Para britânico RBS, demissão de Erenice só afetaria mercado se denúncias envolvessem Palocci
Ainda que a demissão Erenice Guerra tenha repercutido muito mal no meio político, no mercado financeiro, o entendimento é que o caso terá pouca importância na formulação de um eventual governo de Dilma Rousseff. Erenice substituiu Dilma no comando da Casa Civil, e era tida como nome certo no governo em caso de vitória petista em 3 de outubro.
“Ainda vejo esse tipo de evento como inócuo do ponto de vista do futuro governo”, diz Zeina Latif, economista sênior para América Latina do banco britânico RBS. “O mercado hoje está mais preocupado em saber quem vai ser o próximo presidente do Banco Central, quem comporá o time econômico, e, consequentemente, qual será o papel do (Antonio) Palocci no governo.”
Zeina avalia que a demissão de Erenice pode gerar algum problema para o governo, mas acredita que o caso só teria impacto no mercado se as denúncias de corrupção envolvessem o ex-ministro Palocci.
“É claro que esse ruído pode gerar alguma insegurança lá para frente, mas não acho que a demissão da Erenice vá influenciar a montagem da equipe. Seria complicado se (as denúncias) envolvessem o nome do Palocci, porque isso enfraqueceria seu nome dentro do governo. Mas não vejo como Erenice poderia continuar na Casa Civil num governo Dilma, ainda que ela fosse importante para a candidata.”
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