Indústria se reúne com Luciano Coutinho e pede ação rápida do governo para reverter déficit
Em almoço hoje, em São Paulo, com o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, pesos pesados da indústria pediram uma ação rápida do governo para reverter a perda de competitividade do setor manufatureiro no Brasil e o déficit da balança comercial desse segmento.
O empresário Pedro Passos, presidente do IEDI, que organizou o encontro, foi enfático ao chamar atenção para a deteriorização rápida da indústria brasileira nos últimos anos.
Há dois anos, a indústria registrava superávit de US$ 8 bilhões. Ano passado, o resultado foi negativo em US$ 35 bilhões. Até os setores de baixa intensidade tecnológica estão no vermelho.
Os empresários afirmaram que a indústria vive um momento difícil, com perdas tanto no mercado externo como no interno. Eles pediram, entre outras medidas, financiamentos mais competitivos, o “desempoçamento” de créditos tributários tanto federais quanto estaduais e mecanismos para tornar o custo da mão de obra mais competitiva no Brasil.
O fato é que, na opinião dos empresários, a indústria hoje está numa situação de perda de competitividade. Com a alta dos juros, a tendência é de valorização do real ainda maior, o que pode agravar o quadro de perda de competitividade.
Luciano Coutinho falou pouco, mas disse que o governo tem uma preocupação especial com a indústria brasileira. Os empresários também pediram que seja implantado no país uma Política de Desenvolvimento Produtivo, o PDP.
Estavam lá, entre outros, Benjamin Steinbruch, Flávio Rocha, Paulo Francini e Ivoncy Iochpe.
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12 Fernando Mendonça 27/01/2011 12:44
Estive na China nos últimos 6 anos, em intervalos de dois anos; visitando diversas regiões industriais. É fato que a velocidade para melhoria de sua infraestrutura e qualidade de seus produtos são inigualáveis com qualquer outro pais do mundo – mesmo a Índia. Difícil é imaginar que com nosso histórico de governança publica, política industrial, de desenvolvimento possamos competir de igual pra igual com a China. Reserva de mercado é retrocesso. Incentivo ao desenvolvimento e desoneração é o que a industria brasileira precisa; caso contrário estaremos nos próximos 5 anos estaremos com sérios problemas de emprego.
11 Jeferson 26/01/2011 22:00
Este é o oceano que vem por trás da marolinha do Lula.
Trabalho em uma empresa multinacional, e as outras plantas em outros países da empresa que trabalho, vêm sendo inundadas por este oceano desde 2009.
Vamos todos morrer afogados em breve se não houverem medidas drásticas de nosso governo.
Tiraram um balde de água do oceano a pouco tempo e acham que a água acabou, que não é necessário fazer mais nada.
Na verdade, não sei porque ainda fico nervoso e me revolto. Isto não tem solução!
10 João Leite 26/01/2011 19:00
O maior culpado é os juros nas alturas. O governo não investe nada em infraestrutura para barater o preço do transporte. Tem que tomar alguma medida para conter o avanço dos produtos chineses. O governo tem que investir pesado em tecnologia para produzirmos produtos de qualidade a preço competitivo.
J. Leite
9 Luis 26/01/2011 18:58
O que ninguem diz ou comenta é que o que faz o juro subir é o deficit do governo que gasta mal, onde não deve para dar grana para copinchas e não tem coragem de cortar na propria carne
8 Jorge Gaúcho 26/01/2011 18:58
Isto é apenas o início da desindustrialização resultante da absurda política monetária e cambial vigente, mais a ignóbil decisão brasileira de considerar a predatória China como apenas mais uma economia de mercado. O tempo perdido está cobrando o seu preço e está acabando o gás da política econômica implantada há mais de 10 anos atrás, pois não tivemos medidas adequadas para seguir os novos caminhos da economia mundial.
7 Mauricio Peres 26/01/2011 18:43
Está havendo de fato uma “desindustrialização” no Brasil, agravando o deficit em conta-corrente, devido a uma valorização do Real. Essa situação se por um lado segura a inflação, com a enxurrada de produtos “made in China”, por outro vem sucateando a industral nacional. Agrava-se o fato o aumento de juros nominais Selic, que provoca a entrada de dólares na economia, para premiar o capital volátil, na diferença do juros reais pagos. A saida é o velho bordão das reformas (que me parece não há vontade politica, para empreender)… resultado, produtos nacionais encarecidos, perdas de margem e competitividade dos nossos produtos, choque de oferta (pois o empresário diminui sua produção) e consequentemente aumenta os preços, para manter sua industria em pé.
E a capitalização do BNDES, via Tesouro Nacional, foi para os cofres das industrias processadoras de carne (frigorificos), Petrobrás do pré-sal, voltadas para exportação e usinas hidrelétricas, sem critérios de alocação desses recursos.
6 jose carlos 26/01/2011 18:30
O que eles querem mesmo é reserva de mercado e subsidio! Esse filme já assisti em decadas passadas. O tempo passou e eles continuam produzindo o mesmo parafuso com a mesma porca!
5 david de souza 26/01/2011 18:25
Concordo plenamente com sua opinião, e que alguns que atuam na importação, não tem a minima preocupação com a industria interna e sim pelo lucro facil, infelizmente.
4 nelson trindade 26/01/2011 18:16
Se o tratamento dado aos produtos chineses continuarem no patamar atual teremos o desaparecimento gradativo da cadeia textil brasileira, que como todos no governo e na sociedade sabem, é um grande empregador. Acho que nossos irmão chineses merecem ter seus empregos, porem não podemos quebrar um setor inteiro para beneficiar uns poucos importadores no Brasil que como sabemos não estão preocupados com nenhum tipo de cadeia, nem mesmo a textil.
3 Amado 26/01/2011 18:12
Engraçado, quando eles estão ganhando burras de dinheiro não chamam o governo para dividir o bolo. Amigos empresarios capitalismoé isso LIVRE MERCADO tem os seus riscos.
Portanto, se modernizem, melhores seus indicadores de qualidade e vão a luta.