio deste ano a inflação deve superar a barreira dos 6,5%, que é o teto da meta de inflação definida pelo governo.
O governo fixou como meta para 2011, 4,5% de inflação, com tolerância de dois pontos para cima ou para baixo.
No ano passado, a inflação oficial fechou em 5,9%, dentro da meta estabelecida pelo governo.
Nos próximos meses, no entanto, a inflação acumulada em 12 meses deve subir de forma significativa, muito em função principalmente por um efeito estatístico, superando os 6,5% do teto da meta.
A base de comparação é muito baixa. Nos meses de março a agosto do ano passado, os índices ficaram muito próximos de zero, o que vai provocar uma alta significativa neste ano.
Em março do ano passado, a inflação foi de 0,52%; em abril, de 0,57%; em maio, 0,43%; em junho, 0; em julho, 0,01%; e, em agosto, 0,04%.
Ou seja, diante desses resultados, a inflação de 12 meses deve superar a casa de 6,5%, o que vai provocar certamente muita crítica do mercado à ação do BC.
Muitos devem achar que o BC deveria ter sido mais enérgico no combate à inflação.
O problema, no entanto, é que a alta da inflação não irá refletir o presente, caso se confirmem os sinais de desaceleração da economia, e sim o passado, por um efeito estatístico.
O BC tem consciência disso e não deve mudar seu rumo. A previsão do mercado é de que o BC promova mais dois aumentos dos juros, um de 0,5 ponto e outro de 0,25 ponto.
Não estão descartadas, no entanto, novas medidas macroprudenciais para ajudar no combate à inflação.
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