“Faltou coragem à oposição ao não defender a privatização”, diz FHC | Guilherme Barros

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segunda-feira, 11 de outubro de 2010 Sem categoria | 15:41

“Faltou coragem à oposição ao não defender a privatização”, diz FHC

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Em palestra para empresários em Cartagena, na Colômbia, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fez uma dura crítica ao seu partido por não ter defendido nas eleições o programa de privatização do seu governo.

“Faltou coragem à oposição em explicar de forma convincente que fizemos certo em privatizar”, disse Fernando Henrique. “A sociedade saberia entender se a oposição tivesse mostrado os benefícios da privatização”.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fez essas afirmações durante palestra proferida por ele no 15º Meeting Internacional, promovido por João Doria Jr em Cartagena, com a presença de mais de 150 empresários brasileiros do Lide.

Segundo Fernando Henrique, sua crítica não se refere apenas ao primeiro turno das eleições de agora, mas também às campanhas de 2002 e 2006.

Agora, de acordo com ele, o candidato tucano à presidência, José Serra, parece ter se convencido da necessidade de defender a privatização e irá fazê-lo na campanha do segundo turno.

Numa crítica direta à estratégia de campanha tucana, FHC disse que, em parte, essa decisão de se esquivar de defender a privatização se deve ao fato de, nas campanhas, os candidatos ficarem muito amarrados aos marqueteiros e suas recomendações.

“Nas eleições, prevalece o marquetismo”.

Para ele, essa decisão foi um erro evidente e deverá ser corrigido agora.

FHC citou vários benefícios ao país gerados pela população, principalmente na telefonia. Lembrou o avanço da internet e o fato de o país ter hoje 200 milhões de celulares.

“Se não tivesse tido a privatização, o país não teria internet hoje”, afirmou.

Lembrou que a privatização da telefonia foi um bom negócio para o governo, que conseguiu arrecadar com o leilão US$ 28 bilhões com a venda de 22% do capital das teles. Hoje, se somarem todas as teles, FHC disse que o total não chega a US$ 100 bilhões.

“Nós vendemos caro”, afirmou.

FHC também defendeu as privatizações da Embraer, que se tornou a terceira maior companhia de aviação mundo, e da Vale, que, segundo ele, hoje paga mais em imposto do que o governo recebia em dividendos.

O ex-presidente deixou claro que não são todas as empresas que devem ser privatizadas. Ele afirmou que nunca defendeu, por exemplo, a privatização da Petrobras e do Banco do Brasil, mas sim que se tornassem grandes corporações e que fossem competitivas.

Mas FHC disse ainda que não se pode pensar que toda empresa estatal beneficia o povo.

Segundo ele, muitas estatais só atuam em benefício de algumas corporações e partidos políticos numa aliança entre o setor público e privado na qual o povo é quem mais perde.

Autor: Guilherme Barros Tags: , , ,

291 comentários | Comentar

  1. 291 Francisco Nobre 09/09/2011 13:29

    FHC cita que a Vale hoje rende mais em impostos do que rendia em dividendos (!!). Oras, uma coisa não exclui a outra. Ou uma empresa estatal (sociedade de economia mista, no caso) não paga tributos? Lógico que sim. Então, antes da privatização, a Vale pagava tributos (como paga hoje) e rendia dividendos também. Se não era tão rentável assim, era por administração falha e por uma legislação paralisante em termos de compras e investimentos. Vejamos a Petrobrás, que continua estatal, muito rentável e muito tributada, também. Será que as jazidas da Vale também não eram estratégicas para os interesses brasileiros? Somente o futuro dirá. Afinal, a Vale privada exportará até o último grama de minério e, como se trata de um negócio privado, sairá do Brasil a procura de novas minas pelo mundo. Se tivéssemos visão estratégica, com uma empresa como essa nas mãos de nossa sociedade (em co-participação público-privada, como seria uma sociedade de economia mista mais moderna que o modelo atualmente existente), poderíamos restringir a exportação hoje, em prol de um futuro mais longo para essas jazidas. Isso se chama visão estratégica e não o puro lucro imediato como os negócios privados exigem. E a privatização das Teles? Que falácia dizer que o serviço melhorou? É claro, temos hoje o serviço de transmissão telefônica e de dados dos mais caros do mundo! Se fosse para pagarmos o que estamos pagando, as empresas telefônicas estatais teriam recursos para investir e a “qualidade” (muito relativo falar que o serviço telefônico e de dados no Brasil tem qualidade) seria, no mínimo, como é hoje, mas as empresas teriam permanecido como economia mista, ou seja, parte de seu capital seria, como já era, privado. Não quero defender o estatismo. Acho que, com as práticas e legislação arcaicas do Brasil e nosso anacrônico sistema corrupto, de fato, o melhor é a privatização, desde que isso não signifique a farra das tarifas e pedágios altíssimos que passaram a existir no Brasil, e que tenhamos agências reguladoras de verdade, e não cartórios para legitimar o que as empresas privatizadas fazem, em detrimento do interesse dos consumidores e cidadãos.

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  2. 290 Valmir Matos 26/10/2010 11:46

    Privatizar significa além da evolução, acabar com cargos políticos, cabides de emprego e pessoas erradas nos cargos de confiança. Privatizar é aumentar o número de empregos e arecadação de impostos. Privatizar é trocar despesas por receita. Pena que falta vontade vergonha na cara dos governantes para direcionar estes recursos em benefícios para a população.

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  3. 289 Dorival José Borges 13/10/2010 14:38

    Em primeiro lugar, concordo plenamente com o teor desta ótima matéria.
    Compartilho de toda razão em cobrar que as privatizações feitas sejam mais corajosamente defendidas.
    Como leitor, faço uma abordagem, mais especificamente, a respeito das duas últimas linhas desta matéria.
    Creio que uma massa predominante da população infelizmente não entenda que uma Estatal seja uma empresa dirigida pelo Governo com mandato em vigência. Assim sendo, pode acontecer que governantes em cumprimento de mandato, acabem por se beneficiar da criação de cargos nas Estatais [cabides], que por alguns anos, estarão a disposição para fazer “nomeações” de diretores, gerentes, assistentes especiais, etc.
    Nestas nomeações, ocorre que em primeira instância pode-se “criar” cargos para companheiros, não eleitos por exemplo, e por conseguinte os mesmos tenderão, quase que naturalmente, a necessitar de assistentes, assessores técnicos, supervisores de divisão, etc., que “coincidentemente” e por se tratar de “cargos de confiança”, também tenderão a ser ocupados por: filhos, sobrinhos, primos, cunhados, amigos, etc. Afinal, os cargos são de “confiança” e não se pode ocupar os mesmos com pessoas desconhecidas.
    A quem possa interessar, estão a entender como o povo [nós] é quem mais perde? Percebem o que “talvez” aconteça em meio às “alianças entre o setor público e o privado?Uma Estatal deve gerar dividendos para a nação, e estes dividendos devem ser investidos em áreas como por exemplo: educação, saúde, segurança, para citar apenas três das tantas necessidades estruturais de uma nação.
    Estão a perceber o que significa estatais que só atuam em benefício de algumas corporações e partidos políticos?
    Pode ser, somente pode ser, que entra mandato, sai mandato, há quem fique, não duvidem, até multimilionário em um único mandato de 4 anos. Tudo vai depender do cargo e do quanto o mesmo propicie “fazer ótimos negócios”.
    Eu sonho com um dia em que a maioria esmagadora do eleitorado nacional fique bem atenta a todos os políticos que criticam desesperadamente as privatizações, como se as mesmas fossem de fato a entrega de nossa soberania nas mãos de estrangeiros. Vale ressaltar, que até compreendo a manutenção de estatais de seguimentos estratégicos.
    Eu sonho com um dia em que uma massa majoritária, consiga ao menos fazer contas de multiplicação de modo a perceber que mesmo com um salário de uns R$ 40.000,00, fazendo-se sobrar R$30.000,00 todos os mêses, não é possível tornar-se multimilionário, como muitos conseguem.
    Para citar somente uma das empresas que foram privatizadas, a Vale do Rio Doce tinha até um hotel cinco estrelas particular. Não se tratava de um ramo hoteleiro do grupo, era um cinco estrelas particular! Sabiam?
    É preciso que haja também coragem por parte dos políticos, para denunciar CLARA E ABERTAMENTE estes abusos que delapidam o patrimônio nacional a enriquecer uns poucos em detrimento de um povo, que um dia acorda!
    As duas últimas linhas desta ótima matéria, me inspiraram a redigir estas palavras de indignação, uma vez que já de longa data, ouço este discurso anti-privatização curiosamente por parte de representantes que sempre possuem cargos eletivos entre seus pares.
    Para encerar meu desabafo, uma vez que acabei por me fazer prolixo sem que o quisesse, será que vender Estatais bem abaixo do preço como proclamam aos quatro ventos os opositores, não configura improbidade administrativa? Faço a pergunta porque não tenho conhecimento de nenhuma arrolação criminal deste gênero. De uma vez por todas, precisamos deixar de engolir estes discursos vazios.
    O que o então Ilustre Presidente e equipe governamental realizou em termos de privatização foi totalmente correto e dentro da lei. Como cidadão, tenho certeza disto.
    Proponho uma reflexão final: Se as privatizações feitas foram esta tragédia que propagam, porque ninguém nunca adotou medidas legais cabíveis, em defesa da nação? Afinal, os representantes do Congresso, representam o povo em defesa dos interesses do país. Certo?

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  4. 288 Edson Tani 13/10/2010 10:28

    Toda vez que se aproximam as eleições o PT usa o mesmo artifício de colocar privatização como o fim do mundo, o PT vira SOCIALISTA só em véspera de eleição porque nunca vi o PT estatizar nada como eles sempre prometiam em campanhas anteriores. Imagino que hoje todos possuem um celular no bolso , as vezes dois…rs. Sem a privatização das teles talvez hoje não teriamos esse conforto. A Vale paga de impostos hoje mais do que dava de lucro quando estatal, a Embraer se tornou uma das maiores do mundo em aviação. A Petrobras e o B.B. são empresas que atualmente seria quase impossível de se privatizar. Alguns podem perguntar onde foi parar o dinheiro das privatizações. E alguém sabe onde vai parar o dinheiro da capitalização da Petrobrás? Os bilhões arrecadados está mudando a vida dos brasileiros? no dia-a-dia alguém está sentindo a diferença? Empresa estatal serve como moeda de troca na mão de políticos, em troca de apoio ganham cargos estratégicos que deveriam ser ocupados pos técnicos. O maior patrimonio que um país pode ter é; EDUCAÇÃO, SAÚDE E SEGURANÇA!
    E se a Petrobrás é realmente do povo, o presidente teria feito algo quando o Morales invadiu nosso patrimônio, defendido nossos interesses pois havia sido eleito por nós para esse fim, mas ao contrário ele disse que o nosso vizinho estava no direito dele… E o nosso direito de proprietário do bem? Do patrimonio do Brasil?
    Não entendo porque o PSDB tem tanto medo em tocar no assunto de privatização. Enquanto tiver esse medo todo será sempre refém do assunto.
    E o povo brasileiro sempre continuará vendo privatização com os olhos do PT. E não com seus próprios olhos.

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  5. 287 francisco Valderi Carvalho 12/10/2010 16:24

    Realmente FHC nem toda empresa pública pode ser privatizada e toda empresa pública beneficia o povo. No entanto, toda empresa pública, é patrimônio do povo; portanto, para se privatizar tem que ter consciência da situação daquela empresa deficitária e, através de estudo e pesquisa, fazer um levantamento e concluir que ela não presta serviços bons para a sociedade. Daí é que se pode concluir e fazer um plebiscito junto ao povo; perguntando-lhe se deseja vender aquele patrimônio que é deles e se há necessidade dessa transação.
    Nao foi o seu caso FHC, você tomou decisão sozinho juntamente com sua cambada de malfeitores assessores, amigos e parentes, inclusive o Serra, e vendeu o patrimônio público, que não era seu, entregando-o a preço de banana e favorecendo, somente, aos seus e alguns empresarios inescrupulosos e ganaciosos. Deixando os brasileiros mais pobres e desprovidos de suas riquezas naturais.
    O patrimônio público que se refere às riquezas naturais, ao o ar, à terra e ao mar, são patrimônios que não podem ser vendidos por hipóteses nenhuma, pois eles fazem parte do patrimônio nacional e de defesa e de segurança nacinal.Claro que foi um erro político; um erro patriótico e desumano que você cometeu contra o nosso povo e contra o Brasil que não tem perdão, porque você vendeu o que não era seu e, em detrimento do povo brasileiro.Você cometeu um crime de lesapátria, violando um dos direitos mais sagrado do povo brasileiro e que nunca será esquecido.
    Agora, você vem querendo introduzir esse instrumento, produto de seus pensamentos e das suas malucas idéias ao nosso povo. Que coisa feia e antipatriótica que você está cometendo outra vez. Para o político, é melhor ele cometer um crime comum do que um erro político.
    Vejam o caso da China, nunca vendeu, e nem foi preciso, uma empresa pública de lá e, hoje, é considerada a maior e mais rica nação deste planeta. FHC e Serra! Só vocês que não sabem disto!

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  6. 286 alan novaes 12/10/2010 15:44

    Admiro FHC, apesar de nunca ter votado e não aprovar seu governo, mas ele crer que fez o melhor para o Brasil, por isso defende suas ideias e possição partidaria, o que infelizmente os candidatos de seu partido não tem a mesma dignidade, não aprovo suas ideias e admiro sua firmeza de carater, parabéns

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  7. 285 Marcos Strachicini 12/10/2010 15:10

    A privatização da telefonia foi importante, porém, nos últimos 16 anos só se falta em recorde de produção de celulares, mas não se aborda a carga tributária altíssima que temos, não somente em telefonia mas em energia elétrica.. Enquanto isso, os índices de saneamento básico, apenas 18% das residências no Marãnhão possuem esgoto, saúde e educação beiram o ridículo.

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  8. 284 Eliane Fonseca 12/10/2010 15:03

    Ainda tem gente que acredita que o Serra não vai privatizar tudo….

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  9. 283 Marcus Teles 12/10/2010 14:50

    Bem, o Brasil possui estatais como a Petrobras e o banco do Brasil que conseguem auto-sustentar-se e gerar lucro para o estado. A privatização traz beneffícios sim, entretanto os mesmos seriam maiores se a empresa você estatal. Será que temos que acreditar que a internet e outros beneficios só puderão chegar com a privatização? Acho que acabamos pagando pela incompetência do estado de gerir estas empresas, e o estado delega está função a empresas estrangeiras.

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  10. 282 Valdecir Lopes Diniz 12/10/2010 14:47

    O problema não foi privatizar e sim o que foi veito com o dinheiro.
    E se tivesse sido bem feito já tinham defendito antes.

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