Redução de impostos para moradias populares vai gerar mais de 60 mil empregos em São Paulo, diz estudo da FGV/Abramat
O projeto de Lei do governo de São Paulo para reduzir a carga tributária incidente sobre a construção de moradias populares, que será enviado à Assembléia nos próximos dias, deverá gerar mais de 60 mil empregos e cerca R$ 5,1 bilhões ao PIB do Estado.
Os cálculos foram realizados pela FGV Projetos, em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), e serão apresentados nesta quarta-feira ao secretário estadual da Habitação Silvio Torres. O levantamento foi elaborado com base em uma redução do ICMS para 12% no Estado.
Para Melvyn Fox, presidente da entidade, além do aumento da arrecadação e da formalização do setor, a iniciativa trará efeitos benéficos para o custo das casas populares e poderá impulsionar a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU).
“O governador Geraldo Alckmin tem experiências anteriores com resultados positivos para a arrecadação e a formalização do mercado com desonerações”, acrescentou. Segundo Fox, uma redução de 50% no ICMS de itens de construção traria um impacto positivo de 1,41% no PIB do País e um acréscimo de 1,39% na geração de empregos.
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